Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Base da auto-estima

Base da auto-estima

Tudo é passageiro nesta vida, inclusive as sensações de bem ou mal estar. Portanto é preciso que o homem tenha cuidado sob qual será o cerne de sua auto-estima, sob pena de se ver estraçalhado em mil pedaços.

O amor próprio deve ter por base algo que nunca será tirado do homem: Seu caráter, sua alma, seu espírito, sua consciência. Não é preciso ser perfeito interiormente para se amar, basta se aceitar e ter consciência de que a evolução é a meta de Deus para o homem, mas a busca pela melhora não deve impedir a aceitação dos próprios limites.

Gostar da vida pelo dinheiro que se tem, pelo luxo, pelo conforto, pelo corpo esbelto, pelas roubas caras, ou por qualquer forma que existe de aparência é um enorme perigo. Tudo o que é alheio a alma e externo a ela pode findar e aí como fica o homem? Triste, sem alicerce, sem chão.

A auto-estima que se baseia em qualquer coisa que ladrões possam roubar, o Governo confiscar, o tempo deteriorar ou qualquer intempérie fazer minorar ou findar, é superficial e pode ser fatalmente abalada. Feliz é o homem que se ama e valoriza pelas virtudes que possui, pela alma que tem, feliz o homem que se aceita como é porque este é um ser verdadeiramente forte.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 16 de novembro de 2010.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vulgaridade moderna.

Vulgaridade moderna.

Não tenho a boca mais limpa e pura deste mundo, falo alguns palavrões quando algo em indigna. (o que me deixa até certo ponto envergonhada), pois sou totalmente avessa a vulgaridade verbal, sou contra expressões baixas para definir atos não tão abjetos. Tenho tanto ascos de expressões vulgares que prefiro nem citá-las, até porque são conhecidas por todos (infelizmente).

Prefiro não ouvir e nem saber que existem certas expressões. Elas ferem meus ouvidos. A pessoa que fala expressões vulgares perto de mim desce ao nível da expressão que diz. Ou seja, desce baixo, muito baixo no meu conceito.

Infelizmente atos e palavras vulgares ocorrem demais neste mundo onde o sexo, que deveria ser algo sublime e especial entre pessoas que nutrem forte carinho e admiração uma pela outra, se tornou tão fácil quanto um beijo roubado e as pessoas tão descartáveis quanto às camisinhas que usam: A regra é não repeti-las.

O mundo esta padecendo de um vazio imensurável. Homens não se valorizam, mulheres também não, relacionamentos sérios viraram raridades, pessoas sérias também e a maioria abre a boca para falar tolices de baixo calão como se isso fosse bonito ou elegante.

Aliás, o que é elegante hoje em dia? Ser popular, beber em demasia e transar com o maior número de pessoas possíveis? Benzadeus, eu prefiro a cafonice! Prefiro ser brega a viver essa modernidade que aniquilou com a sutileza, com a eloqüência, com a elegância e, principalmente, com o amor próprio das pessoas.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 16 de novembro de 2010.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Governo e a CPMF.

O Governo e a CPMF.

Seja bem vinda CPMF! Seja bem vinda com a cara e a feição que os teus restauradores quiserem. Seja bem vinda com todas as alegações falaciosas que a circundam, com toda a hipocrisia de quem a institui.

A CPMF é um tributo que demonstra a sordidez do Governo. Com toda a carga tributária existente no Brasil, tivéssemos uma gestão governamental realmente honesta e leal não haveria necessidade de se instituir imposto algum para a melhoria da saúde ou de qualquer aspecto fundamental para a melhoria social.

Não venham me dizer que se espera melhorar a qualidade da saúde porque não é verdade, para mim a CPMF é uma forma a mais para a Receita Federal (o monstro chamado Fisco) captar recursos com multas e investigações sob a classe média, para o Governo poder arcar com todas as bolsas que fornece. Onera-se a classe média (em extinção), para privilegiar os pobres, e assim, daqui uns anos, a maioria dependerá do assistencialismo governamental para (sobre)viver.

Educação, cultura? Povo pensante, perigo para o governo. Investimento na saúde? Importantíssimo, desde que com a distribuição da renda já aferida pela Receita com os tributos já existentes. Mais imposto para que? Mais desvio de dinheiro para enriquecer políticos e suas famílias? Sim, apenas para isso. Eu não acredito em mentiras toscas que partem de uma presidente que não inseriu a CPMF no rol de suas promessas. Promessas vazias.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 11 de novembro de 2010.

sábado, 6 de novembro de 2010

Individualidade saudável em prol da coletividade.

