Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 2 de março de 2016

Sobre os poucos e péssimos cafajestes que conheci!

Sobre os poucos e péssimos cafajestes que conheci!

Há longos anos, antes de ter me casado, conheci um advogado, super bonito, que se dizia filho do dono de um frigorífico ou curtume da cidade do interior em que ele residia (nem me recordo ao certo qual era o ramo!). O sujeito tinha uma BMW linda e pagava de rico.
Até que eu descobri que ele só tinha o carro importado, um diploma bom, um escritório bonito, uma excelente família e quiçá um belo futuro, mas não era um herdeiro rico como se dizia ser. Na hora, mandei o cara se lascar! "Ah, então você se interessou porque eu disse que era rico!", lembro de ter ouvido do safadinho hipócrita no afã de se fazer de vítima.
A verdade é que eu me interessei, porque ele era bonito, elegante, moreno, corpão, e, principalmente, bem formado, super romântico, cavalheiro, doce e inteligente! Super carinhoso, inclusive. (Super super super!). Desinteressei por ter me mentido, pelo seu mau caratismo em ter tentado me enganar por razão tão fútil, besta, tola! Um homem com um pingo de vergonha na cara e decência não mente pra mulher alguma e nem a menospreza!
Ano passado, por sua vez, conheci um outro cabra desse nível podre de caráter, porém, não tão bonito, nem tão jovem, nem gato, mas com bom de papo e metido a decente. Pela ausência de beleza, estatura, juventude e de abdômen sarado, até que, de início, pensei que era decente realmente! (Sim, já me iludi a ponto de achar que os feios são "boa pessoa"!).
Esse, como o jovem bonitão da minha juventude, se fazia de poderoso e até de dono da empresa em que, hoje sei, é devotado e responsável empregado. Primeiramente, nunca confiei de verdade no cidadão: se um cara não é gato perto de mim, ao meu ver, ele tem "obrigação" de demostrar paixão pela minha pessoa, porque cafajeste metido a gostoso, mas gordinho, baixo e pálido ninguém merece, né?! Mas esse era do tipo que não se apega! Ou seja, fiquei uma vez e nunca mais.
Reparei que o metido a esperto acha o máximo se fazer de empresário rico, mas não oferece nem atenção e nem muita cultura! Enfim, esses foram os únicos caras que conheci na vida que mentiam que eram mais bem sucedidos e poderosos para me conquistar. Creio que façam isso com qualquer uma, seja para transar ou para qualquer coisa! São coitados, na verdade!
Sobretudo o segundo, que não é nem jovem, nem bonito e pela idade e filhas que tem, não deveria ser tão imaturo para agir de forma tão tosca! O que me irritou nessas histórias? É que, pra mim, tais mentiras não causaram efeito e nem fizeram diferença alguma. Eu não teria feito nada de diferente do que fiz se soubesse a verdade sobre eles. Ou melhor, teria!
Teria tido menos pena de seres tão medíocres, pobres de espírito e infelizes como esses miseráveis! Criatura, você pode mentir à vontade, pode querer pagar de rico o quanto quiser, pode até transar com alguma interesseira por aí, mas vai continuar sendo pobre, feio, frustrado e ridículo no outro dia! Se manca e deixa de ser inseguro!

Cláudia de Marchi

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