Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sábado, 10 de setembro de 2011

Arrependidos



Arrependidos





Eu não acredito em purgatório, umbral ou coisas assemelhadas, eu acredito em arrependimento, eu acredito na tristeza do homem que chora e roga aos céus: “Deus, me perdoe, porque eu não consigo.”
Nada pode ser pior do que isso para uma pessoa, nada pode ser mais doído do que olhar para o passado e lembrar as decisões erradas e de efeito moral avassalador e deprimente para com uma pessoa bondosa, que lhe devotou seu amor, sua dedicação.
É certo que de nada adianta remoer lembranças, todavia quem se arrepende do que fez ou deixou de fazer não consegue viver sem dar uma “olhadela” no seu passado, o arrependimento lhe impede de seguir olhando apenas para o amanha.
Não à toa eu afirmo que é preferível ser magoado a magoar, só Deus sabe a tristeza que aquele que lhe feriu guarda num cantinho trincado de seu coração. Se você é ferido, demora, mas você se recupera, consegue até perdoar o outro, se você feriu, talvez nunca consiga se perdoar.
A vida de nenhuma pessoa é a mesma depois de ter sido injusta e ter magoado quem não merecia, aliás, ninguém merece ter seus sentimentos legados ao desprezo. Se a pessoa que erra e lhe magoa não é psicopata ela terá uma longa trajetória de vida sentindo o gosto amargo e quase venenoso do arrependimento.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 10 de setembro de 2011.

Meninos e homens

Meninos e homens



A diferença entre homens e meninos não esta apenas na faixa etária em que eles estão, mas nas atitudes que eles tomam, na forma como eles vivem e nos valores nos quais pautam seus atos.
Homens sabem reconhecer mulheres, sabem diferenciar aquelas que merecem seu apreço das que não merecem e, portanto, sabem tratar bem àquelas que se caracterizam como exceções as regras. Homens não têm vergonha de demonstrar sentimentos, eles têm auto-estima e são bem resolvidos, meninos são inseguros: ou lhe enganam ou escondem o que sentem.
Homens não se ofendem por pouco, não se fazem de vítimas, homens compreendem e não agem como crianças birrentas: “Se não for assim como eu imaginei, eu não brinco mais!”. Meninos agem de tal forma. Eles podem tudo, você não pode quase nada, eles são espertos, você não é, ou então eles acham que você é a pessoa mais esperta do mundo e deve compreender seus “disparates”, são extremistas como crianças mimadas.
Homens telefonam para saber como você esta, homens dizem que gostam de sua companhia, homens arranjam um tempo no seu dia corrido para devotar-lhe um pouco de sua atenção, meninos não sabem agir quando estão assoberbados ou preocupados, meninos travam e agem como se tivessem lhe esquecido, mas querem que você lhes compreenda, tal quais suas mães.
Homens também mandam mensagens, homens fazem o que podem para mostrar para a você quão importante você é ou esta se tornando em suas vidas. Meninos mandam mensagem quando tem segundas intenções ou quando querem saber onde você está e o que esta fazendo, homens mandam mensagens no estilo: “Vamos jantar hoje às 20h? Passo te buscar!”, ou então “adorei a companhia ontem, mal espero para reencontrá-la”.
Homens agem com destemor, meninos agem com orgulho, ou melhor, homens agem, meninos atuam, interpretam o tão almejado papel de “gente madura” e “crescida” quando não passam de jovens tolos que acham que sabem muito mais do que realmente conhecem acerca da vida e das mulheres. A notícia boa, no entanto, é que existem ótimos homens no mundo, a ruim é que os meninos, na sua grande maioria, levam cerca de quarenta anos para tornarem-se bons homens.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 10 de setembro de 2011.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Demonstração de carinho?Sim!

Demonstração de carinho? Sim!


Não nego a veracidade do fato de que muitas mulheres esperam demais dos homens, exigem perfeição e por isso são consideradas “complicadas” ou chatas e, não raras vezes, quedam-se sozinhas com sua lista imensa de virtudes a serem encontradas num homem.
Exigências demasiadas não condizem com o realismo que é o melhor amigo da felicidade, todavia, ausência total de expectativas condiz com desistência da felicidade ou com parca auto-estima.
Existem homens que, de forma inexplicavelmente auto-ilusória, esperam virtudes que não condizem com as mulheres que gostam deles. Toda mulher quando se interessa por um homem espera dele o mínimo de atenção, de gestos de carinho, de demonstrações de que ele esta pensando nela ou de que ela lhe faz “falta”.
Enfim, no inicio de qualquer relacionamento, homens e mulheres, por mais assoberbados que sejam, precisam de um mínimo de atenção, de “bom trato”, uma mensagem via celular desejando “boa noite”, dizendo que a “companhia foi boa”, que se “deseja que o tempo passe para um reencontro”, uma ligação após o trabalho ou num momento de folga, um e-mail, um recado on-line, qualquer coisa do tipo satisfaz e cativa.
Agora, um sujeito que acha que porque marcou um encontro para 4 dias depois e que neste ínterim não deve se manifestar não merece o apreço de uma dama carinhosa. Homens que gostam de mulheres frias e distantes normalmente se dão bem com aquelas que querem, apenas, passar seu tempo com eles, sem bem desejar-lhes de verdade, porque toda mulher quando gosta de alguém quer carinho e atenção, assim como deseja lhes dar.
Tolo o homem incapaz de compreender tal fato se torna incapaz de conquistar e conviver com qualquer tipo de mulher que se ame e queira ser bem amada além da cama, além do sexo.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 10 de setembro de 2011.

Projeção

Projeção


O problema de todo relacionamento, desde aqueles que nascem fadados à desgraça até os que se tornam “desgraçados” após um bom tempo, é a projeção, um dos mecanismos de defesa do ego que o Freud descrevia e ocorre, por exemplo, quando um parceiro projeta no outro as “virtudes” que ele crê possuir e lhe são estimadas e valorizadas além das dos outros, que nem são vistas por quem “projeta”. Existe a projeção de defeitos também, mas aqui apenas a das pseudovirtudes será comentada, porque nada pode ser tão defeituoso quanto um homem que se acha demasiado “virtuoso”.
O parceiro projeta no outro sua objetividade, sua forma simplista ou materialista de ver a vida, sua forma de ser fria e calculista, sua “super-maturidade” (que só ele acha que existe e que é “super”), sua “sabedoria”, enfim, seu jeito de ser, até que, lá pelas tantas, ele se depara com a realidade e, contrariado em seu orgulho, afirma para o outro que ele lhe desapontou, lhe decepcionou.
Aliás, quase todo relacionamento passa por esta fase, apenas as pessoas que, por amor e através de dialogo conseguem superá-la, se mantêm unidas e, de tal momento em diante constituem um relacionamento equilibrado e saudável. Sei por experiência própria: meus relacionamentos que deram certo por bastante tempo e que foram felizes superaram a fase das projeções.
Todavia, existem pessoas que não conseguem superá-la, quer por orgulho, quer por egocentrismo, por acharem que são “bons demais” e que o outro, que não é “bom” a sua altura, não merece seu apreço, nem respeito a sua individualidade que torna as pessoas “docemente diferentes” uma das outras, mas não melhores ou piores. “Eu me enganei muito sobre você” é nisso que o “projetor” acredita e afirma com aquela dose de “coitadismo” na fala.
Ocorre que o “eu me enganei” é mais literal do que o individuo pensa: ele realmente “se” enganou, “se” iludiu por se achar “melhor” que os demais e por projetar no pobre do outro indivíduo as suas “virtudes” reais e inventadas, que, após não serem constatadas, lhe faz taxar o outro como alguém cheio de defeitos e inferior a ele que, sequer parou para pensar que as diferenças podem ser construtivas quando há humildade e quando um deseja aprender e se tornar uma pessoa melhor junto com o outro, afinal, sempre há o que ensinar, assim como sempre há o que aprender. Seria engraçado, não fosse triste!
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 10 de setembro de 2011.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Game over, darling!

Game over, darling!



É, demorou, mas adquiri a convicção de que sou uma mulher para poucos e raros homens, não por ser especial ou ter qualquer coisa de “extraordinário”, mas, simplesmente, porque são poucos os homens capazes de me entender, por mais espontânea e sincera que eu seja.
A maioria dos homens hoje em dia, sejam eles jovens ou velhos, se acostumou a ter seu ego inflado pelas madames, habituou-se a mulheres que, antes de iniciar um relacionamento sério, correm atrás, ligam, mandam mensagens, vão aos locais em que o sujeito que lhe interessa costuma ir, etc.
Eu não sou assim, talvez porque eu seja realmente transparente e “conte” com a inteligência do sujeito que tem algum interesse válido e sério em mim, afinal desprezo ignorância e burrice. Ora, penso eu, se eu fiquei horas conversando, se retribui o beijo e fui carinhosa não é óbvio o fato de que eu gostei ou gosto do sujeito e tenho vontade de ficar ao seu lado? Então, porque eu irei telefonar, mandar mensagens, recados em sites, MSN e assemelhados se ele tem meu telefone e até endereço? Não, eu não faço isso, me recuso a tomar tais atitudes desesperadas.
Se o cara não é nenhum asno inseguro ele sente que eu gostei dele e age! Neste ponto, dentre outros de minha personalidade, eu sou machista: óbvio ficou meu interesse, lógico fica, a meu ver, o fato de que cabe ao homem dar os demais passos, do contrário eu me recolho e desisto: apago número de celular, endereço eletrônico, MSN, e fico na minha, esperando alguém com brio, afetuosidade e inteligência surgir, afinal, sou emocional e financeiramente independente a ponto de saber ser feliz sozinha.
Não telefono, não mando mais mensagens, não mendigo atenção e nem apreço depois que a amizade ou a interação fez “surgir” beijos e carinhos. Meus atos falam por mim de forma que, um homem seguro e inteligente, saberá interpretá-los e, se realmente ele estiver interessado em mim, vai vir atrás, vai ligar e dar seqüência ao momento da conversa, risos e beijos, porque percebeu que eu também desejo isso, caso não haja desta forma, ou é porque é burro demais para compreender uma mulher decente e com amor-próprio ou, simplesmente, porque ele não quer nada sério com uma lady que despreza relações superficiais. Game over, darling!
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 09 de setembro de 2011.

Siga adiante!

Siga adiante!


