Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sábado, 20 de novembro de 2010

O Viagra e a excitação artificial,

O Viagra e a excitação artificial.

Sou extremamente contra o uso de remédios para impotência, como o Viagra (e outros cujo nome nem quero saber) para homens não impotentes, em especial, claro se for eu a possível agraciada pela overdose de sexo.

Como mulher que de impotente não tenho nada confesso que o excesso de sexo me agradaria, todavia a ciência de que o entusiasmo do parceiro veio de uma pílulazinha é psicologicamente brochante e, o que é pior, é frustrante.

Muitos homens mais velhos valem-se destas drogas para agradar as “namoradinhas” jovens. Pode ser que lhes agrade, é claro, todavia muito sexo e várias ereções não desfazem os inconvenientes da diferença avantajada de idade, se estas não forem remedias pela falta de interesses e amor puro:

Maturidade desconexa entre o casal, metas e expectativas de vida diversas (enquanto um se aposenta o outro sonha em se fixar no mercado de trabalho), enfim, para tais diferenças não será o sexo bem feito graças a entusiasmo fisiológico ou fisiologicamente induzido que vai “emparelhar” alguns aspectos que, apenas o amor e a paciência poderão fazê-lo.

Na minha modesta opinião remédios são feitos para quem deles precisa. Tomar qualquer droga sem precisar é inconveniente, principalmente uma droga que excita a ponto do sujeito transar com uma elefanta. Atração física, sexo bom, é o saudável, aquele cujo cheiro da sua mulher, cujos lábios da sua mulher, cujos seios e bunda da sua mulher lhe excitam.

Tais drogas fazem o sujeito transar com qualquer desconhecida desajeitada como se estivesse com a Juliana Paes na cama. Isso é ridículo, é o sinal do final do romantismo, do bem querer entre as pessoas, da naturalidade nas relações. As relações hoje em dia são, de fato, tão perenes e hipócritas que até a excitação se tornou artificial. (Valha-me Deus!).

Wonderland, 20 de novembro de 2010.

Cláudia de Marchi

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Consciência dos limites

Consciência dos limites

Sábio é o homem que conhece suas limitações, porque só assim ele poderá superá-las. Nem sempre o inteligente ultrapassa o esforçado que tem consciência de sua pouca inteligência, o primeiro de regra se sente demasiado confiante e não faz esforço algum, o segundo se empenha, se informa, estuda e se equipara ao primeiro na vida profissional, isso, claro, quando humildemente reconhece para si a sua limitação intelectual.

Não neste aspecto, mas em todos os outros da vida a sabedoria se manifesta no homem que olha para dentro de si sem as lentes foscas do orgulho, mas sim com a bela lupa da humildade e, assim, verifica sem receios seus defeitos, suas fraquezas.

Aquele que vê que não pode se expor a certas circunstâncias, que não pode se relacionar com certos tipos de pessoas porque termina se influenciando negativamente, que não pode experimentar droga alguma, que não pode beber, que não pode dormir tarde, que não pode falar tudo o que pensa e tem que controlar seus instintos é um homem que dá um grande passo rumo a paz de espírito e felicidade.

Conhecer a si mesmo e balizar suas atitudes de acordo com seus próprios limites é a única forma do homem ser realmente feliz na vida, o contrário é regar diariamente a ansiedade, a agonia e a infelicidade.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 19 de novembro de 2010.

Álcool

Álcool

O álcool é a droga lícita mais perigosa de todas porque se tornou muito popular. Atualmente não é apenas raro, mas anormal encontrarmos algum jovem que não beba. As pessoas não avaliam seus efeitos nocivos, a mídia incentiva de todas as formas o consumo de forma que quando se vê um adolescente segurando um copo com um líquido amarelado não se pode ousar pensar que é guaraná com gelo, mas energético com whisky ou vodka.

Se eu bebo? Sim, pouco e socialmente. Bebo pelo sabor da bebida que me apetece, champagne, um vinho bom, uma batida doce, uma caipirinha. Bebo sabendo que por mais gostoso que seja meu “drink” ele não entra como água em meu organismo, portanto é preciso limitar sua ingestão ainda que seu gosto seja saboroso.

Não quero menosprezar quem bebe, até mesmo porque creio que beber socialmente une as pessoas, propicia bons momentos. As pessoas que não bebem nada alcoólico são, sem dúvidas, enfadonhas. Mas, para tudo há um limite entre o saudável e aprazível e o prejudicial e patético.

Beber sem moderação até o ponto em que as atitudes se tornam muito estranhas ao comum dos atos da pessoa, beber até ficar transpirando o cheiro do álcool, beber até cair ou quase cair, beber além da conta é, enfim, vulgar.

Não vulgar para as mulheres, mas para todos, inclusive e principalmente para os homens que agem desta forma e perdem a noção do ridículo que fazem. Uma pessoa embriagada ou que esta bebendo mais que o necessário desperta um misto de piedade e desprezo para quem lhe vê. Como o consumo de qualquer droga o de bebidas alcoólicas em excesso é degradante.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 19 de novembro de 2010.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Aquele que salva os casamentos...

Aquele que salva os casamentos...

O casamento é uma instituição suspeita, para dizer pouco. Ele incita ao comodismo, a repetição de atos (ou melhor, a rotina) e ao tédio muitas vezes. O que faz do meu casamento ou do seu “feliz”, então? O amor, apenas ele.

O amor é o elixir para o mal do machismo, das diferenças, do comodismo, da rotina e, conseqüentemente, do tédio que insiste em despontar em oito dentre dez casamentos.

O que faz com que um casal, apesar das brigas oriundas das diferenças naturais e convívio, apesar da rotina seja feliz e outro não? A existência do amor. É ela que fortalece a relação, quando o amor e o respeito findam nada há para fazer se não abandonar o barco, ou melhor, a relação.

É o carinho, o respeito, a afabilidade, a atração física inerentes ao amor e, porque não dizer, a paixão, que fazem um casal superar o tédio, a rotina, que fazem duas pessoas serem felizes uma com a outra apesar dos inconvenientes do casamento.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 18 de novembro de 2010.

Meu ser anormal...

Meu ser anormal...

Como é difícil vencer o próprio instinto, como é difícil superar aquela ânsia por algo fora do esquadro, por algo fora do normal, como é difícil deixar os impulsos de lado para viver uma vida normal, comum.

Existem pessoas com tendência a viver normalmente, ou seja, se enquadram praticamente sem sentir aos ditames da vida em sociedade, conseguem abdicar de seus instintos para formar uma família, manter um casamento, por exemplo, sem sentir nenhuma estranheza.

Aliás, essa história de manter casamento me soa muito abjeto. O que é bom não precisa ser mantido, é apenas gozado, vivido. Se for preciso fazer ou deixar de fazer algo para manter qualquer relacionamento eu desconfio do quão bom ele possa ser.

Mas, enfim, existem pessoas por ai muito mais normais do que eu no aspecto que referi. Eu sinto que tenho um lobo impaciente por dentro, um lobo que anseia por junção, amor, mas que ama a liberdade, que ama a sinceridade, falar o que pensa, e se sente uma profunda agonia quando precisa engolir seus pensamentos para viver a vida, para viver uma relação.

Vivo entre o anseio de ter uma vida tranqüila e “normal” no sentido socialmente aceito e a ânsia de deixar o meu lobo interior respirar e viver. Talvez o passar do tempo e a maturidade profunda me façam ver a que devo me render, ou, simplesmente, abafem esta minha ansiedade inexplicável.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 18 de novembro de 2010.