Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Rivotril

Rivotril 

Então, o Brasil é o País que mais consome Rivotril no mundo! E olha que na terra das “bolsas” assistencialistas não são todos que vivem sob ansiedade. Todavia, deboche a parte, este não é um indicativo muito bom. 
Tal dado sinaliza, claro, que as pessoas estão tratando seus desconfortos relacionados à ansiedade, todavia, pela quantidade de pessoas que consomem, me parece que o uso está excessivo, vez que não são todos ansiosos os que o utilizam. 
Distúrbio de ansiedade é uma coisa, ansiedade corriqueira e normal é outra, é comum, é humana e não é doença! Na verdade, tem muita gente tomando ansiolítico pra fugir da realidade um pouco, pra amortecer os sentimentos e pensamentos, além dos que usam para amenizar a agitação causada por outra droga, ilícita, comumente. 
Aliás, os brasileiros adoram se medicar, passar dica de remédios de boca em boca, vige, pois o ditado de que “de médico e louco todo mundo tem um pouco” e, no caso do Rivotril é nosso alter ego meio medico e meio louco que nos determina a buscar uma forma de adquiri-lo. 
 Porém, o fato é que não somos médicos, tampouco loucos. Somos humanos e seres humanos sentem ansiedade, passam por dias ruins, noites de insônia, momentos de agitação. Isso é o normal da vida e não deve nos levar a tomar um remédio que cria dependência. 
Estranho viver em um mundo em que as pessoas fogem dos psicanalistas, odeiam filosofia, não questionam as religiões e usam remédio para aliviar seus males existenciais sem, sequer, parar, pensar neles e na sua causa para se autoconhecer e aprender a se autocontrolar. Autoconhecimento e autocontrole são tudo! 
Tomar Rivotril e se trancar num quarto escuro não adianta nada: amanha o que lhe causou ansiedade vai continuar existindo se você não resolver ou, ao menos, aprender a lidar com o que lhe incomoda. A vida não é de quem amortece seus sentimentos, a vida é de quem os encara e age. Sem atitude, remédio não serve pra nada. 
Cláudia de Marchi
 Sorriso/MT, 16 de maio de 2014.

Posicionamentos e falsidade

Posicionamentos e falsidade

Eu não tenho nada contra a pessoa que critica a outra porque não gosta do seu jeito de agir e de ser, mas evita a sua presença e companhia. Sabe aquela pessoa que você não gosta? Enfim, se eu nunca ver vocês juntos dando risada e passando por amigos eu não direi nada a seu respeito. 
Por outro lado, se você critica a conduta de alguém com quem eu vejo você ao lado numa mesa de bar, então, meu amigo, você cai no meu conceito, porque, em minha opinião, gente falsa não vale nada! 
Sempre acreditei que as pessoas precisam se posicionar na vida. Não é preciso se filiar a um partido politico, mas é preciso, ter, ao menos, uma preferencia, não é preciso ir todo domingo na igreja, mas é preciso acreditar em algo ou em nada, mas, enfim, se posicionar. 
O mesmo e, principalmente, em relação às pessoas. Sabe aquela pessoa que é amiga de todo mundo? O sujeito se dá bem com o amigo viciado em drogas, com o crente, com o ateu, com o abstêmio, com o alcoólatra, com o desonesto, com o honesto? Eu duvido dessa pessoa. 
Não é preciso brigar com ninguém, ofender ninguém, mas, com o passar do tempo, as pessoas sinceras criam um circulo de convivência que, claro, pode ser estreito, mas contém pessoas com elas afins, todavia, quem é amigo de todos, indicia, para mim, ser um individuo falso. 
Você pode se relacionar pacificamente com todas as pessoas, isso é saudável, mas ser amigo de todas, para mim é impossível. Enfim, se você me diz que você não gosta da forma com que fulano procede, se me diz que não gosta do seu jeito eu confiarei em você, em consequência disso, se eu souber que você é adorável com ele, eu não terei porque acreditar no que você fala. 
Gosto de transparência e pessoas transparentes gostam ou não gostam, elas não conseguem ser falsas. O “não gostar” não implica em brigar, implica, isto sim, em manter uma distancia saudável da pessoa e respeitá-la. De longe, preferencialmente. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 16 de maio de 2014.

Azar?

Azar? 

Não culpe o azar por suas más escolhas. Não culpe o azar por sua inércia. Não culpe o azar pelos resultados das suas atitudes ou falta de zelo consigo mesmo. Uma coisa é aquilo que lhe ocorre sem que você faça nada para dar ensejo a isso, nem direta, nem indiretamente, outra, muito diferente, é aquela que, nada mais é do que o resultado inesperado para a sua ação ou omissão em relação a alguma coisa. 
Antes de fazer ou deixar de fazer algo pense nos possíveis resultados negativos que sua ação ou inercia poderão acarretar na sua vida, pois a sua irreflexão não será suficiente para transformar o “risco” corrido em azar. 
Com certeza, em inúmeras situações da vida ficamos pensando se existe sorte, em outras, quando as coisas dão errado, atribuímos as ocorrências ao azar. Eu sou o tipo de pessoa que acredita que coisas ruins acontecem e com pessoas boas, inclusive. 
A vida é feita de altos e baixos, de momentos e fases ruins e outros tantos bons. As coisas boas, porém, costumam acontecer com quem está empenhado, com quem acredita em si mesmo e pensa positivamente. 
Pessoas negativas atraem ocorrências negativas, pessoas alto astral, pelo contrário, embora isso não seja imutável: haverá um dia em que a pessoa humorada e alegre terá maus momentos. Este é o normal, é da vida e contra as suas mutações não se pode lutar. Acontece que a vida pertence a quem sabe que tudo passa. Passa a fase ruim, passa a fase boa, passa tudo e, assim como passa, volta! Simples. 
Logo, não é atitude louvável atribuir ocorrências ruins ao “inanimado” azar. Certo mesmo é analisar a si mesmo e no que você pode ter contribuído para o que lhe ocorreu. Se você não fez nada, o ocorrido servirá para lhe mostrar que na vida, coisas boas podem acontecer com pessoas ruins e coisas ruins podem acontecer com boas pessoas. Se analisar racionalmente, cada ocorrência ruim lhe dará uma lição, basta pensar a respeito. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 16 de maio de 2014.

Elegância

Elegância 

Eu acho que está faltando elegância no mundo. Sabe aquela coisa de moderação, educação e boa conduta? Pois é, denomino isso de elegância. Ah, mas e as roupas? Claro, elas terminam indiciando a elegância a qual me refiro, assim: uma pessoa que se veste de forma vulgar, com certeza não é uma pessoa comedida. 
Enfim, basta sair à noite para você reparar nas roupas das “donzelas” e na sua conduta: decotes cada vez mais avantajados, saias cada vez mais curtas, cabelos alongados a qualquer preço, maquiagem pesadíssima e, claro, muita bebida, muitos flertes e, seguramente, algumas mancadas. 
A elegância no vestir é um efeito da elegância de caráter, de ideais, de forma que vestir-se bem, nada mais é do que a atitude de uma mulher elegante e, acredite, não é preciso gastar em roupas de marca e caras para andar vestido com alto estilo. 
Aliás, existem muitas moças e mulheres que pagam quinhentos reais numa blusa e vestem-se parecendo uma prostituta de zona pobre. Cartão de crédito sem limite e dinheiro no bolso não é sinônimo de bom gosto, assim como roupas caras não tornam ninguém elegante. 
Diga-me como pensas e eu lhe direi se você é uma pessoa elegante, da mesma forma, vejo como se vestes e digo se és elegante ou não. Você pode comprar roupas em loja de preço único, se você tiver bom gosto estará vestida elegantemente. Bom gosto e elegância andam lado a lado. 
Mas no que se liga a forma de pensar elegante e os trajes da pessoa? Quem pensa de forma elegante não se convence com a necessidade que muitas possuem de chamar a atenção através de atitudes insinuantes e roupas justas demais ou curtas demais. Essas pessoas sabem diferenciar aquilo que chama a atenção por ser esdruxulo, por ser indicio de desespero, daquilo que chama a atenção por ser bonito. 
Eu gosto e admiro mulheres elegantes, bem vestidas e, principalmente, cheias de estima por si mesmas, porque, com certeza, uma mulher assim não age de forma vulgar e vulgaridade é o oposto da elegância.  Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 16 de maio de 2014.

Novos padrões de beleza e academias de ginástica.

Novos padrões de beleza e academias de ginástica. 

