Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Regra

Regra

Relacionamentos terminam, nenhuma relação entabulada por seres humanos é fadada a eternidade, quanto mais espontâneos e sinceros os amantes, menor é a garantia de que o “para sempre” será realmente eterno.
O “para sempre” existe enquanto o relacionamento existe, portanto dê o seu melhor, ame com intensidade, se entregue de corpo e alma, faça para o outro o que você quer que ele lhe faça, seja fiel e leal, se não quiser ser, desista da relação: você não ama! Assim, se um dia terminar, você terá vivido momentos inesquecíveis e guardará a certeza de que deu o seu melhor.
A menos que você esteja disposto a engolir tudo o que lhe for dado, não creia que seu romance durará para sempre. A idéia de relacionamento eterno é reconfortante, mas vai de encontro com a realidade do mundo moderno, onde ambos os cônjuges batalham por seus sonhos e metas.
Seguidamente uma relação duradoura requer a abdicação de um dos amantes de suas próprias metas, a desistência de muitos de seus sonhos e planos em prol do convívio, do relacionamento, enfim. Frise-se que tudo isso só se justifica por muito amor.
Eu acredito no amor e creio que, com muita paciência, excessiva maturidade e grande dedicação um relacionamento pode durar uma vida, mas sei que isso é raro e eu não escrevo sobre exceções, mas sobre a regra. Ademais, no que tange a amor eu acredito em sua eternidade: você pode desistir de um relacionamento, se afastar de uma pessoa, mas não do amor que nutriu por ela, que você passa a guardar, docemente em seu coração.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 22 de fevereiro de 2012.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Arrependimento?

Arrependimento?

Quem afirma que não tem nenhum arrependimento mente ou não mudou com a vida, não se tornou uma pessoa melhor. Ter arrependimentos não implica em melancolia e tristeza, mas em mea culpa bem feito, em evolução e maturidade.
Ontem você tinha muitas certezas, inúmeras vezes você se sentiu como o “dono da razão”, não importavam os conselhos, nem as experiências alheias: as suas opiniões eram melhores e imutáveis, hoje você viveu, se decepcionou, se tornou mais humilde e mais maleável. Hoje você é diferente, pensa e age de outra forma.
A vida bem vivida tem o poder de nos fazer rever velhos conceitos, velhas idéias e, assim, mudá-los, obviamente isso não obriga você a se arrepender de algo, mas lhe dá tal sugestão quando você percebe que poderia ter feito muitas coisas diferentes e de forma diferente.
“Ah, se ontem eu soubesse o que sei agora”. Tal afirmativa não é um lamento, mas uma demonstração de que você mudou, melhorou e, em alguns caos, se arrependeu de não ter agido de forma melhor.
O arrependimento não resolve nada, afinal, sem o ontem você não seria o que é hoje, mas, embora isso seja verdade não significa que os seres humanos sejam imunes a ele. No silêncio de sua alma todo o homem tem algum arrependimento ou terá, ou, então enganará muito bem a si mesmo e aos outros.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 20 de fevereiro de 2012.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Admirar

Admirar

Eu preciso admirar para me manter ao lado de alguém, seja amigo ou parceiro. Não basta achar humorado, inteligente ou atraente, eu preciso me encantar e nutrir uma forte admiração para, realmente, gostar e ficar por perto.
Não gosto do que aparenta, não admiro quem quer aparentar que é bom samaritano, que é feliz e contente, que sabe o que quer, que é, moralmente, “acima da média”, que vive em paz, quando é invejoso, infeliz, perdido, vil e descontente com sua existência.
Não à toa eu gosto de pouquíssimas pessoas, trato todas com educação, mas me mantenho ao lado de raríssimas, se ainda não me afastei, irei me afastar de quem não admiro, de quem é falso e se faz de amigo para achar inconvenientes na sua vida e critica-lhe, aliás, esta é uma forma esdrúxula e triste que os mau amados tem de se enaltecerem perante os menos “vividos”.
Detesto pessoas desesperadas por companhia, pessoas interesseiras, indivíduos que não amam, fazem contas, pessoas que não admiram ao parceiro, mas a condição socioeconômica dele, pessoas que sorriem na frente e criticam pelas costas, pessoas fúteis, que julgam aos demais pela roupa, carro, casa e profissão. Muitas pessoas que conheci devem se perguntar, porque eu me afastei, porque não dei noticias, porque eu sumi, a resposta é uma só: porque não lhes admiro.
Não sou melhor do que ninguém, mas o fato de ter porque admirar a outrem significa que existem afinidades de caráter entre as pessoas. Você pode dar boas risadas ao lado de uma pessoa diferente de você, uma pequena dose de álcool, de regra, ajuda neste intento, mas você não vai se manter amigo desta pessoa por nada além de momentos “festivos”.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 19 de fevereiro de 2012.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Corpos e vida

Corpos e vida

Não seja medíocre, não fique feliz com a tristeza alheia, não se entusiasme porque a Juliana Paes, a Jennifer Lopes e a Scarlett Johansson têm celulite, cuide do seu corpo, não torça para que as famosas e outras mulheres belas estraguem o delas.
Primeiramente, ter celulite ou não ter não faz de ninguém pior, ou melhor, do que ninguém, valorizar isso é de uma futilidade inominável, em segundo lugar, não ache que são fúteis as que malham e se cuidam, fútil é o ato de quem, descontente, com o corpo que possui, se anima quando o outro piora a sua aparência.
Cuide da sua beleza, não torça pela feiúra alheia, afinal o outro pode ficar feio, mas isso não lhe tornará bonito. Então, goste de suas curvas, aceite suas celulites e demais imperfeições, cuide de sua saúde, de sua pele, não espere para se animar ao ver as rugas de seus amigos.
Corpo, caráter, pele, vida e celulites cada um tem as suas para delas cuidar. Não se sinta bem porque a maioria é desonesta, mantenha-se honesto, não se alegre, porque seu amigo envelheceu, use protetor solar, cremes bons e se alimente bem. Cuide de você em todos os aspectos, os outros, com certeza, sabem se cuidar, ou não, mas isso não lhe diz respeito.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 17 de fevereiro de 2012.

Desistência e covardia

Desistência e covardia

Quem muda de planos e metas não fracassa, só é fracassado quem não tem coragem de seguir os seus anseios, de jogar tudo para o alto, de mudar a si mesmo, de mudar de ideais e de idéias.
Desistir não é sinônimo de fracasso, mas persistir por covardia, por ausência de liberdade para agir, é. Nada mais triste do que se prostrar diante de velhos sonhos por medo de criar novos e correr atrás de sua realização.
Apenas os corajosos mudam de estrada, de rumo, de metas, de sonhos. Não julgue quem desiste como “fracassado”, não projete as suas frustrações em quem sonha e batalha por novas metas.
Fracasso é sinônimo de covardia e infelicidade. Não é triste entabular novos planos e metas, não é triste passar por uma crise e sair dela com novas idéias, triste é estar sempre no mesmo lugar, com as mesmas crenças hipócritas mentindo para si mesmo que “covardia” é persistência.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 17 de fevereiro de 2012.

Infelizmente...

Infelizmente.

Sim, eu magôo as pessoas, de regra aquelas de quem eu mais gosto, as que eu mais admiro. Não que eu as magoe voluntariamente, eu o faço por ser sincera, o faço por dizer a verdade e por ter optado por ser uma pessoa transparente.

Quisera eu não magoar ninguém, mas isso é impossível. Não existe como você viver em paz com sua consciência, ser honesto e não magoar ninguém com as opções que faz, com o caminho que escolhe, com os sentimentos íntimos que possui.

As pessoas esperam serem felizes, logo elas desejam que seus desejos e sonhos se realizem. Quando, por qualquer motivo, seus anseios não ocorrem como o esperado, elas se frustram, choram e se entristecem.

Se você optar por viver sem nunca ferir ou magoar alguém, você terá que olvidar dos seus anseios, sentimentos e pensamentos, você terá que esquecer-se de si mesmo e viver em prol daquilo que, quem você ama e admira, espera de você. Talvez esta seja a única forma de agradar a todos.

