Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Habilidades.

Habilidades.

O que você quer ser quando “crescer”? Eu não sei qual é a sua resposta, mas conheço a que passei a aderir: seja qualquer coisa, mas, no que for, seja o melhor. Para isso, no entanto, você precisa conhecer-se bem e não apenas sonhar.
Para ser feliz, mais importante do que confiar em suas virtudes e habilidades é conhecer bem as suas limitações. Eu me inscrevi no vestibular da UPF/2000 para Medicina. Na verdade meu sonho era Psicologia, mas meu pai disse que não pagaria, logo, pensei em cursar Medicina e me especializar em Psiquiatria.
Pensei muito e, finalmente, decidi mudar a inscrição, no ultimo dia, diga-se de passagem, para Direito. Por que eu fiz isso? Porque eu sei que não tenho habilidade alguma para fazer Medicina.
Nunca me dei bem com química, física, matemática, biologia. Como, pois, pensar em chegar ao fim sem encarar as agruras existentes no meio? Não pode, isso seria um devaneio. É preciso ser vocacionado para ser bom, é preciso entender de alguma coisa para, nela, ser bom e, quiçá o melhor.
Se você não gosta de ler, escrever e estudar o resto da vida, não poderá fazer um curso que requeira isso. Faça o que for, não estude, faça um curso técnico, entre num outro curso superior, mas seja bom, seja excelente e largue a ilusão de que apenas com faculdade você irá aferir maiores rendimentos, porque, se você for medíocre, até trabalhar de gari dará mais lucro.
Pense em ser excelente, antes de desejar ter um “anel de doutor”. Descubra quais são suas áreas fortes, desvele suas aptidões, se esforce e, não melhorando, abandone, mude o rumo da sua vida. Desistir não é feio, feio é insistir em algo que não serve, feio é colocar uma roupa três números menor que você, porque está na “moda” e é chique.
Fazer o que se ama é magnifico, mas fazer bem o que se ama, requer conhecimento, tendência e aptidão, não é simplesmente sentar num banco acadêmico com a esperança de sair dali com “status” melhor, quando não se sabe nem o que faz.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 05 de novembro de 2014.

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