Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sinceridade extrema


Sinceridade extrema

Por mais difícil que seja, diga apenas o que você sente, fale apenas a verdade. Não diga que quer ou gosta quando você não quer ou não gosta. Não iluda deliberadamente ninguém, porque um dia haverá alguém para lhe enganar também.
Todavia, se você quiser se vingar evite ser tão baixo: não se esqueça que existem muitas pessoas falsas na vida, sem demora ela lhe apresenta mais uma! A vida funciona em ciclos e aquilo que é bom sempre irá gerar coisas boas, o inverso ocorre com as más atitudes, com os maus pensamentos.
Tente ser o mais justo possível e, principalmente, tente ser breve: se você perceber que não vai amar certa pessoa, que não sente nada verdadeiramente intenso por ela, se afaste o quanto antes puder.
Você não ganha nada iludindo as pessoas, pelo contrário, você só perde, só atrai sentimentos negativos, afinal o ciclo existe: boas atitudes, boas intenções, bons pensamentos, só trazem resultados bons!
Pode ser que não seja hoje ou no tempo que você desejar, pode ser que demore, mas, cedo ou tarde, você colhe o resultado de suas ações, cabendo, a você, apenas resignar-se.

Passo Fundo, 20 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

Egoísmo


Egoísmo

Eu não sou a pessoa mais paciente do mundo, mas aprendi a tolerar muitas coisas, muito embora arrogância, desrespeito e grosseria me anojem, existe algo que mexe, especialmente, com meus nervos: a incapacidade de alguns indivíduos de colocarem-se no lugar do outro, de sentir, enfim, compaixão.
O egoísmo, enfim, esta "coisa" do "só" eu sofro, "só" eu tenho problemas, o meu é "melhor", o meu é "pior" e a vida "gira" em torno de mim, me dá mais do que nojo! Dá-me aquela vontade de ser Deus para poder tirar o dom de respirar dessa raça negativa de ser humano! O egoísmo é o pai de todos os defeitos.
Você tem os seus problemas, as suas dores, as suas fraquezas as suas agruras, é mais do que normal atormentar-se com elas, chorar e sofrer, é natural querer desabafar, doentio, porém, é ser incapaz de compreender a dor quando não é o seu coração que ela aperta.
Anormal é ver seres humanos capazes de menosprezar o sofrimento alheio, apenas por não lhes compreender, por não conseguirem colocar-se em seu lugar Pessoa alguma deveria fazer pouco caso do que desconhece a dor e seu motivo, do que sequer viu como surgiu, do que, enfim, nada ou pouco sabe.
Cada pessoa sabe de si, todavia nenhuma tem o direito de superestimar a sua vida, as suas dores e alegrias em detrimento daquilo que o outro sente, daquilo que ele viveu e sofreu.
É graças ao egoísmo que essas pessoas não têm compaixão, é graças ao egoísmo que existe a frieza, é graças ao egoísmo que existe a discórdia, a arrogância e, principalmente, é graças ao excesso de egoísmo que uma pessoa pode ser caracterizada, corretamente, como má.

Passo Fundo, 20 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Rejubilo ou dor


Rejubilo ou dor

Você só aprende a "não fazer aos outros aquilo que não quer que eles lhe façam" quando eles fazem e é você quem sofre, você só aprende a não machucar corações quando o seu é machucado.
Infelizmente os seres humanos apregoam mais sabedoria do que possuem. É pela dor que realmente se aprende, é sofrendo na pele aquilo que se fez ao outro que o homem se resigna a não mais fazê-lo.
Tem coisas que todos dizem saber, tem virtudes que todo homem acha que possui, mas é experimentando vivências que se constata quão sábio ou quão ignorante você é.
Na realidade o homem é feito de metades: metade amor, metade raiva, metade virtude, metade defeito, metade mudança, metade estagnação, logo o ser humano cresce quando aprende e pende para a metade melhor daquilo que possui em si.
Uma coisa é certa: pensar que sabe é uma coisa, saber é outra, totalmente diferente. Pensar que se está maduro é uma coisa, ser maduro é outra. Você pode pensar que é bom, sábio e evoluído, mas ser, realmente, é algo muito diferente.
A vida lhe aplica provas que nem sempre você percebe, mas, como aferir a sua “nota”? Você esta sorrindo ou esta sofrendo? É esta a “nota” que a vida lhe dá: rejubilo ou dor.

