Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Das benesses da internet.

 Das benesses da internet. 

Eu nunca fui muito convencional. Ao contrário de muitas pessoas, desde meus 14 anos eu não opto pelo simples na minha vida, inclusive afetiva e isso propiciou, como diria o Robertão, “muitas emoções”. 
Graças à internet, mantive contato com pessoas interessantes, cultas, inteligentes, ainda que distantes. Eu sempre tive um tesão forte em intelectos, já resvalei nos incultos e idiotas, por uma necessidade humana de ser humilde, de conhecer mais a fundo o “outro lado”, mas, como uma boa resvalada, foi “cair e levantar” sem atingir o coração ou a alma. 
Enfim, tive o Pavel, um namoradinho brasileiro, descendentes de russos e que morava na Rússia. Eu tinha 15 anos na época e recém havia ganhado um computador. Na época eu residia na fronteira do Brasil com a Argentina e era avessa as “reuniões dançantes”, CTG e afins que o povo jovem da cidade em que eu residia curtia. 
Tive, à distância, um romance virginal com um perito criminalístico químico que recitava poemas do Drummond para mim. Eu tinha 17 anos. E, assim, com ou sem beijos e “etc” conheci pessoas inesquecíveis. É verdade que o perito da “capital” me deu uns beijos tão vorazes no shopping da minha cidade que faltou pouco para o segurança vir “apartar”! Coisas da emoção. 
Aliás, de todas as minhas “paixonites” as de gostos mais semelhantes aos meus não estavam próximas a mim! Enfim, esse instrumento que os idiotas usam para ficarem mais idiotas ainda e que os tarados usam para ficarem mais tarados ainda, é uma porta aberta para a informação útil, para a cultura e, também, para que conheçamos pessoas legais. 
Eu acho uma tolice achar que só existe vida na terra, assim como acho uma tolice achar que o “astral” colocou apenas num raio de 50 Km de mim pessoas legais e comigo afins! Aliás, há mais de dois anos no MT, percebo que se dependesse dessa quilometragem aí para eu ter amigos interessantes, inteligentes e romances intensos não só na troca de fluidos como na de ideias eu já teria ensandecido! 
Eu acredito no uso inteligente e consciente da internet, das redes sociais variadas. Minha mente não é limitada a preconceitos vãos. Usando com sapiência, o computador e os smartphones nos levam a qualquer lugar do mundo e, inclusive, nos colocam a conhecer pessoas que jamais teríamos a sorte de conhecer se nos quedássemos contentes com o que o restaurante “top” da cidade nos apresenta. Explore meu amigo, você não é uma árvore! 

Claudia de Marchi
Sorriso/MT, 14 de outubro de 2015.


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