Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Relação legal. Muito legal. Legal mesmo!

Relação legal. Muito legal. Legal mesmo!

Legal essa coisa de não se sentir professor de alguém e de não sentir “subalterno” do ego inflado de quem acha que sabe tudo! Legal isso de ter alguém com quem compartilhar ideias, de ter alguém cujas ideias somam, alguém que não lhe consome a energia requerendo explicação acerca do que parece lógico ou alguém que queira que você saiba e acredite naquilo que você não quer pensar a respeito ou crer.
Legal poder dividir opiniões, sonhos, copos, cama e mesa. Legal ter mais do que alguém com quem falar, legal ter alguém a quem se pode ouvir. Mais, alguém que fala com humildade e mesmo falando muito é disposto a ouvir! Perfeito ter alguém capaz de mudar de ideias, porque tem ideias para mudar! Acéfalos que acham que sabem tudo são demasiado arrogantes e cheios de si.
É raro ter uma relação realmente legal e feliz! Não raras vezes a gente entra naquelas relações de beijos, beijos e mais beijos, porque o outro fala de nada a coisa nenhuma ou, seguidamente, suas opiniões nos irritam, nos causam mal estar. “Quem nunca?!” Quem nunca se contentou com menos do que merecia por sequer ter parado para analisar que merecia mais e que o “mais” pode existir?!
Se você “nunca”, eu já! Em especial quando a gente é jovem e se apega ao que, depois de um tempo, percebemos, não tinha tanto “a ver” conosco quanto pensávamos, simplesmente, porque queríamos a companhia de alguém e nos acostumamos com este ser.
Bom mesmo é ter paixão pelos diálogos que se entabula, bom mesmo é gargalhar junto, bom mesmo é poder ouvir alguém inteligente e admirável, bom mesmo é ter cumplicidade, bom mesmo é ter parceria pra festa, pra pileque, pra perder a noção do “certo”, pra comer carne crua, churrasco, macarronada, pão com ovo e para divagações filosóficas. Para divagações acerca de tudo, enfim.
Bom mesmo, meu caro, é ter alguém que lhe dê prazer, muito prazer, na cama e fora dela. Afinal, “ou” um, “ou” outro é fácil de encontrar, mas não realiza. Os dois juntos cabem no perfeito conceito de perfeição.


Sinop/MT, 21 de novembro de 2014.

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