Sobre o verdadeiro pecado!

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"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Jovem mulher: foque na independência, seu futuro agradece!

Jovem mulher: foque na independência, seu futuro agradece!

Eu entrei na faculdade de Direito da UPF em 2000, há 15 longos e doces anos! Recordo-me do "trote" (pedir esmola em semáforo suja de ovos), recordo-me do Beccaria, do "Caso dos exploradores de caverna" e dos primeiros diálogos com minhas colegas: "Eu quero ser juíza", "eu quero ser advogada", "eu quero ser professora", "eu quero ser promotora", tinha até uma certa Claudia que queria ser política, quiçá presidente!
Algumas mudaram de ideia, elementar! Tempo bom, muito estudo e perseverança! O foco da minha vida era o curso, gravava aulas, depois "degravava", ia malhar, comprava livros e, festa, conto nos dedos as que fui, pois nunca fui fã de balada, era  chegada mesmo numa janta a dois e numa Coca-Cola zero, pois não bebia nada. Álcool engorda, e eu era daquelas jovens que não queriam ter uma misera celulite. Não tinha, na verdade.
Enfim, aquelas moças jovens com quem eu convivia na academia de Direito tinham planos profissionais, ambições lindas! Tinha uma que o namorado tinha um Fusca, outras que namoravam estudantes e eu, na época, vivia minha fase "reumatismo": ou era 15 anos mais velho, ou "não" tinha "assunto" comigo. Eu era uma idiota bem humorada e que me achava madura. Estranha? Sempre fui!
Fato é que, hoje em dia eu não ouço jovens com tantos planos profissionais, parece-me que o feminismo, que justifica a independência financeira das mulheres, foi trocado por uma infame ambição preguiçosa. Vejo jovens sem foco, sem sonhos, visando caras financeiramente bem dotados e que dirijam carro caro.
Vejo muitas engravidando e focando em ser dona de casa ou "a esposa" do fulano. Muitas das minhas ex-colegas estão tendo filhos agora, outras tiveram após tomarem posse no sonhado concurso que sempre almejaram. Outras estão apenas se casando.
Fato é que, não importa o quanto a gente ganhe com o nosso trabalho, fato é que só ele nos faz independentes do homem ao qual devemos apenas amar, não depender. Desejar, não precisar! Querer o corpo, admirar a essência e não o bolso ou a vida que o sujeito pode lhe propiciar. Filha, até a Raquel, vulgo Bruna Surfistinha, virou autora de obra traduzida para 15 idiomas lutando pela sua independência e você aí, em pleno 2015 escolhendo homem pela grana e dando de graça! Ah, “preze-se” minha cara!
Sinto falta de uma geração ambiciosa, porém lutadora de mulheres com foco em seu futuro profissional e não no sobrenome e conta bancária do pretenso futuro marido. Ai jovens, melhorem! As feministas não lutaram e lutam para vocês serem dependentes e fomentarem o machismo investindo em corpo e não em intelecto para "casar bem" e se contentarem com mesada ou pensão alimentícia.
Você com menos de 25 anos, seja "mais" querida! Beauvoir agradece e o bom senso e a moral idem. Seu futuro? Mais ainda! Estude, lute, batalhe por você, não dependa de ninguém porque dependência gera obediência e servilismo. E ninguém precisa disso para ser feliz!
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 03 de julho de 2015. 

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