Há anos atrás eu escrevi uma crônica sobre o aumento de igrejas e factorings na minha cidade natal. Aquilo, na época me estarrecia, agora, porém o que me chama a atenção é o grande numero de academias de ginástica e estética em relação a poucas livrarias. 
Nada contra quem se exercita e cuida da saúde, a questão é o motivo que faz a maioria das pessoas darem tanta importância para a aparência em detrimento, aparente, da cultura. 
Em rodas de amigas não se fala em filmes e, muito raramente, em indicação de livros. Ninguém quer saber o que a outra leu, mas quer saber onde ela comprou o sapato bonito e, principalmente, onde ela malha e arruma as madeixas. 
Essa frenética valorização da aparência e desleixo com o intelecto não assola só o mundo feminino, os homens também estão cada vez mais preocupados com seu próprio exterior e com o automóvel que guiam: ele tem que ser imponente e caro para indicar a sua situação econômica. 
Mas, será que a aparência das mulheres, dos homens e seus veículos condizem com a sua realidade? Num caso ou noutro, na maioria das vezes não. Existe classe média remediado pagando carros caríssimos e morando de aluguel, ricos com carros antigos, e, no caso especifico, das mulheres, existem as lindas que não sabem conversar a respeito de nada que não seja moda e novela. 
Há uns dez anos, quando eu malhava diariamente, era extremamente difícil conseguir complemento alimentar para ganho de massa muscular. Hoje em dia eles existem até em supermercados! Existem, por quê? Por que as pessoas procuram, procuram muito! 
Hoje em dia não basta ser magra, você precisa ter músculos! Não basta ter seios, você deve ter seios grandes, muito grandes e, de preferencia, siliconados, não basta “não ter barriga”, é preciso ter barriga chapada, definidíssima. Da mesma forma, não basta um traseiro arredondado, é preciso comparar-se com a cantora ou dançarina de funk e desejar a bunda dela a ponto de fazer uma hora e meia de agachamento por dia. 
Agora, pergunto, humildemente, isso leva a que? Quando vou à academia nos dias e vejo aquelas mulheres que já estão fisicamente bem se matando para aumentar os músculos que, em minha opinião, já estão na medida da elegância, eu penso: será que elas não têm nada melhor pra fazer? Sei lá, assistir um filme, um seriado, deitar no sofá, fazer sexo com o namorado? Percebo que o que elas fazem não é mero prazer, é obsessão por uma imagem idealizada, é tornar-se escrava de um ideal de beleza. 
A maioria das ratas e ratos de academia que vejo hoje em dia sofre de dismorfia, logo, a pessoa está forte e se vê miúda. E isso é fruto do que? Dos padrões de beleza que a mídia nos impõe. Antigamente era belo ser esquálida, estilo modelo internacional, agora é preciso ter músculos e, essa manipulação, faz com que empresas ganhem dinheiro e as pessoas muito vaidosas percam a sanidade enquanto lutam por um corpo cada vez mais musculoso. 
Enfim, só se estabelecem negócios porque as pessoas procuram por eles, logo, em época de ser bonito, sem ser culto, vige a necessidade de surgirem mais academias de ginastica e clínicas estéticas, afinal, as pessoas precisam ficar belas. Se existe a escravização ao dinheiro, que faz pessoas cometerem excessos lastimáveis, existe, também a escravização das pessoas pelos seus ideais de beleza. Ideais que lhes são despejados pela mídia. 
Não nego a importância do cuidado com a aparência, apenas acho triste a desproporção entre a busca por leitura e, consequentemente cultura, e a busca pelo corpo que a mídia chama de “perfeito”. 
Vejo, também, outra coisa lamentável: a falta de personalidade das pessoas. A maioria das pessoas não tem uma ideia do que seja belo que não seja aferido dos canais de televisão e revistas. Aquilo que a mídia impõe é o bonito e, logo, desejado. Nem mais, nem menos, mas aquilo que é retratado nos meios de informação. 
É lamentável fazer parte de uma sociedade nada autentica, de uma sociedade tele guiada que não tem a sua própria opinião, onde, homens e mulheres, perdem seus conceitos pessoais em detrimento daquilo que lhes é despejado e, infelizmente, assimilado e aceito. Logo, meus parabéns aos donos de academias de ginástica, porque seu futuro é enriquecer! 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 16 de maio de 2014.

Cabelos curtos

Cabelos curtos 

Eu já tive cabelo curto e, agora, na época da minha vida em que, graças a uma sensação imensa de felicidade e auto realização, voltei a ser a mulher tranquila, serena e abstemia que fui, quero cortar novamente. Quero marcar a fase com um novo visual! 
Todavia, eu sei, para ter um visual diferente do que a maioria tem é preciso ter personalidade. Mulheres que dependem da moda ou da opinião dos outros não cortam as melenas e, raramente, mudam de visual. 
É preciso, pois, ser segura de si para cortar as madeixas, para radicalizar, para sair do tradicional “médio” e “longo” para o “meu pescoço é lindo”. Entretanto, assim como existem as que têm mais cabelos, as que têm melenas volumosas, pretas, castanhas ou loiras, existem mulheres e mulheres. 
Nem todas são iguais, algumas tem mais personalidade, outras são mais inseguras. Ademais, na maioria das vezes é preciso sentir-se bem para mudar o visual, quem se acha feia, burra ou, enfim, quem se sente mal por qualquer razão, não ousa cortar os cabelos e parecer ainda mais “diferente” já que a regra, desde a infância, é que as “mocinhas” tenham longas madeixas. 
Quem tem cabelo curto, pode ser gorda, baixa, alta, magra, loira, negra, linda ou feia, uma coisa é certa: a pessoa se garante e por isso não tem medo de ser autentica, de fugir dos padrões midiáticos que sempre lhes foram impostos. E, falando nisso, quem disse que é preciso seguir padrões pra ter amor próprio? É preciso sentir-se bem na própria pele, isso sim. 
Por sua vez, a mudança de visual nada mais é do que a demonstração, ao mundo, de mudanças de paradigmas, de mudanças de conduta, de mudanças, simplesmente. Não importa o que você vai fazer, se você muda a aparência, é porque tem algo a dizer, não que você deva contar, mas que tem, isso tem! 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 16 de maio de 2014.

Pessoas raras, momentos raros.

Pessoas raras, momentos raros. 

Eu sou da opinião de que são poucas as pessoas que passam por nossa vida e nos fazem bem. Não me refiro unicamente a quem convive conosco numa relação amorosa, mas as pessoas que cotidianamente conhecemos e, não raras vezes, abalam a fé que temos no ser humano. 
É o cidadão que ganha dinheiro à custa da miséria alheia, é a pessoa que só pensa em si e faz pouco caso da dor e dos problemas alheios, é a ingratidão de quem não reconhece os atos alheios, é a infidelidade dos que se fazem de “fiéis e dedicados”, a mentira dos que juram que são sinceros, a grosseria e a estupidez de quem não sabe pedir ou liderar, são as fofocas das pseudoamigas invejosas, o recalque de conhecidos mal amados. 
Mas, em momentos raros da nossa vida a história pode mudar. Conhecemos pessoas humildes, gratas, empáticas, capazes de colocarem-se no lugar do outro e de indignar-se com injustiças. Conhecemos pessoas bem resolvidas, educadas, delicadas e felizes consigo mesmas. 
Logo, nós que sempre nos indignamos diante da desonestidade, da ambição desmedida, do egoísmo doentio, da ingratidão, da futilidade e da hipocrisia somos surpreendidos por seres que, por alguma razão, Deus coloca em nossa vida. 
Sei que é péssimo assistir noticiários e ver as desgraças que ocorrem, levantar cedo para trabalhar e conviver com pessoas de índole diferente da nossa, ir no clube e encontrar pessoas que só sabem falar de beleza e dinheiro, sair a noite e ver pessoas que mais se exibem e se enfeitam do que raciocinam, todavia, tão impactante quanto as situações tristes ou inconvenientes devem ser as alegres, as boas, as de amor, de doação, de compaixão, de afinidades e de reconhecimento. Quem se assusta com a tempestade deve ser capaz de rejubilar-se com o nascer do sol, do contrário o problema não estará no mundo, mas em quem o olha. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 16 de maio de 2014.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Reclamações

Reclamações 

Eu não gosto de reclamações, nunca gostei. Eu mesma reclamando de algo me irrita. Contraditório não é?! Mas acontece assim comigo. A vida da gente se divide em coisas que podemos mudar e coisas que não podemos. 
Se nos é possível fazer algo para mudar, não existe porque reclamarmos, afinal a mudança depende de nossas atitudes e reclamar mantendo-se inerte é um absurdo, por outro lado, se nada podemos fazer para modificar uma situação ou um fato, elementar que reclamações não irão servir para nada! 
Logo, sugiro que todos pensem mil vezes antes de reclamar de algo, afinal, se nós resolvermos dedicar o tempo direcionado a reclamações para atitudes capazes de reverter o que nos fere com certeza seremos mais felizes e bem sucedidos em nossas empreitadas. 
Ocorre que as pessoas ficam mal humoradas, tristes e irritadas por causa do que lhes ocorre, elas são, inclusive, injustas com quem lhes ama e cerca, ignorando o fato de que o que não podem mudar não deve macular a sua paz e àquilo que podem não devem dar tanta atenção, afinal, basta agir! 
A atitude, porém é pessoal. Não adianta contar com a boa vontade alheia quando é a você que cabe a obrigação de mexer-se da cadeira e fazer algo por si próprio. Reclamações não ajudam, pelo contrario, elas atrapalham. Reclamar sem agir é como estar doente e não tomar remédio: ou você age em busca da mudança na sua vida ou sofre em silêncio.
Cláudia de Marchi 
Sorriso, 12 de maio de 2014.

