Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A busca pela perfeição: da inexistência à chatice.

A busca pela perfeição: da inexistência à chatice.

O perfeccionismo permite as pessoas irem longe, mas, não raras vezes, as leva para o destino oposto da perfeição, da sua meta, enfim. Sabe por quê? Porque o desejo pela perfeição gera chatice!
Pessoas que se imergem em paranoia para serem as mais eficazes, as mais legais, as mais competentes, as mais realizadas, as mais elegantes, as mais bonitas e as mais "gostosas", seguidamente, perdem a autenticidade, a paz, a alegria, a espontaneidade, o calor de ser humano e, portanto, ser errante.
Quem se obstina demais pela perfeição, afasta-se dela e encosta no tédio, na chatice e na frieza. Não se pode ser perfeito, nem física, nem intelectual, nem moral e nem profissionalmente, aceitar isso é o primeiro passo para o equilíbrio psíquico e felicidade, por outro lado, a não aceitação é um passo certeiro na inconveniência tediosa e, verdade seja dita, broxante!
Mais, não aceitar as próprias imperfeições é, também, um passo profundamente dentro da frustração. A pessoa que quer ser melhor em tudo, desde a estética até o trabalho, tende a ser demasiado rígida consigo mesma e, portanto, tende a se frustra e entristecer-se.
Obviamente, não quero dizer e sou totalmente avessa a ideia de acomodação. De que, ciente de suas imperfeições você deva se resignar a elas. Pelo contrário, a tarefa de todo ser humano é sair desta vida mais sábio e melhor do que quando nela “embarcou”. Em todos os aspectos, em que pese a idade deteriore o físico.
Ocorre que há uma linha tênue entre o comodismo e o perfeccionismo, mas ela deve ser obtida, ou seja: acorde todos os dias querendo ser melhor, mas perdoe-se ao final do dia se não conseguiu, porque, na verdade, a sua intenção é o que há de mais importante desde que ela não se torne uma obstinação, uma meta doentia, capaz, inclusive, de lhe deixar doente e solitário, porque ninguém suporta aquele que quer sempre o “rei”.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 17 de dezembro de 2015.

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