Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O machismo “de berço”.

O machismo “de berço”.

O machismo nasce em casa onde os pais criam os meninos como inábeis para algumas funções e ainda lhes dizem que “homem não chora” querendo desumanizar a criatura e sua sensibilidade. Faz-se isso e, após crescer, a mulher ganhará 30% a menos que o homem e, em muitas vezes, será vista com desconfiança se, além de cérebro, tiver uma aparência razoável.
Um ser para ser “olhado” e, quiçá, “pego” já que machista que se preze não sabe conquistar uma mulher que, igualmente, se preze. Os pais dizem para a filha não usar roupas curtas e se “dar ao respeito”, como se, pelo simples fato de ser humana não merecesse ser respeitada.
Você já ouviu alguém dizer a um filho homem: “Querido, você tem que se dar ao respeito!”? Meninos, idiotas ou não, já nascem com o direito garantido de serem respeitados, mulher precisa conquistar respeito.
Pais não dizem aos filhos que, por mais bêbada que a menina esteja, ele não tem o direito de se aproveitar da situação ou, ainda, que isso é crime. Todo o peso do julgamento recai sobre a mulher.
“Ah, mas tem mulheres muito atiradas!”, ter tem, eu não sou retardada, mas se atiram porque querem e não é por isso que uma mulher que está na “dela”, ou seja, “nem aí pra você” tem que aguentar flerte inconveniente, por exemplo. Basta procurar a mulher que quer o mesmo que você, simples! Com dois neurônios ativos e um QI superior ao de uma planta você consegue, lhe garanto!
“Tem mulher que gosta de ser cantada!”, ah, claro que tem! Tem homem que gosta de fio terra, mas até hoje eu não coloquei o dedo no ânus de nenhum dos meus namorados na primeira transa! Ora essa, tem de tudo neste mundo, mas a regra geral é simples: respeito e sensatez no trato com a prostituta ou com a freira!
Enfim, não se nasce um babaca machista, “torna-se”, graças inclusive, ao machismo da mãe que é quem cria os filhos! Freud dizia que a mulher invejava o falo masculino. Sabe o que isso significa, sobretudo na época em que ele, onde o machismo imperava? Que o pênis, ou seja, o nascer homem representava liberdade e poder que a mulher não tinha e, portanto, ela tinha um “fetiche” moral pelo ser homem.
Logo, ao ter um filho macho a mãe terminava dando regalias, como uma forma de realizar-se naquele ser que nasceu especial, que tem o que ela não tem e que, por tal motivo, teria um futuro brilhante, respeito, liberdade, poder e comando! Todavia, os tempos mudaram e as mães continuam perpetrando o machismo e, assim, criando homens limitados.
Em que pese existam diferenças evolutivas e genéticas entre os gêneros, o homem pode ter sensibilidade, chorar, lavar a louça, cuidar dos irmãos na infância, ajudar em tarefas domesticas e, nem por isso, será menos homem!
Pode ser bom pai, trocar fraldas, acordar a noite e não deixará de ser “macho” por conta disso. Não há necessidade de impor diferenças entre as meninas e os meninos além das que eles já trazem nos genes e memoria genética. Simples assim, agora resta as mulheres deixarem sua ignorância tola de lado na criação dos seus rebentos.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 06 de agosto de 2015.

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