As pessoas mudam.

As pessoas mudam. 

As pessoas não mudam? Eu tenho certeza que mudam. Eu sou humana, amadureci horrores, mudei muito, então, por que irei pensar que os outros não são capazes de mudar? É ignorância crer que as pessoas não mudam. 
O sofrimento nos modifica, a frustração nos modifica, nossos erros nos modificam, o decurso do tempo e as experiências vividas nos modificam e, por fim, o amor nos modifica, nos aprimora, nos aproxima de Deus. Todos são capazes de mudar a forma de agir e de pensar. 
Quem não acredita na mudança alheia de regra são pessoas duras. Pessoas que não querem mudar e por isso acham que ninguém muda. As pessoas jogam nos outros o que tem em si, inclusive o orgulho, a arrogância e a ignorância. 
Enfim, a verdade é que ninguém muda quando não quer mudar. Se a pessoa não reconhece seus erros e acha que age certo ela não muda e eu não falo de “reconhecer erros” pra inglês vê. Não falo de pedir perdão pro pai e voltar a fazer a mesma coisa. Falo de mea culpa, falo de uma analise moral de si mesmo. Falo de mudar por vontade própria e não para agradar alguém ou se adequar a sociedade. 
Os efeitos de nossa personalidade no mundo devem ser sentidos no fundo da nossa alma para que, então, resolvamos melhorar e nos tornar pessoas melhores. O xingamento da mãe não serve, as lagrimas da esposa também não. As pessoas só mudam quando, imbuídas de moralidade, reconhecem que precisam melhorar. Embora, seja uma verdade que as pessoas podem mudar para pior, mas não é a esse tipo de mudança que me refiro aqui. 
 Todos mentem, todos mudam, todos crescem, todos aprendem e, com o aprendizado, passam a mentir menos, passam a ferir menos quem amam e a agir com mais nobreza com quem julgam serem merecedores de seu melhor. Ah, mas você acha que ninguém muda? Então me desculpe, mas eu tenho pena de você. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso, 12 de maio de 2014.

Selfies

Selfies 

Essa moda de “selfies” na internet é bem interessante para você descobrir quem é narcisista, problemático ou egocêntrico! Tem gente que possui um Facebook repleto de fotos no espelho, fotos de si mesmo, frise-se. 
Céus, eu não consigo me acostumar com isso! Na realidade as redes sociais facilitam o “desvelamento” da personalidade das pessoas, por exemplo: sabe aquela amiga que emagrece, engorda e fica caquética de novo? Sabe a outra que muda o visual de cabelo toda hora? Pois é, com a “publicidade” da vida e aparência que o Face propicia a gente logo percebe quem está passando por fases ruins, difíceis, problemáticas ou agradáveis. 
Eu sei disso, porque já passei por todas essas fases e, com certeza, meu facebook era mais lotado de fotos quando eu estava passando por momentos difíceis. Não digo “ruins”, porque na minha fase realmente ruim eu passava longe de fotos e meu face era constituído de poucas fotos antigas. Estranho o ser humano, né?! Pois é, todavia, no momento eu olho essas meninas publicando foto até de dentro do banheiro e penso “coitada, ela tem problemas.” 
Ou será que é a minha idade? Com orgulho, estou me afastando dos “inte”. Pode ser, mas, no momento eu só sei que esses “selfies” me assustam. “Selfie” com amigo, namorado? Passa, é o retrato de um momento, quase sempre divertido. Mas “selfies” querendo seduzir? Por favor! Enfim, pugno por um mundo com consultórios de psiquiatras mais cheios e um álbum de fotos virtual um pouco mais vazio. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso, 12 de maio de 2014.

Tem que conhecer

Tem que conhecer. 

Minha mãe sempre disse que “uma mulher tem que conhecer o marido que tem”. Ela sempre se refere a isso quando a esposa acaba fazendo ou falando aquilo que sabe, ou melhor, que deveria saber que o esposo não gosta. 
Pois eu concordo e acrescento: quem ama tem que conhecer a pessoa amada. No início de qualquer relacionamento, portanto, é preciso tentar saber aquilo que o outro gosta e, sobretudo, o que ele não gosta, está é, com certeza, a melhor forma de se viver harmonicamente com alguém. 
Creio, inclusive que mais necessário do que saber o que o parceiro gosta é saber o que lhe irrita, lhe magoa, lhe ofende e lhe tira o equilíbrio. Relacionamento é um eterno tolerar-se, logo, não custa nada não fazer o que o outro desgosta, do contrario, você é quem vai causar desgosto. 
E o que o outro gosta? Isso é fácil de saber, mais fácil ainda de fazer. O problema que circunda os relacionamentos humanos não esta na ação, mas na omissão e no “não saber”. Quanto mais você gosta, mais empenho você terá em cuidar do relacionamento e, em decorrência disso, zelar pelas suas atitudes e palavras para que, com elas, você não magoe ao outro. 
Ah, mas o outro odeia algo que você adora fazer? Bem, aí você escolhe o que faz e o que você privilegia. No final das contas, é tudo uma questão de escolha e de refletir antes de falar ou agir. 
Cláudia de Marchi 
Sorriso, 12 de maio de 2014.

Álcool é droga!

Álcool é droga! 

Nós vivemos na cultura do álcool. As pessoas não pensam num happy hour sem um chopinho, numa macarronada em restaurante chique sem um bom vinho, num churrasco sem cerveja, num casamento sem espumante, num jogo de pôquer sem whisky. Ou melhor, existem os que pensam e os que conseguem não render-se a esta cultura, estes são, com certeza, os que já fizeram bastante farra e tomaram alguns porres e as pessoas com tendências mais “naturebas”. 
Eu fui abstemia até meus vinte e cinco anos, mas deixei de ser por um tempo. Fato é que bebida alcoólica é que nem pizza: sempre haverá uma, com um sabor, que combina com a gente. Você pode refugar a cerveja, mas cai de boca na caipirinha, não aceita o vinho, mas simpatiza com a espumante, sem contar as bebidas doces que são capazes de enganar até uma criança, vez que o açúcar ameniza o gosto do álcool. Eu disse o gosto, não os efeitos. 
Enfim, desde a nossa infância a gente vê as pessoas bebendo, até mesmo nos velhos quadros da Santa Ceia! Acontece que, das drogas licitas o álcool é a pior. Independente da quantidade é comprovado cientificamente que ele altera os nossos sentidos, o nosso humor e, porque não dizer, a nossa personalidade. Cigarro faz mal? Faz, mas você nunca verá um fumante ter uma crise de depressão, um rompante de agressividade verbal ou física ou causar acidentes, inclusive mortes, no transito. 
Nas redes sociais sempre foi cultuada a cultura do álcool, como, por exemplo, naquelas postagens "nenhuma história legal começa com um dia comendo uma salada" (acho que é assim), ou, então, "nunca fiz amigos bebendo leite". A questão é: essa sua história não termina em algum fiasco? Você não terminou a noite vomitando no banheiro? Não brigou com o namorado sem nenhuma razão lógica? Não deixou seus pais preocupados? Não ficou com ressaca no outro dia e mal pode participar do churrasco de domingo? E os amigos que você fez bebendo, pode contar com eles quando está sóbrio e sem dinheiro pra beber? A questão que as pessoas não pensam é sobre a qualidade da situação e dos sentimentos advindos das situações de "bebedeira". O álcool fomenta a ilusão da alegria, mas termina gerando situações desagradáveis quando consumido demais. 
Ocorre que é muito possível você viver sem beber. Existem inúmeros sabores de sucos e refrigerantes, sem contar a boa e velha água. Você pode sair jantar e não beber, reunir-se com os amigos e não beber. É possível socializar e ser feliz sem beber, desde que, é claro, você seja uma pessoa alegre e sociável. Esse lance de que roda de amigos combina com chopp gelado é coisa de propaganda de televisão, o mesmo para a espumante na hora de comemorar alguma coisa, a cerveja da sexta-feira e o whisky para afogar as mágoas num bar depois de uma briga com a esposa ou com o chefe. 
Isso é cena de filme, não se adequa a vida real, sabe por quê? Porque, seja o que for que você esteja sentindo vai ficar muito pior quando o pileque passar. Se você está mal, procure fazer o que lhe faz bem ou, em ultimo caso, procure um médico. As más fases da vida da gente não combinam com bebida alguma, sei por experiência própria. Dor a gente vivencia e supera, se apegar a qualquer coisa que fomente uma “fuga” temporária da realidade só faz piorar a situação. E o nosso autoconceito. E o conceito dos outros a nosso respeito. 
Beber moderadamente? É uma possibilidade, mas não um conselho. O ideal seria que as futuras gerações que, lamentavelmente estão bebendo e consumindo outras drogas cada vez mais cedo, se desprendessem dessa cultura, que cultivassem a vida com a “cara limpa”, sem drogas e falsos enfeites sobre a realidade. O que dependerá muito da educação que terão. Enfim, não se sabe o que é o exato “moderado”. Na verdade o álcool vicia e o que é 2 hoje vai ser 5 amanha e 10 depois de amanha. Enfim, o moderado de hoje será o exagero amanha. 
Todavia, não se pode negar: o melhor caminho é o da limitação. Impor-se limites, saber os seus limites, mas, como falar disso com um alcoólatra por exemplo? Difícil, pessoas com tal característica passaram do que pode ser tido como moderado há muito tempo. Elas não bebem só por gostar, elas bebem porque precisam, porque não conseguem viver sem o álcool assim como qualquer maconheiro não vive sem maconha. Álcool é droga. E o pior, é licita e barata. 