Individualidade saudável em prol da coletividade.

É preciso preservar a individualidade para que a coletividade se beneficie. Egoísmo é defeito, mas uma dose positiva de individualismo não. Se todos cuidassem bem de si mesmos e de suas vidas teríamos um coletivo mais harmônico, mais feliz e próspero.

O Estado pode e deve em algumas circunstâncias intervir na liberdade dos governados, todavia, existem fatos que dizem respeito unicamente ao sujeito que o vive, afinal partindo do pressuposto de que cada um deve cuidar e zelar pela própria existência sem se preocupar em demasia com a alheia, apenas o individuo sabe o porquê age ou deixa de agir diante de sua condição psíquica, financeira e emocional. Ou seja, nem sempre a intervenção do Poder, seja estatal ou religioso, contribui efetivamente para a melhora do quadro social (todavia tal não é o assunto aqui tratado).

A vida ensina a quem quiser que independente das intenções e dos sentimentos recônditos o ato de se preocupar e a intenção de “ajudar” ao outro não funcionam, apenas quando ele deseja, e, se é ele quem quer, pode-se dizer que é ele, por sua própria intenção que se ajuda, buscando o auxilio alheio. Logo, querer auxiliar alguém, resolver-lhe os problemas, suprir-lhes alguma carência nunca é efetivo. É apenas uma boa intenção no plano subjetivo, na teoria e não na prática, afinal, nela pode o “bom samaritano” se prejudicar, além de se frustrar.

A boa intenção no ajudar ao outro só funciona quando esta pessoa deseja, logo, se cada indivíduo entender que por mais que ame, estime e deseje o bem para outrem, nada pode fazer se não cuidar de si mesmo, o mundo poderá se revolucionar. Poderá ser uma coletividade de pessoas bem resolvidas e felizes.

No quesito felicidade, aprimoramento e evolução humana não existem “mutirões”. É cada um cuidando bem de si, sendo feliz, tentando a própria evolução e, apenas, emanando boas energias aos outros, que a melhora coletiva ocorre. Não apregôo o egoísmo, pelo contrário, apregôo a independência emocional e afetiva, apregôo o cuidado do homem consigo mesmo, para que, sendo contente possam seus atos servir se exemplo.

Não adianta se desgastar, irritar e até mesmo prejudicar o relacionamento interpessoal pela preocupação e zelo por outra pessoa. Cabe a ela cuidar dela mesma e você de si próprio, assim, quem sabe, unidos serão contentes, felizes, porque a felicidade não nasce da união, apenas uma pessoa feliz pode se realizar em conjunto, do contrário sofre o infeliz e o sujeito “bem intencionado” que com ele se preocupa.

Live and let live, viva e deixe viver, pois apenas assim a humanidade será melhor. É preciso amor, é preciso compaixão, é preciso contentamento, mas, acima de tudo é preciso liberdade, é preciso ter a alma livre para viver bem e deixar o outro viver. Qual o limite? É ele, sempre o bom e velho respeito que impede o homem individualista (no sentido positivo aqui referido) de fazer ao outro o que não deseja que ele lhe faça. Não é nada complicado, não quando se vê o aspecto positivo e anti-hipócrita da tese do individualismo saudável em prol da coletividade, visando o bem social.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 06 de novembro de 2010.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não "ache".

Não “ache”.



Por favor procure não “achar”. Deixe de lado a mania do “eu acho”. Não tenha em mente nada que tenha por base a conjetura do “achismo”. Ou você tem certeza e pensa a respeito ou será “achando” demais você pode se perder.


“Eu acho que ela esta a fim de mim”, “eu não sei o que ela pensa, mas eu acho que é algo assim”, “eu acho que eles pensam isso”. Se você parar de desperdiçar seu tempo “achando” coisas, elas talvez comecem a acontecer, ou, ao menos, seu sofrimento por frustrações pode diminuir consideravelmente.


Espere ter certeza para se animar, para se empolgar e planejar alguma coisa. Não pense que alguém pensa alguma coisa, não pense no que você não pode ter certeza.


Espere ouvir ou ver algo para começar a pensar a respeito, e mesmo assim, cuidado, porque palavras mentirosas são o que mais saem das bocas humanas ultimamente.