Mas, eu pergunto: vale à pena? Convém ser sempre agradável e nunca magoar ninguém, mas perder-se de si mesmo, de seus anseios e desejos? Creio que não, é por isso que, infelizmente, as minhas opções, por mais puras que sejam e por maior que seja meu asco a ferir a outrem, sempre irão magoar alguém quando contrariar as suas expectativas em relação a mim. Repito: infelizmente!

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 17 de fevereiro de 2012.

Coração bobo

Coração bobo

Às vezes me pego lutando entre o que minha razão anseia e o que meu coração ordena, ele, com certeza, o maior traidor que tive nesta vida, aquele cujas razões minha inteligência desconhece.

Durante esta luta desleal e injusta eu dou força para a razão, incentivo-a, alimento-a, limpo seus olhos para que ela enxergue ainda melhor, mas, e o coração? Eu torço que perca, afinal eu não o compreendo e nem ele a mim.

Torço por quem tem afinidades comigo, a razão neste caso. Ela é ponderada, esperta, altruísta, decidida, ela me encanta, mas, por motivos alheios a minha vontade e, seguidamente, por mim desconhecidos, ela não é forte suficiente para vencer esta luta e, quando menos espero, ela cai nocauteada.

Como seriamos felizes, eu e ela se fôssemos os vencedores, se ela deixasse no chão aquele que caminha no sentido inverso da nossa paz de espírito e felicidade. Todavia, não me cabe a revolta, a ira e a depressão, isso é coisa muito dele (do coração) e, do jeito que ele é bobo, eu quero distância!

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 17 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Loucos, mas francos.

Loucos, mas francos.


Eu gosto de pessoas divertidas, de pessoas “anormalmente” normais, de pessoas insanamente equilibradas, mas sinceras e francas, não conheço nenhum ser humano perfeito, mas conheço os que se acham “acima de tudo” e de todos e, sinceramente? Tenho nojo desta espécie de ser humano.


Todas as pessoas que conheço têm alguma paranóia, alguma obsessão ou alguma compulsão, não conheço ninguém perfeitamente equilibrado, graças aos céus! Uma pessoa perfeita, na minha vida, seria inconveniente, seria chata: ou eu iria desprezar-lhe ou ela a mim.


“De médico e louco todo mundo tem um pouco” é um ditado verídico, afinal todos têm algum probleminha, alguma dica de cura para o que, cientificamente, desconhece e algum “que” de “pinel”.


Interessantes, todavia, são aqueles que reconhecem tais fatos e não tentam fugir deles, nem se escondendo trás da máscara do “eu sou diferente, eu sou melhor”. Meu lado Alice tem o seu próprio mundo das maravilhas onde gente falsa, mesquinha, medíocre e egoísta não habita.


Cláudia de Marchi


Passo Fundo, 15 de fevereiro de 2012.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Funcionários

Funcionários

Nenhum escravo admira a seu senhor, logo, se você tiver funcionários, pague-os bem, trate-os com respeito e educação, não seja estúpido, trate aos outros, sendo seus dependentes ou não, como você gostaria de ser tratado se estivesse em seu lugar.
Empregados mal remunerados e mal tratados além de desprezar seu empregador, não “vestem a camisa” da empresa, não são leais e não tratam bem aos seus clientes, logo, o prejuízo será do empresário e não deles.
Frise-se que o “pagar bem” não é dar ao empregado tudo o que ele acha que merece, mas não malbaratar seu talento e dedicação, remunerá-lo, portanto, da forma mais justa possível e, sobretudo, respeitar-lhe, é ele quem lhe representa perante seus clientes.
Sem um bom funcionário, de regra, os empregadores perdem quem lhes sustenta: os clientes ou os pacientes, enfim, não basta ser um bom administrador, não basta ter talento, não basta ser dedicado, é preciso remunerar com honestidade e tratar com respeito a todos que representam a sua empresa e pessoa.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 14 de fevereiro de 2012.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Implícito

Implícito

Não gosto do implícito, do misterioso e do presumível, não nutro admiração e bem querer algum por sentimentos, pensamentos e indivíduos que carecem de presunções da minha parte.
A minha vida já tem fatos inexplicáveis demais para eu conviver com pessoas que não se explicam, não são simples e, por tal motivo, não se “traduzem” em atos e, principalmente, em palavras. Gosta? Fale. Quer ficar? Fique. Quer partir? Suma! Deixou de gostar? Diga e parta. Magoou-se? Minha bola de cristal esta estragada desde que nasci, portanto fale!
Eu já fui covarde e imatura, há poucos dias eu me evadia da vida alheia sem dizer o motivo. Eu deixava “implícito”. Não farei mais o que não quero que me façam, apesar dos pesares, irei contar ao outro as minhas razões, pode não servir para nada, mas, pelo menos, não lhe farei ficar agoniado “presumindo”, (talvez, de forma errônea) o que se passou pela minha cabeça.
Nenhuma pessoa merece ter que presumir que é amado, odiado, admirado e esperado na vida do outro. Se você tem que presumir, não seja indulgente, do contrário você vai criar versões cor de rosa para fatos negros e nunca irá deixar fora de sua vida quem precisa ser desvendado e, portanto, lhe sobrecarrega a inteligência. Poupe a sua beleza e paciência.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 14 de fevereiro de 2012.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Esperando a fogueira

Esperando a fogueira.
São tantas pessoas perfeitas neste mundo que eu me sinto deslocada. Sim, eu sou uma herege, me sinto uma, ao menos. Estou esperando a fogueira, sou muito imperfeita.
Eu gosto de gastar, gosto de comer bastante, de beber o que me apetece, de ficar bonita, sou super fã da cirurgia plástica e de todas as invenções que nos ajudam a sentirmos melhor, mais elegantes, mais chiques e, conseqüentemente, seguros sobre nossa aparência e condição financeira.
Sou fútil. Tenho ambições, não valorizo mais as aparências do que o ser e o estar, mas gosto de me sentir bem, gosto de me sentir bela, gosto de ter o meu dinheiro para gastar com o que me interessa.
Dinheiro bem gasto é investimento, gastar com o que nos alegra é adquirir bons momentos, não os de mais pura felicidade, mas instantes de prazer que, superficialmente, se assemelham a eles.
Mas você que é perfeito, que não tem vaidade, ambição, gula, você que guarda dinheiro ou que nem se importa em ganhá-lo, você que é sublime, um anjo sem asas me critica, me subestima. Sim, eu sou errante, eu não sou perfeita, estou, realmente esperando o fogo, a fogueira, na qual os pecadores como eu, serão exterminados para que os perfeitos vivam em paz.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 12 de fevereiro de 2012.

Perfeição?

Perfeição?

O mundo esta cheio de pessoas que acham que são melhores que as outras, mais honestas, mais inteligentes, mais críticas, mais "santas", mais corretas, faltam, no mundo, pessoas felizes e autênticas que não queiram aparentar o que não possuem ou são.
Eu não preciso de pessoas que me critiquem, que digam como sua forma de pensar e de viver é magnânima, justa e correta, não preciso de pessoas que digam que eu sou “muito isso” e “pouco aquilo”. Aliás, ninguém precisa de um juiz com pretensão de ser Deus em sua vida.
Santos são santos até o momento em que passam a reconhecerem-se como tal, não lembro quem escreveu isso, mas concordo. Logo, vejo que o mundo esta cheio de anjos do mal, apregoando-se santos, apregoando perfeição que não têm, afinal, se fossem perfeitos não iriam buscar reconhecimento por tal fato, menos ainda criticar quem não pensa como eles.
Pessoas que só sabem criticar, que crêem que sua forma de pensar e viver são superiores a dos outros me dão náusea, me irritam, me anojam, afinal, quanto mais tentam demonstrar suas virtudes e superioridade mais vis, asquerosas e toscas elas se tornam. No meu ponto de vista, é claro.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 12 de fevereiro de 2012.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mudo

Mudo

Sim, eu mudo de opiniões, revejo meus conceitos, mudo de idéias, de planos, de sonhos, de rumo! Mudo de visual, mudo de estrada, mudo de metas, faço retorno, volto atrás algumas vezes, paro, espero, reflito e sigo. Sou assim, passei da idade de ser radical e “dona” da verdade.