Cláudia de Marchi 
Sorriso, 12 de maio de 2014.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Desimportante

Desimportante 

Com o passar do tempo a gente aprende a não dar relevância ao que gente desimportante nos fala. Pessoas maduras sabem muito bem quem é quem e coloca as pessoas em suas devidas categorias na sua vida: tem gente com as quais somos obrigados a conviver e gente com quem escolhemos conviver. 
Pessoas que estão em nossa vida para nos fazerem rir de piadinhas e pessoas que estão em nossa vida porque não queremos nos afastar delas. Simples assim! 
Logo, o que aquelas que não são muito estimadas por nós dizem não tem importância em nosso conceito e, seja o que for que venha delas, não nos magoa, não nos enaltece, tampouco nos ofende. 
São palavras jogadas ao vento por pessoas que o vento trouxe à nossa vida assim como leva uma sacola plástica a um rio- são acidentes infelizes, enfim. Portanto, convém valorizar o que quem nos importa diz, o que quem admiramos faz e fala. 
Admiração, enfim é o que faz com que nos deixemos tocar pelo que vem dos outros ou, na sua falta, com que ignoremos por completo qualquer coisa que tente arranhar a nossa tranquilidade. 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 29 de abril de 2014.

Medíocres e egoístas

Medíocres e egoístas 

Tem dias em que paro e penso quão egoístas e medíocres nós podemos ser. Damos importância demasiada a nossos problemas e, na ausência deles, inventamos e criamos algum. 
Superestimamos aquilo que nos fere, brigamos e magoamos uns aos outros enquanto tem gente com motivos reais para se lastimar e sofrer. Enquanto nos abalamos com coisas pequenas, existem pessoas doentes, pessoas passando necessidades, mães perdendo filhos, filhos sendo maltratados pelos pais. 
Diante das tragédias que os noticiários retratam todos os dias, me sinto ignorante e tola ao ver que chorei por razões banais e, praticamente sem importância. Tenho, pois a certeza de que a empatia e a compaixão são os melhores antídotos contra nossas manias egoístas e, porque não dizer, irracionais. 
Chamo nosso hábito de lastimar o que não temos ou de reclamar por coisas pequenas de irracionais porque, se olharmos para o que nos cerca, talvez passemos a pensar mil vezes antes de jogar palavras ao vento e criarmos problemas que não existiriam se não fosse o nosso proceder. 
Deveríamos impor a nós mesmos a obrigação de pensar mil vezes antes de agirmos, de falarmos e, principalmente, de reclamarmos. Se pensarmos talvez vejamos quantos inconvenientes poderemos poupar quando, na verdade, nós nem sabemos o que é um problema realmente grave. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 29 de abril de 2014.

Nossas antinomias

Nossas antinomias

A vida nos torna mais fortes e tolerantes em alguns aspectos e muito mais sensíveis e intolerantes noutros. Com o passar do tempo nos tornamos capazes de suportar o que outrora não suportávamos, mas, na mesma proporção, nos tornamos incapazes de aceitar sem, no mínimo uma crise emocional, o que outrora já foi relevado. 
Podem ser as cicatrizes, pode ser a maturidade ou pode ser o cansaço mesmo. A gente amadurece, envelhece e, às vezes, os problemas aumentam. É trabalho frustrante, ausência de amizades leais, grana curta, pais relapsos, contas a pagar, pessoas a ajudar, sentimento de impotência, sensação de que nem todos os nossos planos saíram como prevíamos, certeza de que quase nada é exatamente da forma que queríamos e bum! 
 Ficamos intolerantes a outras frustrações, a coisas pequenas que são capazes de tirar a nossa paz ou o nosso tão bem quisto equilíbrio pelo qual batalhamos dia a dia para manter. Pois é, meu amigo, a vida é surpreendente, mas, sobretudo, nós nos tornamos antagônicos. 
Somos pacíficos em muitos aspectos e feras noutros. O que fazer? Impossível nos livrarmos daquilo que a vida nos tornou, possível, porém é tentar nos tornarmos melhores. Sempre. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 29 de abril de 2014.

Selfies

Selfies 

Eu sempre achei estranho essa coisa de "selfies", sei lá, parece o cúmulo do amor próprio das pessoas, algo como "sou tão lindo que até um banheiro se enfeita com a minha presença, vejam!". 
Nada contra, afinal todo mundo tem seus dias de narcisismo, eu mesma já tive, mas nem por isso deixo de estranhar cada vez que vejo uma pessoa tirando foto no banheiro e publicando no Instagran, Facebook e etc. Mas, lá pelas tantas, nove em dez vezes a pessoa sai "ajeitada" na foto, logo dá para compreender seu rompante "eu me amo, eu sou lindo", todavia, ontem andei lendo sobre selfies pós-sexo! 
Sim, agora as pessoas, numa crise narcísica em "dupla" sentem a necessidade de colocar na internet as suas carinhas felizes depois de transar! Pergunto: seria o final dos tempos? Há limites para a necessidade de publicar a sua felicidade e, não raramente, desconfio que, quem muito tenta expor, pouco sente. 
Será que essa gente goza? Será que eles tem orgasmos de verdade ou fingem? Sim, porque a maioria das pessoas normais, pós sexo, querem repetir a dose, beijar-se ou dormir (no caso dos mais "morninhos"), mas, enfim, a normalidade é essa, a regra é essa. 
Todavia, pegar o celular e mostrar para todo mundo que transou é coisa de quem não está muito feliz com o que fez ou com o que foi feito de si. Ou não, quem sabe?! Tento, apenas buscar uma explicação razoavelmente racional para este disparate. Cúmulo do exibicionismo? Sim. Do narcisismo? Também, logo, para mim, sinto dizer, isso não é normal. Nunca será. 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 29 de abril de 2014.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Animais e homens

Animais e homens 

Eu que estou indignada com o assassinato do menino Bernardo pelo pai e madrasta, no interior do RS, em cidade próxima a minha terra natal, recebo "dela" a comovente história do cão que aguarda ao dono, morador de rua, em frente ao hospital em que ele está internado em Passo Fundo. 
Prova de que os animais podem ser melhores do que os seres humanos, prova de que "racionalidade" sem bondade torna as pessoas mais perigosas, cruéis e ferozes do que qualquer fera indomada. Seco, nome do cachorro, é um exemplo de animal puro, doce e leal. 
Quisera que os homens passassem a aprender com os bichos o verdadeiro significado da palavra "fidelidade", o real sentido do amor despretensioso, que nada quer, nada exige, mas se rejubila com o afeto e a presença do outro. 
 Já tive cão, já tive passarinhos, já tive gatinhos que partiram, já me apeguei a animaizinhos que não eram meus e nunca, nunca eles me causaram estranhamento, todavia é isso que eu sinto desde que me conheço por gente ao conviver com os seres humanos: eu estranho. 
 As pessoas mentem, as pessoas enganam, as pessoas traem a confiança de quem lhes ama e, deliberadamente, usam umas as outras como se fossem coisas, e, sabe o que, disso tudo mais me entristece? É saber que elas pensam! Fazem tudo racionalmente, logo, desde quando a racionalidade nos torna melhores do que os animais? Não torna. 
O que faz de um ser vivo superior ao outro, não é dinheiro, inteligência, cultura ou beleza, é a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro e, sobretudo, é a capacidade de amar, de doar-se, de ser transparente, de ser fiel. 
A capacidade de pensar não significa nada sem pureza, sem candura, sem bondade. É na alma e não no cérebro que se encontra o que diferencia um ser do outro, o que torna um ser melhor que o outro e, nesse aspecto, o cachorro Seco deveria causar inveja em muita gente. 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 16 de abril de 2014.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Justa

