Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As mulheres e suas paranoias estéticas.

As mulheres e suas paranoias estéticas.

Acho extremamente triste a mania que as pessoas desenvolvem, desde a infância, de não se gostarem fisicamente. As mulheres, por conta da criação e da sociedade machista, são tão peritas na arte da “não aceitação” que beiram à futilidade crônica.
São reféns de padrões de beleza criados de tempos em tempos! E, assim surgem mil “cismas”: não basta ser magra, ser “acinturada”, a criatura coloca na cabeça que tem que ter a barriga chapada, lisa, lisíssima.
Tem umas que chegam a comer 10 palitos de batata frita, tomar um copo de cerveja e irem ao banheiro vomitar. “Ui, Deus me livre inchar minha barriga!”. Da mesma forma que não basta ter coxa e perna firmes, é preciso malhar muito, erguer muito peso e fazer agachamento para ter a coxa do Adriano “Imperador” em seus tempos futebolísticos áureos!
Ah, bunda, não, não basta ter bunda! Tem que ter uma “gravidez anal”, praticamente! Aquelas bundas ficam tão gigantes que parece que a mulher está gravida no traseiro! Arre! “Ah, mas as mulheres que rebolam na televisão são assim!”, eis a justificativa.
Não basta ser elegante, é preciso se matar para perder peso, ganhar massa, colocar silicone, fazer lipo isso e lipo aquilo. As mulheres estão se cobrando demais fisicamente, o que é vergonhoso. Isso não seria tão tragicômico se também se cobrassem intelectual, psíquica, profissional e moralmente.
Sei lá, fazer terapia, por exemplo, pra diminuir as paranoias, se amar mais para afugentar a insegurança, trabalhar mais para não depender de homem até para comprar absorvente e não precisar fingir orgasmo pra não estragar o namoro com o pretendente abastado financeiramente.
Ah, mulherada! Estamos em 2015, por favor, sejam mais! Não tem nada errado em se amar, não tem nada de errado em se olhar no espelho e dizer: “Eu não sou perfeita, mas eu sou linda e perfeição não existe!”. Simples!
É muita vontade de ficar magra, de ficar sarada e pouca vontade de ficar mentalmente leve e psicologicamente saudável. É muita vontade de ter uma aparência agradável e pouco esforço para ter um intelecto admirável, para ter uma forma de proceder e de viver interessantes. É muita necessidade de ser perfeita que, na hora do sexo, nem sei como essa mulherada paranoica transa! 
Você pode morrer malhando, você pode se submeter a mil procedimentos estéticos e cirúrgicos, você pode parar de comer ou se “afundar” em peito de frango grelhado, batata doce e quinoa: sempre existirá alguma imperfeição no seu corpo, tente ao menos batalhar pela perfeição intelectual, psíquica e mental, porque essas, minha amiga, o tempo não irá corroer!

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 18 de setembro de 2015. 

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