Aliás, se o tempo fez algo comigo foi me tornar mais simples, mais humilde, mais reflexiva e capaz de mudar com mais freqüência. A vida ensina que ter personalidade não é insistir na mesma tecla, mas ser capaz de mudar de idéias e de atitude em prol de algo.

Faz parte de nossa evolução pessoal deixar de ser radical, deixar de ser prepotente, deixar de ser insistente e de se sentir sábio e cheio de razão. Quem pensa é capaz de mudar, quem é capaz de se modificar pode mudar de idéias e de ideais.

Hoje eu penso mais, me analiso, me critico, me modifico antes de querer qualquer mudança. A vida funciona de nós para o mundo: quem não consegue mudar a si próprio jamais conseguirá mudar a sua vida.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 11 de fevereiro de 2012.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Éca!

Éca!

A postura de alguns homens me anoja. Minha mãe caiu na Avenida Brasil em Balneário Camboriú, porque virou o pé esquerdo. Estava ao meu lado quando foi ao chão em frente a um café onde um cidadão com mais de 60 anos tomava um café.
Sentado sozinho ao redor de uma mesa com quatro lugares o idoso não ofereceu um lugar para ela sentar e se recuperar do susto, mas, enquanto eu me abaixava para ajudá-la e enquanto eu olhava o ferimento, ele não tirava seu olhar abjeto do meu decote.
Situação triste, muito triste. Alguns homens perdem a vergonha com o passar da idade, seguem na direção inversa daquilo que a vida aponta: ela nos leva à evolução, eles seguem para a degradação moral.
Educação, caridade, compaixão e carinho são necessários, homens que pensam com o que possuem entre as pernas não são seres humanos normais, são doentes, não são racionais, são cruéis e indecorosos.
Quase chorei pela dor da minha mãe, fiquei triste, mas também, senti uma vontade enorme de chorar de raiva ao ver aquele senhor me encarando sem sequer ter percebido que uma mulher, poucos anos mais jovem do que ele, sofria com o joelho esquerdo sangrando sob um calor imenso no litoral catarinense. Na verdade cheguei a derramar lágrimas discretas por tal fato.
Podem dizer-me que isso é “normal”, que “homens são assim”, eu espero que estejam errados, afinal, se todos forem asquerosos e sem educação eu morrerei sozinha. Não suporto desrespeito, olhares indecorosos em momentos inoportunos e tenho nojo de cidadãos cujo órgão sexual funciona, mas o coração e o cérebro não. Éca!
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 09 de fevereiro de 2012.

Simples

Simples

O que acontece quando você sente sede? Procura água, procura algo para beber, assim como procura comida quando esta com fome e dormir quando tem sono. Enfim, quando alguém lhe deseja, lhe quer, lhe estima, irá lhe procurar: não se iluda se isso não ocorrer.

Quem quer vai atrás, quem quer busca, apenas um psicopata consegue ficar ao lado de quem não gosta, do contrário, se a pessoa quer sua companhia e se faz presente em sua vida, é porque ela gosta de você.

Então, não procure amenizar o fato de que, alguns indivíduos, não lhe ligam, não são sinceros e não lhe procuram pelo fato de não gostarem de você, não lhe admirarem, não terem prazer e alegria com a sua companhia.

Ninguém tem o dever de gostar de você assim como você não tem o dever de gostar de todas as pessoas que conhece e, mais ainda, de querer sua companhia e presença.

Seja sincero consigo mesmo, não procure justificativas, simplifique as coisas, não se torne uma pessoa tola com a capacidade de se iludir: não mandou mensagem, não telefonou, não escreveu, não procurou? Não lhe quer, então vire a página e esqueça, mas, por favor, não se lembre de justificativas insossas para atos desagradáveis que não sejam os seus! A vida é assim: simples.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 09 de fevereiro de 2012.

Meio termo: o segredo.

Meio termo: o segredo.

O meio termo tem sempre razão, ele é o segredo do justo, do correto, do adequado, daquilo que é, enfim, melhor. O limitado, o pouco, obviamente, falta, assim como o “demasiado”, sobra. A meta do homem inteligente deve ser o meio termo.
Você deve estar se perguntando se amor demais também sobra. Talvez não, desde que, logicamente, ele não seja mais doado ao outro do que sentido por si mesmo. Sem amor próprio nenhuma espécie de amor deve ser almejada.
Amar demais, desde que se saiba “bem amar” não é defeito, mas é perigoso. O que é “demais”, se não leva ao equivoco, leva ao perigo. Não adianta, meu caro, quem sempre tem “razão” é o abençoado meio termo.
Homem sem ambição é infeliz, homem que ambiciona demais se descontenta, logo, se entristece, orgulho é saudável para o brio, demais é um defeito grave, pensar em si é importante, fazê-lo demais é egoísmo.
Enfim, não é preciso elucidar com muitas palavras, basta que elas lhe leve à reflexão, então, tire suas próprias conclusões, afinal, “falar” demais também é desnecessário.

Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 09 de fevereiro de 2012.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sensibilidade e inteligência

Sensibilidade e inteligência

É preciso distinguir o momento em que ser genial é “genial” daqueles em que isso não passa de estupidez, de frieza. Ser inteligente pode ser uma dádiva, mas nos momentos certos.
Existe situações em que você não precisa usar sua cultura e raciocínio rápido, basta ser humano: são momentos em que não é preciso pensar demais, mas sentir, apenas sentir.
Quem não diferencia um momento do outro se torna tolo, se torna estúpido e suas habilidades intelectuais se tornam obsoletas. Ter virtudes não basta na vida, é preciso saber o momento certo para se valer delas, do contrário elas se tornam defeitos.
Enfim, em certos momentos basta sentir, basta ser uma alma amável, não é preciso ser um cérebro genial, de raciocínio ligeiro e detentor de muito conhecimento. Em algumas circunstâncias a inteligência prevalece, mas, no que tange a contato e convívio humano, a sensibilidade sempre será a melhor virtude.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 07 de fevereiro de 2012.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O meu problema

O meu problema

Quem tem “problema” com álcool, bebe, quem tem “problema” com doces, come demais, quem tem “problema” com cigarros, fuma, mas eu tenho “problema” com mentiras: ojeriza, não posso ouvi-las.
Simples e literalmente: eu desprezo quem me mente, é algo que começa no meu cérebro e afeta o meu (resistente) estômago, me deixa mal, me dá agonia, taquicardia e toda espécie de “mal estar” que uma pessoa pode sentir.
Tenho em minha mente que, se eu tivesse deixado quem já me mentiu na “primeira” mentira descoberta, eu teria sofrido menos, teria poupado lágrimas, dor e tristeza. Não posso ter certeza disso, apenas “acho” e, portanto, fujo de quem me mente, ainda que seja uma vã mentirinha.
Sim, é um problema grave, mas eu faço questão de tê-lo. Sou muito pacifica e tranqüila para não ter intolerância a nada. Lactose não me faz mal, frutos do mar, carne gorda e doce também não, mas mentira me faz, me arrasa e deprime, enfim, me anoja.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 07 de fevereiro de 2012.

A verdade (sempre) compensa.

