Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

domingo, 9 de agosto de 2015

Da hipocrisia demonstrada em datas especiais.

Da hipocrisia demonstrada em datas especiais.

Eu tenho alguns sonhos para a humanidade que, me parecem singelos, mas que a realidade os arrebata e erige a um nível quase inalcançável. Num dia como hoje, data comemorativa dedicada aos pais, eu gostaria de ler homenagens realmente sinceras, que se concretizam no dia a dia, de ver esposas se derretendo em admiração aos maridos realmente fiéis e leais, além de bons pais.
Não seria a lealdade, o decoro e a decência exemplos que devem ser deixados aos filhos? Infelizmente eu vejo apenas a sua aparência. O sujeito parece decente, a mulher acha que ele é decente, os filhos lhe admiram, mas, na verdade ele é um babaca que flerta com a “bonitona” que lhe aparece. Quando ninguém esta vendo.
O que seria, portanto, um mundo perfeito, a meu ver? Um mundo imerso em transparência, em que as pessoas não tivessem duas ou mais caras, um mundo em que a mesma atitude que se tem no escuro, sozinho e em silencio fosse aquela tomada frente à sociedade a luz do dia e em meio ao tumulto e barulho.
Avilta-me a alma e a esperança no ser humano a hipocrisia, mais, e o que é pior, a falsidade! Não suporto ter que quedar-me silente frente a tanta deslealdade vista diariamente e perpetrada pelas redes sociais. O que vai de um “feliz dia dos pais” até um “eu te amo minha vida” no dia dos namorados.
Penso calada: “Qual o problema dessas pessoas?”. Como conseguem ser felizes usando mascaras, sendo falsas, enganando os outros. Se o amor é sincero, então porque os flertes extraconjugais? Se o ser o “melhor pais para as minhas filhas” é tão verídico, porque um homem pai de “futuras” mocinhas é tão desleal à esposa?
Que história é aquela também, que faz essas pessoas infiéis manterem-se casadas? A felicidade dos filhos? Mas, o que seria “dela” se a sua vida intima e retratada em WhatsApp fosse acessível por todos, pelo mundo quiçá? Por que, afinal, essa dissonância entre o que se faz e fala e o que se vivencia quando as pessoas não olham ou presenciam?
Por que dizer “eu te amo” é tão fácil e passar senhas de redes sociais é tão difícil? Por que se defender alegando a tal da “privacidade” se nada existe a esconder? Não falo de senhas de contas bancarias, de senhas de cofres, falo de senhas daquilo que se usa cotidianamente e, teoricamente, não devem ter nada que o “parceiro amado” não possa ver.
Enfim, não concebo o mundo como ele é e que, infelizmente, o “é” sempre, mas apenas em algumas datas “especiais” é esfregado na cara de todos e deixa, quem sabe um pouco mais do que se aparenta, estarrecido e, no mínimo, anojado. Senhor, livra-me da hipocrisia e falsidade humana! 

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 09 de agosto de 2015.

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