Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Tire suas regras do meu prato e da minha vida.

Tire suas regras do meu prato e da minha vida.

Ultimamente, nos meus relacionamentos afetivos e até nas amizades, eu enfrento olhares tortos para o meu prato! Se pego um pedaço de costela gorda, picanha com a gordura, ponta de peito ou qualquer carne “gorda” num churrasco, me olham e perguntam com um ar de superioridade e arrogância saudável: “Você vai comer essa gordura?”.
As pessoas são tão estranhas com essas manias saudáveis delas! Bacon não pode, torresmo não pode, salame e queijo frito não podem, gema de ovo não pode e por aí a fora. Tem que cuidar da saúde, do coração, da cintura e “blá blá blá”!
Será que essas pessoas acham que a única forma de morte é a natural? Um câncer? Um infarto? Um AVC? Será que elas não acham que ter uma vida super regrada, passar mil vontades, malhar até se extenuar, não beber, não comer gordura, mas desperdiçar bons e alegres momentos, daqueles que a gente vive ao redor de uma mesa farta, também não é uma espécie de “morte”?
Todo cerceamento radical mata algum prazer, alguma alegria. Ademais, a vida é tão perene para não tomar uma cervejinha, uma garrafa de vinho em boa companhia, para não comer carboidrato, para não jantar romântica e “fartamente” antes de uma noite de descanso e, quiçá, romance a dois! A gente não morre só de causas naturais meu filho! A gente pode morrer com uma bala perdida, atropelado, num acidente, num assalto, num atentado, num desmoronamento! A gente pode adoecer com uma doença totalmente inesperada, daquelas que não tem nada a ver com nossa cintura fina, corpo esguio e coração “100%”.
A vida é surpreendente no inicio, no meio e no fim, portanto, seja leve na alma, não na balança! E, se escolher não ser leve, por favor, não coloque o peso das suas paranoias no churrasco do meu domingo, na cerveja da minha sexta-feira, na minha macarronada, no meu molho temperado e no vinho que eu tomo quando tenho vontade.
Se regras não lhe matam, não lhe frustram, não lhe irritam e nem lhe “mauhumoram”, então tenha regras, mas não dite-as para mim, não imponha em minha vida os limites extra saudáveis que você impõe para si, porque, francamente, eu acho a vida muito curta para passar vontades.

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 21 de agosto de 2015

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