Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Hedonista, sim senhor!

Hedonista, sim senhor!

Já pensou que falta total de erotismo tem transar (sim, acho “fazer amor” a coisa mais broxante da face da terra! Amor se sente, na cama você fode mesmo. Ou fora da cama, enfim) com os filhos dormindo no quarto ao lado?
Ou então, ir dormir exausta depois de ter chegado do trabalho, cuidado das crianças, amamentado e tendo a certeza de que repetirá o “circuito” ao longo da noite, tendo, quiçá, que acordar cedo no outro dia para ir trabalhar?
Já pensou que falta de erotismo tem fazer sexo tendo que acordar logo para amamentar? Que falta de animo pra sexo selvagem dá ter os filhos dormindo ali ao lado, no berço, no quarto ou querendo a caminha da mamãe?
Francamente? Eu não consigo entender como algumas pessoas insanas engravidam para salvar o casamento. Só se for para o cara não largar a mulher por piedade. Piedade dos filhos, é claro! Piedade desses fofos (mas, também dependentes, chorões, “gritentos” e indisciplinados) contratos vitalícios que se formam entre o “papai” e a “mamãe” e não pedem para vir ao mundo.
Podem estes não serem os motivos mais nobres para não se desejar ter filhos, ah, mas são bons motivos! Prazerosos motivos! Assim como, no caso de quem não tem um parceiro a fim de sexo selvagem e despudorado, chegar em casa, após um extenuante dia de trabalho, e assistir filmes, ler, escrever, tomar uma taça de vinho...
Ou, simplesmente, dormir sem precisar acordar durante a noite preocupadíssima com a respiração de alguém (que depende de você para tudo) do que com quantas horas você ainda pode dormir após voltar de uma saudável "urinada" noturna!
Sim, eu sou pelo direito da mulher ser mulher sem precisar parir! Eu sou pelo direito de ser livre, de gerir o próprio ventre, de viver como se apraz sem se sacrificar a concepções machistas que devotam a mulher a obrigação de ser hospedeira de herdeiros, mães zelosas e reprodutoras.
Sou pelo direito de romper limites, de viver de forma plena essa única existência que temos, sou pelo direito de ter prazeres carnais sem medo do padre, do papa, da igreja ou da sociedade.
Sou pelo direito de ser hedonista e sincera comigo mesma! Sim, hedonista! Sim, ter prazer e aproveitar essa vida como se fosse a ultima e a única, porque, quem lhe garante outra? A mim, ninguém!
Sou pelo direito de gozar, gritar, gargalhar e não ser comandada pelos (pré) conceitos de uma sociedade medíocre que é tão infeliz que precisa julgar o outro e lhe atirar pedras para se sentir um pouco menos insignificante e fazer de conta que sua existência regrada e sem graça tem algum sentido. Sou pelo direito de viver e deixar viver.
Sou pelo direito de ser quem sou e permitir que todos sejam como são: cada um com sua individualidade, mas com a felicidade e contentamentos plenos em comum! E aí, você é realmente livre e feliz? Bem, eu sou e quanto ao seu julgar e preconceitos? Fodam-se, quem sabe assim você goza e para de cuidar da vida alheia! É o que eu desejo.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 28 de outubro de 2015.

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