Passo Fundo, 17 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Materialismo extremo


Materialismo extremo

Todo mundo gosta de ter dinheiro para se vestir bem, de comprar um carro legal, de comer e beber o que é bom, de sair em bons locais, de viajar, gosta do que é atraente e bonito, enfim, pode-se dizer, de forma vulgar, que todo ser humano é materialista.
A questão é o outro lado, aquilo que não faz do sujeito um materialista insuportável, frio e sem emoções: a habilidade de sentir, de ter fé, de gostar do que esta por trás da beleza, de crer em algo além de sua (suposta) onipotência.
Gente extremamente crédula pode ser ignorante, mas seres humanos que só tem o externo e o lucro como metas são mais tolos ainda, e, cá entre nós, são muito chatos! Tem gente que não escolhe amigos ou amores com base em virtudes morais, tem gente que não acredita em Deus, que não acredita em nada, tem gente que não ama, calcula!
Não suporto pessoas que não sabem amar, não suporto pessoas que se sentam para conversar e mais da metade de seus assuntos dizem respeito a quão inteligentes, poderosos, belos e fortes são, ou quão ricos e poderosos se tornaram ou podem se tornar.
Não gosto de gente que valoriza os outros como quem valoriza uma coisa, um empreendimento ou um investimento bancário. Pessoas devem ser apreciadas pela forma com que sentem, com que amam, pela forma que pensam e que vivem, não por “quão” ricas são ou podem se tornar. Pessoas são coração e alma e não uma boa remuneração no final do mês!
Detesto gente fútil que se esconde atrás do “título”, da profissão ou do sobrenome da família. Detesto gente superficial que acha que ser inteligente lhes torna melhor do que os outros, que acha que uma boa graduação ou posição social lhes torna especial. Essas pessoas me entendiam, me cansam.
Eu gosto de coisas bonitas sim, gosto de lugares legais, bons restaurantes, gosto de bolsas e sapatos caros, gosto do que é bom, como todos os seres humanos, mas eu gosto mesmo é de almas belas, de pessoas surpreendentes, de pessoas que possuem muito mais do que inteligência e dinheiro para oferecer.
Gosto de quem é um pouco louco, gosto de quem sabe ser imprevisível, gosto de gente de coração quente, de pessoas que se apaixonam, que se entregam, de gente que não tem medo de viver, de quem não faz “cálculos emocionais”.
Adoro pessoas cultas, mas também adoro pessoas autênticas, de pessoas que tem história de vida pra contar, de gente que não conta só o que é belo e admirável sobre si, eu gosto de quem não tem um passado perfeito, eu gosto de quem não apregoa perfeição!
Não preciso ouvir que a pessoa sempre foi a mais justa, a mais estudiosa, a mais fiel, a mais leal. Eu gosto de gente imperfeita, eu gosto de quem erra, de quem sabe admitir seus erros e batalha, não para ser mais rico e poderoso, não apenas para ir para aos locais mais lindos do mundo ou ter um corpo mais belo, eu gosto de quem reconhece que precisa se tornar uma pessoa melhor. Aliás, é disso que o mundo precisa, porque de gente rica, cheia de status, linda, bem vestida e vazia a humanidade esta cheia!