Justa 

Eu gostaria que a vida fosse justa, que pessoas boas tivessem o que é bom e que pessoas frias e egoístas sofressem, mas não é assim. A vida não é lógica e, aqui, nem sempre os bonzinhos vencem. 
Pessoas com grande capacidade de empatia, não raras vezes se decepcionam, quebram a cara e não amealham riquezas materiais, por isso tem quem diga que “o mundo é dos espertos”, por exemplo. 
Todavia, o que de valor se ganha com o que só dá lucro? Dinheiro, bens materiais e etc., claro! Mas será que na alma humana e no “final das contas” vale a pena deixar a bondade, a compaixão, a doçura e a decência de lado em prol dele? Muitos pensam que sim, eu creio que não. 
Consciência tranquila é um sonífero que não se compra, não tem efeitos colaterais e, em caso de dependência, os resultados são os melhores. Eu recomendo! 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 31 de março de 2014.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Elogios II

Elogios II

Elogios animam, criticas negativas e mal colocadas desestimulam. As pessoas deveriam saber melhor o efeito que um bom elogio causa no amigo, no companheiro, e, principalmente, no funcionário. 
Não adianta nada lastimar o que foi perdido se não houve demonstração de valorização. E ninguém fica onde não é valorizado. Pessoa alguma "não tem opção melhor", a concorrência existe em todos os aspectos da vida e quem não valoriza, perde. 
Ninguém suporta por muito tempo um relacionamento em que, apesar da doação, não há retribuição de carinho, de afeto, de palavras doces. Não se trata de exigência de gratidão, mas de um anseio humano natural em ver a reciprocidade do empenho, amor, carinho e dedicação que tem. 
Assim nas amizades, nos namoros, nos casamentos como nas relações de trabalho. O bom perderá a boa vontade em dedicar-se quando perceber que não é valorizado, que é tratado como qualquer incompetente que se “faz” de competente. 
O elogio é, portanto, a melhor forma de incentivar as boas atitudes do filho, da criança, do amado e do empregado. Se você quiser ter um filho rebelde reprima as más condutas e não elogie as boas. Será natural que a criança pense: “Por que quando faço tudo certo ninguém fala nada? Só falam quando erro? Logo, por que me esforçar para acertar?” 
E o mesmo surge na mente do adulto que não se sente valorizado, respeitado e estimado. É praticamente um “silogismo” doente, mas é uma conclusão humana, muito humana. 
Portanto, se você não quer perder o filho para a rebeldia, o parceiro para a solidão ou para outra pessoa e o empregado para outra empresa, elogie e demonstre que valoriza os acertos. Falar só dos erros não leva a nada. A nada de bom. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 26 de março de 2014.

Os sem humildade

Os sem humildade 

Como é feia a falta de humildade! Como é triste pessoas mentirem que possuem mais do que tem, que são melhores do que são. Pessoas boas não precisam apregoar virtudes, pobres não precisam envergonhar-se de sua situação. 
Na verdade, quem tem algo não exibe, não expõe, inclusive a própria paz e felicidade, a própria inteligência. Tem coisas que, quanto mais sigilosas e discretas, mais verdadeiras são. 
No entanto eu vejo muito “intelectualzinho de faz de conta” apregoando suas virtudes, seus conhecimentos, elogiando a si mesmos e negando qualquer dificuldade que possam ter. 
Eles não admitem suas fragilidades, eles são fortes, batalhadores, inteligentes e superiores a praticamente todas as pessoas. São um paradigma de perfeição, de justiça e de QI avantajado. 
Essa gente orgulhosa de si mesma me irrita, me anoja! Você deve saber quem você é, você deve ser contente com o que fez, com o que construiu, mas isso jamais vai lhe dar o direito de colocar-se na posição de exemplo de superioridade. 
“O santo deixa de ser santo a partir do momento em que se reconhece como tal”, já li algo assemelhado em algum lugar e nunca mais esqueci. Quem é bom não precisa se “mostrar”, basta demonstrar e contar com o tempo, o único senhor da razão. 
Se ninguém der valor? Azar, infeliz é a pessoa incapaz de reconhecer virtudes, competência e dedicação. Desnecessário, porém é falar demais, expor-se demais e, principalmente, elogiar-se demais. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 26 de março de 2014.

Fofoqueiros

Fofoqueiros 

Sabe por que a fofoca existe? Pela maldade das pessoas infelizes que necessitam criticar, inventar coisas e malbaratar ao outro para sentirem-se menos desgraçadas, menos pequenas e menos inferiores. 
Sabe por que a fofoca se espalha? Porque a maldade de quem inventa encontra eco na pequenez de espírito e falta de caráter dos outros. A fofoca tem início no sentimento de inferioridade, de perda, de fracasso. 
 Pessoas felizes e bem sucedidas em suas vidas não criticam as outras e nem inventam mentiras a seu respeito. Pessoas felizes usam seu tempo sendo elas mesmas, curtindo seu doce mundinho, enquanto as recalcadas de vida infame usam suas línguas venenosas destilando veneno para não morrerem afogadas nele. 
A grande maioria dos fofoqueiros são invejosos, mas nem todo invejoso é fofoqueiro. Existem os mais discretos, mais calados e, pode-se dizer, mais inteligentes. O fofoqueiro é o invejoso burro, o invejoso intelectualmente defasado. 
Não lhe basta ter a intrínseca vontade de ser o outro, de ser como o outro e de querer possuir o que ele possui, é preciso ser tosco o suficiente para criticar-lhe e, assim, aos olhos de pessoas mais espertas e inteligentes, deixar óbvio o teor de seu recalque, de sua pouca estima por si mesmo e pela sua própria vida. 
Não bastasse a inveja, a fofoca também é irmã da falsidade. Quase todo fofoqueiro gosta de aproximar-se e fazer-se de amigo do individuo que irá menosprezar e inventar coisas a respeito. Aliás, os fofoqueiros fazem mais fofocas sobre quem lhe considera seu amigo, do que sobre quem não convive com eles. 
Eu disse “quem lhe considera seu amigo”, porque o fofoqueiro não é amigo de ninguém: ele fala mal até da própria mãe. Todavia ele faz de conta que é amigo de todos para poder ter mais "assunto" e fazer mais intrigas. O fofoqueiro, por ser um invejoso nato, não é leal, não é sincero, não é fiel e, por fim, não é nada, nada confiável. 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 26 de março de 2014.

terça-feira, 18 de março de 2014

Acima

Acima 

Quando seu coração está cheio de amor, quando sua mente está equilibrada, quando tudo na sua vida começa a dar certo, pessoas infelizes, frustradas e problemáticas não lhe aviltam. 
Pelo contrário, você vê as suas atitudes tragicômicas e sente pena, muita pena. É lamentável, mas o mundo está cheio de pessoas psiquicamente doentes, de pessoas ignorantes, maldosas e despeitadas. 
 Pessoas que sentem inveja da sua felicidade, da sua alegria, simplesmente porque as suas vidas medíocres e insossas não mudam, simplesmente porque, de tanto lastimar as oportunidades que perderam elas não conseguem evoluir, elas não conseguem ser plenamente felizes. E isso é triste. Muito triste. 
Ver pessoas emocionalmente capengas tentando atrapalhar a paz alheia, humilhando-se em prol de objetivos vis e maldosos é sempre uma má surpresa, algo que, na realidade, não gostaríamos sequer de tomar conhecimento. 
Apesar de tudo, tendo em vista que não podemos fugir das ocorrências sórdidas da vida, nos conforta e motiva saber que estamos acima dos desejos reles de pessoas de mente adoentada: por mais que elas tendem, elas não roubam o que é nosso. 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 18 de março de 2014.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pense e repense

Pense e repense 

Mais do que ninguém eu sei como é difícil, mas justamente por isso é compensador: pensar, pensar muito, uma, duas, três vezes antes de falar, escrever ou fazer algo! 
Se for pra dizer que adora, que está tudo bem, tudo zen, não é preciso muita reflexão, mas se for pra dizer algo que não seja tão agradável, pense, pense muito! Não confunda impressões momentâneas e, não raramente, fruto de suas "nóias", com algo que merece ser expressado! 
Ore pedindo paciência, durma, leia um livro, faça qualquer coisa, mas não fale e nem tome atitude alguma sem pensar muito antes! Segure a vontade de mandar se ferrar, de mandar crescer, de mandar ser gente ou sumir da sua frente. 
Respire fundo, conte até mil e apenas depois, se ainda assim achar que vale a pena, fale. Até mesmo porque, é uma burrada conviver com alguém e omitir-lhe opiniões importantes a respeito de como você se sente com seu proceder ou pensamentos. 
Conversando todo mundo se entende, mas se ofendendo ou entrando em jogo de culpas, não. Antes de um “foda-se”, pense, repense e, se for relevante, explicite. As relações humanas dependem de respeito, sinceridade e transparência para fluírem bem, do contrário naufragam. 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 24 de fevereiro de 2014.

Ciumentos: modo de usar.

Ciumentos: modo de usar. 

