Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Simplifique!


Simplifique!

Não se importe tanto com o descaso alheio, não se entristeça demais pela desonestidade dos outros, pela falta de lealdade, de fidelidade e de respeito que habita entre boa parte das pessoas.
Não se irrite tanto com a grosseria dos mal amados, com a inveja dos frustrados, com a raiva dos ignorantes, com a futilidade das pessoas banais, vulgares e toscas.
Não se aflija com a insensibilidade dos outros, com a malícia dos políticos, com o “jogo de cintura” macabro dos mal intencionados. Não reclame tanto dos problemas do mundo, seja alguém diferente, dê exemplos, seja bom, apesar dos pesares da vida.
Preocupe-se em viver bem a sua vida sem ser um idiota egoísta ou um catalisador dos problemas mundanos. Se você der importância a todas as coisas tristes, esdrúxulas, injustas e estúpidas que existem no mundo você vira ateu, alcoólatra, depressivo e, possivelmente, homicida.
Se você quer ser feliz, precisará tolerar muita coisa. Portanto, é preciso ter foco, é preciso saber o que privilegiar, o que, enfim vai fazer a diferença na sua vida, é preciso, sobretudo, ser diferente.
Se importe com seus atos, com a sua consciência, com a sua lealdade, honestidade, sensibilidade, fidelidade e compaixão. Não exija do outro aquilo que você não consegue “aplicar” na sua própria vida, mas também não exija do mundo o que pode ser impossível para você realizar fora daquele "espaço" de vida que lhe cerca.
Seja protagonista da sua vida, da sua história, dos seus anseios, construa você a sua felicidade, a sua alegria, não deixe nas mãos de personagens coadjuvantes o que depende apenas de você, não superestime aquilo que você não pode zelar, cuidar ou modificar.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 02 de julho de 2012.

Você precisa de amor.


Você precisa de amor.

Você é independente, você é altruísta, então você se convence que ficar sozinho é bom, se acostuma com a solidão e, de repente, você se sente contente assim. Você se acostuma com a vida que leva, se habitua a fazer o que quer sem precisar pedir a opinião de ninguém.
Você tem o seu trabalho, o seu lazer, as suas ocupações. Come o que quer, se quer, bebe a quantidade que deseja, afoga as mágoas num copo, numa academia de ginástica ou no fundo de um pote de doce de leite uruguaio. Você pode escolher o que fazer, e isso lhe anima.
Você aprende a viver no raso, a não pensar muito no que esta por trás de suas fugas, da vontade de ficar só ou da necessidade de cercar-se de gente e de se imergir em trabalho e ocupações variadas.
Todavia, por mais que você diga que não quer se apaixonar, por mais que você já tenha confiado e se arrependido, por mais magoado que você já tenha sido, no fundo o que você deseja é encontrar alguém que lhe leve ao céu, que lhe anime, que lhe admire, que lhe queira, que lhe deseje e o aceite com suas imperfeições.
“Tudo o que você precisa é amor”, foi uma verdade cantada mundo a fora, porque é, simplesmente, uma verdade, por mais que você tente contestá-la. Você não precisa de qualquer amor, de qualquer romance de uma noite, de paixão de madrugada, você precisa “daquele” grande amor.
Um grande amor que não vai lhe completar, mas vai somar virtudes e felicidade à sua completude, um grande amor que não vai lhe deixar nos momentos ruins, um grande amor que vai lhe aquecer por dentro, apenas por lhe abraçar, uma pessoa que irá lhe compreender, lhe dar a mão, lhe oferecer o ombro e uma cama quente para lhe fazer feliz.
Você precisa de alguém que veja o seu pior, que reconheça os seus defeitos, mas que os aceite por saber que as suas virtudes são mais valiosas, você precisa de alguém que, por lhe amar, saiba ser tolerante com você nos seus piores dias, mas que demonstre sua paixão na maior parte deles.
Você precisa, enfim, de alguém com que lhe faça sorrir, que lhe deixe mais leve, que lhe deixe tranqüilo, que lhe deixe seguro, não por garantir seus sentimentos ou fazer-lhe mil promessas, mas por agir como quem ama, como quem só tem olhos para você.
Palavras são detalhes, o que o homem precisa é de um amor que se concretize em atos, em momentos, em abraços, em confiança, em segurança, em cumplicidade, em companheirismo, em instantes indescritíveis. Você precisa de um amor verdadeiro, de um amor que se realize no dia a dia, que lhe anime, que lhe alegre e que não lhe abandone por um motivo vão.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 02 de julho de 2012.

Quando as palavras são impotentes.


Quando as palavras são impotentes.