Passo Fundo, 16 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Os verdadeiros desequilibrados


            Os verdadeiros desequilibrados

Cuidado com o que você ouve, sobretudo, cuidado com aquilo que você escuta dos outros e dá atenção! Dependendo das asneiras que você ouve, sua estima própria se afeta e seu cérebro pode entrar em colapso, algo como um "surto", por exemplo!
Não é que você seja doente mental, mas existem pessoas que, se ouvidas e acreditadas, podem lhe deixar doente, portanto, preste atenção e dê valor a opiniões de poucos, bons e equilibrados amigos!
Valorize a opinião de quem lhe ama e não a de quem quer fazer de você um degrau para sentir-se um pouco "acima" do que nunca será! Existem pessoas maldosas, existem pessoas imbecis, existem pessoas ignorantes, existem pessoas burras, porém todas elas falam e muito, então se cuide!
O que sai da boca dessas pessoas pode ser muito negativo, agressivo, absurdo e ofensivo, pode, pois, se for levado em conta por você, ser capaz de causar-lhe grande dor.
Quando o cérebro guarda rancor na forma inconsciente ele acha uma forma de lhe tirar da realidade, logo, você pode, realmente, ter um surto, porque deu ouvidos a algum babaca qualquer que não pensa no que fala ou, se pensa, é cruel e maldoso.
Logo, tão importante quanto saber o que falar é selecionar o que merece nossa atenção quando escutamos. Tudo na vida é uma questão de seletividade: até os sãos podem perder o equilíbrio graças a pessoas desequilibradas, porém não diagnosticadas ou incapazes de assumir que o melhor a fazer é fechar a boca antes de falar o que pode ferir alguém.
Passo Fundo, 13 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Relações de emprego


Relações de emprego
Um dos grandes problemas do mundo é que existem empregados que não deveriam ser empregados e patrões que não sabem comandar. Chefes que não deveriam ser chefes: existe muita coisa “invertida” neste mundo.
            Ter autoridade não é falar alto e mandar, ter autoridade não é ser grosseiro e usar ao outro como se usa uma folha: primeiro imprime errado, depois vira “papel rascunho”, por último faz-se dela um “lugar” para desenhar aleatoriamente e, depois se joga ao lixo!
            Coisas você usa, pessoas você respeita ou, num futuro não muito distante, o usado vai ser você, afinal, por maior que seja a sua importância ou o seu poder, sempre existirá alguém mais forte para lhe derrubar, logo, não custa pensar bem sobre o que fazer com a autoridade que possui.
            Enfim, abusar dos outros nunca é uma boa atitude, até porque você pode causar raiva e revolta que podem ser ruins para quem sente, mas podem ser piores para você, se agiu injustamente, claro. O pensamento negativo de alguém pode lhe fazer muito mal!
            Saiba comandar sem pisar, saiba respeitar o trabalho do outro, saiba dar valor a idéias, sugestões, enfim, só é bom chefe quem tem noção de respeito humano, quem consegue valorizar o bom funcionário, não porque ele é “agradável”, mas porque é útil e rende naquilo que ele faz e para o que ele é pago.
            Da mesma forma que um bom patrão não é o mais risonho ou bem humorado, mas é o que sabe respeitar, inclusive, legalmente os direitos do empregado: ou seja, pagar encargos trabalhistas, horas extras e tudo o mais que a lei manda.
O melhor empregado, por sua vez, é o que tem ambição de crescer, é o que se esforça e se dedica, não é aquele que acha que recebe o suficiente ou menos do que merece, mas o que faz por merecer ganhar mais e ser mais valorizado na empresa em que trabalha.
Não é preciso haver relação de amizade, interação e risos, é preciso que haja habilidade do trabalhador e respeito do empregador, é isso que faz com que uma relação de emprego seja útil: a seriedade, ou seja, a ausência de qualquer forma de desrespeito no ambiente de trabalho.

Passo Fundo, 13 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

Dia dos pais e dos "pais"


            Dia dos pais e dos “pais”