Quem “acha” demais corre o risco de ser traído pela própria criatividade demasiada. Embora, ela possa ser um bom atributo no quesito profissional e artístico, não é o mesmo na vida afetiva, nas relações humanas.


Deixe de lado os “achismos” e espere ouvir e ver para passar a crer em alguma coisa. A vida já é perigosa para quem é realista tendo em vista a falsidade de muitos seres, mais arriscada será para quem é inventivo em relação ao que não afere realmente, para o que, enfim apenas “acha”.



Cláudia de Marchi



Wonderland, 05 de novembro de 2010.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Abaixo à prolixidade.

Abaixo à prolixidade.

Não sei se é o cansaço, a correria do dia a dia, o passar dos anos, a idade que esta começando a se avantajar, mas o fato é que ando avessa a qualquer tipo de papo prolixo. Não tenho mais paciência para ouvir uma pessoa falar 10 minutos o que podia ser dito em menos de cinco.

Não suporto os mestres e doutores que falam tanto que não conseguem expressar o que deveriam, não conseguem explanar claramente nada, apenas dão voltas e estacionam no mesmo lugar: O da obscuridade.

Na verdade há um culto social à quantidade. As aulas tanto nas escolas quando nas instituições de ensino superior são longas demais, quase tudo é mais extenso em tempo do que deveria ser se a qualidade implícita da objetividade fosse devidamente valorizada.

Quando falamos, ou melhor, quando devemos explicar algo, sejamos mestres, doutores, advogados, professores, vendedores, temos que ter a certeza de que aquele que nos ouve deve e deseja compreender o que estamos dizendo, eles não querem saber a história de nossos avós, de nosso filho, eles não precisam saber de nada além do que aquilo que precisam.

O mundo precisa de pessoas sucintas, ninguém tem tempo de sobra para ouvir o que não precisa. Se quisermos uma explicação sobre A, é sobre A que deve o assunto se cingir. Se vamos a uma aula sobre dado assunto, é sobre ele que queremos e devemos aprender e é sobre tal que o professor deve falar.

O dever daquele que explica algo é tornar o objeto da explicação claro para quem lhe ouve, o dever é tirar a obscuridade em torno de assunto existente vez que o leigo não sabe muito a respeito dele, do contrário não precisaria de elucidações, de explicações.

Chega de prolixidade, a vida esta urgindo e todos querem gozá-la. Chega de pessoas que falam demais, que tergiversam muito. Queremos a sabedoria inerente à objetividade, queremos a inteligência dos sucintos porque fora da sala há muita vida para viver e um mundo de coisas a ser aprendido.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 04 de novembro de 2010.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Felicidade Simples

Felicidade simples.

Quem afinal é o ser humano por trás das auto-afirmações? Quem são essas pessoas que virtualmente afirmam ter uma vida perfeita, um amor imbatível, uma moral inquestionável, uma paz de fazer inveja a Jesus, e uma alegria inatingível? Quem são esses felizes despudorados que ostentam para o mundo a perfeição de suas vidas?

Quem são esses seres que não tem nem um medinho da inveja alheia ao publicar para conhecidos e estranhos a maravilha que é sua vida? Será que a felicidade pós-moderna já nasce com a necessidade de ser apregoada, ou será que ela tem que ser difundida para existir? Ou melhor, será que ela existe realmente ou apenas virtualmente, traduzindo: Será que ela existe?

Desconfio dessas pessoas que publicam seus sentimentos mais raros, sua felicidade, seu amor. Aprendi, na verdade a desconfiar do que vejo: Muitos sorrisos, muita empáfia, muita cabeça erguida, beijos e abraços?
Suspeito. Desconfio. De regra nada é o que aparenta ser, então me tornei desconfiada acerca de tudo que é demonstrado da boca e do corpo para fora.

Logo, se duvido do que vejo muito mais do que leio. Acho que a felicidade, real como um orgasmo intenso não precisa de gritaria, de ostentação. Não precisa que os vizinhos fiquem sabendo. A gente goza e basta que o parceiro saiba, e esta é sem dúvida a melhor sensação que um corpo humano pode ter. Podem ser segundos, mas são extasiantes, são perfeitos.

A felicidade mais profunda proveniente do contentamento do homem com a vida e consigo mesmo é menos efêmera que um orgasmo, mas requer o mesmo pudor saudável, a mesma discrição. A gente sente não precisa que todos saibam. É simples, muito simples e como tal não requer publicação virtual.

Cláudia de Marchi

Wonderland, 01 de novembro de 2010.