Pessoas ciumentas são previsíveis: elas são ciumentas. Nem sempre ter ciúmes significa ser inseguro, muitas vezes o parceiro do ciumento é mais inseguro do que ele e menos ciumento. Acredite! São coisas da vida! 
Você pode se sentir super seguro sozinho, saber do seu potencial, das suas habilidades e de tudo em você que conquista ao outro, mas ao mesmo tempo, pode entrar num relacionamento e passar a sentir ciúmes. Ser ciumento não significa necessariamente insegurança, mas possessividade, isto sim! Tomar o outro como seu e não querer dividi-lo nem em pensamento com alguém. 
De todos os defeitos o ciúme pode ser o menos letal num relacionamento, basta saber lidar e respeitar quem o sente. Um exemplo, você não oferece doce a diabético certo?! 
Então não provoque um ciumento! De regra o ato de provocar a pessoa ciumenta chama-se provocar ciúmes e isso confirma a insegurança do parceiro do ciumento, do contrário não se estabelecem embates pelo ciúme do outro. 
Silenciar é a regra para fazer o outro sentir-se mais à vontade. Não adianta lhe contar cada piscadela que você recebe, cada “gostosa” que você ouve, cada cantada de péssimo gosto que é obrigada a ouvir, a menos que você queira problemas. 
Ah, mas você não deu motivos?O ciúme é irracional, você não precisa ter dado motivos para o ciumento sentir ciúme, aliás, é bem provável que se você lhe der motivos ele lhe dê um pé na bunda de imediato. 
Se você sabe que o namorado não gosta que você saia com aquele vestido curto, porque sair, para que usá-lo? E se sair, vai contar que o carinha do posto de gasolina ficou lhe comendo com os olhos? Contar pra que, para testar os nervos do outro ou para fazer uma massagem no seu ego? 
É fácil lidar com gente ciumenta. Não é preciso mentir, mas se controlar, omitir o máximo de coisas capazes de causar-lhe ciúmes, pois, com certeza as que ele consegue inventar sem que você conte já lhe perturbam bastante! 
Pessoas ciumentas, eu já disse, são irracionais, possessivas, passionais, mas também muito, muito previsíveis! Elas vão mexer no seu celular na primeira oportunidade, no seu computador, no porta luvas do seu carro, nos armários da sua casa. 
Talvez elas não descubram coisa alguma, talvez achem um remédio para taquicardia e desconfiem que você já foi usuário de cocaína! Sim, eu não falei?! Esqueci-me, mas pessoas ciumentas são muito, muito desconfiadas e um tantinho criativas! 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 24 de fevereiro de 2014.

Sinais II

Sinais II

Nunca conheci homem infiel que se declarasse como tal, gente desonesta que confessasse suas más intenções ou mulher que se fizesse de santa e prestasse. As pessoas não demonstram quem elas são quando elas têm algum interesse em você ou no que você possa representar. A sinceridade foge pela janela quando o interesse entra pela porta. 
O marido vai trair e vai continuar dizendo que ama a esposa e a família que tem, o político corrupto vai fazer campanha cheia de promessas e vai colocar as mãos no dinheiro público na primeira oportunidade e a falsa santa vai pegar até homem casado pra dizer que “pode”! 
Você vai sempre estar negociando com o profissional mais competente, se relacionando com o amante mais apaixonado e fiel, casado com a pessoa mais correta, enfim, no que depender de gente com más intenções eles sempre serão perfeitos para você. 
Acontece que a vida é 1% do que se ouve e 99% do que se vê, do que se percebe, intui e sente, logo, ou você aprende a enxergar sinais e a observar o que não é dito, ou então, meu caro, você tá é mal preparado pra vida! 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 24 de fevereiro de 2014.

Mentiras e outras más manias

Mentiras e outras más manias 

Tem gente que não passa um dia sem comer chocolate, um dia sem um café, um dia sem uma coca-cola, um dia sem um beijo, um dia sem falar com o namorado, um dia sem dizer "eu te amo", um dia sem sorrir, um dia sem dar gargalhadas! 
 E tem também quem não passe um dia sem mentir, sem se gabar, sem se enaltecer. Tem quem goste disso, mas, a verdade é que tem quem goste do olhar e tem quem goste dos olhos. Eu gosto do olhar, ele não engana. 
A maioria das pessoas tem uma necessidade aparentemente doentia de expor suas qualidades, suas virtudes, de enaltecer o que possuem, o que sua família tem, o que seu tataravô foi, o que sonha em ser, enfim. 
É muita vontade de se aparecer, de mostrar-se virtuoso, digno, rico, fino, elegante e sincero quando nem sempre se é. Afinal de contas, se é, porque falar, porque dizer? Virtudes as pessoas reconhecem, não é preciso que você as exponha. 
Ademais, fora esse hábito de exibir-se existe a maléfica mentira! Tem gente que adora, que não vive sem! E quem mente, obviamente, mente sempre a seu favor! Mente que sabe mais, mente que pode mais, que é mais inteligente, fiel, leal e decente do que todos os seres humanos do mundo. 
Quer ver uma coisa? Qual a esposa mais decente e dedicada do mundo? A sua! Ela é incapaz de baixaria, ela é elegante, fiel, honesta e apaixonada. Não fala besteira com as amigas, não paquera homem nenhum. E vai ser sempre assim. 
Vai ser sempre assim porque você confia nela, porque ela diz que é assim e porque você a ama! Mas, sobretudo, reprisando: confia no que ela diz. Logo, você pode estar casado com a mais vadia das mulheres ou com a mais falsa e mau caráter, vai continuar achando ela “legal” até o dia em que se divorciar e as verdades virem á tona. 
Enfim, a maioria das pessoas puxa brasa pro seu assado! Faz propaganda de si mesmo, enfeita as suas histórias, esconde o que lhe convém, revelam o que de bom existe e, algumas, inventam virtudes. É a vida, ou você abre o olho ou se dana! 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 24 de fevereiro de 2014.

Segurando cachorros

Segurando cachorros 

Você tem o direito de estar cansado, estressado e até mal humorado. Você só não tem o direito de ser injusto, de tratar mal quem lhe trata bem, de ser estúpido com quem quer lhe agradar e é carinhoso com você. Fique em silêncio, coma um doce, durma, mas não seja grosseiro com quem nada lhe fez. 
Tente dar a César o que é de César ou então não dê nada de ruim para ninguém, beba um drink, coma um chocolate, fume um cigarro, mas não macule a paz de espírito de quem não lhe faz mal algum, porque com certeza essa pessoa também tem as suas próprias agruras. 
Ninguém tem a família perfeita, o lar mais cheio de paz e tranquilidade do mundo, ninguém tem a vida perfeita. Todos têm seus problemas, passam por seus perrengues, mas isso não dá a pessoa alguma o direito de ser estúpida e grosseira com as outras. 
Se todos saírem pela manha, de suas casas, dispostos a descarregarem nos outros as suas frustrações, o mundo vai se tornar um local péssimo e a convivência humana praticamente impossível de ser usufruída prazerosamente. Vai ser um inferno! 
Portanto, deve imperar a lógica do “segure seus cachorros que eu seguro os meus”, cada um se contém, pensa duas vezes antes de falar e assim a paz se mantém nas relações humanas, afinal, ninguém quer viver no inferno certo?! 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 24 de fevereiro de 2014.

Paciência e relacionamentos

Paciência e relacionamentos 

Você não está sempre 100%. É impossível viver sempre no giro máximo! Estar sempre empolgado, sempre animado, sempre bem humorado! Um dia tem 24 horas e nem todas são boas! 
Às vezes você cruza com uma pessoa inconveniente, ouve uma brincadeira sem graça, fica sabendo do que não gostaria de saber, enfim, viver é se equilibrar entre os altos e baixos de um dia só, mais ainda de uma semana, de um mês. 
É por isso que todo relacionamento é um exercício constante de paciência. O amor? Ah, o amor é muito, mas sem paciência meu caro, ele não faz nada, apenas se torna uma grande e bela ilusão. 
Amar é aceitar as mudanças de humor do outro, em especial os momentos “depres”, as fases ruins. Não à toa os padres dizem “na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza” (não necessariamente nesta ordem). 
Os momentos bons são fáceis de serem vividos, são risos, brindes, beijos, abraços, sorrisos, os momentos bons são os de sintonia pura e total, mas uma relação não é só bons momentos, logo, se você não está preparado para os reveses, não assuma um relacionamento sério, não case, não more junto. 
Na alegria tudo é fácil, na tristeza tudo se complica. O humor muda, a paciência diminui, a tolerância se abala. Quem é capaz de enfrentar dificuldades e crises junto com o parceiro enfrenta qualquer situação. Isso é saber se relacionar. 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 24 de fevereiro de 2014.

Coisa banal?

Coisa banal? 

