Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Preguiça de sofrer.

Preguiça de sofrer.

Eu sou uma pessoa preguiçosa! Amo advogar e lecionar, mas também amo um dolce far niente! Uma janta, um vinho bom, altos papos, namoro (se namorado houver), uma manhã cheia de espreguiçamento, um livro, filmes, almoço pronto, casa limpa, olhar para o nada, pegar um sol, beber drinks na beira de uma praia linda, ser casado e namorar o dia todo nos finais de semana tendo como única preocupação qual o creme hidratante dará um cheiro especial na minha pele em tal dia!
Adoro cozinhar, mas viveria de sanduíche se eu precisasse cozinhar só para mim. Adoro roupas limpas, mas não sei lavar e passar. Amo casa brilhando mas odeio limpar! Odeio bagunça, mas não gosto de arrumar. Mandar e fazer eu sei, mas a preguiça é um entrave!
De tudo, porém o que me faz sentir preguiça nada se compara a minha aversão a estresse amoroso! De estresse familiar, profissional, financeiro e físico eu não consigo fugir e nem quero, mas relacionamento complicado, gente com vida complicada, personalidade difícil e humor flutuante ou questionável desperta a minha preguiça afetiva!
E, em tal caso, o que eu faço? Como nunca vou atrás de pessoa alguma, ao ser procurada, eu uso um pouco da minha energia psíquica e, quiçá, física, para fugir! Se for preciso eu até corro! E olha que, discopatia degenerativa a parte, eu corro rápido! Tenho meu arbítrio no quesito amor, afeto e romance.
Não suporto relações mornas e insossas, relações escondidas, não gosto de usar meu tempo pensando em táticas, disfarces, “ex” mulher inconveniente, filhos carentes e coisas assemelhadas! Se, para ter a presença de alguém eu precise lutar, brigar com pessoas e enfrentar oposição, eu desisto. Covarde? Não, preguiçosa para alguns estresses, conforme dito.
Sou objetiva e nada acomodada: assim como começo com facilidade quando acho por bem, termino com a mesma objetividade. Por que? Porque a vida é muito frágil e curta para gastar dias, meses, anos, minutos e segundos com quem vem complicar o que é simples: eu, minha rotina e minha vida!
De complicado eu gosto é de ações judiciais, obras literárias, palavras cruzadas, gosto do instigante ao cérebro, não o que complica meu coração. Resolver problemas? Profissionais, sempre! Afetivos? Se surgirem eu escapo. Não luto por amor ou relação amorosa na vida, ou "chega chegando", domina e trás paz ou eu digo: "Estou bem e tenho preguiça demais para complicar a minha vida e o meu coração. Tenho preguiça mesmo é de sofrer!".
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 11 de junho de 2015. 

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