Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Do que me importa e de quem “se acha” importante.


Do que me importa e de quem “se acha” importante.

A lista do que me afugenta a paciência e me irrita no sexo oposto, na minha idade, é relativamente grande! É enorme, para ser exata. Ninguém paga minhas contas e, consequentemente, eu não abaixo meu lindo narizinho para pessoa alguma.
De tudo, no entanto, o que eu menos suporto, é homem metido a ser o “pica das galáxias”. Sabe o cara que se acha necessário, insubstituível, o máximo dos máximos? Cara, se orienta! Pra mim, necessário é gordura animal.
Necessário é cancerígeno e deliciosíssimo bacon, uma cerveja gelada na beira da piscina e uma taça de vinho para me inspirar na madrugada de sexta para sábado. Um pileque eventualmente, porque perder o controle um pouquinho é divertido. Ser sempre racional, focada e perfeita cansa. Por falar em cansar? Se eu canso até de mim, imagina de outra pessoa!
Carne gorda, pizza e salada também fazem parte das delicias da minha vida! Dinheiro na conta, perfume importado, livros, roupas, música, gargalhadas, trabalho, livros. Já falei livros? Enfim, isso, pra mim é necessário.
Insubstituível na minha vida? Fora euzinha? Só minha mamãe! Minha mãe é uma jóia sem preço, um ser humano inigualável e, como mãe, ao menos, basicamente perfeita. Sim, ela é! Eu, me sentir sozinha na vida? Talvez quando minha mãe partir. Só aí, por enquanto, eu me refaço de qualquer tombo, supero qualquer decepção e não dependo de ninguém. Só de mim e do amor que quem me ama me dá.
Homem? Pode ser o sujeito mais interessante, mais gato, mais bom de cama, mais inteligente, mais qualquer coisa do mundo, não chegará ao meu coração se não souber conquistar-me com afeto, muito, muito afeto. Cara, ninguém conquista uma mulher mimada sem devotar-lhe muita, muita, muita atenção!
E, sim, eu sou mimada! E sim, eu sempre tive excesso do amor. E não, eu não quero me acostumar com menos do que isso, porque eu sei o que mereço. Em tempos de redes sociais, de comunicação a distancia gratuita, só não cuida, não zela e não dá atenção ao outro, quem não quer ou quem se “acha” muito importante.
Baby, no meu dicionário, o “se achar” qualquer coisa, equivale a não ser. “Se acha” importante? “Se acha” legal? “Se acha” gostoso? “Se acha” o máximo. Deixa quieto, que pra mim você já é o mínimo. Ou “o coisa nenhuma”. Se “achou” Darling? Já deixou de ser qualquer coisa na ordem do meu dia.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 30 de outubro de 2015. 

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