A verdade (sempre) compensa.
Se a realidade, se a “vida como ela é” me descontenta muitas vezes é pelas mentiras tolas que sou obrigada a ouvir, tentar relevar, tentar compreender e, enfim, perdoar o menosprezo a minha inteligência.
“Mentiras” que não ferem, “mentiras” do bem podem ser contadas? Talvez, num mundo onde a maioria se contenta com pouco ou com “quase nada”, todavia, existe uma grande diferença entre o “ser” e o “dever ser”.
Na minha concepção do que “deve ser”, as pessoas não deveriam mentir, nem por bem, nem por mal, nem para amenizar a dura verdade, nem para conquistar alguém, nem para parecerem mais “legais” ou mais jovens. Quem conta pequenas mentiras é capaz de contar grandes, quem lhe ilude por pouco, poderá lhe iludir muito e “por muito”.
A mentira nunca compensa, ela ofende a inteligência de quem a ouve e magoa, por mais tola que possa ser. Se você quer conquistar alguém para sempre, não minta, se você não tem medo de perder a sua confiança, arrisque-se e engane-a.
A vida não é complicada, as pessoas é que a complicam, tente, pois, simplificar a sua vida: a verdade não muda e nem requer novas versões, então não avilte a inteligência alheia com mentirinhas toscas, fale a verdade, esta sim, sempre compensa.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 07 de fevereiro de 2012.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Valorização

Valorização

O homem é as marcas que deixa no coração das pessoas que cativa, os sorrisos que distribui, o amor que dá, o carinho que recebe, a atenção devotada a família, o amor dos seus familiares
Não pense que você é valorizado ou será estimado pelo que possui, pelo que ostenta ou aparenta. Bens materiais só cativam quem não tem valores, quem não vale nada mais do que aquilo que aprecia, logo, somente as pessoas sem valor apreciarão seus bens materiais.
O homem é desvendado por aquilo que aprecia, que admira, que gosta, que procura. Se você quer conhecer alguém, veja o que ele valoriza, então descobrirá qual o seu valor e se ele merece ser valorizado ou não.
O passar do tempo nos mostra que nada é realmente misterioso, que nada é difícil ou complicado, desde que saibamos viver bem, desde que saibamos observar e, principalmente, valorizar o que e quem merece ser estimado.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 05 de fevereiro de 2012.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Amor e outras drogas.

Amor e outras drogas.

Eu conheço o amor, eu conheço a sua graça, a sua luz e a sua permanência: você não deixa de amar quem lhe marcou, mas muda de foco, de planos, por algum motivo, fica só, supera a dor, e, com sorte, encontra um novo amor. Acredite isso é possível.
Enfim, o amor existe, ele não é uma entidade não palpável, todavia o fato de acreditar nele pode ser comparado com a fé que os cristãos possuem: quem não tem fé em Deus, não crê em milagres e não os vê, por outro lado, quem não “acredita” no amor desconhece suas “pistas”, suas “deixas”, seus sinais. Deixa se ver a sua magnitude e de vivenciá-lo intensamente.
O amor funciona como uma droga do “bem”, ele consegue fazer as pessoas mudarem sua forma de agir, sua postura, suas ilusões, suas crenças, o amor dá força, energia, paciência e esperança aos amantes. O amor faz milagres pela personalidade das pessoas, como um antidepressivo salva o sujeito que não vê mais “soluções” para sua vida e se imerge em tristeza. Aliás, indico um belo filme do qual retirei o titulo deste texto (“Amor e outras drogas”).
O primeiro passo para amar é crer no poder do amor. Quem ama se realiza ao lado do outro, supera dificuldades, perdoa ofensas, releva divergências, compreende, pois é indulgente, tem compaixão, complacência, se dedica e se empenha como se a “causa” do outro, fosse a sua. Enfim, quem ama se aproxima da perfeição.
Amor não é ilusão, amor não é comodismo, amor não é unicamente companheirismo, amor é um misto de bem querer, admiração, atração, afeto, carinho, afinidades, convergência de sonhos e esperanças. O amor é sublime e, por isso, poucos o conhecem.
Eu acredito no amor, não acredito apenas em quem não crê nele por ter se tornado frio, temeroso, solitário ou demasiado materialista. Para viver um grande amor é preciso, antes de tudo, crer nele, é preciso desejar, é preciso se afastar dos medos vãos, é por isso que, a maioria, passa a vida sem conhecê-lo.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 03 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Arrogantes

Arrogantes

Se você quer ver a real personalidade de uma pessoa lhe dê algum poder. Não precisa ser um cargo político, apenas, diante da capacidade do cidadão, lhe de o cargo mais “interessante” que ele possa almejar e, então me diga se ele é uma pessoa boa ou não.
Francamente, eu não suporto pessoas arrogantes, prepotentes e orgulhosas. Nenhum ser humano é qualificado o suficiente para se achar superior aos outros, para ser esnobe com os demais, creio, inclusive, que quanto mais desqualificada moralmente uma pessoa é, maior a sua arrogância.
Pessoas boas são humildes, são afáveis, independente do salário, cargo ou posição social que ocupam. Aliás, o mundo esta farto de pessoas cuja moral lhes torna miseráveis, o universo precisa de pessoas ricas moralmente e não financeira ou culturalmente, apenas.
Nenhum vendedor precisa de um gerente arrogante, nenhum paciente precisa de um médico orgulhoso, nenhum aluno necessita de um professor prepotente e nem sequer um filho carece de um pai petulante. Apesar da diferente hierarquia é a humildade, e não ela e o poder capaz de ser exercido sobre o outro, que torna uma pessoa competente e boa.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 1º de fevereiro de 2012.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Negligência afetiva

Negligência afetiva

É triste amar alguém que é negligente com você. A negligência afetiva de uma mãe ou pai faz o filho se sentir inseguro e lhe gera uma dúvida cruel e infeliz, por mais que ele não a deseje: “O que me falta para ser bom e amado?”
Não tenha filhos se você acha que um dia, por mais maduro, velho, financeiramente estruturado e moralmente bem embasado, ele se tornará independente de seu amor. Isso não acontece nas relações humanas, no relacionamento entre pais e filhos.
Um filho pode se tornar independente financeiramente, mas jamais seu afeto, atenção, carinho, respeito e amor serão desnecessários, enfim, emocionalmente, um filho nunca se torna independente dos pais.
Enfim, um filho pode se tornar "relativamente independente" do amor dos pais, mas não sem sofrimento, sem dor, sem tristeza, na verdade, ele apenas se acostuma com o vazio, com a negligência, afinal, lhe faltam escolhas diante da sua realidade. Com o tempo ele percebe que nada do que faça mudará a forma de pensar e de agir de seu ente amado.
É duro, é sofrido, é triste não sentir-se amado por quem, teoricamente, lhe fez, lhe deu a vida, mas, por algum motivo misterioso, esqueceu você ou então, com o tempo, esqueceu da responsabilidade de amá-lo, de, simplesmente, se “importar” com você.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 31 de janeiro de 2012.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Involuída

Involuída

Ora, que lindo: “Se você me deseja o mal, eu te desejo o bem, eu te desejo amor.” Que pena que eu ainda não estou nesta fase de evolução espiritual, embora eu tente, isso eu ainda não consigo. Para quem me faz sofrer, me prejudica, me magoa, me trai, me humilha e me fere eu não desejo o bem, eu apenas ignoro, não desejo nada e, o máximo que penso é que a “lei do Carma” deveria ser efetivada.
Confesso que hoje sou uma pessoa muito melhor, mais sapiente e pacifica do que já fui. Outrora eu acreditava que a vingança nos aliviava, hoje eu creio que, quem esta no chão, no limbo moral, não precisa ser pisado e humilhado: ser um infeliz maldoso já é triste demais.
Todavia, errante que sou, ainda não cheguei ao estágio de desejar o bem para quem quer o meu mal, como disse, eu não lhe desejo nada. Aliás, eu me afasto, me escondo e sumo da vida de quem não me respeita, de quem é falso, maldoso ou invejoso.
Eu não tenho “inimigos”, mas alguns indivíduos, gratuitamente, me tem como uma, me querem o mal e, pobre espiritualmente que sou, não consigo desejar-lhes felicidade, quero que sumam de perto de mim e me esqueçam, assim como eu lhes esqueço.
Os incomodados devem se retirar. Eu sou a campeã de “evasão” da vida de quem me fere, mas, daí a dizer que desejo seu bem é muita hipocrisia, pelo menos da minha parte, de um ser humano muito imperfeito, enfim. Não desejo amor, sorte, alegria e felicidade, mas, pelo menos, não desejo mal, afinal, quem morre no veneno da ira e da revolta é o irado.
Não cultivo ódio por ninguém, nem mágoa, não mais, é claro. Todavia, vou começar a orar para eu evoluir e chegar ao ponto de desejar o bem e o amor para quem me deseja o inverso. Espero que o Arquiteto do Universo me ajude sem que me aproxime do desencarne, afinal, eu sempre acreditei que “quase santos” morrem cedo.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 30 de janeiro de 2012.

