Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ciúme indigesto

Ciúme indigesto




O ciúme nunca foi nem nunca será o tempero do amor, pelo contrário, ele é a estricnina jogada no molho suave do bem querer: ou você confia no outro e em si mesmo (em primeiro lugar) ou esteja preparado para transformar duas vidas num inferno!
Não cerceie nunca a liberdade de quem você ama, seus contatos com amigos e amigas, seus momentos (necessários) de solidão, do contrário você não saberá se ele lhe ama, simplesmente porque você o prende, o sufoca e nunca poderá saber se seu coração é seu por autenticidade ou porque você "força a barra".
O ciúme em pequenas doses (mas pequenas mesmo) demonstra afeto, afinal ninguém quer perder quem ama, e a compreensão de tal fato é privilegio das pessoas maduras: ninguém quer ouvir a parceira dizendo que o fulano ou o cicrano é “gostoso e sexy”, enquanto não lhe elogia. Existem algumas premissas de um bom relacionamento uma delas é a de que namorado ou marido não é sua mãe nem seu melhor amigo para saber tudo o que se passa em sua fantasiosa cabeça, logo ser parceiro e amigo é uma coisa, ser idiota é outra, bem diferente.
Pessoas demasiado ciumentas são aquelas que, assim que tiverem uma oportunidade, vão encher sua cabeça de “galhos”. Os bons, honestos, fiéis, sinceros e transparentes presumem o mesmo de quem com eles se relacionam, os mentirosos, desleais e traidores, também, logo, abra o olho: ciúme esta mais para sinal de “sou traidor e infiel” do que para “tempero” de qualquer coisa que não seja abjeta e indigesta.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 08 de setembro de 2011.



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