Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

E se o “por dentro” valesse mais?

E se o “por dentro” valesse mais?

E se ninguém soubesse fazer conta e dinheiro comprasse coisas e não pessoas, quem estaria ao seu lado? Se você coloca sua aparência ou poder aquisitivo antes do seu coração, conduta e inteligência, resigne-se: você só atrairá gente interesseira, materialista e fútil. Se você escolhe mulher pela bunda, será escolhido pelo bolso.
É a lei da vida, semelha atrai semelhante e fica com gente semelhante! O fútil completa o fútil e o vazio faz companhia para o vazio. Atitudes, postura, educação, doçura e não aparência rebocada, comprada e fabricada devem encantar.
Assim como o "ser" deve encantar mais que o "ter"! Ao menos num mundo onde se fale menos dos conceitos de Cristo, mas se siga seu exemplo de profundidade enquanto ser humano. A pior e mais abjeta pobreza é a do espírito. Essa que faz com que as pessoas olhem para seus defeitos de forma cega, sem que se tornem mudos frente aos defeitos dos outros.
Essa miserabilidade anímica que faz com que as pessoas disseminem histórias mal contadas, que faz com que a criatura se contente com a ostentação e não demostre nada de alma, nada de afeto, nada de espírito. O dinheiro faz bem para quem já tem um espírito rico, os demais continuarão miseráveis, só que abonados.
Vivemos numa sociedade de analfabetos funcionais e, contra o "analfabetismo funcional" pensar sobre o que se lê é mais essencial do que ler, questionar o que se ouve é mais essencial do que ouvir.
Existem religiosos fervorosos que são analfabetos funcionais, existem juristas que também são, enfim em todas as áreas de estudo existem os leitores analfabetos. São os que leem e não indagam, não questionam, não refletem, não pensam a respeito e, consequentemente, não criticam.
Ser culto não significa ser técnico, ler muito, mas pensar sobre e até colocar em dúvida o que ouve e lê, além dos próprios pensamentos e convicções. Não há sabedoria sem dúvida. As pessoas mais sabias duvidam mais, as mais tolas creem com mais convicção e se acham mais conhecedoras de tudo! São traídas pela própria arrogância intelectual. Ah, coitadas!
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 11 de setembro de 2015. 

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