Dia dos pais é dia de homenagear e dar os parabéns aos bons pais. Mas, ora, quem é um "bom pai"? Pai bom é o que se faz presente ou o que, mesmo distante, sofre pelos filhos, pai bom é o que, apesar da distância, faz de tudo para se colocar a par do que se passa com seus "rebentos".
Pai bom é o que se importa, o que abdica de si mesmo, não raras vezes, em prol dos filhos, pai bom é o que se doa, o que se preocupa, o que sente a dor dos filhos.
Não é porque você não tem ventre para carregar um filho por nove meses que você seja menos importante do que uma mãe, aliás, somente pessoas de coração gélido tentam imiscuírem-se de sua responsabilidade afetiva através de tal argumento.
Meu caro, filho não é objeto que você faz "dando risada", filho não é coisa, filho não é cidadão usado em abatimento de imposto de renda, para quem você dá mesada, "ajuda" e passa a vida jogando na cara.
Filhos precisam de carinho, amor e afeto sempre, afinal eles não existiriam sem você! Pense nisso e, em último caso, ande sempre com um preservativo no bolso ou recorra à vasectomia. Tem homem que não merece a, tão doce, quanto imensa, responsabilidade de ser chamado de "pai"

Passo Fundo, 13 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sem conexão


            Sem conexão

Depois de mais de 15 anos eu tenho plena convicção de que estarei desconectada da internet no final de semana! Meu notebook estragou, meu celular não conecta, afinal eu nunca quis comprar esses aparelhos modernos, enfim, estarei “temporariamente” fora de área e isso (pasmem!) me deixa feliz!
            Na semana passada eu adoeci e fiquei sem computador. Acho que a ausência de contato com e-mails, notas de expediente, amigos que não são amigos e “pretendentes” que não agem me ajudou a recuperar-me melhor!
            Enfim, agora, sã, mas desconectada eu percebo que me dá certo alívio saber que passarei um final de semana no mundo real apenas: voltarei a malhar, ver meus filmes preferidos, jantar com familiares, assistir a seriados e ler livros. Nada demais, mas nada do que pode ser, mas não é, nada do que aparenta, mas não se realiza.
A internet propicia que você conheça e contate pessoas, porém algumas não sabem partir para o mundo onde as coisas devem acontecer ou deixar de acontecer: o real!
Francamente? Eu cansei! A realidade, ainda que monótona, é mais divertida, mais emocionante, mais alegre, mais cheia de vida! Aliás, é aqui fora que a vida acontece minha gente! Enfim, é aqui, no mundo que as coisas se realizam!
Alguma coisa ou outra pode começar virtualmente, mas só se concretiza ou não no mundo real, então eu não tenho previsão de comprar um novo notebook ou aquelas coisinhas pequenas que se assemelham a eles. Definitivamente: não sou uma mulher muito tecnológica, sou prática demais.

Passo Fundo, 10 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

Veneno e antídoto


            Veneno e antídoto

Já passei da fase em que eu me privava de comer o que gostava para exibir meu corpo bem esculpido numa roupa justíssima, já passei da fase de deixar de almoçar para ir malhar, de abrir mão de uma taça de vinho para não exceder as calorias diárias, de deixar a sobremesa de lado para não engordar, enfim eu já passei do tempo de pensar mais na minha (exibível) “boa forma” do que no meu bem estar.
            Já passei da fase de acreditar que casamento é inabalável e de que o amor e a paixão faziam milagres e transformavam as pessoas Hoje eu acredito na única milagreira do mundo afetivo: a “santa” paciência. É ela, assim como o diálogo, o carinho, a admiração e a vontade que fazem uma relação dar certo!
            Hoje eu sei que, quem precisa mudar para se adequar as minhas expectativas não merece o meu amor e nem deve me amar, porque sem aceitação e sem admiração nenhum romance sobrevive.
            Hoje eu sei que minhas coxas torneadas valem menos do que meu sorriso, hoje eu sei que meu bumbum durinho vale menos do que qualquer “ai” que eu diga, hoje eu não me privo de nada, apenas controlo a quantidade do que mastigo e, principalmente, do que eu falo.
            Hoje eu vivo como se a morte fosse eminente, não como se ela fosse certa, nem como se eu fosse eterna. Não me abstenho de nada para ser um defunto com corpo perfeito nem me esbaldo para não ser um “corpo morto” com sobrepeso.
            Hoje eu comecei a encontrar o equilíbrio. Descobri que você pode querer quem não ama, amar quem você não quer, enfim, hoje eu sei que antinomias acontecem e a vida é cheia delas. Aliás, a vida é antinômica!
            As pessoas desejam o que não podem ter, tem o que não querem, não se contentam com o que possuem, vivem correndo em busca de algo que esta dentro delas próprias. Os seres humanos querem ser felizes, mas não conseguem sentirem-se contentes nem com o pão que comem em seu café da manha!
            Sem contentamento, sem felicidade: como você pode pensar em ser feliz sem ser contente? Sem gostar daquilo que possui, por mais simples que seja? Sem se orgulhar de ser quem é, por mais humilde que você seja? Sem se orgulhar de seus atos, por mais singelos que eles tenham sido? Sem sentir contentamento homem algum consegue ser feliz!
            É, meu amigo, a vida tem dessas coisas. Coisas estranhas, mas que, com o passar do tempo, se mostram necessárias. Você nunca conhecerá a falsidade se viver cercado de pessoas sinceras, nunca conhecerá a maldade e a malícia se viver cercado de pessoas boas.
Todos os males que não lhe matam, realmente lhe tornam mais forte. A vida lhe mostra que é experimentando venenos que você aprende a desenvolver os seus antídotos, daí, minha querida: Segurem-se quem puder! Vida, lá vamos nós!

