Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Pequena crônica sobre o bandido que é bom morto.

Pequena crônica sobre o bandido que é bom morto.

Bandido bom é bandido morto se ele não for o Eduardo Cunha. Bandido bom é bandido morto se ele não for o político que desviou verbas, mas que é "representante" do seu partido. Bandido bom é bandido morto se ele não for o seu pai sonegador de impostos e que corrompe policial na sua frente quando pode e ainda diz que é "necessário" fazer isso no Brasil.
Bandido bom é bandido morto, se não foi o seu filho que atropelou um cidadão quando dirigia semi-alcoolizado. Bandido bom é bandido morto, se não for o advogado que faz parceria com policial corrupto para poder sustentar um estilo de vida alto, enquanto passa a "lábia" no próprio cliente.
Ah, bandido bom é bandido morto, desde que não seja o outro colega advogado que se apropriou de uma pequena fortuna do cliente que representou para terminar o financiamento da camionete nova. Bandido bom é bandido morto se não for o seu sobrinho, que divulgou fotos da ex namorada na internet para se vingar pela rejeição.
Bandido bom é bandido morto, se não for o empresário receptador de produtos roubados e se não for o produtor que faz contrabando de insumos agrícolas. Bandido bom é bandido morto, se ele não for o seu irmão que bate na esposa e a ameaça para que não conte a ninguém. Bandido bom é bandido morto se ele não for sua madrinha médica que, por negligência, matou um paciente.
Bandido bom é bandido morto, se ele não for seu amigo ou colega. Enfim, bandido bom é bandido morto, mas depende de quem é o bandido e não do que ele fez, porque crimes, ah, meu amigo, leia o Código Penal, leia as leis penais esparsas e então verá que você também os comete e, de repente, para um pai que não seja o seu ou para o filho de outra pessoa, o bandido possa ser você!
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 25 de janeiro de 2016.

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