Destinos Ligados

Destinos Ligados

Algumas obras da sétima arte são mais do que filmes, são obras de arte no sentido literal do termo. Exemplo de um filme marcante é “Destinos Ligados” (Mother and Child) de Rodrigo García.
Tive o prazer de assistir a este filme que nos faz pensar sobre a vida durante e após assisti-lo. Estrelado pela bela Naomi Watts, Annette Bening e Samuel L. Jackson a história mostra como a “hora certa”, quase sempre não é perfeita como desejamos.
O filme deixa nítida a fragilidade das pessoas diante do “acaso”, do inesperado, daquilo que a maioria chama de “destino”. Ou melhor, mostra que “acaso” é apenas uma palavra, na realidade, ele inexiste. De uma forma especial o filme explicita a impotência dos seres humanos diante do que esta fora de seu alcance, fora de seu arbítrio, embora faça parte de seus mais puros anseios.
Da mesma forma, a obra nos mostra como o medo de sofrer, de se decepcionar e ser magoado impede o homem de agir e, portanto, lhe impede de tentar, avançar e correr o doce risco de ser feliz. “Risco” este que vale a pena, afinal, se algo lhe entristece, correr no rumo inverso, mais do que fazer você voltar a “estaca” das lágrimas não fará. Literalmente, quando algo lhe aflige e faz sofrer tudo o que advier de suas tentativas de mudanças serão “lucros”.
Para quem quiser refletir sobre a vida, se emocionar e deixar os preconceitos tolos de lado eu recomendo este filme cujo cerne esta em nos mostrar a efemeridade de nossos desejos diante daquilo que, simplesmente, “deve ser”, ainda que em detrimento de nossos anseios e sonhos.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 30 de janeiro de 2012.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Corpos e mídia

Corpos e mídia

Impressiona-me o poder da mídia sobre as pessoas. Não existem opiniões próprias para a maioria, existe o que as revistas expressam, jornais publicam, televisão transmite, estilista lança, publicitários alardeiam.
Você acha que a ode à magreza é uma característica sua? Você acha que estar um pouco mais roliço lhe deixa nervoso por causa de um descontentamento inerente seu? Se você acha esta enganado.
Você valoriza silhuetas esguias, porque há anos são elas que estampam capas de revista, desfilam seminuas com os biquínis que você sonha em ter no verão, e estão ao lado dos galãs do cinema internacional e, em alguns casos, nacional.
Infelizmente, se “tudo” mudar, ter um quadril redondo, pernas pouco malhadas e uma barriguinha menos “sarada” serão seus objetivos. O ser humano segue a mídia e a moda por ter certa carência interior, uma vã vontade de ser “aceito” e, portanto, admirado e elogiado.
Falo “infelizmente” porque o “tudo” que pode mudar são os ditames da mídia, não os conceitos de cada cidadão, aliás, a maioria desconhece o que significam “opiniões pessoais”, afinal, por trás das “suas” estão uma série de fatores alheios, mas que ela “adapta” como se fosse seu, sem sequer perceber.
Quanto maior a obsessão do individuo pelo seu reflexo no espelho, menor sua auto-estima, seu contentamento e, em não raros casos, seu humor, sua alegria de viver e sua leveza (da alma, a única relevante). Portanto, antes de se matricular numa academia, de correr em vias públicas, de fazer plástica, dietas restritivas ou outra espécie de cirurgia analise o “porque” você não se sente bem, se é que realmente se sente “mal”. Se a questão for a sua saúde, é um bom motivo para começar a se exercitar, se seu médico alertá-lo.
“Aprenda” a pensar, afinal, se a mídia fizer suicídio virar moda e considerá-lo “glamoroso” a densidade demográfica irá diminuir rapidinho. O mundo precisa de pessoas com idéias próprias e não de gente repetindo o que os “famosos” e poderosos dizem e deixam implícitos na publicidade que o mundo “consome”.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 29 de janeiro de 2012.

Mau hábito

Mau hábito

Pessoas que têm o triste hábito de julgar a vida alheia não são imparciais e, portanto, suas conjeturas como “julgadores” do que não lhes pertence não merecem consideração.
Seres humanos julgam com base no que são, em como pensam e sentem. De regra quem esta passando por dificuldades tende a crer que o outro sofre menos, que sua vida é mais fácil e ele é mais bem sucedido e feliz.
Cidadãos infelizes, porém prepotentes e arrogantes vêem “caos” aonde ele não existe. Essa é sua “terapia” pró-auto-estima, uma forma de sentirem-se “melhores” através do menosprezo aos atos, pensamentos, enfim, a vida alheia.
Não dê atenção para aqueles que julgam aos outros e suas vidas, porque há mais deles em seus julgamentos do que realidade que, se lhe interessar, você aferirá com seus próprios olhos e razão. No entanto, nunca esqueça que a única vida no mundo que merece a sua atenção é aquela que lhe pertence.
Cuide dela, seja feliz, esqueça o que pertence aos outros e a eles deve interessar, ame quem merece seu coração, admire quem lhe conquista e fale suas opiniões quando elas terão boa utilidade, esta é a melhor forma de contribuir com a melhora do mundo e, principalmente, com a felicidade de quem lhe cerca, de quem esta em sua vida, nunca por acaso, é claro.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 29 de janeiro de 2012.

Bom gosto, elegância e dinheiro.

Bom gosto, elegância e dinheiro.

Não confunda poder aquisitivo com “classe”, não confunda riqueza com caráter, não confunda a existência de um bom fundo bancário com bom gosto. Uma coisa não se relaciona objetivamente com a outra, o que não impede do Universo lhe apresentar casos em que elas “coincidam”.
Dinheiro vem de “berço”, caráter, elegância e bom gosto não. Bens materiais são herdados, benesses morais são transmitidas mediante educação, e, sobretudo, amor. Se você for uma pessoa honesta, valorosa, respeitável, se possuir equilíbrio psíquico e afetivo e tiver uma boa conta bancária, a sorte será sua, do contrário, saiba que dinheiro não compra as principais virtudes para quem almeja ter uma vida boa.
Não raras pessoas têm dinheiro para comprar tudo de bom que possam desejar, mas lhes falta gosto apurado, inteligência para diferenciar o que vale a pena ter do que não é necessário, equilíbrio para sopesar o valor do excessivo e do aprazível e racionalidade para diferenciar onde se pode economizar de onde não é preciso, ou seja, sabedoria para saber bem viver e, portanto, “bem gastar” naquilo que lhe faz bem, algo que, diga-se, quase sempre vale à pena.
Outros indivíduos abonados são carentes, tristes, solitários, alguns têm moral, caráter e elegância em total desproporcionalidade com o carro que possuem, casa em que habitam e dinheiro que guardam. Não são poucos os ricos que carecem de princípios, de amor próprio, de boa educação e sensibilidade.
Então, não seja bobo, escolha o que tem valor para você: dinheiro ou bom gosto, dinheiro ou afetuosidade, dinheiro ou honestidade, dinheiro ou princípios morais, dinheiro ou elegância. Afinal, eu lhe garanto que a maioria das coisas valorizadas materialmente pela maioria, não tem o menor valor afetivo e moral. No entanto cada homem busca aquilo que prioriza.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 29 de janeiro de 2012.

