Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Das anormalidades da semana que ainda não findou!

Das anormalidades da semana que ainda não findou!
Acabamos de adentrar na quinta-feira, ou seja, a semana ainda não terminou e, alguns fatos dos quais, diante da correria, consegui, através das redes sociais, tomar conhecimento, me apavoraram! Para dizer pouco. Primeiramente, a pre-adolescente Maísa, se rebelou contra aqueles que querem que ela assuma uma postura mais sensual e, ainda, postou sentir nojo dos homens que a galanteiam, depois veio o episódio da tal da Fabíola que traiu o marido.
Quanto a Maísa: a menina é uma menina. Ela não precisa ser sensual. Ela não deve ser sensual. Mulheres não devem ser sensuais para agradar a macho, muito menos uma pré-adolescente. Uma menina de 13 anos de idade que, precisa, nas redes sociais, requerer o obvio, ou seja, que deixem-na ser a criançona que é!
Ora, deixem as meninas serem meninas e as mulheres serem o que elas bem entenderem, porque não somos obrigadas a ter corpo, cabelo, cara ou atitudes sexy para sermos "bem" julgadas por macho escroto, desse tipo que galanteia menina de 13 anos ou que fica excitado ao ver uma foto de uma mulher bonita na internet.
A nossa vida e conduta não giram em torno dos pintinhos dos machistas, destes mesmos que acharam o máximo a conduta do corno mineiro que publicou a traição da mulher nas redes sociais, sem ter a mínima vergonha de agredi-la e, inclusive, ter na traição uma justificativa “aceitável” para agir como um ogro.
Ser sensual, ser isso ou ser aquilo não é proibido, mas não deve ser meta, ser objetivo ou ser paranoia capaz de nos influenciar, de determinar condutas e posturas sobre as quais nem pensamos ou sabemos justificar racional e inteligentemente acerca do "porque" de as termos.
Acho que esse povo que divulga em grupos virtuais vídeos de sexo alheio ou que aplaudem coisas horrendas como o vídeo gravado pelo chifrudo de Minas Gerais deve ser muito, muito desocupado, além de ter sérios problemas com sua realização sexual. Sei lá, será que esse povo transa?
Será que esses calhordas que se excitam com minhas fotos na piscina fazem sexo? Será que os nojentos que dão cantadas em adolescente transam? Será que esse povo que compartilha vídeo de sexo alheio transa? Será que esses cornos que defendem o marido da Fabiola transam?
Gostaria que esse povo se realizasse sexualmente de forma a não lhes sobrar tempo para encherem o saco de ninguém, para compartilharem vídeo que retrata a vida sexual alheia e que não deveria ser compartilhado, para não ficarem assediando cantora/atriz pré-adolescente, enfim, para não jogarem suas frustrações sexuais de forma doentia fazendo fofoca ou sendo um tarado que se excita com qualquer porcaria que vê!
Gostaria também que as pessoas parassem de julgar as mulheres com mais severidade do que julgam aos homens e, sobretudo, não racionalizassem a violência doméstica como fizeram no caso da Fabíola, porque se ela fosse a corna da história, além do marido não ser publicamente agredido a essa hora a sociedade inteira iria estar culpando a amiga ("assanhada") e a corna ("ruim de cama", "fria", "gorda") pelo ocorrido! Passem longe de mim com esse machismo e problemas psicológicos e sexuais. Obrigada.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 17 de dezembro de 2015.

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