Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sábado, 16 de janeiro de 2016

As ilusões que os descontentes criam.

As ilusões que os descontentes criam.
Sou uma inveterada observadora e admiradora da raça humana! Via de regra, quando converso com amigas ou conhecidos casados vejo que eles estigmatizam os solteiros, como se toda mulher e homem não comprometido vivesse como as musicas sertanejas atuais falam: de festa em festa, de cama em cama, de bebedeira em bebedeira!
Há certa fantasia de que as pessoas solteiras ou são solitárias ou são boêmias. Da mesma forma que, dentre os solteiros há a ideia de que o sujeito casado, com rotina estabelecida e filhos para criar é feliz! Dai a ilusão é corroborada pelas propagandas de margarina!
Isso sem contar a ideia, seguidamente machista, de que quem está solteiro "vale pouco", que "mulher decente" está casada. O mesmo dizem por aí algumas mulheres: "homem bom é como vaga de estacionamento, as boas estão ocupadas!". Ledo engano!
A verdade é que as pessoas são as escolhas que fazem. Uma pessoa sozinha, nem sempre é solitária! Um boêmio nem sempre é feliz. Não raras vezes um cidadão solteiro é emocionalmente independente e seletivo nas escolhas! Assim como, obviamente, existem casais que se amam, se divertem juntos e têm afinidades entre si! Assim como tem os casais que seguem unidos por comodismo, medo, filhos e etc..
Sempre tive ojeriza àquelas brincadeiras que os amigos casados fazem com os solteiros: “Ah, tu tá de boa, pode pegar todas!”. Como se ser promiscuo fosse um desejo de todo sujeito solteiro. Inolvidável que o cara tem liberdade para ficar com várias mulheres, mas quem disse que é isso que ele quer? Mais, quem disse que é isso que lhe faz feliz? E se ele se divertir com amigos, ou até mesmo sozinho e não tenha a mínima vontade de fazer sexo diariamente com desconhecidas?
Sinto, infelizmente, que as pessoas projetam nos outros o que elas pensam. E o que elas pensam provém das suas frustrações. Ou seja, como “eu” me divertiria assim e gostaria de poder fazer isso, mas não “posso”, acho que minha amiga que tem uma vida diferente da minha também deveria “gostar” e “fazer” tal coisa.
Enfim, compreenda: se você é casado, a escolha foi sua! Se é solteiro, da mesma forma! As escolhas geram renúncias e pressupõe que lhes façam feliz! Ora, pare de devanear quanto a vida alheia, curta e aproveite a sua! Caso não esteja contente, comece a mudar de rumo, porque a vida é muito curta para ser um frustrado expectador da vida alheia!


Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 16 de janeiro de 2016.

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