Relações à moda antiga

Relações à moda antiga

Se a vida fosse um restaurante e os relacionamentos fossem um “estado” do filé eu sempre pediria “à moda antiga”. Não me importa os novos temperos usados, não me importa o vasto “leque” de opções, eu sou simples e valorizo o que é bom e sempre será.
Afeto, intimidade, carinho e admiração antes de sexo, namorar e não “ficar”. (Aliás, que “coisa” é essa? Seria o nome dado a relações vazias com sexo “mil” e amor zero? Francamente, prefiro não pensar a respeito). Você pode se equivocar sobre seus relacionamentos e pessoas que escolhe para ter por perto algumas vezes na vida, isso é normal. Homens confiáveis confiam demais, homens encantadores, se encantam mais facilmente. Todavia, fazer do erro uma regra não é sinal de inocência e maturidade, mas indício de burrice, de desespero.
Eu não quero “cantada”, quero elogios sinceros, não quero que alguém pegue na minha cintura sem antes sentir minhas mãos e minha energia, eu não quero nada que seja superficial, por um dia, por uma noite, por uma semana. Ou é intenso, ou me dá a “idéia” (ainda que ilusória) de ser “permanente”, ou eu dispenso antes de começar.
Voltando a comparação da vida com um restaurante: eu nem peço o que aparenta ser bom, mas não vai me nutrir e agradar meu paladar se eu pedir por engano, não como, mudo o pedido, ainda que isso me onere e eu precise esperar mais tempo, enfrentando, calada, a minha ansiedade.
Não quero homens egoístas e fúteis, quero uma pessoa que saiba amar, valorizar e estimar o “estimável”, um cavalheiro que saiba diferenciar o “joio” do trigo, a maioria infame, da minoria valorosa. Uma pessoa que ofereça carinho e não banalidades, com licença, mas vou fazer meu pedido: Senhor, uma relação à moda antiga, por favor.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 29 de janeiro de 2012.

Distinções: beleza e riqueza.

Distinções: beleza e riqueza.

O que diferencia um indivíduo do outro, ou melhor, o que torna uma pessoa mais valorosa do que a outra não é quão abonada e poderosa ela seja, mas o que ela considera riqueza, o que ela busca e prioriza.

Valorosos e dignos são os homens que estimam o que vem da alma, do coração, da mente sã e contente, não o que vem do banco, do reflexo no espelho, não do que se insere numa declaração de imposto de renda.

Infelizmente o mundo esta cheio desta espécie infame de “contadores” das finanças alheias, ou melhor, “contadores afetivos” do que o outro possui. Pessoas de almas pobres que buscam o que o outro tem, e não quem e como ele é.

Tem valor o que não se afere no espelho, nas aparências, na conta bancária, mas o que se demonstra em atitudes, palavras e gestos singelos. Aliás, cumpre salientar que a beleza é algo procurado por aqueles que não encontram nenhuma virtude mais bela e estimável no outro.

Assim como a beleza costuma ser prioridade dos que não têm nada melhor, mais puro e de “coração” para oferecer, a busca desenfreada por riqueza acomete quem não tem maiores riquezas do que a “matéria” para poderem ostentar e, portanto, “encantar”.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 29 de janeiro de 2012.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sérios

Sérios

Não ignore alguns fatos quando eles parecem óbvios. Um exemplo desta espécie de fato é o de que, quanto mais "a sério" uma pessoa leva as demais, seus relacionamentos e atos grandiosos e marcantes, mais raros eles serão em suas vidas.
Quem não leva pessoas a sério se relaciona com várias, dorme com muitas, engana todas. Quem se respeita e, portanto, respeita ao próximo, é mais seletivo, mais reservado, e considera bem todas as possibilidades antes de agir.
Não é feio ficar solteiro muito tempo, não é feio casar-se num período da vida em que todos dizem que é "tarde", feio é trocar de pessoas e relações como quem troca de roupa, feio é achar que casamento é algo sem fundamento, reciclável e descartável. Feio é não levar pessoas, sentimentos e relações a sério.
Na verdade, quanto mais fugaz um indíviduo for, maior será tal caracteristíca em seus "empreendimentos afetivos". Pessoas com boa base moral e emocional pensam mais antes de agir, antes de dizer "sim" para qualquer oportunidade, pessoas sérias costumam ficar sozinhas por mais tempo, por muito tempo ou "quase sempre", mas não fazem ninguém se arrepender de ficar ao seu lado.

Passo Fundo, 27 de janeiro de 2012.

Cláudia de Marchi

Pragmáticos

Pragmáticos

Você não precisa ser vazio e superficial para ser pragmático, assim como não precisa ser um "mistério" ambulante para ser imprevisível. O mundo carece de pessoas objetivas e práticas.
Palavras foram feitas para serem usadas, logo, não admita apenas agir se você pode ser sincero e dizer para quem você ama o que sente, contar para quem convive com você o que lhe incomoda, lhe preocupa ou lhe magoa.
Não seja tolo, nao presuma que as pessoas vão lhe entender por causa dos "sinais" que você deixa. Ser racional é ser franco, ser sincero é saber usar os sentimentos e expressar seus pensamentos de forma educada e, sempre, transparente. Você não precisa de "detetives" que lhe desvendem, mas de boas pessoas que lhe amem.
O mundo precisa de objetividade, de pessoas que, educada e gentilmente, se abram, falem sobre suas agruras, digam uma para outra "quando" e "porque" estão descontentes ou decepcionadas. Sem que você se expresse nada muda ou é compreendido, nem quem você ama, nem você mesmo, seus sentimentos e forma de pensar.
Descubra a beleza da objetividade: se revele, não se omita, não se cale quando o que seus relacionamentos pedem são atos, palavras, elucidações, doçura, praticicade, enfim. Cultive o amor sendo franco, não fazendo mistérios desnecessários.
A vida é um mistério e cada ser humano é uma obra divina e especial, logo, não é preciso ser "misterioso", mas ser pragmático e franco para desmistificar e descomplicar o que lhe é possível tornar mais "simples", mais "claro", mais doce, melhor, enfim.

Passo Fundo, 27 de janeiro de 2012.

Cláudia de Marchi

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ousadia e coragem na derrota.

Ousadia e coragem na derrota.


Não é ousado apenas o homem que inova, que realiza, que conquista o que deseja, é, também ousado e corajoso quem desiste de algo para mudar de caminho, de trajetória, de escolhas quando visa outros resultados.
É preciso ter brio e coragem para deixar o comodismo de lado e começar de novo em qualquer esfera da vida, é preciso ser mais forte do que suas piores tendências para fazer o novo acontecer, para tornar as possibilidades, realidades.
Quando todos julgam que você esta mal, quando você se vê como um fracassado, quando suas forças diminuem, quando você se sente frágil, mas, apesar de tudo, reage e sai em busca de novos sonhos, você mostra que é um vencedor: apenas estava trilhando um caminho inapropriado.
Ser forte, corajoso e decidido quando tudo esta indo bem é fácil, ser tudo isso diante das crises, das derrotas e do fracasso é o maior sinal de auto-superação e brio que um homem pode dar. Na derrota você reconhece a capacidade do homem, seu potencial, fé, garra e força, no sucesso você descobre se ele merece ser bem considerado, se ele realmente fez por merecer o que conquistou, ou se foi apenas um aventureiro que “deu certo”.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 26 de janeiro de 2012.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Realismo e seletividade

Realismo e seletividade


Você não precisa ser um gênio, não precisa ser “malandro”, não precisa ser malicioso, tente ser, apenas, atento ao que acontece ao seu redor e aprenda a confiar no poder das “regras” e costumes: se eles devessem ser ignorados não seriam tão habituais.
Uma regra das relações interpessoais é a de que, quem gosta, procura, telefona, vai atrás. Não faça conjeturas usando uma indulgência forçada para fomentar sua paixão, ou melhor, sua ilusão. Acredite, a dura e triste realidade, causam menos danos do que a melhor das fantasias.
Não é preciso ter um computador no lugar do coração e uma calculadora onde deve estar sua alma, basta observar, sentir, intuir e, na dúvida, fugir de encrencas, fugir do que “parece”, mas não é, e, o que é incrível: você sabe que não é ou tampouco “será” algo valioso.
Se não for possível se envolver ou se apaixonar por quem é apaixonado por você, por quem lhe procura, lhe visita, lhe escreve, lhe liga, não tente se envolver com quem não faz nada disso. Não seja um “suicida afetivo”, não seja mais uma daquelas pessoas que, por carência, se envolvem com quem não lhes merece e, cedo ou tarde, derrama rios de lágrimas por causa da má escolha feita.
Aproveite enquanto você pode deixar de se envolver, aproveite enquanto você esta em segunda marcha, afinal quando estiver em quinta numa reta, correndo, vai ser tarde para frear. Cuide de seu coração como você cuida de sua aparência, valorize-o, como você valoriza seu salário. É triste se envolver com quem não deve e, tarde demais, tentar se desvencilhar da dor. Você pode conseguir, mas vale à pena sofrer quando o descaso é óbvio? Creio que não, então pense bastante e siga sua intuição.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 25 de janeiro de 2012.