O que lhe marca e o que lhe encanta não se define, se sente. As palavras são sempre parcas e insuficientes para definir os maiores sentimentos e as melhores sensações que você pode experimentar.
Talvez o seu sentir transpareça em seu olhar, talvez reflita no brilho dos seus olhos, no toque das suas mãos, mas, de regra, quanto maior for a sua emoção, menos palavras você encontrará para definir o momento em que elas emergem.
Você pode pensar que quando sentir tal “coisa” vai pensar “assim” ou agir “assado”, antes do momento em que suas emoções afloram você pensa que prevê tudo, mas quando elas eclodem você descobre quão vulnerável ao “previsível” um ser humano pode se tornar.
Então, em certo momento de sua vida você percebe que o que é realmente bom, é sentido, é tocado, mas não pode ser, com a mesma perfeição, descrito, narrado, explicado.
As palavras dão o gosto para a vida, com elas você se expressa, faz amigos, conta histórias, explica seu ponto de vista, dialoga, aconselha e desabafa, mas elas se tornam pequenas diante de seus sentimentos, diante do ato, enfim, de sentir-se plenamente bem. Existem momentos e sensações que palavra alguma pode explicar. Eis a questão.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 02 de julho de 2012.

Momentos inesquecíveis


Momentos inesquecíveis

Certo que a vida não é eterna, certo que, de uma forma ou outra, tudo finda, tudo morre, tudo acaba, mas o que dá mais graça à sua existência são aqueles momentos em que o mundo parece parar tamanho o seu êxtase, a sua alegria, o seu contentamento, o seu prazer.
Você não precisa ser imortal, sequer precisa viver muitos anos, o que todo homem realmente precisa é eternizar, na memória e no coração, os seus momentos inesquecíveis, afinal, são eles que fazem a sua vida valer a pena.
Você não precisa de amizades que durem anos, você não precisa de um casamento longo, você não precisa percorrer muitas estradas, viajar por longa quilometragem, você precisa de pessoas que lhe marquem, de relações que lhe façam sentir-se mais do que bem, de trajetos inesquecíveis.
As coisas e as pessoas não lhe marcam pelo tempo que duram, pelo período que permanecem com você, sequer pela própria longevidade, elas marcam por serem especiais, por serem acima da “média”, pelos sorrisos que lhe fazem dar, pelas boas surpresas que lhe trazem.
Com o passar do tempo e através de uma boa analise de sua vida você percebe que o decurso das horas e dos anos não são tão importante quanto a intensidade dos momentos, dos instantes, dos segundos.
A beleza e a graça do seu viver estão naqueles momentos inesquecíveis, nos instantes em que você perde a noção do tempo, nas horas em que você não sente nada além de realização.
Só é infeliz quem é tolo o suficiente para querer o todo sem apreciar as partes: quando você percebe que os momentos podem ser perfeitos apesar de não serem eternos, permanentes ou constantes, você demonstra que aprendeu a viver e que sabe ser feliz, sem exigir muito ou muito pouco da vida.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 1º de julho de 2012.

Beleza?


Beleza?
Beleza não conquista felicidade, feiúra não lhe traz frustração. É de extrema ignorância achar que a aparência física pode fazer alguma diferença real na sua vida afetiva e emocional.
A forma com que as pessoas encaram a beleza é como aquela que se encara o tipo de cabelo que se tem: os que possuem melenas lisas gostariam de ter cabelo crespo, e os “crespinhos” sonham com cabelos lisíssimos. Eles não sabem que, no fundo, isso só muda o que eles irão enxergar no espelho, nada mais.
Ser bonito atrai olhares, faz você ouvir mais cantadas e elogios, mas não lhe torna uma pessoa melhor, muito menos, um ser humano mais amável ou mais bem amado, pelo contrário, a beleza tem inúmeros “efeitos colaterais”.
Algumas pessoas se assustam diante do belo, outras só querem usufruí-la, em nenhum caso você consegue ter certeza de que esta sendo estimado pelo que você é, pela forma com que você pensa ou por aquilo que atrai os olhos alheios.
A beleza, por incrível que possa parecer, torna a pessoa um pouco insegura ou, em alguns casos, um pouco solitária, em especial neste mundo estranho onde a aparência vale mais do que a essência.
            “Afinal, ele quer minha presença porque eu sou bonita ou porque eu sou inteligente e bondosa?” Toda pessoa que seja algo além de bela já se fez esta pergunta, então, eu lanço outra: será que a beleza vale à pena? Será que não existem muitos custos a serem pagos por ela? Talvez as respostas dependam da alma que esta por trás do belo corpo: quanto mais vazia ela for, menos indagações ela fará.

Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 1º de julho de 2012.