Outro dia eu li uma dessas postagens em forma de foto que se coloca no Facebook e fiquei um tanto atônita, sei lá se por ser meio vulgar ou simplesmente excessivamente sincera. 
A postagem dizia pra mulher não fazer jogo, se estiver a fim de dar que dê na primeira, assim se for ruim ela fica sabendo logo de cara e se for bom e o sujeito não ligar é porque ele é um machista babaca e a “dama” descobriu isso logo. 
Nunca fui de me “fazer”, mas sou a favor de pensar antes de tomar atitudes importantes e, na minha modesta opinião, fazer sexo com alguém é uma coisa importante que, via de regra, deve ser feito com quem tem alguma importância em nossa vida. Redundante né!? Talvez, mas é isso! 
Hoje em dia sexo não é mais um assunto natural, hoje em dia parece ter se tornado uma coisa banal. As pessoas saem de casa com a intenção de “caçar” alguém e ir pra cama com ele. Beijar já é algo íntimo, mas dar beijos tornou-se coisa do passado, o negócio da mulherada é sair com camisinha na bolsa e lingerie alinhada para poder tirar a roupa qualquer hora do dia. 
Tenta-se de tudo pra seduzir, calça jeans que levanta o bumbum, soutiens com “bojo”, silicone nos seios (mas muito, muito mesmo!), malhação pesada, bronzeamento artificial. A sensualidade e a sexualidade se uniram de uma forma assustadora! 
Só que o problema começa na generalização. Agora os homens não podem ver uma mulher fazendo agachamento que eles já acham que elas querem “piriguetear”, você não pode usar um vestido curto, um decote: seu objetivo é seduzir. 
Mas ainda existe quem queira sentir-se bem consigo, quem aceite um convite para jantar sem a intenção de tirar a roupa depois. Acho que está na hora dos homens abrirem os olhos: nem todas são iguais. 
Não precisa atacar a moça no carro depois de jantar, ela não é sobremesa. Periguete que se preze vai se insinuar, vai lhe amassar e vai dar todos os sinais de que está a fim, afinal de contas elas querem ver se você é bom de cama na primeira, certo? Então não estrague um encontro com uma moça que preste sendo afoito, não queime o seu filme! 
Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 24 de fevereiro de 2014.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sem noção

Sem noção 

Depressão, ansiedade, fobias e pânico são doenças. Doenças graves. São problemas tratáveis. Me indigna, me anoja e me irrita é gentinha louca de sem vergonha que age de forma descarada e desvairada e não ousa procurar um médico psiquiatra pra ver se é enquadrado num dos centenas de transtornos de personalidade existentes. Cura? Talvez não exista. Mas quem sabe uma internação temporária pra "desafogar" o mundo. É muita gente doida de sem noção neste mundo, é muita gente doente de mentirosa, de safada e de sem vergonha esperando para fazer “presas” por ai. Pessoas sem educação, sem limites, sem noção do ridículo, do exagero, do que é ultrapassar a linha do aceitável para o inaceitável, do certo para o injusto. Enfim, é muita gente imbecil e desnecessária enchendo o saco e a paciência de pessoas honestas, decentes e educadas que não conseguem se defender muito bem das suas artimanhas maliciosas. Seria uma benção se existisse remédio para seus transtornos de caráter. A parte boa e ponderada da sociedade agradeceria. 
 Cláudia de Marchi 
 Sorriso/MT, 14 de janeiro de 2014.

Excelências

Excelências 

 Às vezes me assusto neste mundo de “excelências”: ninguém nunca se acha medíocre, ninguém se acha pequeno, ninguém se acha pouco ou “mais ou menos” em nada. 
 Todos são bons. Bons amantes, bons maridos, bons profissionais, competentes, inteligentes, batalhadores, enfim, excelentes. Será que sou só eu que duvido de mim de vez em quando? 
Às vezes parece-me que as pessoas não se questionam mais, que elas confiam em si de forma praticamente cega. Nada mal confiar em si mesmo, mas tudo o que é demais sobra e é esse “além da conta” que me espanta! 
O fato é que todos têm dias ruins, dias bons, dias de certezas, dias de dúvidas. Ninguém tem a vida perfeita todo santo dia. Todo mundo tem um dia ruim de vez em quando e é para esses dias que a gente precisa de fé e de paciência, para os demais, bastam sorrisos e autoconfiança. 
 Cláudia de Marchi 
 Sorriso/MT, 14 de janeiro de 2014.

A importância

A importância 

Depois que atingimos certa maturidade nos tornamos seletivos para tudo, desde aquilo que irá nos enaltecer até aquilo que irá nos desapontar, enfim, não é e nem será qualquer coisa que terá algum efeito em nossa alma. 
Segundo o psicanalista Aglair Grein: “Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita.” E está é uma grande, uma enorme, uma imensa verdade! 
Tudo depende da importância que a gente dá, da atenção que direcionamos. Pequenos problemas se tornam grandes se dermos muita atenção a ele. 
Da mesma forma que pessoas desimportantes podem se tornar relevantes dependendo da atenção que lhes dermos. E é por isso que eu priorizo quem eu amo e só me abalo com a opinião de quem eu amo. 
Os outros, para mim, são apenas os outros e sua opinião, não me interessa. O que me importa são os pensamentos de quem se importa comigo, de quem convive comigo, de quem me conhece. 
 Cláudia de Marchi 
 Sorriso/MT, 07 de janeiro de 2014.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Feliz

Feliz 

De tanto conviver com as pessoas a gente acaba se desapontando demais. É uma decepçãozinha ali, outra acolá. É deslealdade, falta de carinho, de afeto, de atenção, infidelidade, inveja, falsidade. 
E a vida segue, uma ferida abre, outra cicatriza e nessas idas e vindas a fé no ser humano se esvai. Mas daí a vida nos surpreende com uma pessoa especial, diferente das outras, que leva você a sério, que lhe entende, lhe respeita, não sente inveja, não menospreza suas dores, seus pesares. 
Uma pessoa que, simplesmente, combina com você! Então você se reanima e pensa que viver em sociedade, no fundo, vale a pena. 
Uma pessoa aparece e muda tudo? É, exatamente assim, mas enquanto isso não ocorre você se distrai amando quem lhe ama e dando carinho aos seus animais de estimação, pois nem tudo está perdido. 
Ademais, os nossos bichinhos trazem consigo o dom de amar, porque não existe amor sem doação, sem abdicação e eles conhecem estas dádivas melhor do que qualquer ser humano que, nada mais é, do que agraciado com o seu carinho, a sua entrega. 
Animais amam sem esperar nada em troca, eles lhe amam independente da sua beleza, da sua conta bancária, da sua finesse, elegância ou beleza. 
E esta é a base do amor verdadeiro. Se a maioria desconhece tal lição, é a minoria que a conhece que consegue ser, realmente, feliz na vida. 
Cláudia de Marchi 
 Sorriso/MT, 02 de janeiro de 2014.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Você e alguém

Você e alguém 

 Você vive imerso em certezas. Você acha que não deve fazer isso, que aquilo nunca dá certo, que aquele outro é uma péssima ideia. Pois então chega alguém ou vem a vida e derruba as suas convicções. Chega aquela pessoa que faz todas as suas certezas se tornarem interrogações, que vira o seu mundo do avesso e faz você ver que a sua vida era uma reles existência mal vivida sem ela. 
É, parece mentira, mas isso acontece e você só percebe que a sua vida era um vazio cheio de convicções frágeis quando cruza com alguém cheio de amor para lhe dar. C´est l avie. 
Entretanto, a gente se deixa e se torna um pouquinho das pessoas com as quais nos envolvemos e deixamos para trás. Não adianta, é quase impossível fugir disso, porque o verbo é "envolver".
A gente aprende, a gente ensina e depois, segue adiante, não para, mas deixa um pouco da gente e leva um pouco do outro, todavia os sábios fazem disso algo para se tornarem pessoas melhores, os outros se fazem de vítimas ou não fazem nada. 
Tal qual Antoine De Saint-Exupery: “lembrando que há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço”. E o outro é sempre melhor que antes, até mesmo o outro de nós mesmo no qual nos transformamos de tanto conviver com outros que não valeram a pena. 
Cláudia de Marchi 
 Sorriso/MT, 19 de dezembro de 2013.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Reclamantes

Reclamantes 

Eu tenho ojeriza a reclamações. Não suporto gente reclamando da vida perto de mim e olha que o saco da minha paciência, ao longo da minha vida, tornou-se grande e muito, muito maleável. 
Mas pessoas "reclamonas" não têm vez na minha vida, no meu dia, sabe por que? Por que na maioria das vezes as suas reclamações são vazias, elas não vêm acompanhadas de atitudes e isto me indigna. 
Se algo está ruim, pense, faça algo para mudar, ficar parado, reclamando não vai ajudar, pelo contrário, vai atrair ainda mais coisas ruins, porque você atrai o que você emana: negatividade atrai negatividade! 
Sempre foi assim e sempre será! Então, se o seu plano é chorar pitangas, reclamar da sua vida enquanto você continua fazendo as mesmas coisas todo o santo dia, sugiro, não se aproxime dos meus benditos ouvidos. 
Mude de atitude e ganhe o meu respeito, porque ficar inerte reclamando da vida enquanto nada se faz para que ela mude é assinar um atestado de insanidade mental e, meu amigo, lugar de loucos é em sanatório! 
Cláudia de Marchi 
 Sorriso/MT, 16 de dezembro de 2013.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O tempo