Algumas pessoas não se importam, entenda isso. Algumas pessoas são incapazes de pensar em você, nos seus pesares, na sua dor, nos seus sentimentos, elas não tem compaixão, pensam como se apenas elas fossem humanas, logo capazes de sorrir e chorar. Você e o resto do mundo não lhes importam, apenas quando lhes convém.
Mentirosos são mentirosos, eles não mudam. Quem lhe enganou uma vez, quem fez você esquecer-se de si mesmo e de sua racionalidade em prol dele fará isso novamente, com outra pessoa ou com você mesma, se você permitir, é claro. Eles são persuasivos, dominam a arte asquerosa do engano, da mentira. Você se magoa e sofre, eles não, você vê amor, realização de sonhos, eles não. Você tem uma mente e um coração, eles têm interesses, são doentes.
Não seja bobo, eu sei que você pode lhes dar uma segunda, terceira ou quarta chances, mas eu sei que a possibilidade de você se frustrar e se machucar em todas elas é muito maior do que a daquilo que sempre deu errado vir a dar certo. Tente, ao menos, ser realista: confie mais em si mesmo, se o problema da relação era você, talvez tudo possa mudar, afinal você sabe o que quer e se conhece, mas se o problema era o outro, por favor, não coloque seu coração a prova, não confie e nem se entregue tanto.
Quem enganou uma vez costumeiramente enganará de novo, não seja tão otimista, acredite se quiser, mas poupe suas energias e esperança, afinal, quanto maior a expectativa e a elevação de ânimo, maior a queda, maior a decepção. Todo homem pode mentir, o que muda são os motivos, todos mentem, esta é a verdade, mas nem todo mundo é mentiroso contumaz, nem todo mundo é mestre na arte de iludir corações e enganar as pessoas sem sentir culpa nem compaixão, anime-se, nem todos são psicopatas ou “estelionatários afetivos”!
Eu sei que é triste desistir de qualquer decisão tomada, principalmente das afetivas. O homem de bom coração não se conforma por ter feito uma escolha tão errada, tão torta e insiste em optar pela mesma escolha na esperança de um dia poder respirar com alivio e dizer para si mesmo: “Eu não fui tão tola, no fundo ele sempre foi bom. Eu sabia!”. Eis um misto de orgulho, imaturidade e desejos comuns em “paixões bandidas”. Todavia, errar é humano, teimar no erro é estupidez. Resigne-se, seque as lágrimas e mude de energia, se aceite só e desista de quem apenas soube lhe mentir, trapacear e enganar, abra mão de quem jogou com seu coração. É impossível acertar sempre, entretanto, como disse o filósofo Friedrich Nietzsche, o que não serve para nos matar, nos fortalece. Siga adiante com a maturidade obtida e não olhe para trás, porque é no futuro que você vai passar a sua vida (como disse alguém que não me recordo quem ou “o que” tenha sido).
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 09 de setembro de 2011.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Não exija demais.

Não exija demais.



Não exija demais da vida, não fique esperando que tudo seja perfeito, que você conheça sua alma gêmea na esquina de sua casa e, rapidamente, surja uma paixão avassaladora. Não espere que seus “amigos”, que adoram ir à sua casa para encher a cara por sua conta, lhe estendam a mão ou lhe dêem um abraço forte e sincero quando você precisa.
As pessoas erram e suas escolhas condizem com tal fato. Não deixe que suas crenças infantis atrapalhem sua vida, não fantasie com nada que não seja real. Não existem pessoas “certas”, não as espere, enquanto você faz isso se dispersa e não percebe que uma ótima pessoa esta batendo à sua porta.
Não espere o “momento certo”, a hora certa é escolhida por você, é, nada mais nada menos, do que aquele momento em que você agiu com coragem e fez o que, na hora, desejava fazer. A hora certa é o momento em que você se livra das amarras e dos medos e vai à luta, agindo com destemor.
Quem espera a pessoa certa, o momento certo, a vida justa jamais poderá ser feliz. Existem pessoas que querem acreditar que os desonestos e maldosos, por exemplo, não dormem em paz e bem a noite, ora, ledo engano! O ego possui seus mecanismos de defesa e as pessoas injustas, fúteis e “bandidas” são as que melhor sabem usá-lo, logo, é mais fácil você não adormecer por alguma “pontadinha” na sua consciência, do que o individuo que você julga ser um marginal diplomado ou não.
Não fantasie e nem julgue a vida e quem lhe cerca como se você fosse Deus e apenas seus simplórios e ilusórios pontos de vista certos e justos. Você comanda o seu destino, a sua vida, a vida alheia não lhe diz respeito, afinal, se existe um Ser que rege tudo no universo, sinto informar, mas Este ser não é você.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 08 de setembro de 2011.

Ciúme indigesto

Ciúme indigesto




O ciúme nunca foi nem nunca será o tempero do amor, pelo contrário, ele é a estricnina jogada no molho suave do bem querer: ou você confia no outro e em si mesmo (em primeiro lugar) ou esteja preparado para transformar duas vidas num inferno!
Não cerceie nunca a liberdade de quem você ama, seus contatos com amigos e amigas, seus momentos (necessários) de solidão, do contrário você não saberá se ele lhe ama, simplesmente porque você o prende, o sufoca e nunca poderá saber se seu coração é seu por autenticidade ou porque você "força a barra".
O ciúme em pequenas doses (mas pequenas mesmo) demonstra afeto, afinal ninguém quer perder quem ama, e a compreensão de tal fato é privilegio das pessoas maduras: ninguém quer ouvir a parceira dizendo que o fulano ou o cicrano é “gostoso e sexy”, enquanto não lhe elogia. Existem algumas premissas de um bom relacionamento uma delas é a de que namorado ou marido não é sua mãe nem seu melhor amigo para saber tudo o que se passa em sua fantasiosa cabeça, logo ser parceiro e amigo é uma coisa, ser idiota é outra, bem diferente.
Pessoas demasiado ciumentas são aquelas que, assim que tiverem uma oportunidade, vão encher sua cabeça de “galhos”. Os bons, honestos, fiéis, sinceros e transparentes presumem o mesmo de quem com eles se relacionam, os mentirosos, desleais e traidores, também, logo, abra o olho: ciúme esta mais para sinal de “sou traidor e infiel” do que para “tempero” de qualquer coisa que não seja abjeta e indigesta.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 08 de setembro de 2011.



Estranho

Estranho


Existem coisas muito estranhas no mundo, na mente e nas atitudes das pessoas, fruto, obviamente de inerentes diferenças e forma de ser e de ver a vida, afinal, o que é normal para um pode ser uma aberração para outro.
Estranho para mim é ver as pessoas não medindo palavras, atos e mentiras para conquistar a confiança alheia e obter do outro o que desejam, estranho para mim é sentir o calor de um coração num dia e a frieza no outro. Estranho para mim é ver pessoas confiando em quem maldosamente critica aos outros e sua vida sem conhecer seu coração, sua alma, sua essência. Estranho é essa superficialidade maldosa e doentia.
Estranho é ver algumas pessoas superestimarem sua inteligência ou sabedoria pela idade que você possui, é estranho ver que algumas pessoas não sabem que bondade, pureza e afetividade não se relacionam com a idade do individuo, mas com sua alma.
Existem mulheres e homens jovens que não valorizam o outro e nem a si mesmos, que enganam, que iludem, que acham que os outros são objetos ou adornos em suas vidas, todavia, não é porque uma pessoa cresce e sua idade aumenta que ela vai “angariar” para si este tipo de “malandragem infame”: Algumas pessoas amadurecem, mas se mantém puras e bondosas, outras nascem podres e assim continuam: confundindo amadurecimento com depreciação, com apodrecimento interior.
Eu estranho a mentira, eu curto mesmo é a verdade, a sinceridade, a franqueza. “Eu desejo você por isso e para isso”, “eu não quero mais isso ou nada, além disso”, “eu não concordo, mas respeito sua opinião”. Franqueza educada ou até mesmo ácida, enfim, qualquer coisa vale mais do que o engodo, e qualquer ser miserável e infeliz vale mais do que um mentiroso que se acha esperto enquanto maltrata corações e ilude pessoas de alma bondosa e inocente.
Estanho é ver pessoas querendo despertar bons sentimentos nos corações alheios, querendo que estes se entreguem, sem que tenham a mínima intenção de compreendê-los, amá-los e ter-lhes ao seu lado, enganam e iludem apenas para poder difundir para seu mundo frívolo ou seu ego estúpido que fizeram mais uma “conquista”, afinal se esquecem que pessoas inteligentes “sentem” isso através da intuição, da observação dos atos e da “nova atitude” do sujeito, logo elas não voltam atrás, desistem, se iludem, mas se desiludem e o enganador será a última pessoa que elas desejarão ter por perto em suas vidas. Elas sabem que foi ele quem perdeu, porque soube lhe conquistar uma ou duas vezes, mas não teve brio, afetuosidade e coragem par amar e se entregar a ponto de conquistar-lhe diariamente, e, para você, é esta a única “conquista” que importa.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 08 de setembro de 2011.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Homens e mulheres, sexo e paixão.

Homens e mulheres, sexo e paixão.


