Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

domingo, 9 de agosto de 2015

Pequeno manifesto sobre o sexo oral masculino medíocre.

Pequeno manifesto sobre o sexo oral masculino medíocre.

O sexo oral bem feito é, ao menos, um indicativo do quanto o sujeito realmente gosta de mulher e de sexo. Tem muito moço por aí pagando de “macho alfa”, pegando todas, dizendo que o “negócio” dele é mulher, que mulher é um “bicho” bom demais da conta que, na hora dos exercícios linguais, deixa a desejar.
O cara assiste vídeos pornôs tipo louco, quer mulher fazendo algo como “garganta profunda” e não desenvolve a sua parte. Simplesmente, o cidadão acha que a parceira, na vida real, é atriz pornô ou deve agir como prostituta: tem que lhe agradar, enquanto a alegria dele, além de gozar na garganta da criatura é meter pra dentro e dizer que é “bom de cama” por aí. Ah coitado, sinto vergonha alheia sua “omi”!
Sexo começa na boca, no beijo, na língua. Nada mais sensual e sexual que lambidas e “linguadas”, inclusive nos beijos que antecedem as próprias preliminares e, inclusive, a compõe. Mulher que gosta mesmo de homem, gosta de seu órgão sexual e já começa a sentir prazer por ter-lhe em sua boca. Isso sem carecer de chantilly e firulas afins que tiram o gosto do sujeito e, ainda por cima, engordam.
O sexo oral é um ato de desejo, de demonstração de “é isso que eu gosto”. E, o que tem de mal nisso? A meu ver, nada, aliás, sorte do homem cuja parceira gosta mesmo do que ele tem de “diferente” dela entre as pernas. O mesmo vale pra homens!
Homem que gosta mesmo de mulher e de sexo, cai de boca e de língua na parceira. Supera os nojinhos. Afinal, pra que nojinhos quando o assunto é sexo jovem? Na seara sexual até fezes ou sangue não devem ser vistas com maus olhos, menos ainda secreções, esperma e por aí a fora. São indícios de que a transa foi boa, são marcas do prazer que surgiram junto.
No entanto, em pleno 2015, época em que o macharedo se gaba por “sair” com uma mulher por dia, época de Tinder e de encontros sexuais diários, banais e comuns, ainda existe homem com ressalvas em fazer sexo oral na mulher. Talvez, toda esta facilidade esteja prejudicando a noção do macharedo mesmo. Como o sexo está fácil, eles não confiam e nem se dedicam as parceiras de tal forma que se acostumam com as caricias “unilaterais”: a mulher chupa, ele não. E, assim, o sujeito se sente o gostoso da paroquia!
Mas, por que a maioria das mulheres cai de boca nos homens e eles não? Primeiramente que, as que fazem isso com esmero é porque gostam da “coisa”, as outras fazem por obrigação e influencia machista tipo: “Éca, se eu não fizer, outra faz e ele me troca, então vamos lá! Boca a obra!”.
Todavia, nossa criação machista não impõe aos homens a necessidade de empenhar-se nas preliminares pena de nós acharmos um macho melhor de língua e boca do que ele né?! Então, nós evoluímos no quesito sexo oral e os machinhos que “morrem na guerra” não. Que vã ironia! Em época em que se vende bergamota descascada em super mercado se espera tudo!
Analisando os meus “ex” namorados eu constato algo muito, muito infeliz! Até meus 27 anos eu não tive um que fizesse um sexo oral decente ou que, sequer o fizesse! Tive dois namorados excelentes dos 20 aos 25 (casei com um), ambos mais velhos do que eu, carinhosos, mas péssimos nos exercícios “linguais” e, pra mim, tanto um quanto o outro eram “gostosos”! Arre, que vergonha de mim! Eu comia músculo e achava que era file mignon!
Todavia, eu não tinha a mesma postura segura e exigente que adquiri após meus 30 anos. Daí por diante, só tive namorados que se dedicavam de corpo, alma e língua a mim. Desde a primeira transa, todos dedicados.
Seria, por que eles sabem que uma mulher com minha atitude e personalidade se não for bem devorada manda se catar? Talvez, fato é que os sujeitos gostavam mesmo de me dá prazer. Acho que a idade trás essas benesses, a gente assusta alguns, mas eles sabem que somos, muito além de experientes em virtude dos anos vividos, exigentes e independentes.
A gente não fica com o cara ruim de língua, que acha que umas lambidas medíocres é sexo oral e que “meter o pau” é tudo, só porque ele nos agrada, é atencioso, carinhoso e nos leva em restaurantes caros. A gente não precisa de homem pra nada, só para nos fazer felizes e, obviamente, ser conosco feliz e, igualmente, realizado, na cama e, obviamente, fora dela! Da língua a alma, enfim.  

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 09 de agosto de 2015.

Nenhum comentário:

Postar um comentário