O tempo 

Nada na vida se dá em vão. Tudo ocorre porque e quando tem que acontecer. A vida não pára para você buscar respostas para seus questionamentos, logo viva mais, se indague menos, tenha mais fé e confia, pois o arquiteto do Universo não falha e não comete equívocos. 
Se hoje você acha que algo está errado, espere o dia de amanhã, o atraso de agora pode ser o acidente evitado naquela que era a hora certa. Portanto, pense mil vezes mil antes de lastimar algo, apenas viva bem a vida como ela se apresenta, encare as mudanças de trajeto e seja feliz! 
 Logo, não acredite em tudo o que você ouve ou vê, nove em dez vezes a verdade está escondida naquilo em que não é dito e não é visto, mas desvelado com o decurso do tempo, pois este sim é o maior amigo da verdade, o verdadeiro senhor da razão. 
Quando você for dizer que alguma coisa "é" ou que você tem certeza de algo, pense que a vida muda, que o mundo gira e que a palavra de ordem é "estar", pois hoje você pensa de uma forma porque está de um jeito, mas amanha estará de outro pensando de outra maneira. Pense nisso. 
 Diante dos efeitos do tempo pra que se martirizar? Pra que sofrer? Pra que dar atenção a coisas pequenas e a mediocridades se a vida oferece um mar de oportunidades todos os dias? Sofrer? Uma questão de opção! Ser feliz? Uma decisão! 
Ademais, lembranças e coisas precisam ser selecionadas: não são todas que você precisa guardar, do contrário elas se tornam "tralhas" e tralhas são desnecessárias. 
Cláudia de Marchi 
 Sorriso/MT, 12 de dezembro de 2013.

As voltas da vida II

As voltas da vida II 

 Algo estranho esta ocorrendo comigo. Eu tento, eu busco, eu digito, eu deleto, eu penso e as palavras me fogem, as ideias se embaraçam. Mas, ora, justo eu? Eu não sou o tipo de mulher que fica sem palavras. Mas eu estou. O Renato Russo que me perdoe, mas não sou um animal sentimental apenas, sou um animal que se vicia em tudo que lhe cativa, seduz, encanta ou satisfaz. 
Eu não sou o tipo de mulher que se embaraça. Mas eu estou embaraçada. Muito embaraçada. Embaraçadíssima. É, meu caro amigo, a vida dá voltas e pobre coitado aquele que duvida das voltas que a vida dá! 
O fato é que não basta ser lindo, não basta ser afável, não basta ser simpático, não basta ser amável, não basta ser nada se não combina com você, pelo contrário será perfeito se combinar. Só por Deus! 
Não é preciso de muito para ser feliz: basta uma consciência tranquila, paz de espírito e contentamento com aquilo que se tem e com quem se é. A felicidade ocorre quando você para de procurar por ela fora de si e a encontra dentro de seu coração.  
E como é bom encontrar o sol dentro de si depois de passar por algumas tempestades! A sensação de que tudo valeu a pena é imensuravelmente boa e ela pode ser despertada por outra pessoa. Sim, a sensação de estar apaixonado! 
De repente os seus sentimentos e você mesmo deixa de ser o foco da sua existência outro ser passa a ter toda a importância do seu mundo e, assim, quando a sua atenção se torna para outra pessoa, você se sente pleno e descobre que pode ser completamente feliz. 
 Do nada surge um dia ensolarado no amago do seu ser, basta um olhar, algumas palavras, um sorriso, a troca de alguns pensamentos para a sua vida ganhar vida! E o seu mundo ter outro sentido. É, são grandes e belas as voltas que a vida dá! 
 Cláudia de Marchi 
Sorriso/MT, 12 de dezembro de 2013.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Nova

Nova 

 A vida nos modifica, mas, sobretudo, a gente muda quando nos descobrimos, quando nossas experiências caem sobre nós e deixam lições indeléveis em nossa alma.  
A gente se modifica quando para de reclamar e começa a aprender. Eis que chega dezembro, o ultimo mês de um ano de profundas mudanças na minha vida material e psíquica. 
Ano em que eu fui atrás de mudanças, ano em que mudei de cidade, de Estado e de vida, ano em que, principalmente eu mudei. Mudei meus anseios, minhas metas, meu jeito de ser e de viver. 
As minhas experiências de vida, de uma hora para outra, tornaram-se sabedoria, tornaram-se serenidade, embora, sei muito bem, falte muito para eu me tornar uma pessoa sabia, mas sou, hoje, muito melhor do que fui ontem. 
Mas ainda assim não agrado a todos. Nem quero, benzadeus! Então as pessoas me perguntam por que e como eu estou tão serena, tão calma, tão em paz, e eu respondo que é a maturidade. 
O fato é que eu deixei de me importar com o que não me faz bem, deixei de dar importância para a opinião de pessoas toscas que só enxergam o próprio umbigo e comecei a entender que o que passou teve um motivo para ter ficado no meu passado e não estar mais no meu presente. 
 Então eu percebo a perfeição latente da vida e vejo que não existe outra forma de viver que não seja com pacificidade, calma e amor. É engraçado ver as pessoas e suas conjeturas a respeito da nova Cláudia: “como você esta calma, serena, está tomando algum remédio?”, “você não é assim, eu lhe conheço”, “você esta com a tireoide desregulada”. 
Enfim, as pessoas chegam a pensar que me conhecem mais do que eu a mim mesma! Mas não conhecem se conhecessem saberiam, ao menos, os maus bocados que passei para encontrar a paz e a tranquilidade que hoje resplandecem em meu ser. 
Todavia, não me importo com os julgamentos alheios, eu sou quem sou hoje porque aprendi a me conhecer, porque sei quais são as minhas fraquezas, as minhas virtudes e, principalmente, quem merece o bem querer da nova pessoa que eu me tornei e quem merece uma risadinha amarela e o meu desprezo. 
 Cláudia de Marchi 
 Passo Fundo/RS, 1º de dezembro de 2013

Merecidas

Merecidas 

Paz, tranquilidade de espirito e felicidade devem ser merecidas. Pessoas atormentadas não sofrem em vão por mais que elas tentem fazer-se de vitimas. No fim das contas a vida mostra quem tem razão. 
A justiça pode falhar, os juízes podem falhar, as pessoas podem se fazer passar por “coitadas” e enganar seus conhecidos ou amigos, mas dificilmente uma pessoa enganará a si mesma. 
E é lá, dentro dela, que a justiça divina se faz, então a pessoa que sofre atormentada, direciona a raiva de si mesmo contra alguém e, nutrindo este sentimento, ingere seu próprio veneno na esperança de matar ao outro. 
Quando você ver uma pessoa revoltada, um individuo que sente muita raiva de alguém, pare e analise, provavelmente esta pessoa trás consigo alguma culpa mal direcionada. 
 Pessoas amargas e atormentadas não são inocentes, elas só fazem de conta que são. No fundo elas têm dentro de si um mar de razoes para serem como são, não a toa a revolta predomina em sua alma. 
 Cláudia de Marchi 
 Passo Fundo, 1º de dezembro de 2013.

Fingidos

Fingidos 

As pessoas fazem tanta questão de usar máscaras, de fazer-se de fortes, de imponentes, de autossuficientes e bem resolvidas que, a tal tipo de gente eu já não dou mais a minha atenção, o meu carinho, o meu afeto, a minha vontade de ajudar, de auxiliar. 
 Se estão tão bem sem mim, então continuarão bem. Se estão felizes, se realizaram-se? Continuarão assim! A vida ensina a gente a dar atenção a quem é humilde e a quem sabe reconhecer que, de uma forma ou outra, sente necessidade da existência e do afeto da gente. 
 Se as pessoas tentam fazer-se de emocionalmente independentes para "abalarem", elas conseguem, me abalam tanto que eu desisto, definitivamente, delas. Elas fingem que estão por cima e eu finjo que acredito, esta é a verdade. 
Não nutro mais carinho ou consideração por gente ingrata ou que se faz de vitima dos atos alheios, não mereço ouvir gente culpada se fazendo de inocente, a vida é muito curta para usarmos o pouco de nosso tempo ouvindo asneiras. 
Não tenho mais vontade de ajudar quem não se ajuda, não tenho mais vontade de estender a mão a quem se faz de independente e “de bem com a vida”, de feliz e realizado. Eu finjo que acredito na sua “realização” e fica tudo bem. Simples assim. 
Cláudia de Marchi 
 Passo Fundo, 1º de dezembro de 2013.