Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

“Influencias do meio”: um grande engodo!

“Influencias do meio”: um grande engodo!

Eu não acredito em influencias externas para atitudes equivocadas. Sou fã do livre arbítrio, isto sim! Não acredito que toda mulher casada que comece a estudar resolva virar infiel e “bodegueira”, não acredito que amigos influenciem o outro a agir de forma moralmente avessa ao seu instinto.
Acredito, porém, em pessoas de parca moralidade e princípios que usam as oportunidades que surgem para expor sua vileza. E, convenhamos, que fazer merda em grupo é mais divertido e, ainda, gera “desculpas” que convencem bem aos desavisados e pouco instruídos: “Ah, mas o pessoal insistiu!”, “ah, mas todo mundo fez”, “ah, mas eu preciso viver”, “ah, mas minhas amigas falaram que não é errado” e assim por diante.
Desculpas esfarrapadas que não convencem nem parede de hospício! Todo ser humano com autoestima e idade superior a 12 anos de idade sabe muito bem o que é certo e errado e, se age errado, é porque quer.
E qual a razão deste mal fadado “querer”? Depende: pode ser vontade de se enturmar, vontade de se aparecer ou, simplesmente, aproveitamento da oportunidade para ser quem sempre foi, mas nunca conseguiu se “soltar” ou nunca teve fácil acesso a desculpinhas “coitadistas” pra enganar otário!
Simples! Eu comecei minha faculdade com 17 e terminei com 22 anos, namorei durante todo o curso e nunca sai sem meu namorado para paquerar outros, fiz pós-graduação na capital do RS aos 23/24 anos e nunca sai para paquerar os gatos na agitada noite porto-alegrense sem ser para encher o estomago com um dos melhores churrascos da cidade e muita coca-cola “zero” para a consciência não pesar.
Sempre me relacionei com minhas colegas, mas sempre tive senso critico para saber que muitos dos seus atos eram estúpidos, imaturos ou de mera putaria mesmo! Enfim, eu sou eu, os outros são os outros e eu nunca me influenciei por ninguém.
Quem se deixa levar pelas influencias não é frágil, “influenciável” ou tolinho, é imbecil, sem cabeça e mal intencionado mesmo! Aliás, e o que é pior: é covarde, porque justifica as suas burrices culpando quem não tem nada a ver com sua indecorosidade moral.  
Aliás, retifico as 6 primeiras palavras que compõe o paragrafo antecedente: não existem influencias, existem pessoas que agem de forma imoral e atribuem ao “meio” a culpa pelo que fazem por livre e espontânea vontade. O meio não influencia, quem faz o “meio” são as pessoas que o compõe e pessoas imorais farão um ambiente imoral, mas, valendo-se da sua covardia, atribuíram ao que é “exterior” a elas, a culpa pela sua vileza.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 24 de setembro de 2015. 

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