Mulheres e homens se unem por “amor” (ou por “acharem” que amam ou que estão apaixonados o que, na prática, não faz diferença alguma!), mas não começam a “amar” ou se “apaixonam” por alguém pelos mesmos motivos, ou melhor, o que justifica a escolha de uma mulher por seu parceiro não é a mesma justificativa da escolha de um homem em relação a “sua lady”. Embora, ambos possam mentir para deixar a verdade mais “bonitinha” aos olhos dos “preconizadores” da hipocrisia na sociedade.
Mulheres, em geral, querem homens românticos, atenciosos, com uma vida estável, independentes, cavalheiros, bem humorados, gentis, cordiais, etc. (a lista é longa, muito longa!). Raramente elas sopesam os quesitos “química” e “sexo ótimo” ao optar por um noivado, união estável ou pelo famoso “sim” em frente a padre, amigos e familiares.
As mulheres são tidas como “complicadas”, porque desejam, esperam e sonham demais. Confesso que algo no meu cérebro não funciona igual ao da maioria feminina, o que não me torna superior nem inferior a ela, se assim fosse os homens, com os quais me assemelho mais, jamais sofreriam.
Ver um relacionamento com uma pessoa com a qual você se afina 100% na cama terminar por motivos “não previstos” é bastante triste. Ah, tais motivos podem “ocorrer” mesmo que você esteja com o sujeito pela sua beleza, charme, simpatia, afetuosidade, companheirismo, amizade, intelecto, romantismo ou conta bancária!
Eis que, os homens, geralmente, usam o critério “sexo” como “desempate”. Eles vão se apaixonar ferozmente pela mulher por quem, além de sentirem forte atração, lhes satisfazerem plenamente na cama. Eles não querem uma vadia que transa cada dia com um, que vive de festa em festa atrás deles, mas uma mulher que realmente goste da entrega, do sexo e se sinta atraída por eles, pelo seu corpo, masculinidade e não pelo que eles possuem, aliás, para quem menospreza a “intuição masculina” convém saber que eles “sentem” isso, na cama inclusive.
Entre uma mulher linda, culta, educada, bem sucedida, com um grande patrimônio a ser herdado, mas “fraca na cama” e uma mulher bonita, um pouco culta, razoavelmente inteligente, com uma carreira que lhe sustenta, e quase sem nada a herdar, mas fogosa, carinhosa e que lhe realize totalmente entre quatro paredes, os homens de brio (dos quais se excluem os golpistas e “gigolôs”) irão escolher a segunda. Os sem-vergonha podem escolher a primeira, mas serão infiéis, cedo ou tarde, irão traí-la.
Ah, mas a mulherada se enraivece com isso! Dizem que os homens “só pensam em sexo”, dentre outras asneiras impensadas, haja vista que não percebem que seus motivos não são mais nobres, pelo contrário, são mais “ilusórios” e às vezes mais vis e fúteis que os deles. Não são poucas as damas que querem apenas um homem que tenha dinheiro, independente de seu órgão sexual ser “satisfatório” (diga-se, aliás, que “ele” deve ser julgado “extraordinário” pela parceira) e a química explosiva (o que é sumamente importante!).
Se você quer dinheiro, trabalhe, estude, batalhe, ou de um golpe no Banco em que tenha conta corrente. Se você quer um amigo, faça amizade com um homossexual, compre um cão ou um gato persa (eu recomendo), se você quer dar risada se reúna com as amigas, vá ao teatro, loque uma comédia, vá ao cinema ou alugue todas as temporadas do House, se você quer um bom ouvinte, procure um psicanalista, um psicólogo ou vá conversar com sua mãe, se você quer alguém que lhe entenda, vire lésbica!
Deixe de complicar as coisas, amizade é relevante, cumplicidade também, mas você nem sequer vai transar com um homem com quem você antipatize ou ache que seja tolo ou ignorante (ao menos que você não valorize em nada seu corpinho) então, minha cara, seja realista: os homens têm razão. De nada adianta romance, vinhos caros, viagens ao exterior e orgasmo zero ou forjado (deixe isso para as prostitutas, elas recebem para fingir). Se você pensa diferente lamento, minha cara, mas procure um sexólogo ou psicólogo, o problema é você e seus valores materialistas e frios, ou melhor, gélidos!
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 06 de setembro de 2011.

Humilhada?Ferida?Jamais!

Humilhada? Ferida? Jamais!


Você só sente humilhado, desvalorizado ou desprezado se quiser amargar a tristeza emanada destes sentimentos e “sensações”. Assim como é fato que acidentes acontecem sem que exista a responsabilidade de ninguém, é verdade que as pessoas podem cometer gafes e lhe magoar sem que desejem, logo, você só se sentirá aviltado porque quer.
Claro que, você “bebê gigante” não admite que nada ocorra de forma imprevista! Você nunca se equivoca, logo não admite equívocos e, quando eles ocorrem, por mais acidentais e involuntários que tenham sido, você veste sua máscara de “vítima” e grita, ofende e tenta humilhar o outro como se ele tivesse cometido uma gafe por sua livre e deliberada vontade.
Você no auge de sua infantilidade se sentiu humilhado e não perdoou porque é orgulhoso e intransigente, todavia, a pessoa que você pretendeu pisar e humilhar ao tentar se “sair melhor” da situação, só irá cultivar o amargo sabor da mágoa se for tolo como você, se ela achar que é o “supra-sumo” do Universo e que ninguém pode se equivocar ou agir injustamente com ela, assim como você pensa, enquanto tenta afirmar ao mundo que é “humilde” e tem “personalidade forte”.
Por outro lado, se ela for uma pessoa tranqüila, que reconhece que errou, ainda que involuntariamente, e que você, imerso em cólera e orgulho quis revidar, ela pode chorar na hora, de arrependimento ou raiva, mas nunca irá lhe desprezar e nem se sentir humilhada. Quanto mais fraca a auto-estima, mais frágil a personalidade e menor a tolerância a erros.
Existe uma verdade na vida: podem as pessoas querer lhe ferir, lhe usar, lhe magoar e lhe humilhar, você só vai ser usado, humilhado e ferido se quiser amargar tais sentimentos, do contrário basta entender a ignorância humana e relevar, esquecer o que não deve e nem merece ser lembrado. Coitados dos que agem voluntariamente para pisar em alguém, coitados daqueles que não conseguem se colocar no lugar do outro e pensam que são imunes a erros!
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 06 de setembro de 2011.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Evolução e novos valores das "não novas" mulheres.

Evolução e novos valores das “não novas” mulheres.



Nenhuma mulher com quase 30 anos, que colecione algum sofrimento afetivo, um ou mais divórcios, que seja exigente o suficiente para preferir ficar só a estar “não muito bem acompanhada” (sim, a seletividade aumenta e mulheres maduras e bem resolvidas nem cogitam do “mal acompanhadas”), é plenamente inocente ou tola.
Claro, a gente pode conservar aquela “mania” de confiar nas pessoas, afinal todo ser humano julga os outros por si mesmo, todavia, não desejamos mais conquistar amores e companhias por sermos “quase-virgens”, recatadas e abstêmias como éramos dos 19 ou 25 anos. Com a maturidade a gente quer uma companhia que se encante pela nossa personalidade forte, pelas nossas atitudes e pelo destemor que temos de fazer o que bem entendemos quando desejamos, é claro.
Antes de casar você acha que os homens devem valorizar a sua fama de “boa moça”, de mulher recatada, o que não é de todo ruim, já que você sempre se valorizou, todavia, depois de alguma dor, separações, muito aprendizado, alguns porres e outras mancadas, a sua visão de mundo muda e a sua auto-estima alavanca e sobe ou declina e some.
Ademais, após casar com um homem maduro você vai ver que ele nunca ligou para a sua bela fama de “quase Deusa”, mas para sua inteligência, forma humorada e decidida de ser, bem como no que você representou para ele, e, sinto informar às frigidas: no que você era dentre quatro paredes, o que, é claro, ninguém precisa saber fora delas.
Mulheres podem se casar por interesse financeiro, homens inteligentes casam, nove em dez vezes, por interesse em “bom trato” sexual, os que não optam por isso, são infiéis e infelizes, quase tanto como são as mulheres interesseiras que acham que marido é banco. A vida ensina que quase todos afirmam que casam por “amor”, mas homens e mulheres não amam pelas mesmas razões.
Eu sempre preferi o que sobe e evolui ao que decresce e piora. Como cantou a nobre Rita Lee “não sou freira, nem sou puta”. Com quase 30 anos e alguns sofrimentos vividos você não precisa ser ou “fazer-se” de santa, tampouco precisa degradar-se e agir como uma vagabunda, transando com desconhecidos sem pensar antes de agir, sem sentir fortes afinidades, simpatia, atração. Com tal idade você tem que possuir personalidade suficiente para não querer trapacear no jogo da vida: você é quem você é, nem melhor, nem pior e quem quiser amar-lhe vai lhe valorizar por ser você o resultado de suas experiências, sejam elas boas ou ruins, alegres ou tristes, realizadas ou frustradas, mas, certamente, aprendidas por alguém que adquiriu mais conteúdo, amor próprio e sabedoria em sua trajetória de vida.
Cláudia de Marchi


Passo Fundo, 06 de setembro de 2011.

domingo, 4 de setembro de 2011

O "cortejo da insanidade" nada insana.

O “cortejo da insanidade" nada insana.


Alguns gestos, palavras e pensamentos ficam muito bonitos em poemas, em músicas, em rimas, mas no mundo real são absurdos e, até mesmo, perigosos. Cantou a Legião em sua bela letra chamada “Sereníssima” a frase que caiu lindamente na letra: “Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade (...)” e segue, a letra é bastante profunda e agradável, todavia esta atitude é um tanto maléfica no mundo real.
Ok. A questão é que as pessoas que pretendem sentirem-se mais equilibradas ou melhores cortejando o desequilíbrio alheio, os atos equivocados ou até mesmo as atitudes demasiado espontâneas dos outros para, assim, se sentirem melhores e superiores a eles são falsas, traidoras e psiquicamente fracas.
Eu conheço pessoas assim, todos devem conhecer alguém que age de forma hipócrita e asquerosa. Para elas os atos alheios são sempre mais vis, desprezíveis, errôneos, insanos e piores do que os delas, então, para sentirem-se bem consigo mesmas, elas fomentam tais atos, elas dão força para eles ao mesmo tempo em que criticam quem agiu para mostrarem quão “superiores, decentes e corretas” elas são.
Você é aquele que faz loucuras, que segue seus instintos, que age com espontaneidade e transparência, você é aquela pessoa que não precisa “se fazer de santa” para ter amor-próprio, você se respeita, sabe que erra, aprende com seus erros e não se arrepende do que fez desde que tenha tido prazer com a decisão e atitudes que tomou.
Sim, fazer loucuras e seguir instintos não faz de você uma pessoa louca, mas autoconfiante e espontânea, todavia, aqueles coitados que querem se sentir bem erigindo seus atos e pensamentos a categoria de “insanos e imorais” fazem disso um prato cheio para conseguirem obter certo equilíbrio, enquanto acham que “cortejam” a sua insanidade e “imoralidade”.
Miseráveis, coitados! Insanos são eles que não sabem quem realmente são nesta vida, que se perdem entre um moralismo caótico, porque “herdado” e seus instintos animalescos, humanos, porém recalcados. Insanos são eles que querem parecer sobre humanos, superiores, enquanto cometem erros mais graves que os seus, enquanto fazem escolhas mais vis, mais abjetas, mas, para não admitir que são errantes, serão as suas atitudes, confusões, erros e atos instintivos que elas criticarão para, apenas assim, conseguirem se sentir melhores, envaidecidas e fortes. (Povero diavolo che pena mi fa!).
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 04 de setembro de 2011.