Preocupações

Preocupações

Não convém se preocupar demais, não convém perder o sono por causa daquilo que você chama de “problema”. Se seus problemas têm solução, serão solucionados, se não tiverem, a sua insônia, nervosismo e ansiedade serão inúteis, e, o que é pior, eles irão deteriorar a sua saúde.
Seja mais sábio, use as emoções quando deve, quando se trata de sentimentos, de relacionar-se com boas pessoas, de resto, seja racional, pense, repense, sopese prós e contras, analise, se acalme e se conforme quando não houver solução imediata.
Ficar irritado e nervoso por conta de algum problema lhe faz ganhar outros, quiçá, realmente sem solução. Pessoas agitadas quando estão preocupadas ficam dispersas, outras ficam estúpidas e grosseiras, logo, são bombas sujeitas a explodir e ferir quem não merece, quem não tem nenhuma culpa sobre seu estado de espírito negativo.
Então, pense: quanto mais alto falarem suas emoções negativas, mais sua racionalidade deve gritar e calá-las. Quando é difícil manter a elegância, a paciência e a calma você tem mais a perder se não cultivá-las, se não agir racionalmente, enfim.
Não vale a pena criar problemas de verdade em virtude de um ou outro inconveniente que você superestima porque só pensa neles e em seu aspecto negativo. Relaxe, reflita, raciocine e não deixe que as más emoções e a revolta lhe façam ferir quem não merece.
Nenhuma perda pode ser tão dolorida quanto à da presença de quem nos ama e é por nós amado. Portanto, valorize mais as pessoas, elas estão acima de qualquer “inconveniente preocupante” que você acha que possui e se você magoá-las terá, realmente, um problema sério.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 25 de janeiro de 2012

"Encantantes"

“Encantantes”


Eu não acredito em príncipes encantados, na verdade não acredito na existência de um ser humano “encantado”, acredito apenas em pessoas que me encantam por terem afinidades comigo, por serem sinceras, humildes, humoradas e gentis.
Eu creio nas pessoas que são “encantantes”, positivamente surpreendentes, não espero que os outros tenham o que eu não posso ter, portanto nunca esperei perfeição de ninguém: eu não sou perfeita, mas tenho virtudes e admiro quem as tem, em especial quando se assemelham as minhas - (o que é bastante natural dentre os seres humanos).
Gosto de surpresas, logo, eu quero ser surpreendida para me encantar, eu quero ver pessoas sinceras, gentis, amáveis, quero pessoas que sintam compaixão, que sejam pacientes, que saibam ou que tentem aprender a perdoar, a superar o que lhes faz mal e o que possuem em si que pode prejudicar ao outro.
Quero espontaneidade, risadas meigas, mais humor, mais sarcasmo, menos deboche, mais simpatia, mais elegância, mais alegria, menos vulgaridade, quero mais intimidade, mais “conhecimento” do outro, menos mistério, menos entrega vã, menos entrega sem sentimento, sem ser intimo do outro.
Quero ligações, quero procura, rosas, lembranças, presentes, carinho, presença apesar da distância, afeto, amor e carinho doados da forma virtual ou real, da forma, portanto, possível para que se façam presentes.
Eu quero pessoas que saibam superar o que pode afastar, quero pessoas que queiram a união, a paciência o afeto e não o radicalismo tolo, a revolta imatura, o ter em detrimento do ser, o “aparentar” em detrimento do sentir. Aliás, eu só quero conviver com pessoas maduras, profundas e destemidas, apenas estas sabem viver bem e bem amar.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 25 de janeiro de 2012.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Demasiadamente humano

Demasiadamente humano


Eu sou intolerante a mentiras, tal fato é uma característica marcante da minha personalidade. Todavia, eu não posso dizer que o fato de não mentir torna uma pessoa inesquecível, mágoa também marca, machuca e não se apaga da memória, todavia, algumas mentiras são compreensíveis, ou melhor, são menos sórdidas do que “poderiam” ser.
Eu já suportei pequenas mentiras por amor, mas, com certeza, a única mentira que eu jamais relevo ou perdôo é a que diz respeito a sentimentos, ao que o outro sente por mim, enfim. Não suporto quem diz que admira, gosta, deseja e não age, engana com palavras doces e se mostra amargo, porque falso.
Todo mundo mente, algumas mentiras são compreensíveis: as pessoas costumam omitir fatos que podem magoar quem elas admiram, em especial quando elas se sentem menos “admiráveis” do que o “admirado”. E, convenhamos, a omissão é uma “espécie” de mentira.
O que pode fazer você superar tal “enganação”? A intuição, a sensação de ser amado, bem quisto, valorizado e profundamente admirado pelo outro. Sentimentos não devem fazer parte de mentiras ou omissões, fatos “pouco” belos do passado, sim, pelo menos dá para “entender” a intenção do “mentiroso”.
Não que isso seja justo, bonito ou correto, é apenas demasiadamente humano, quem já amou e teve vergonha de algum ato passado, ou quem já foi amado por quem, por medo de ferir a própria imagem e perder a admiração, omitiu algo, sabe disso.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 24 de janeiro de 2012.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Não enrole!

Não enrole!

Eu sei que a verdade dói, mas o engodo, cansa, anoja, irrita e, portanto, deixa o cidadão iludido mais perto de um tumor maligno. Seja decente, não engane, não minta, fale sobre suas intenções ou ausência delas: não “enrole” ninguém.
Olhe os outros com a forma com que você deseja ser “visto”, aja com eles como você quer que ajam com você. Eles têm cara de palhaços ou de mentecaptos? Não? Então não lhes faça de idiotas. Aliás, nem um doente mental merece ser maltratado e enganado, a menos que você seja psicopata, logo o verdadeiro demente incurável é você.
Se você não quer a companhia de alguém busque as palavras mais educadas, a forma de ser franco sem ser ácido e diga a verdade. Se for necessário “adocicar” um pouco a amarga verdade, faça, mas não conte mentiras meladas para enrolar o sujeito.
Ninguém merece ou precisa ser enganado apenas porque você é covarde e não sabe ou consegue dizer “não, desculpa, mas não estou interessado”. Resolva a sua covardia e prostração, mas não use os outros de cobaia para seus atos falsos e enganos infames.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 23 de janeiro de 2012.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ônus da vida social

Ônus da vida social

É impossível viver sem criar atritos com outras pessoas, sem criar, no mais inconveniente dos casos, aquilo que se chama, sordidamente, de “inimizades”. Seguem exemplos, alguns, afinal, listar todos requeria um livro extenso.
Você constrói um grupo de camaradas, é diversão, junções, jantares, drinks, piadas e, em sua cabeça, você acha que é cheio de “amigos” e pode confiar neles. De repente você começa a descobrir que tais pessoas criticam suas opções, seus atos, seus pontos de vista.
Tal fato não seria ruim, afinal, ninguém tem a obrigação de concordar com você, péssimo, porém, é o fato de serem criticas depreciativas feitas nas suas costas por quem lhe chama de “adorável amigo”. Você, do alto de sua classe e auto-estima, não tira satisfações com o outro, ele pensa o que quiser e, se quis criticar-lhe nas suas costas, azar o dele. O que você, sabiamente faz? Afasta-se, ignora, apaga de seus contatos e, as animadas jantinhas, nunca mais serão feitas.
Então, você foi vão ou injusto? Obviamente não, mas os seus ex-amigos não vão interpretar isso bem e, se fingiam que gostavam de você, agora passaram a desprezá-lo, a falar mal, a tripudiar e, seguidamente, inventar histórias que desabonem sua moral.
Outro exemplo: você estava conhecendo uma pessoa do sexo oposto que, aparentemente, tinha afinidades com você, até que, por um motivo intimo ou outro, dependendo do affair que surgiu, você pensa, pensa e repensa, mas acaba concluindo que não deve seguir adiante, que tal pessoa não combina com você ou, simplesmente, não é o que você espera para sua vida afetiva e, se continuar e for falso, ambos acabarão magoados.
Qual o resultado lógico depreendido de ambos os singelos exemplos? Mesmo que você não queira, mesmo que você não peque pela falsidade, pela má-fé, egoísmo e malícia, alguém irá se magoar e, muitas vezes, se ressentir com você e, portanto, enviar-lhe pensamentos negativos.
A questão é: você malbaratou seus sentimentos, foi falso ou, foi apenas franco, sincero e tomou a melhor atitude possível? Em 90% dos casos você fez o seu melhor, foi justo e racional, mas quem se considera magoado não esta dando a mínima importância para isso. Ele quer seu mal, quer lhe odiar, quer lhe prejudicar, ainda que seja com fofocas e mentiras sobre sua conduta e moral ilibada.
O fato real, mas lamentável, meu amigo, é que mesmo que você seja justo e correto, sincero e transparente, você vai terminar magoando alguém, isto porque, as pessoas esperam apenas o que querem, elas idealizam e fogem do realismo: se as coisas não ocorrerem como elas desejam, interiormente elas viram feras. Feras feridas e perigosas.
Enfim, por mais justo que você seja, inimigos não são algo que você faça deliberadamente, eles constroem um palácio de ilusões e, diante de sua sinceridade, o colocam a baixo e acabam por crer que o destruidor de sonhos é você. Então, tente ser realista, você não têm inimigos, são eles que lhe colocam em tal (tosca) posição. Resumindo é o seguinte: é impossível ser você, seguir seu coração, intuição, opções, valores, princípios e opiniões, viver, enfim, sem magoar ninguém.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 21 de janeiro de 2012.

