Sobre o verdadeiro pecado!

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"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sábado, 30 de agosto de 2014

Modernidade e relacionamentos.

Modernidade e relacionamentos.

Acho engraçadas essas frases e afirmações saudosistas, tipo dizer que antigamente os casamentos não findavam com facilidade, porque em tal época se consertava, não se colocava no lixo algo que deu problema. Acho que é semelhante a isso uma dessas afirmativas toscas que viram chavão na internet.
Sei lá, eu acho que nem tanto o “antigamente”, nem tanto o hábito de “repúdio” às dificuldades, inerente a essa questão do desistir sem tentar, que existe atualmente. Antigamente, se mantinha o casamento. Mas os descontentes também mantinham casos extraconjugais e uma “conta” na zona.
O casamento amornava, a relação virava uma amizade ou um inferno, os parceiros, sobretudo os homens, procuravam outras e, mais por dependência econômica e em virtude das criticas da sociedade, a mulher se mantinha ao lado do marido. Isso não é sinônimo de força das mesmas, mas do quão submissas elas tinham que ser se quisessem manter a mesa farta e a moral ilibada.
Sem contar os filhos! Ah, os filhos! Como se separar se eles existiam! Mantinham-se casamentos para lá de falidos em virtude dos mesmos. Realmente, se for para “privilegiar” algo, dentre tais extremos, eu fico com a modernidade, onde relacionamentos podem e devem se manter por amor, não por necessidade afetiva, econômica ou moral.
Aliás, relacionamentos devem ser mantidos enquanto existe amor, admiração e atração. Quando um desses pilares cai, logo a relação desaba. Não importa se existam ou não filhos, porque se pode tudo para fazê-los feliz, menos ser infeliz em prol deles.
 O mundo mudou e com ele a nossa liberdade aumentou. Enquanto ela não bate na libertinagem, eu me afino com ela. Somos livres para amarmos quem quisermos, para nos unirmos quando quisermos e, também, para nos separarmos quando cremos haver necessidade.
Em pleno século XXI, toda vez que ouço alguém dizer que não se separa da esposa por causa dos filhos eu penso: “Balela, não se separa, porque gosta dela”. As pessoas tem o hábito de falarem besteira quando se irritam com o parceiro, porque, sinceramente, se a relação está a tal ponto ruim, você só não se separa, porque não quer! A menos, é claro, que caia no hábito antigo de ter a esposa em casa educando os filhos e outras fora dela. E isso, meu caro, não é exemplo que um filho mereça ter.
Aos filhos que estão próximos, aos filhos que acordam todos os dias no quarto ao lado do seu ou àqueles que estão a mais de mil quilômetros de distância, você só deve dar bons valores e boas lições, dentre as quais a de que, nada ou ninguém vale a nossa infelicidade, o nosso desânimo. Bem como a de que, mais vale sofrer por ser sincero e transparente, do que agradar a todos na frente e lhes trair a confiança pelas costas.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 30 de agosto de 2014.

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