Verdade, omissões e o julgamento alheio.

Verdade, omissões e o julgamento alheio.


Dentre suas frases de efeito e mega sinceras o personagem Greg House afirmou que “quando se quer saber a verdade sobre alguém, esta deve ser a última pessoa a ser consultada”, não nego que esta frase tenha um fundo de verdade, quem já caiu na “lábia” de pessoas mentirosas sabe disso: boa parte dos indivíduos, em especial os que têm um passado “suspeito” ou atos dos quais não se orgulha na sua trajetória, gosta de omitir ou mascarar algumas verdades a seu respeito, ou, ao menos, a respeito do que já viveu, do que já vivenciou e sobre quem realmente habita embaixo da máscara de “bom sujeito”.
Por outro lado, quem já foi vitima de fofocas, de mentiras, da inveja e da maldade alheias sabe que elas são capazes de destruir a moral de qualquer individuo perante nossa (hipócrita) sociedade, sabe, catedraticamente, que naquilo que sai da “boca do povo”, não se deve colocar muita fé.
Aliás, existem pessoas que agem sem espontaneidade alguma, que limitam seus atos e palavras ao que julgam ser agradável e “bem julgado” pelos demais. São pessoas, no fundo, infelizes e inseguras, mas que aprenderam a “manha” do jogo social: quanto menos espontâneo e autêntico você for, quanto mais direcionar suas atitudes visando à admiração alheia, melhor julgado e “definido” você será pelos outros.
A inveja, a maldade, o ciúme e a ignorância humana foram capazes de liquidar com a moral de Jesus Cristo, que nada mais queria se não o bem para todos, logo, as pessoas podem depreciar você, seus amigos, seus parentes, seus colegas, seus conhecidos, seus “pretensos” amores ou parceiros. A “voz do povo” jamais foi a “voz de Deus”, sendo, isto sim, uma arma letal contra a moral e o “bom nome”de pessoas autênticas, bondosas, sinceras, transparentes e inocentes.
Logo, ouvir, observar, analisar e tirar conclusões independentes do que se ouve pelas bocas alheias é a melhor forma de tomar decisões, viver e não se arrepender do que se faz e das opções feitas, ao contrário disso é o que resulta do ato tolo de ouvir o que o povo fala sem duvidar de suas palavras e, assim, terminar por menosprezar e malbaratar a moral de quem não precisa e nem merece ser injustiçado.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 04 de setembro de 2011.

sábado, 3 de setembro de 2011

Intolerância a mentiras.

Intolerância a mentiras.


Com o passar do tempo e na medida em que passamos a conhecer melhor os seres humanos nos tornamos menos tolerantes em relação a certas características, atos ou caráter. O que outrora levávamos tempo para perceber ou notar, passa a ser observado mais cedo, em certos casos, instantaneamente, o que antes relevávamos, agora não aceitamos, não digerimos, não assimilamos.
Eu me tornei intolerante a mentiras. Não aceito, embora finja que não me importo com mentirinhas singelas, como as que se referem a idade, por exemplo: Se você tem 29 anos, diga que é 29, nem 30, nem 28! Tem 43 anos? Diga que é 43, nem 45, nem 40! Eu não digo para as pessoas que não tolero nem tal espécie imbecil de mentira para não parecer uma criatura demasiado franca ou louca, mas eu sou. Ou melhor, eu sou demasiado franca, a loucura eu deixo para os seres que se acostumaram com a falsidade, com a hipocrisia, com mentiras desnecessárias, tolas e incabíveis.
Você pode se arrepender de tudo na vida, menos de ser sincero e falar a verdade. Não proponho a sinceridade grosseira ou estúpida, mas a necessária, a que tolera afeto e palavras brandas, sem anuir com falácias, com engodos, com enganos sérios que possam criar falsas expectativas e crenças na mente e no coração alheio.
Dizer para a namorada que a macarronada dela estava “ótima” pode ser conveniente se você não quiser se casar com ela. Cedo ou tarde você vai ter que dizer que o creme de leite e o queijo do molho lhe causam indigestão ou que o excesso de tomate lhe dá dor de estômago.
A menos que você pretenda comer uma vez ou outra sua comida, o que significa ausência total de planos futuros, então: para que namorar? Deixe a moça livre para ela conhecer um sujeito que goste do tempero de sua comida e dela, mais do que você, com certeza. Não faça ninguém perder tempo ao seu lado quando você não deseja, de coração, “ter” aquilo que faz a pessoa crer, através de atos ou omissões, que você quer.
Nenhuma mentira é interessante quando você pensa no amanha e no trabalho que terá para sustentá-la, para mantê-la. É por essas e outras tantas razões que a verdade é sempre mais conveniente, mais justa. Ela não tem várias faces, ela não requer mais invenções, desculpas e toda espécie de falsidade e atos vis que um homem é capaz de ter.
A verdade condiz com dignidade, a mentira, por outro lado, é típica dos indignos e é indignante. Há sempre uma forma saudável de expor a verdade, há sempre uma forma bonita de não fazer ao outro o que você não deseja que ele lhe faça, há sempre uma forma espontânea de ação que não permite que você iluda quem não precisa e nem deve ser iludido, simplesmente porque merece respeito, por ser humano, por ter alma e coração, assim como você.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 03 de setembro de 2011.

Artificialismos e aparências

Artificialismos e aparências


Não tem seios fartos como a moça da revista? Coloque silicone! Não tem lábios carnudos como a Angelina Jolie? Faça preenchimento labial ou algo do tipo. Não tem os cabelos longos como a atriz da “moda”? Mega hair nas melenas, já! Não tem cílios longos, curvados e pretos? Coloque postiços, faça “permanente” (sim, existe isso!) e fique parecendo a viúva Porcina, a Sandy, a Juliana Paes ou a Paula Fernandes cantando em dia de gravação de DVD!
O mundo esta favorecendo de forma tão acirrada o artificialismo em prol da beleza e das aparências que, não raras vezes, me pego assustada com as pessoas e sua superficialidade. O conteúdo, o que é verdadeiro, real e dificilmente “mutável” foi legado ao segundo plano pela maioria dos seres humanos.
Não importa mais o que “se é”, mas o que “se aparenta ser”, não importa o que “se sente”, mas o que “se aparenta sentir”, tudo pode ser falso, desde que aparente ser bonito, conveniente ou interessante aos olhos do “julgador” cuja essência é tão superficial quanto a daquele que julga (se é que a possui!).
Não importa quem o sujeito é se o carro dele é caro e moderno, não importa como a moça vive e nem o que pensa se o glúteo for avantajado, os seios fartos e o cabelo longo, não importam o coração e a alma se o individuo for rico e ganhar muito dinheiro por mês, não importa o que ele faz, como vive e nem o amor que ele tem ou pode lhe dar, desde que tenha a carteira cheia, não há relevância se a mente é vazia.
Este mundo de artificialismo, de superficialidades, de futilidade imperante esta se tornando infame, desprezível, vazio e triste. É impossível fugir da solidão quando você se sente perdido no mundo, aliás, a solidão se torna um refugio, um lugar seguro, palpável, verdadeiro, onde, ao menos, você tem a certeza de que não será iludido, enganado e malbaratado por quem acha que ser “esperto”, belo, “bom” ou “poderoso” é ter virtudes meramente “aparentes”.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 03 de setembro de 2011.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Carência de realismo

Carência de realismo


Num mundo que vangloria o misticismo e toda espécie de justificativa “espiritual” para os erros que geraram fracassos na vida humana o realismo, ou seja, a noção nua e crua da realidade se tornou uma raridade necessária e quase “milagreira” para o homem viver bem.
As pessoas não apenas iludem umas as outras como iludem a si mesmas, o que não é nenhuma novidade, Freud e todos os bons psicanalistas que vieram depois dele explicaram os mecanismos de defesa dos quais o ego se utiliza para não entrar em “pane total”.
A negação e a projeção me chamam a atenção. Os homens preferem culpar a qualquer coisa ou qualquer pessoa pelas suas agruras, equívocos, frustrações, sofrimento ou derrocada. As pessoas querem acreditar que os outros lhes fazem mal e passam a crer nisso, querem ser amadas por alguém e passam a “ver” amor onde ele nunca esteve, por exemplo.
Se não encontram um “bode expiatório” para tranqüilizar suas mentes, passam a “viver de seu passado”, ou seja, de uma época que lhes aprazia, simplesmente porque elas não achavam que fossem sofrer e que a vida lhes faria pagar pela irresponsabilidade tida perante ela e durante o decurso de seu tempo.
É fácil se enganar, se iludir, inventar toda espécie de absurdo para não assumir que se é falível, humano e capaz de errar. O triste é que, quanto mais afastado do realismo o homem vive, mais ele se separa da possibilidade de aprender com seus erros, de crescer e de tornar-se uma pessoa melhor nos únicos momentos que deveria lhes importar: o presente, o hoje e o futuro.
A vida é feita de escolhas e a tristeza ou felicidade do ser humano depende unicamente delas, das opções que faz. Ninguém deve ser ou é culpado por suas frustrações, você teve liberdade para agir certo ou não, e agiu, ainda que “achando” estar correto, quando não estava. Ademais, você paga um preço por isso que, convém dizer, ninguém pagará em seu lugar posto que a vida não permite aval e nem fiança no que tange a escolhas pessoais.
Não é, pois, mais saudável e útil fazer o mea culpa e seguir a vida com a certeza de que ninguém, nem nada, podem ser responsabilizados pelo que lhe acontece ou ocorreu? A vida é e sempre foi sua, demais ninguém, bem como a responsabilidade e oportunidades, usufruídas ou desprezadas. É preciso ser realista para se ter uma mente, uma alma e uma existência saudável que rume ao progresso, à melhora e ao aprimoramento.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 02 de setembro de 2011.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Razão e silêncio

Razão e silêncio


Os ignorantes querem ter razão, os sábios querem ter paz. Os tolos insistem numa briga quando existem pontos de vista colidentes, os sábios desistem da discussão e silenciam.
Calar não é sinônimo de anuir, muito menos de “perder”, é, isto sim, sinônimo de sabedoria, de tranqüilidade e de personalidade forte, mas os tolos não pensam assim, pelo contrário eles acham que precisam brigar por seus pontos de vista para demonstrar que são fortes e inteligentes.
A força, a sabedoria, a inteligência e a personalidade forte estão do lado do homem que tem amor próprio, auto-estima e auto-respeito, pessoas assim não precisam “ganhar” uma discussão para se sentirem bem, elas sabem que não existem verdades inexoráveis e que, por mais convicções que possuam acerca de suas idéias, não vale a pena “criar caso”, discussões e colocar a sua paz e tranqüilidade em risco por conta delas.
Afinal, com o tempo e o amadurecimento as idéias tidas como certas em dado momento podem passar a ser julgadas como erradas ou tolas. Então, para que brigar por idéias que podem vir a ser mudadas de acordo com suas experiências e vivências?
O homem sábio interage, ouve, cala e, muitas vezes, quando instigado e “cutucado” para uma discussão concorda da “boca para fora”, simplesmente por saber que teimar com pessoas teimosas, que se acham “donas da verdade” é dar murros em ponta de faca: não adiantam para nada, apenas para sofrer em vão.
Quando duas pessoas brigam para ter “razão”, ambas perdem a própria. Envolvem-se, gritam, deixam a ira falar mais alto, se ferem e, no final, o motivo que deu ensejo a discussão é esquecido e, em seu lugar, restam uma série de novas e desnecessárias mágoas e feridas a serem cicatrizadas, apenas porque um dos indivíduos não teve sabedoria o suficiente para se calar, para pensar e deixar o outro pensar o que lhe convém.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 26 de agosto de 2011.

