Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 10 de julho de 2012

Vem ser feliz comigo, agora!


Vem ser feliz comigo, agora!

Embora a pacificidade e a paciência sejam elementares ao amor e fundamentais para que qualquer relação amorosa dê certo, procure alguém que diga "vem ser feliz comigo, agora" e não  alguém que diga "por favor, tenha paciência comigo". Existem risos de um lado e lágrimas de outro, separando estes dois "pedidos". Acredite: o primeiro sempre é mais nobre!
Não existe nada notoriamente ruim quando uma pessoa lhe pede que tenha paciência com ela ou com algo, a questão é quando este pedido se torna contumaz.
A pessoa habitualmente falha, habitualmente lhe magoa, habitualmente age errado, não pensa no que diz, não pensa antes de falar, não age corajosamente, se esconde atrás de palavrinhas bonitas e, lógico, pede a sua santa e misericordiosa paciência!
Então você pode concedê-la, uma, duas, três, quatro ou mais vezes. Até que chega um dia que, de tanto ser paciente você cansa. Você percebe que a sua tolerância não contribui para a evolução do outro, pelo contrário, como uma criança, ele se acomoda e deixa de crescer, de evoluir, de aprender.
Com o passar do tempo e diante das inúmeras vezes que você usou a sua paciência com nobreza, você decide que quer alguém maduro, alguém preparado para ser feliz e para fazer quem esta ao seu lado feliz.
Você não quer um filho para criar, você quer compartilhar amor, carinho, experiências, você quer um abraço apertado, palavras justas e força, você não quer um egocêntrico que lhe peça paciência o tempo todo. Então você decide que quer ser feliz no amor e não “apadrinhar” um ser humano irresponsável e inconseqüente.

Passo Fundo, 10 de julho de 2012.

Cláudia de Marchi

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amor saudável


Amor saudável

Eu cheguei numa fase da minha vida em que eu não quero enfrentar situações complicadas na minha vida amorosa. Eu fico só, fico na minha, mas fico em paz, fico tranqüila.
Não quero saber de mistérios espirituais, cansei de acreditar demais nas pessoas, cansei de ceder sempre, de dar o meu melhor e receber "consolo" ou quase nada em troca.
Cansei de ser "queridinha", cansei de ser aquela que sempre abre o coração, que tem muita calma e pacificidade. Eu sofri demais para continuar acreditando em contos de fada e amores milagrosos.
Eu não perdi a fé no amor, eu até quero um amor, mas quero um amor que chegue arrebatando, que chegue sem complicações, sem problemas, sem implorar pela minha paciência já cansada, para não dizer "esgotada"!
Eu quero o mais puro amor, mas para ser vivido na mais espontânea sinceridade e na maior simplicidade, eu quero um amor com uma pessoa que me compreenda, que seja compreendida, que não invente desculpas, que não se esconda atrás de problemas que não existiria se ele agisse.
Eu quero um amor maduro, um amor recíproco, liberto, tranqüilo, simples. Nada de complexidade, nada doentio que exija a minha paciência como um paciente exige os cuidados de uma enfermeira.
Eu quero um amor saudável, que ande por si mesmo, onde vigore o respeito, a alegria, a harmonia, o bom humor e a simplicidade. Eu não quero o extraordinário, eu quero o bom, o muito bom, o excelente que me faça manter a paz de espírito.

Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 09 de julho de 2012.

