Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Amor e necessidade. Amor ou necessidade?

Amor e necessidade. Amor ou necessidade?

A necessidade é uma visita chata que afugenta e faz o amor adormecer. Pode ser financeira, emocional, afetiva ou psíquica. Necessitar de alguém para se alimentar, pensar, sorrir ou ter equilíbrio não é amar.
O amor de verdade tem tudo, menos necessidade! Há prazer e vontade em estar na companhia do outro e faz-se o possível para isso. Há sonhos, desejos, pensamentos, metas e vontades afins!
Há a união de duas pessoas diferentes que se escolhem por admiração mútua, desejo e afinidades de anseios e caráter. Personalidade? Gênio? Nem sempre. A nossa personalidade, extroversão, introversão, pacificidade, brabeza, depende de nossa criação e até genética!
No amor a identificação é pelo caráter, anseios e forma de pensar as coisas sérias e profundas da existência humana. Amor é escolha livre, sem causa, sem medo, sem carência, seja ela da espécie que for! Só amamos o que admiramos o resto é confusão mental. Ou hormonal!
O resto é carência, insegurança, medo da solidão, medo da mudança, medo da aceitação! O resto é o que justifica 90% dos relacionamentos que existem: falta de um bom psicólogo e de amor próprio! O resto é conformismo, covardia, preguiça e comodismo.
Necessidade, inclusive! Necessidade de ter alguma companhia para chamar de “sua”, necessidade de ter alguém para dizer que tem, não que o coração acelere, que sorrisos sejam dados a distancia! Não que exista importância ou real afeto. Não que exista, sobretudo admiração e afinidades!
Alguns indivíduos quedam-se inertes em relacionamentos que lhes animam menos do que o barulho da entrega da pizza pelo motoboy! Ficam naquela do “morno”, do medo de ficar sozinho e de não ser aceito por outro, quando, na verdade, um bom terapeuta e um amor de verdade curariam os seus males. A começar pelo primeiro e mais importantes de todos os amores: o próprio! O que a gente sente por nós mesmos.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 21 de agosto de 2015. 

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