Fase de fases

Fase de fases



Há vários meses atrás eu acreditava que estar cercada de gente, confraternizando (imotivadamente), bebendo, dando risada, saindo, viajando, beijando e fazendo novos contatos era uma boa forma de esquecer o que eu passei, senti e os amores que tive e vivi.
Não adianta, fugir nunca ajuda. Você pode tomar um porre, você pode misturar Rivotril com vinho, você pode misturar Tylex (que contém codeína) com Tylenol e licor de chocolate, você pode tomar overdoses de Dramin e Fenergan, nada vai ajudar você a superar as lembranças boas ou ruins do seu passado.
Você pode tentar se apegar a um sujeito “aparentemente” legal, você pode tentar ir para a cama com um “lord” mega carinhoso e educado, não, nada ajuda. O efeito das drogas passa, o efeito da bebedeira passa e o dia seguido a noite repleta de erros em busca de acertos amanhece, e com ele uma dor de cabeça e uma amarga revolta consigo mesmo. A fuga é e sempre será o pior caminho, porque inútil: por mais loucuras que você faça é impossível fugir do que você sente.
Você só vai curar seu coração quando admitir que algumas pessoas e alguns relacionamentos foram e sempre serão inesquecíveis para você. Você amou, foi feliz e, no fundo, uma parte da sua alma ainda ama, mas existe muita diferença entre amar e dar certo com alguém, porque no meio disso tudo estão seus sonhos, seus planos e suas metas que nem sempre permitem que você fique ao lado de quem lhe ama.
Você estará bem quando não precisar mais sair de casa para se sentir bem, quando não precisar mais da companhia de amigos que nem sequer se importam com você, quando não precisar mais sentir que atrai pessoas, que elas lhe ligam e desejam a sua companhia.
Você estará bem quando conseguir viver sozinho, solitário, trabalhando, estudando, assistindo filmes, seriados, malhando e fazendo tudo o que lhe apraz sem ter que beber ou se drogar para fugir da angústia, sem ter que beijar bocas erradas para fugir do desejo de voltar ao passado, você estará bem quando se arrepender de ter dado o número de seu celular para alguém que você sabe que não vai querer atender. E não vai atender.
Você só vai estar realmente bem quando desistir de procurar o que, bem no fundo, você desistiu de encontrar porque criou novos objetivos, mas, de repente, tudo pode acontecer, porque a vida tem este mistério: as melhores coisas ocorrem quando você se distrai em sua própria paz de espírito e tranqüilidade. É meu caro, basta viver para aprender.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 26 de agosto de 2011.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Intrometidos

Intrometidos


Por que será que as pessoas projetam em você seus anseios, suas idéias e suas carências? Por que será que todo mundo que deseja encontrar um amor, fazer sucesso, casar, enriquecer, constituir uma linda família acha que você quer o mesmo?
Talvez tais inconvenientes, chatas e irritantes projeções sejam uma demonstração da óbvia limitação intelectual que estas pessoas possuem: elas não conseguem enxergar, nem perceber nada além de suas próprias expectativas, de tal forma que as generalizam, para sua infelicidade, é claro, afinal você pode não ser uma pessoa limitada a convenções sociais ou ao que os indivíduos limitados e “intrometidos” julgam ser “legal”, “saudável” e “normal”.
“Nossa, tão linda e inteligente e solteira há tantos meses?”, “namorando há anos, o casório é para quando?”, “e agora casal, quando vem o rebento?”, “e, ai estudando muito, fazendo horas extras?”, “bah, viajando tanto a trabalho, porque não se estabiliza numa cidade?” O que dizer dessas e de outras tantas perguntas que, ao menos uma vez na vida, você irá ouvir sem precisar ou querer?
Ou você dá aquele “sorriso amarelo” e lança uma breve resposta, ou então diz um taxativo e não hipócrita: “Porque eu quero” ou “porque eu não quero”, mas, sem sombra de dúvidas, referidas perguntas, assim como toda e qualquer “pretensa” ou real ingerência alheia em sua vida lhe irrita, vindo ela daqueles que dizem lhe amar, sendo seus amigos, parentes ou desconhecidos metidos que acham que lhe conhecem mais do que você a si próprio.
É meu caro, tem louco para tudo neste mundo, e o problema é que falta espaço em sanatórios para eles, ademais eles se acham normais, se acham saudáveis, enquanto importunam sua vida, sua paz, sua tranqüilidade com perguntas invasivas, idiotas e desnecessárias, afinal a vida é sua e sobre ela você não precisa falar ou relatar nada, apenas quando e se quiser, sem que precise ser indagado.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 25 de agosto de 2011.

sábado, 27 de agosto de 2011

Perguntas, coincidências e respostas.

Perguntas, coincidências e respostas.


Existem momentos na vida da gente em que colocamos em dúvida nossas certezas, em que nos fizemos muitas perguntas, sem obter resposta alguma. No auge de nossa descrença, nossas dúvidas nos traem porque nos afastam da fé e da esperança.
Assisti há alguns dias atrás ao filme, que recomendo, chamado “O retorno da fé”, uma bela história sobre um pastor que deixa sua fé de lado num momento de dúvidas, de insegurança. Ele passa a “requerer” respostas de Cristo, o que, obviamente não ouve, não obtém. Seu desânimo é tanto que ele perde a fé na vida, nas pessoas, até que, quando reencontra a fé no homem, reencontra sua fé em Deus.
Deus, Jesus Cristo ou qualquer “força” poderosa na qual você possa crer nunca irá “falar” com você! A forma de a vida lhe responder é com aquilo que, seguidamente, você chama de “acasos” ou “coincidências”. É através delas que a vida, que Deus ou “seja quem for lá de cima” lhe responde.
A dúvida leva à desesperança, a depressão, a falta de indulgência, a revolta, ao complexo de inferioridade e ao cultivo da asquerosa “pena de si mesmo”. Se você não tem forças para crer, se não tem forças e nem esta preparado para as respostas e nem para esperar o momento que elas devem surgir (o que não condiz com o momento que você quer que elas surjam!), simplesmente pare de fazer perguntas.
Silencie a sua alma, se acalme e tenha paciência, com o passar dos dias tudo se ajeita e você soluciona seus questionamentos, ou, ao menos, acha coisa mais interessante para fazer ou pensar do que colocar a prova sua esperança, seus sonhos, suas metas, sua sanidade e suas crenças.
Como diria o personagem do seriado internacional mais visto dos últimos anos, Dr. Greg House, “se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é psicótico”. É um fato: se você quer “se dar ao luxo” de crer em Deus, em Jesus, em anjos e santos, não queira que Eles “se dêem o desprazer” de lhe responder. Eles não interagem, se você ouvir-lhes corra para um sanatório: Você esta louco, esquizofrênico, psicótico, qualquer coisa, menos normal!
A fé é uma doação imotivada que funciona para muitas pessoas, que revoluciona vidas, é a única “coisa” capaz de fazer uma pessoa mudar para melhor. Todavia, crer não é sinônimo de ser ignorante. Aceite o fato de que você nunca terá explicações para tudo, aceite o fato de, por mais perguntas que você faça menos respostas você pode ter.
Acreditar na vida é dar a ela sua esperança, seus planos, seus sonhos, é fazer o seu melhor, sem ser egoísta a ponto de desejar algo em “troca”. Fé e “crenças” não são objetos de escambo, de negócios, você deve acreditar no que lhe convém, mas sem esperar uma contrapartida, uma resposta.
Fique atento as coincidências, mas não espere ouvir a voz de Deus, do contrário se interne, procure um psiquiatra, uma psicólogo, enfim, só não vale ficar ai parado achando que você esta bem, porque se isso ocorrer, definitivamente você estará mal, muito mal!
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 25 de agosto de 2011.

Parentes, respeito e amor.

Parentes, respeito e amor.



Como você sabe que é amado e respeitado por seus parentes, sejam eles irmãos, tios, pais, avós, cônjuge e, até mesmo, primos? Quando eles aceitam suas idéias, seus planos, seus sonhos, sem criticar-lhe, sem menosprezar-lhe, sem querer que você fique quando você precisa “ir” para realizar algo.
Infelizmente é fácil dizer “você é meu irmão e eu lhe amo”, ou “meu filho, você é minha vida”, enquanto você age como se a pessoa fosse sua propriedade e, como tal, devesse se adequar ao que você tem como “certo” e não aos seus pensamentos, anseios e convicções pessoais.
Quem lhe ama não apenas respeita seus planos e sonhos como, age de forma não egoísta, lhe incentivando a realizá-los, ainda que tenham que encarar a dor da saudade ou a ausência de sua “serventia”. Aliás, quando você é demasiado servil e prestativo, as pessoas, de regra os íntimos, os parentes, tendem a abusar de sua boa-fé e forma de ser: passam a ficar dependentes de você e desejam que você deles dependa para, num ciclo doente, aumentar o apego e o convívio.
Quem ama, seja a um namorado, seja ao marido, seja aos irmãos, filhos ou netos respeita suas opções, incentiva seus sonhos ainda que eles não vão ao encontro de seus planos. Amar é dar liberdade, amar é silenciar quando se deseja prender, amar é respeitar, aceitar e apoiar ainda que em detrimento dos próprios instintos de apego e egoísmo.
É triste, mas o fato é que, em algumas famílias, o amor não é genuíno e nem gratuito, ele se condiciona a sua presteza, a sua dedicação, ao seu empenho, se você decide cuidar de sua vida vê as portas se fecharem e ouve murmúrios de criticas, injustas e maldosas, através delas. Assim no seio familiar como no mundo: o egoísmo aniquila até mesmo com a verdade e nobreza do sentimento chamado “amor”.
Cláudia de Marchi


Passo Fundo, 25 de agosto de 2011.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Bom ou ruim?