domingo, 8 de julho de 2012

Sinceridade


Sinceridade

Tenha vontade de ser feliz, saiba respeitar aos demais, seja sincero e transparente. Milagres você não irá fazer e, seguidamente, as suas decisões magoarão aos outros, não porque elas sejam inquinadas de maldade, mas porque elas não correspondem as inúmeras ilusões e expectativas que os outros criam, enquanto colocam sua capacidade de observação no lixo.
Não tenha medo de conhecer pessoas, de se relacionar, de se envolver ou de desistir de tudo isso! Tenha medo, isto sim, de se deixar contaminar pela hipocrisia que gere a vida da maioria, pela falsidade e por esta habilidade asquerosa de mentir e dizer ao outro palavras doces que não correspondem aos seus sentimentos.
Se comprometa em ser sincero, se comprometa com a franqueza e com o respeito ao outro e ao que ele possa sentir. Você não é obrigado a corresponder aos sentimentos alheios, você não deve é mentir sobre os seus sentimentos. O outro pode se iludir, ficar cego de paixão por sua própria vontade, você é quem não deve amarrar as vendas em seus olhos.
As pessoas precisam saber que o que caracteriza o fato de uma pessoa gostar de delas é que ela abre mão do que for necessário para ficar ao seu lado. Não adianta dizer que você é especial, que sente saudades, que te adora, e etc.
Quem gosta de você faz o possível e o impossível para estar com você. Não se iluda nem se contente com mensagens, com palavras e com "blá blá blá" que carece de atitudes. Quem lhe deseja, age, quem lhe deseja enfrenta o que for pela sua companhia, o resto, ah! O resto é resto, e resto se coloca fora, no lixo, enfim onde você preferir, desde que não seja nos seu coração.
Se entregue, se envolva, se apaixone, quando valer a pena, sem devaneios, sem expectativas falsas, sem crer cegamente em palavras. Cabe a você ser sincero com que lhe deseja ou com que você estima, mas cabe a você não se iludir com o que sai da boca do outro, mas não se coaduna com seus atos.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 08 de julho de 2012.

sábado, 7 de julho de 2012

Suportável?


Suportável?
Em certos momentos você se empolga, você se anima, se sente envolvido e até mesmo apaixonado, então você pensa que vai conseguir superar seus limites morais, seus limites psíquicos. Você pensa que vai suportar tudo, mas, não consegue.
Existem coisas para as quais você não foi feito, existem situações, circunstancias e, até mesmo, pensamentos, que você não suporta vivenciar ou ter. É preciso se conhecer bem ou você se coloca em situações que colocam a sua sanidade a prova.
E testar a sua sanidade mental nunca é uma boa opção: você pode se surpreender com o que você pode suportar ou, normalmente, com o que, por mais que deseje, você não consegue agüentar ou aceitar, porque lhe tira a paz e a tranqüilidade.
Existem vivencias que lhe fazem mal, que lhe maltratam, que aviltam sua forma de ser, de pensar e de sonhar. Existem vivências que contrariam os seus princípios e aquilo que você deseja e acha que merece.
Você quer entrega, você quer ser priorizado, você quer estar em primeiro lugar, você não quer palavras carinhosas, afirmações que soam bem a seus ouvidos, você quer atitudes nobres, gestos admiráveis. Você não se contenta com o segundo plano, você quer ser o protagonista, você quer um coração inteiro e não pela metade.
Então tudo que lhe coloca em lugar de espera, tudo que não lhe priorize e não lhe faça sentir-se admirado e surpreso por atitudes, lhe fere, lhe magoa, lhe dói e, enfim, ainda que você pense em ter paciência, em suportar e relevar, você não consegue, logo só lhe resta desistir.
O que tiver que ser seu, um dia será, não é preciso que você sofra por contrariar seus próprios instintos. Obviamente isso não é tão simples, mas, se você pensar bem, não é nada complicado. Basta querer, basta saber viver e cercar-se de pessoas com virtudes afins com as suas.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 07 de julho de 2012.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sem culpas.


Sem culpas.

Você fica sozinho por um tempo e de repente se pega com medo de se relacionar, com medo de ser magoado e, principalmente, por estar inseguro quanto aos seus anseios, com medo de ferir alguém.
Ocorre que você não é imune a causar dor em alguém, não porque queira: as pessoas se iludem sozinhas, a paixão é alucinógena e se uma pessoa se apaixona por você, ela vai devanear e, provavelmente se frustrar se não for correspondida.
Todavia, que culpa você tem por que uma pessoa se encantou por você? Teoricamente nenhuma, a menos que você tenha ditos palavras doces e falsas, a menos que você tenha incentivado o carinho do outro por você quando sabia que não era recíproco aos seus sentimentos.
Você só vai saber se esta a fim de se relacionar ou de ficar sozinho quando encontrar alguém que “faça a diferença” na sua vida e no seu coração. É diante de um amor, de uma paixão que o seu coração opta por se entregar ou se manter vazio.
Não espere saber nada antes de conhecer quem faça você balançar, quem faça você admirá-lo e desejá-lo mais do que por poucos instantes. Não tenha medo de se envolver, comprometa-se em ser sincero, esta é a única forma de você ser leal com o outro e consigo mesmo.
E lealdade casa bem com paz de espírito e consciência tranqüila, o resto não depende apenas de suas boas intenções, afinal, seres humanos possuem a incrível habilidade de iludirem-se sozinhos.

Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 07 de julho de 2012.