Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 14 de junho de 2011

Vingança

Vingança


A vingança é praticamente um instinto humano: ele me machuca, um dia eu vou machucá-lo, ele me roubou, um dia eu o farei perder dinheiro, vida, beleza. O problema da vingança é apenas o pronome que vem antes do desejo vingativo: eu. Não cabe ao homem de bem buscar a vingança e se afundar em ódio.
Como todo instinto humano o de se vingar tem dois lados, aquele que satisfaz e aquele que rebaixa, que iguala em maldade, perfídia e baixeza moral o vingado e o vingador.
O homem é responsável por seus atos, não pelos dos outros. A fé na Justiça Divina é o melhor benzodiazepínico para acalmar as almas iradas e imersas em ódio e vontade de se vingar. A fé é o melhor remédio para todos os males da vida humana, esta é a verdade.
Quem sabe que age com justiça para com seus semelhantes, quem sabe que faz o que pode para não causar discórdia, para não magoar ou humilhar em quem lhe cerca e possui “aquela” força interior proveniente da fé de que existe um Ser Superior analisando suas condutas, suaviza seus sentimentos e entrega seus problemas a este Ser. Este homem pode sentir raiva, vontade de se vingar, de maltratar, mas a fé abranda o coração que ferve em ira.
Ninguém sai desta vida sem que pague cada palavra mal colocada, cada gesto que feriu quem não merecia, cada atitude injusta, cada estupidez, cada lágrima que fez um inocente chorar, cada traição, cada mentira, cada engodo. Acredite, você pode pensar que aquela pessoa que lhe maltratou não sofre, mas se não sofre, vai sofrer, e ela não depende de atos errôneos seus para pagar o que lhe fez.
Não é preciso você agir para se vingar, basta confiar no fato de que todos pagam na terra os seus erros, pequenos ou grandes, cometidos contra quem não merecia. Ah, mas e se no futuro aparecer a “oportunidade” de você dar uma pisadinha em quem já lhe atropelou?
Meu lado demasiado humano diz que “boas oportunidades” são dádivas e podem ser moderadamente aproveitadas, meu lado hipócrita diz que não vale a pena se vingar depois de tanto tempo. Mas, embora eu tenha fé, deixo a hipocrisia que tanto desdenho, a parte: se a oportunidade surgiu, porque não aproveitá-la? Ela “apareceu” não foi criada por você, este é o diferencial.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 14 de junho de 2011.

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