Bom ou ruim?


Por que as pessoas só consideram válido, bom ou agradável o que é literalmente agradável, bom ou válido? Por que elas não conseguem ver o mundo e o que lhes acontece sob uma perspectiva mais otimista, mais entusiasmante e menos “vitimista”?
A vida não seria tão boa e mágica se tudo o que nos acontecesse fosse julgado “perfeito” por nós, o que não impede de os acontecimentos serem perfeitos para nós, ou seja, para nosso aprendizado, evolução e melhora enquanto seres humanos.
Há sempre validade e utilidade em todas nossas experiências, positivas ou negativas, e é isso que me faz questionar as pessoas que se dizem “religiosas” e “cheias de fé”: como compatibilizar a fé com o egoísmo, com o orgulho, com a ignorância psíquica de desejar apenas o que lhes convém, o que é indubitavelmente bom?
De todos os males se extrai alguma lição, algum aprendizado, algo que possa nos tornar melhores nos mais variados aspectos de nossa vida. Por trás de toda “perda” existe um mar de possibilidades, um mar de “ganhos” que só são aferidos por quem consegue perceber a vida por trás da superficialidade do “bom ou ruim”.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 25 de agosto de 2011.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Decisões

Decisões


Nove em dez vezes o homem não toma as decisões corretas, quer por agir impulsionado por emoções, positivas ou negativas, sem reflexão, quer por agir por entusiasmo, volúpia, instinto, todavia não se dá conta disso porque quer acreditar que suas decisões foram acertadas. E passam a crer nisso como se verdade fosse.
Ninguém consegue ter paz quando se arrepende de alguma decisão que tomou ou de uma omissão que lhe rendeu algum prejuízo afetivo, moral ou financeiro, mas a crença, baseada na ilusão, de que a decisão tomada foi a melhor dentre as possíveis ameniza qualquer ansiedade e, o que é melhor, envaidece a mente dos irrealistas e covardes.
A maioria das pessoas não tem a vida que deseja ter, não por impossibilidade financeira, mas por pouca auto-estima, por falta de audácia, de coragem e de humildade para admitir para si mesmo que é possível brecar o carro, fazer a volta e escolher outra estrada sem que isso signifique fragilidade ou fraqueza.
É triste saber que boa parte das pessoas não vive a vida que gostaria de viver, não age espontaneamente e nem é o que gostaria de ser, apenas para ser bem julgado, para menosprezar os oponentes, concorrentes ou, mesmo, parceiros. Tomam para si a idéia de que suas decisões são sempre sensatas e corretas, assim não sofrem, mas também não aprendem e nunca serão verdadeiramente felizes.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 25 de agosto de 2011.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Distância

Distância


Algumas frases, alguns “ditados” são tão simples e verdadeiros que acabamos fazendo “pouco caso” de seu significado, de seu sentido e das lições que deles emergem, na verdade, nem paramos para analisar o seu real sentido.
Uma destas afirmações “prontas” é aquela que diz que, “não havendo nada de bom para falar, convém calar-se”, existem outras com sentido interessante, mas esta leva a conclusão de que: na ausência de bons sentimentos e desejos para com o outro é preferível não sentirmos nada, apenas nos distanciarmos.
Desejar o mal para alguém nunca é bom, por pior que seja o mal que esta pessoa nos tenha feito, o mesmo vale para a tentativa de vingar a maldade alheia. Ninguém se vinga e nem deseja o mal para outrem sem se intoxicar com a maldade, sem beber da mesma água que o maldoso, ou seja, sem que se iguale a ele.
Quando somos imaturos, pouco vividos ou convencidos de que somos superiores aos outros desejamos que os outros “paguem” o mal que nos fizeram através de atos, palavras, fofocas, traições, intrigas, descaso, humilhações, ofensas de toda espécie, etc. Desejamos, pois o mal do outro na exata medida em que ele nos “judiou” como se fossemos “Deus”.
A vida, o sofrimento e a maturidade nos ensinam a não desejarmos o mal aos nossos “malfeitores”, a quem nos inveja, a quem nos traiu a confiança e a lealdade, a quem criticou e tripudiou injustamente de nossos sentimentos e atos, a quem agiu com falsidade e com intenções sórdidas de abuso de confiança, e, sim, a desejar apenas a distância, a falta completa de contato com tal pessoa: o não ver, o não olhar, o não conversar, o não encontrar, o não dialogar, nem por telefone, nem pessoal ou “virtualmente”.
De tudo o que é ruim o homem inteligente e maduro deve desejar o afastamento, apenas assim ele viverá feliz e em paz longe de quem, por ser maldoso, fútil, invejoso, ignorante, intolerante, mal intencionado, tolo ou egoísta lhe magoou, enganou e lhe fez sofrer. Distância: este é um desejo saudável e conveniente em relação a quem não merece nenhum apreço de nossa parte.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 24 de agosto de 2011.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Os erros e as convicções.

Os erros e as convicções.


A vida não precisa ser compreendida ou entendida, você, sim, precisa se compreender, se entender e se analisar. Quem lhe cerca também não precisa ser desmistificado, você tem que se desmistificar sob pena de conviver com pessoas excelentes e não notar, vez que imerso em arrogância, você julga sem se auto-analisar.
O tempo passa e de repente você nota que errou, que tomou decisões equivocadas baseadas num orgulho tolo ou numa falsa noção de si mesmo: você se achava superior a tudo, você se achava acima de todos e, quando menos espera, se depara com a realidade de que nunca foi melhor do que ninguém. Todavia, ninguém nunca foi melhor do que você.
Todos são aprendizes na vida, ninguém é tão ignorante ou tolo que não possa lhe ensinar algo e nem você tão sábio que não tenha o que aprender. Se você se acha sábio e é jovem ou teve pouca experiência recolha seu sorriso: meu caro, ninguém é sapiente sem vivência, sem ter tido amores, frustrações, sem ter arriscado, errado, se arrependido, chorado e aprendido. Finalmente, aprendido!
Não menospreze ninguém, mas nunca se superestime. Os maiores erros de um homem são feitos quando ele esta imerso na certeza de que tem “razão”. Aliás, eis algo perigoso: tentar ter e demonstrar que esta com a razão. Guerras foram criadas, estados divididos, pessoas assassinadas e corações foram partidos em nome das convicções de alguns indivíduos intolerantes.
A razão esta na mente de cada ser pensante. Todos, inclusive os corruptos, ladrões, assassinos, traidores e psicopatas acham que estão certos, então, cuidado com seus pensamentos, cuidado com suas certezas e com tudo que lhe faça ser intolerante com os demais. Um dia, quando menos espera, você vai ver que sua mente e idéias mudaram, que você mudou e é hoje melhor do que acreditava ser ontem.
Você vai perceber que o que outrora era uma certeza, não passara de uma vã idéia ou “ideologia” que, talvez você se arrependa de ter tido, porque em nome dela você feriu corações, terminou relações, magoou pessoas e se manteve silente e afastado, afinal você “tinha certeza” que estava certo.
Todos têm esta certeza e, comumente, estão errados, mas percebem isso quando vêem que não podem voltar atrás e demonstrar a humildade que a vida e o sofrimento lhes deu àqueles que feriram por ter “convicção” de que suas idéias eram melhores, mais sábias e mais inteligentes.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 19 de agosto de 2011.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ou você ajuda a melhorar ou você piora.

Ou você ajuda a melhorar ou você piora.


Cuidado com as atitudes das pessoas com as quais você convive, das pessoas que você ama, cuidado com a forma de pensar e de viver que tal pessoa tem. O amor depende da admiração, mas seguidamente, a paixão turva os olhos e faz o homem admirar o que não é digno de sê-lo. O convívio assemelha as pessoas, seja, pois alguém que faz as pessoas se tornarem melhores, não seja aquele que se torna pior.
Cuidado com a ira, cuidado com atos impensados, cuidado com a forma com que direciona sua raiva em relação a você mesmo e aos outros, cuidado com o que você critica e acha feio na pessoa que você ama, existe 50% de chance de você se igualar a ela.
Não é voluntário e talvez nem seja consciente. Se você costuma ser magoado ou criticar a pessoa que escolheu para viver com você, corre o sério risco de se igualar a ela: para se proteger você não pensa, não raciocina, e termina agindo de forma vil, vingativa e tola, da mesma forma com que tal pessoa agiu ou age com você. É sempre mais fácil perder o controle do que manter o equilíbrio e ajudar o outro a se equilibrar.
É preciso ter muita maturidade e autoconfiança para construir um relacionamento maduro e duradouro, é preciso se focar nas virtudes apesar das diferenças e conseqüentes “embates”. Raciocine antes de agir e pense se você quer ter um parceiro melhor ou quer se tornar uma pessoa pior.
Se preferir a primeira opção aprenda a ser mais racional e menos “emocional”. É graças a passionalidade que pessoas matam ou cometem atos dos quais se arrependem durante muito tempo, a emoção só torna livros e filmes mais interessantes, o sucesso pessoal, afetivo e profissional é dos racionais, dos inteligentes, dos que pensam antes de falar ou agir. Simples assim, ou não.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 17 de agosto de 2011.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Culpa