Passo Fundo, 10 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

Sem metades!


Sem metades!

Você nunca vai encontrar uma pessoa que se encaixe perfeitamente nos seus sonhos. Até mesmo porque, sonhos são sonhos, não são reais e, de regra, fogem muito da realidade.
Você nunca vai encontrar alguém que seja a sua cara metade, porque “metade” supõe igualdade e isso não existe no mundo, talvez você encontre alguém que combina com você, mas não que seja idêntico a você.
Você também não vai encontrar a tampa da sua panela, porque uma panela é “muito” para precisar apenas de uma tampa. Você pode usar tampas de outras panelas para cozinhar na sua, tampas são substituíveis, mas você quer alguém necessário e insubstituível.
Se você quiser muito, você conquistará muito, mas se você se contentar com qualquer “mais ou menos”, com qualquer coisa, com qualquer virtude, com qualquer agrado, com qualquer sexo (ainda que bem feito), com qualquer piada medíocre e elogio vão é isso que você vai ter.
Você encontra o que procura, por mais que leve tempo, por maior que seja a demora. Desespero, solidão e carência lhe levam ao fundo do poço, ao fundo do copo ou ao fundo de uma relação infeliz que pode lhe marcar para sempre pelas dores e machucados que se tornam cicatrizes feias e sensíveis.
Se dê valor e valorize o que você procura, não queira menos do que você merece, ou, então, não queira nada. Acredite: “nada” é melhor do que qualquer coisa que lhe machuque, que não lhe estime ou que não lhe valorize do jeito que você é;

Passo Fundo, 10 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pequeno grande dilema humano


Pequeno grande dilema humano

O sucesso e a prosperidade de algumas pessoas nem sempre depende de sua capacidade intelectual, seguidamente depende da capacidade e esforço que seus pais ou avós tiveram e do que eles construíram.
 É por isso que eu acredito que exista a tal da "sorte". Ganhar tudo desta forma indicia sorte, manter e aprimorar o conquistado mostra a existência de capacidade e inteligência, algo muito, mas muito mais grandioso!
Qualquer pessoa pode nascer com a sorte de ser um grande herdeiro, mas poucos nascem com o dom e com a aptidão para ser um grande e, sobretudo, um honesto empreendedor.
Aliás, honestidade é um dos atributos que falta aos empreendedores de hoje em dia, assim como gratidão é a virtude que falta aos sortudos herdeiros de pais e avós ricos.
As pessoas não dão valor ao que ganham com facilidade, adquirido, por exemplo, de forma desonesta, ainda que despendam alguma energia para tal. Da mesma forma que não valorizam o que ganham de “mão beijada”, ou seja, através de heranças ou doações. Aliás, este é um pequeno grande dilema- para não dizer, problema- da vida humana.

