Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dos filmes à vida que urge!

Dos filmes à vida que urge!

Sou uma cinéfila, sem sombra de duvidas. Cinema e vinhos são minhas paixões e excelentes companheiros. Pois, nesta semana que finda, assisti a dois filmes que me fizeram refletir: um é o antiguinho “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” e o outro, relativamente novo, “Se eu ficar”.
Ao assisti-los, peguei-me refletindo: quem somos nós, afinal? Do que somos feitos, animicamente falando? Creio que sejamos um conjunto de vivências, de sonhos, de frustrações e, sim, de lembranças. Apaga-las de nossas mentes nos faria menos sofridos, mas também menos sábios, menos humanos, menos alegres, inclusive.
Em que pese tenhamos lembranças doloridas, existem outras, existem inúmeras boas e divertidas memórias guardadas em nós! Até mesmo quem nos deixou algumas lembranças ruins, deixou outras tantas boas. É assim, é da vida! Nada é totalmente excelente, nem totalmente ruim.
Por mais que tentemos, a ternura ainda impera e cabe a nós trazermos à tona em nossa mente aquelas memórias que melhor se afinam com o que desejamos construir, com o que desejamos criar e não apenas recordar. Quem quer um futuro bom, enfim, não se vitimiza com lembranças ruins, afinal, elas geram pensamentos ruins que geram infelicidade: raiva gera raiva, ódio gera ódio, amor gera amor.
E, quanto aos seus melhores momentos: você já parou pra pensar em qual foi o dia mais feliz da sua vida? Se sim, é provável que você saiba que ele não vai se repetir. Por qualquer motivo que seja, dos comuns ou banais até os mais trágicos, não se pode repetir um dia nesta vida.
Mas, ainda assim, você já parou pra pensar que, mesmo que todos os que lhe faziam companhia "naquele" seu melhor dia não estejam com você, ainda assim, há vida pra viver? Ainda assim, com a mudança no decurso da sua vida, enquanto você existir por aqui, há muito a ser feito e vivido? Amores, amizades, risos, sorrisos, trabalho, novos lugares, novas pessoas?
Pois é, meu amigo! A vida só termina mesmo quando você morre ou quando escolhe não mudar, não seguir adiante e, sobretudo, não se adaptar às mudanças que surgem, porque a vida é a arte da adaptação, de fazer dos piores fatos, o melhor aprendizado. Enfim, a vida e as possibilidades que ela lhe traz, só findam quando você se acomoda e desiste, do contrário, acredite, ainda há muito a ser vivido!


Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 16 de janeiro de 2016.

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