Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 18 de março de 2016

Falta amor, mas, mais: falta empatia no mundo!

Falta amor, mas, mais: falta empatia no mundo!
"Já faz tanto tempo, porque você continua sofrendo assim?". A minha vontade seria dizer: "Porque a dor é minha e ela acaba quando eu quiser! Ademais, é tão bom sofrer, ter crises de choro, de angústia, isso é bom demais, acho que não quero que passe nunca!". Sei lá, parece legal, tipo, uma resposta bem autonomista e até tragicômica, eu diria.
Acontece que a falta de empatia começa na pergunta, ora bolas! Ninguém manda nas suas dores e pesares emocionais, cada um tem seu tempo e sua forma de reagir frente ao que de triste lhes ocorre. Sua forma de enfrentar o luto por qualquer perda que lhe ocorre e é por tal motivo que, não raras vezes, após uma tragédia familiar o casal entra em conflito, ainda que se ame.
É comum entre casais que enfrentam a morte de um filho, por exemplo, ocorrer um distanciamento, porque, ao invés de compreensão e empatia, vigora certa culpa, certa vergonha da própria dor, oriunda da mania humana, demasiada humana, de se martirizar pelo que, por mais triste que seja, é um fato negativamente fortuito, que carece de empatia entre os pares para ser superado.
Enfim, só quem já passou por maus bocados e teve a sua sensibilidade e a sua dor questionadas, como dito no inicio do texto, sabe o quanto dói sentir dor e, ainda, não ser, sequer compreendido. Falta empatia, meu povo, falta ser e deixar ser, sofrer e deixar sofrer, falta compreender! Falta amar com maturidade, doação e leveza, inclusive!
Falta ouvir com amor e ternura, falta aceitar as diferenças e a sensibilidade alheia. Infelizmente, como venho dizendo há tempos: no quesito empatia e verdadeira inteiração de afetos falta muito para o ser humano chegar à sua mínima evolução. E é por isso que nossos bichanos, nossos animaizinhos de estimação nos fazem um bem enorme!
Eles não pedem nada em troca, mas captam o nosso estado de espirito atribulado. Eles não nos dão conselhos, mas também não criticam o “porque” de estarmos tão desanimados, chorosos ou deprimidos por algo que de ruim nos assolou. Eles amam, eles amam silenciosa, mas docemente e, no fundo, é disso que todos precisamos para nos recuperarmos das dores que nos avassalam.

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 17 de fevereiro de 2016.

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