Culpa


Ninguém consegue ser feliz quando sente culpa por alguma coisa, quando culpa a Deus ou aos demais seres humanos pelos infortúnios que lhe ocorrem ao longo da vida. Quando não consegue aceitar a dor, o sofrimento ou quais quer outras mazelas.
Ter fé em si mesmo, em Deus e na vida significa aceitar os acontecimentos, bons ou ruins, sem deles se sentir vítima, sem precisar atribuir a si, ao “além” ou a outrem a culpa pelo que lhe ocorreu.
Se algo aconteceu é porque tinha que acontecer, se você sofreu e se machucou é porque, por algum motivo precisava disso. Quem tem fé acredita na nobreza da razão pela qual os fatos inconvenientes ou aprazíveis ocorrem: para fazê-lo crescer, para torná-lo mais forte, mais seguro, mais sábio.
Quem não aceita o que a vida lhe apresenta ou é demasiado orgulhoso, ou muito egoísta ou praticamente “esquizofrênico”: as “vozes”, os seres “imaginários”, os “espíritos”, os inimigos que lhe “invejam” e “perseguem”, as pessoas que lhe desprezam foram as culpadas pelo seu insucesso. Sim, tudo isso é sinal de falta de fé, compaixão e irracionalidade.
Cada pessoa é responsável pelos seus atos, embora alguns fatos em sua vida aconteçam em detrimento de sua boa vontade. Faz parte da vida humana os tropeços e as quedas. Não somos Deus, se fossemos, teríamos sabedoria suficiente para sermos resignados, para não blasfemarmos e para ver o lado bom por trás de tudo que nos ocorre.
Ninguém tem culpa por nada que lhe acontece, porém todos possuem responsabilidade pelas opções que tomam, por seus atos, pelo que falam e pelo que pensam. É sempre importante, pois, ao invés de tentar colocar a culpa pelo seu infortúnio em Deus, no “capeta” ou nos outros, analisar bem quais foram seus pensamentos, seus atos e palavras, apenas assim o homem vê que ele é responsável por quase tudo que lhe ocorre. Apenas assim os homens de pouca fé e negativismo na forma de sentir podem começar a pensar de forma diversa e mudar suas vidas, para melhor é claro.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 15 de agosto de 2011.

domingo, 14 de agosto de 2011

A medida da coragem

A medida da coragem


A coragem do homem é medida pelo que ele é capaz de fazer para melhorar sua vida, para conquistar seus objetivos e para realizar seus planos quando a vida não lhe favorece. A maioria, pois, é covarde, é acomodada e, conseqüentemente, frustrada e triste.
Nos momentos difíceis da vida é que os corajosos se destacam, são os que correm mais rápido em busca de sua realização. Não trapaceiam e nem derrubam ninguém no caminho, não precisam agir errado vez que dão o melhor de si mesmos em prol de suas metas.
Os covardes não tentam e criam sua própria infelicidade por medo e por falta de confiança em si mesmos, carecem de fé na vida. Tudo os assusta, tudo os apavora e a possibilidade de errar lhes aterroriza, fazendo com que ajam de forma “errada”.
Se temer, se trapacear, se querer o mal dos outros ou difamá-los nos trouxesse a realização que desejamos a vida seria um jogo onde os maldosos, os covardes e os infames ganhariam, o que não é. Benzadeus!
O mundo é dos inteligentes, dos corajosos não necessariamente dos “espertos”. A esperteza é uma das características que os tolos e burros gostam de dizer que possuem. O homem inteligente não se gaba por sê-lo, pelo contrário, silencia e luta calado e honestamente.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 14 de agosto de 2011.

Medo de temer

Medo de temer


O comodismo e a covardia me assustam, inclusive em mim mesma. Em algum aspecto de nossa vida, um dia, nos “pegaremos” sendo acomodados ou covardes.
Deixamos o duvidoso pelo que é por nós conhecido, mesmo que não pareça ser verdadeiramente “certo”. Temos medo de mudar, de tentar e de fracassar, temos medo de revolucionar nossa vida e, por tal motivo, perdemos tempo, felicidade e paz. E, o que é pior, deixamos os outros desperdiçarem seu tempo conosco.
Nada mais triste do que se arrepender de não tentar, nada é mais vil e fraco do que o comodismo, o medo do novo, o medo da mudança. Nada mais tolo do que deixar de viajar por medo das curvas, por medo dos buracos, por medo dos outros.
Quem deixa de viajar por medo, deixa de ser feliz, deixa de conhecer a vida, deixa de conhecer locais melhores, mais belos, mais cômodos, mais “haver” com seus anseios e sonhos. Deixa de crescer, de aprender e se aprimorar na vida.
Eu aprendi a ter medo de temer, medo de me acomodar, medo de não experimentar o duvidoso e ser mais uma pessoa frustrada e hipócrita no mundo, mais uma pessoa que deixou a vida e as oportunidades passarem e, após anos, remói sua covardia, seu comodismo e seu fracasso.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 14 de agosto de 2011.

Normalmente ordinário.

Normalmente ordinário.


As pessoas não gostam de serem chamadas de “ordinárias”, mas encaram bem serem tidas como “normais”. Todavia, ao meu ver, o normal é o ordinário, é o comum, o “não raro”.
O que falta no mundo não são virtudes extraordinárias, mas, isto sim, pessoas que se apoderem delas, pessoas virtuosas, pessoas “fora do comum”. Nada contra a normalidade, mas por ela ter se tornada ordinária demais perdeu o encanto, a graça e o brilho.
A maioria das pessoas pensa de forma assemelhada e age de tal forma, a maioria não tem piedade, nem medo ou receio de agir errado, mas tem tais sentimentos em relação ao conhecimento público de suas ações.
Ou seja, vivemos num País onde a maioria é corrupta, corruptível, desonesta, desleal e infiel, tais características, porém, são desprezadas no que tange ao que “se deseja que os outros saibam”.
Ninguém quer ser julgado como infiel, desleal, impiedoso ou desonesto, embora não tema agir de forma errada e sem pensar no outro. Os indivíduos agem de forma egoísta, todavia não querem que seus atos vis sejam conhecidos pelos outros e a eles atribuídos.
“Isso” seria a tal da hipocrisia? Sim, com certeza. Ela tornou as pessoas ordinárias demais, sem graça, sem brilho, afinal ela é irmã da falsidade, filha da deslealdade e da desonestidade.
Faltam pessoas sinceras, francas e diretas no mundo, mas sobram pessoas falsas, mentirosas e desonestas querendo ser bem julgadas, bem quistas e admiradas pelos outros. Pessoas que viraram fantoches de si mesmas, sem autenticidade, sem personalidade, sem brio, que querem ser tidas como “normais”, sem perceber que, normalmente, o "normal" é ordinário.


Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 14 de agosto de 2011.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Eu"

“Eu”


Demorei 29 anos para aprender que a palavra mais feia do mundo é o pronome pessoal “eu”. Quem muito fala “eu”, de regra é egoísta, orgulhoso, impiedoso, narcisista, egocêntrico e desconhece o significado da outra palavra, a mais bela, chamada “compaixão”.
Quem sente compaixão, quem, enfim, se compadece com as agruras alheias não costuma usar muito a palavra “eu”, costuma ser melhor ouvinte, costuma se colocar no lugar dos outros e não erige os seus problemas a categoria de “catástrofes universais”.
Ninguém tolera uma pessoa narcisista ou egocêntrica por muito tempo, não sem perder o equilíbrio, a paciência e um pouquinho da sanidade mental. Para viver bem o homem tem que olhar para os lados, ver que cada um tem seus problemas, que vida nenhuma é perfeita, mas muitos de seus inconvenientes são causados por sua própria imprudência, desatenção e desrespeito para consigo próprio ou para com os outros, logo, reclamar é ridículo, um ato praticamente hediondo.
Aquele que diz “eu” o tempo todo não enxerga os problemas alheios e nem se apieda, ao contrário de Cristo que disse na cruz: “Pais, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”, o egoísta diz para si mesmo “o que eu fiz para merecer isso?”, “porque coisas ruins acontecem comigo que sou tão bondoso?”, “ah, meu amigo, imagine se você tivesse os meus problemas!”. Enfim, é a vítima inocente da vida.
Ninguém é inocente no mundo, ninguém é santo e nem puro, em algum ponto da vida todos tendem a usar em demasia o pronome “eu”, mas apenas as pessoas moralmente enfermas não notam nunca que só pensam em si mesmas, enquanto erguem a bandeira do “coitadismo”: “Eu sou um coitado”. Que Deus livre à todos deste tipo de gente!
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 12 de agosto de 2011.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Inocente

Inocente


Quando eu era inocente eu achava que todo mundo que amava sabia valorizar, respeitar e admirar o ser amado. Quando eu era inocente eu acreditava que o amor poderia tornar as pessoas melhores e mudar suas vidas, seus destinos.
O que realmente me surpreende é que quando eu era inocente eu achava que era sábia, que era madura, que era corajosa, que eu era uma “grande jovem mulher”, todavia hoje eu sei que não há aprendizado sem disciplina ou dor, hoje eu sei que estou longe de ser sábia, ainda que contabilize mais experiências de vida. Eu era apenas uma jovem tola que achava que era o que sou agora, momento em que reconheço que falta muito para eu me tornar quem desejo ser.
Quando eu era inocente eu também achava que as pessoas que não mudavam pelo amor, evoluíam pela dor. Hoje eu sei que algumas pessoas nunca mudam, primeiramente porque elas não param pára analisar suas falhas e defeitos. Elas preferem colocarem-se na posição de “vítimas” da vida ou das pessoas, em segundo lugar, porque elas fogem se embriagando, tomando psicotrópicos ou qualquer espécie de drogas lícitas ou ilícitas.
Quando eu era inocente eu não sabia que as pessoas procuram anestesiar seu coração, e, com isso, bloqueiam sua evolução, seu aprendizado. Elas “sofrem, sem sofrer”, então, as que não aprenderam pelo amor, dificilmente irão aprender pela dor. Hoje eu sei que algumas pessoas não mudam, e quem foi infiel, falso, desleal ou ingrato com outrem, será com você também, sem titubear.
Quando eu era inocente eu achava que agressões físicas eram graves, eram maus tratos. Hoje eu sei que agressão doída de verdade é a verbal, a psíquica, aquela que atinge nosso ego, nosso coração, nossos mais verdadeiros e profundos sentimentos. A carne cicatriza mais fácil do que a alma, mas quando eu era inocente eu não sabia disso.
Quando eu era inocente eu achava que as pessoas nasciam loucas ou demonstravam sinais de esquizofrenia ou outras doenças durante a vida. Eu achava que a loucura era uma falha neurológica, psiquiátrica e até mesmo genética.
Hoje eu sei que o amor desprezado, que a atenção tripudiada e a doação emocional vilipendiada podem fazer as pessoas ficarem emocionalmente insanas. Hoje eu sei que arrependimento não mata, mas leva a autodestruição, à depressão e a tristeza profunda. Sei também que é preciso que exista equilíbrio até para as melhores virtudes, porque onde sobra algo, surgem anormalidades.
Quando eu era inocente eu acreditava que as pessoas tinham palavra e não faziam promessas vãs. Eu achava que o homem poderia mudar e ser sincero. Hoje eu sei que o homem usa as palavras como artifício para conquistar o que deseja, sem que realmente valorize e demonstre amor por tal objeto. É meu caro, eu tenho uma tremenda saudade da minha inocência.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 11 de agosto de 2011.