Meu lado felino

Meu lado felino


Eu gosto de toque, de pele na pele, de carinho, de afago. Tenho meu lado felino: busco as mãos de quem eu amo para senti-las acariciando em meu rosto, para apertá-las junto a mim.
Todos os gatos que tive e, logicamente, amei, eram assim: após um afago, buscavam, com suas pequenas e meigas cabecinhas, as mãos de quem lhes fez carinho, como se dissessem: “É bom, quero mais.”
Existem duas formas de demonstrar amor com sinceridade, a primeira é pelos atos, a segunda é pelo olhar e pelo toque. Nenhum poema romântico toca, literalmente, o nosso coração, como um passar de mãos, um carinho, um afago, um olhar terno de encantamento.
Beijar é bom, mas tudo começa com o toque de mãos. Tem quem discuta onde fica o ponto “G”, o ponto “isso”, o ponto “aquilo”, na minha concepção, a maior zona erógena é a pele, logo, nada pode ser mais excitante do que o toque.
Não falo vulgarmente, valo no toque com ternura, com carinho, não nesses afagos sexuais e não afetivos que ocorrem por ai, quando as pessoas mal conversam, mal encontram afinidades entre si e saem cedendo seus corpos com quem não possuem intimidade.
O meu lado felino é seletivo, gosta de quem gosta de mim, busca o toque de quem tem carinho para me dar, de quem me admira, sou leal com quem me ama e com quem eu amo, não sou inocente como um cão que só sabe dar amor sem saber a quem. Amor eu sei dar com maestria, mas apenas para quem me encanta, me conquista, me cativa, me atrai, me acarinha, me ama e me ganha, enfim.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 20 de janeiro de 2012.

A vida não pára.

A vida não pára.


Podem amanhecer novos dias, pode chover, pode o sol brilhar, o ano mudar, a idade aumentar, o salário contentar, o filho nascer, o amor aparecer, nada ficará realmente melhor se você não melhorar, se você não mudar.
A ironia da vida é que ela esta sempre em mutação, a todo instante muito se cria, nasce, modifica, brilha, morre, renasce, mas mudança alguma é válida para o seu bem estar, apenas a que provém de sua vontade, pensamento e atitude.
O tempo aprimora os inteligentes, chateia os tolos, amadurece os jovens, torna os humildes mais sábios, ameniza lembranças dolorosas, torna os bondosos mais sapientes e pacíficos, mas não faz milagres.
O aprimoramento, a evolução e toda espécie de sonho e meta que o homem tenha não se realizam milagrosamente, nem com o decurso do tempo: se você não mudar, se você não refletir e agir, podem os dias se passarem, os anos chegarem, a idade aumentar, nada, absolutamente nada mudará.
A vida esta em constante movimento, mas ela não é táxi: nem mediante pagamento ela pára para lhe esperar, se você for muito leniente se sujeita a ser atropelado. É você quem tem que refletir, agir, mudar e colocar em prática seus propósitos, a vida não vai esperar você resolver tomar as atitudes que precisa para ser uma pessoa melhor, mais sábia, mais feliz e mais próspera.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 20 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Virtualidade excessiva

Virtualidade excessiva

Eu estou um pouco cansada do mundo virtual, sites de relacionamento, Messenger, emails, toda forma de contato que nos dá a sensação de estar conhecendo as pessoas e de estarmos sendo decifrados, afinal por mais utilidades que tenha, jamais suprirá o bom e velho diálogo “ao vivo”.
Sinto falta dos flertes da época em que o sujeito não perguntava nosso endereço no Facebook ou MSN, apenas se comprometia em nos telefonar no outro dia. E ligava, não passava a noite mandando mensagens românticas que antecedem um jantar insosso.
As pessoas estão perdendo a habilidade de serem legais enquanto se tornam “teleguiados”. Ninguém mais curte a vida, as férias, os amigos sem publicar fotos e afirmativas elogiosas na internet, ninguém muda o visual sem contar ou colocar fotos no Facebook. É como se a maioria precisasse da aprovação alheia, precisasse ser bem quisto, bem julgado e, para tanto, se expõe muito e bem, se exibe.
Faz falta o “pessoalmente”, faz falta os elogios a nosso humor e alegria e não a nossas fotos aferidas nos sites e programas que possibilitam a interação a distância. Faz falta uma pessoa elogiar seu cheiro e não a frase que você postou, faz falta o contato humano no mundo real e não a simpatia do mundo virtual.
Não nego o inegável: a internet possibilita o surgimento de vários relacionamentos que não nasceriam sem ela, ela aproxima as pessoas, mas, como tudo, tem seu lado avesso, afinal, de tanto aproximar cidadãos e diminuir distâncias ela acaba distanciando as pessoas do mundo real e afastando a distância entre os indivíduos longe do teclado.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 19 de janeiro de 2012.

Caro e barato

Caro e barato


Não chame um serviço ou um produto de "caro" sem que o conheça bem. Não raras vezes o que é "barato" acaba custando "caro" e o que, a primeira vista, você acha "caro", se mostra útil, benéfico e, o principal: de muita qualidade! Se você tem bom gosto deixa os termos "caro" e "barato" de lado seguidas vezes.
O preço dos produtos e serviços tem, via de regra, ligação direta e imediata com a qualidade dos mesmos, produtos melhores, cujo processo de produção foi mais trabalhoso em busca da excelência e aprimoramento, acabam custando mais, porque valem, literalmente, mais.
É claro que fazer uma premissa alegando que “tudo o que é caro é melhor” é estupidez. No quesito preço, qualidade e eficiência nada pode ser generalizado. É necessário experimentar os produtos, o serviço prestado e, apenas então, concluir se o valor pago foi “caro” ou “barato”.
Caro é tudo aquilo cujo valor é desproporcional ao beneficio oferecido, barato, por sua vez, é tudo aquilo cujo preço é inversamente proporcional as benesses oferecidas. Pagar barato pelo que é de pouca qualidade não significa que o objeto seja “barato”, mas que ele tem, apenas, um preço condizente com sua pouca utilidade e eficiência. O pouco preço, o barato é a regra, o diferencial é ser bom, valer muito e ter um valor justo, é desta forma que o caro se “torna” barato.
Quem busca qualidade e beneficios deixa de usar a calculadora para usar a mente, a inteligência, o pragmatismo, não é a toa que pessoas avarentas são tolas, elas não se importam com a qualidade e benefícios dos serviços que contratam ou produtos que adquirem desde que não precisem gastar muito. Eu chamo isso de cara ignorância.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 19 de janeiro de 2012.