Passo Fundo, 09 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

Sem divergências


            Sem divergências
O cidadão do sexo masculino se dedica para ganhar dinheiro, comprar uma casa linda, ter um carro de fazer inveja aos amigos, vestir-se bem, manter-se bonitão (apesar da idade) e reclama das mulheres interesseiras.
Estas, por sua vez, investem tudo o que ganham em academia, roupas e tratamentos estéticos, mas reclamam que são vistas como "objeto" pelos homens. Pelos homens "abastados", claro, porque dos pobres elas só querem amizade, para essas "fulanas", homem que não anda de "carrão" é sinônimo de homossexualismo, ou seja, são "descartados" ou descartáveis, como queiram entender.
Então, eu me pergunto: Por que eles e elas reclamam um dos outros se, na verdade, conquistam aquilo que atraem? Cativam aquilo que buscam com suas atitudes fúteis e mesquinhas? Sinceramente, é muita hipocrisia para minha humilde e lenta cabecinha!
Nada contra quem quer ter uma mulher bonita, um carro do ano e uma conta bancária farta, o que me vira o estômago é gente querendo “aparentar” que tem, mas não possui, o que me anoja é ver gente agindo errado, enquanto espera o resultado certo. Dá-me nojo ver mulher colocando botox em todas as partes do rosto, lipoaspirando até as partes íntimas para ficar mais agradável e bonita para os ricaços verem, isso quando não procuram e encontram um tolo que as “banque”!
“Ai, eu quero mostrar o meu carro luxuoso, eu quero decorar minha cobertura, sair em festa pagando champanhe para as mocinhas, mostrar minha vida chique, mas quero uma mulher que me ame só pelo que eu sou, pelo que eu sinto, pela minha bondade”. Ora, caia na real! Com uma sorte quase milagrosa você vai atingir tais objetivos se os seus forem exibir a sua boa condição financeira por ai!
Você pode viver nos padrões de vida que o seu bom (ou mal) sustento lhe propiciam, mas sem pensar em atrair ou desagradar pessoas com ele. Você deve querer ser amado por quem você é, não pelo que tem, pelas atitudes que toma, não pelo dinheiro que banca. Não existe mistério algum, é apenas uma questão de praticidade e amor próprio.

Passo Fundo, 09 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Teste de sanidade


            Teste de sanidade

Sabe o que é difícil nos dias de hoje, além, é claro, de encontrar alguém em quem confiar? É ser bondoso, é ser sincero, bem intencionado e sensível e servir de objeto para pessoas egoístas, materialistas e vis.
            O convívio com pessoas que não lhe amam e quiçá lhe invejam ou desdenham é uma prova de fogo à sua sanidade mental! É difícil suportar a falsidade alheia, é difícil tolerar a indiferença e o egoísmo daqueles que acham que o mundo gira ao seu redor.
            É duro conviver com pessoas que não querem saber se você esta bem ou mal, é duro conviver com quem só quer julgar sem compreender as suas razões, sem desejar saber sobre as suas agruras, sobre suas dores.
            É difícil, pois, viver dentre pessoas que lhe vêem como uma máquina: útil enquanto funciona, mas, substituível e, sequer “lembrável”, se perder a serventia. É difícil ser uma pessoa que serve e não uma pessoa que tem valor.
            Não me refiro a relações de trabalho, apenas, mas a maioria dos relacionamentos que são entabulados hoje em dia, onde reina o vazio, o vácuo, a falta de carinho, de atenção e daquilo que chamo de “humanização”: as pessoas deixaram de ver umas as outras como seres humanos, mas como objetos, como máquinas, como escravos, enfim.
            Se há um teste para a sanidade de qualquer pessoa é manter-se sensível neste mundo de pessoas materialistas, neste mundo de homens egoístas e narcisistas que pensam em si próprios em detrimento de qualquer um.
Um mundo onde as pessoas visam obter lucro e ganho, até a custa de quem afirmam amar, mas não amam, pois, entre o materialismo desenfreado e o egoísmo a palavra “amor” tornou-se uma quimera de ilusão que eles dizem que sentem para fazerem de conta que podem ser considerados (ainda) “humanos”.

Passo Fundo, 08 de agosto de 2012.

Cláudia de Marchi