O egoísmo, a ingratidão e seus efeitos.

O egoísmo, a ingratidão e seus efeitos.


O egoísmo é o veneno que mata as relações humanas. As pessoas egoístas são, via de regra, ingratas. Não valorizam o esforço dos pais, não valorizam as oportunidades que tiveram e nem a vida que possuem. Acham-se miseráveis, coitadas e vítimas dos outros, olvidando do fato que todo mundo se torna aquilo que acredita ser.
Quem é ingrato para com quem tudo lhe deu é ingrato para com todo mundo e, coincidentemente, a maioria que “ganha” demais tende a não valorizar nada, absolutamente nada. Nunca se sentem contentes porque os defeitos e as falhas alheias valem mais, ao seu julgar, do que suas virtudes e empenho.
Eles passam a vida focados nos erros alheios, assim, se sentem vítimas, e desta forma, tentam crer que são melhores do que os outros, que são bons e puros: eles podem ofender, eles podem ter ataques de ira, eles podem lhe prejudicar afetiva e financeiramente, eles podem fazer pouco caso de você, de seu trabalho, eles podem malbaratar seu esforço, vilipendiar seu amor, mas eles nunca aceitam o revide, se ele acontece o injusto é você. Eles não fazem mea culpa nunca, sequer conhecem seu significado.
Apenas eles sofrem, apenas eles passam por dificuldades. Eles não pensam em você e, no fundo, só dizem o “nós” quando pensam que irão lucrar com seus atos, com seu amor, com sua inocência, com sua doação e com sua dedicação.
Quando, por algum motivo você faz o que eles sempre fazem, por exemplo, quando você age sem pensar, movido pela tristeza que aguça sua revolta, eles não aceitam. Acreditam no que inventam para si mesmos, acreditam que são inocentes e você é o algoz, tomam para si a certeza de que você e toda sua doação afetiva e emocional de nada valem porque você não foi “perfeito”.
Eles nunca irão lhe agradecer e nunca irão perceber suas boas ações, eles querem ver apenas o mal, e é ele que eles vêem, ao mesmo tempo, que é ele que eles atraem, afinal ninguém pode ser injusto na vida sem que a vida seja injusta com ele. O retorno sempre ocorre, dele ninguém pode fugir, por mais superior que deseje ser.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 11 de agosto de 2011.

domingo, 7 de agosto de 2011

O homem e seus sonhos.

O homem e seus sonhos.


O que é feito do homem se podarem seus sonhos? Ou se ele desistir de sonhar? O homem precisa de sonhos, de planos e objetivos para viver. O “nada ansiar” combina com a morte, com o fim da vida.
É apenas no momento da morte que os sonhos perdem a razão de ser e existir. Você sabe que, com o fim de sua vida, terminam seus planos, seus sonhos, que levados ao túmulo, perecerão como a sua carne.
Não é preciso ser ansioso, a vida segue numa cadencia divina, para tudo existe o momento certo, todavia, é imprudente ser preguiçoso ou acomodado: é preciso mudar o que for preciso, batalhar o quanto for necessário, para concretizar suas metas, seus sonhos.
Pior do que levar os sonhos para o túmulo é passar a vida com frustrações advindas do fato de não tê-los realizado, de não ter aproveitado as oportunidades, a juventude, a fé e a força de vontade quando elas existiam, quando tudo era possível se você agisse com determinação.
Na vida você pode precisar desistir de amores, de relacionamentos que lhe fazem feliz, de pessoas que lhe amam, para tocar o barco da sua existência e realizar sonhos que são apenas seus, sem os quais você se frustra, se entristece e se sente indigno. Às vezes é preciso desistir de pessoas para encarar o mundo e realizar seus sonhos: sem coragem e brio, ninguém realiza nada e ninguém se torna plenamente realizado.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 07 de agosto de 2011.

sábado, 6 de agosto de 2011

Homens: uma análise resumida.

Homens: uma análise resumida.


Ao menos que você seja muito tola, volúvel ou carente não é necessário ir para cama com todos os homens que flertam com você para aprender a conhecer e distinguir os tipos menos “virtuosos” da classe masculina.
Existem algumas premissas que, via de regra, não falham. Ou melhor, vou chamar as tais “premissas” de “pistas” acerca da personalidade do homem. Uma delas: Ele mal lhe conhece e lhe trata com muito carinho, tenta colocar romantismo e delicadeza em todos os seus atos para lhe agradar. É um “lord” que faz você se sentir especial.
Eis a verdade: o gentleman amável e romântico é assim. Sim, qual o problema? Ele é assim! Logo, ele age como se estivesse apaixonado com todas, pois ele é educado, gentil, carinhoso, independente de querer ter algo sério com você, independente, enfim, dele gostar, adorar ou amar você: é da índole do sujeito ser gentil, doce e querido com todas. Digamos que seja uma espécie de “psicopata do amor”, ele lhe engana com maestria.
Existem os homens gentis por “culpa”. O sujeito passa o dia teclando com outras na frente do computador, vai às casas noturnas de prostituição, flerta com a secretária, colega ou caixa do banco e, com dor na consciência, à noite lhe leva flores, bombons, lhe leva jantar no melhor restaurante da cidade e, podendo, lhe leva para uma super viajem ou lhe enche de presentes, isso, claro se ele chegar a transar com outra: seu “carinho”, “afeto” e “benevolência” aumentam na medida de sua culpa.
Ah, não tenho como esquecer os ciumentos e possessivos. Quem diz que ama e não confia esta projetando o seu caráter e índole duvidosa na outra pessoa, logo, quanto mais ciumento o seu pretendente for, maiores são as chances de ele lhe trair. Homens confiáveis, confiam, homens larápios, duvidam, desconfiam. É novamente a tal da culpa abrindo suas “asas”.
Outro tipo de homem é aquele “mal acostumado”, o tipo imaturo, que acha que é endinheirado ou que seu dinheiro compra “bem querer”, enfim é o imbecil que acha que vive na “terra das mulheres desesperadas”: ele quer que você ligue, ele quer que você mande mensagens, quer que você o chame para conversar no MSN, e, se bobear ele quer que você o convide para ir a um motel, sem nenhuma jantinha romântica antes. Ele quer sexo e ponto final, o infeliz acha que dinheiro compra tudo, e esquece que mulher que se interessa por conta bancária costuma usar o corpinho como objeto de trabalho, são as “bitches”. Todavia, o cara foi acostumado desta forma pela maioria das mulheres volúveis e desesperadas que existem no mundo.
E, obviamente, há aquele outro tipinho tosco de homem: os que acham que são espertos. Eles lhe procuram quando querem algo, lhe paparicam e somem, de repente, lhe ligam, como se tivessem sido “abduzidos”, como se nada tivesse acontecido, ou melhor, como se ele não tivesse se afastado, e você, que não é nenhuma imbecil, já não estivesse “noutra”. Esses otários devem ser dispensados ou enganados da mesma forma que pensam que enganam. Por favor, caros homens, mulher para ser iludida hoje em dia tem que ter menos de 15 anos ou mais do que tal idade desde que recém saída de um convento!
É engraçado e até divertido fingir que você agredida nas histórias que houve dos homens. Em geral, eles precisam ter seu ego alimentado e inflado, basta fingir que você acredita no que eles dizem, se fazer de inocente, usá-los e fazê-los acreditar que são eles que a usam e dispensar o tolo que se acha esperto. Depois você se reúne com suas amigas mais intimas numa mesa de bar ou numa jantinha regada a um bom vinho ou espumante onde eles se tornam a “piada da noite”. Risadas não vão faltar, com certeza.
Todavia, homem que merece atenção é aquele que pouco elogia e paparica. Aquele que começa devagar e vai se soltando, se entregando aos poucos, na medida em que se envolve e se apaixona por você, É aquele que olha no fundo dos seus olhos, que ri das suas piadas, que age com sutileza, que se interessa pelos seus planos e sonhos, que lhe liga e demonstra interesse em um relacionamento verdadeiro e sério.
Este tipo de homem não é “agradabilíssimo” como os cavalheiros que citei nos primeiros parágrafos, mas ele é sério e gentil, e caso se apaixone por você o olhar dele estará sempre lhe dizendo: “Você é especial para mim e eu te amo”, sem que ele precise falar isso a todo o momento.
Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 06 de agosto de 2011.

Ensimesmada

Ensimesmada


Eu não tenho vontade de conversar. Não telefono para ninguém, não entro no MSN, e não abro o “chat” do Facebook. Eu não tenho vontade de falar de mim, de meus planos e da minha vida com quase ninguém. Eu abortei temporariamente a minha vida social e coloquei num cofre lacrado minha vida afetiva.
Não quero beijos, não quero carinho, não quero sexo, não quero amor. Não quero nada disso e nem preciso. Sou auto-suficiente nos mais variados aspectos. Quero manter a minha vida do jeito que esta, não quero, tampouco preciso, assinar o divórcio (afinal, não me requisitam), não quero casar, não quero companhia. Separada judicialmente? Ótimo! Tenho muitos planos para realizar antes de amar e casar-me novamente.
Me nego a ir a qualquer Igreja ou praticar qualquer religião. Não, eu não estou deprimida, aliás, há muitos meses eu não me sentia tão feliz, contente e com tanta fé. Não preciso praticar nenhuma religião para ter paz de espírito.
Por que, afinal, as pessoas acham que você tem que estar nas baladas para ser feliz? Ou com um namorado a tiracolo? Será que a maioria dos seres humanos é tão co-dependente assim? Como alguém pode se considerar feliz se esta sempre correndo atrás de algum objetivo financeiro, precisa de um drink todos os dias e ter alguém na cama para chamar de “seu”? Como alguém pode ser feliz se nunca se contenta com a vida que escolheu levar e não consegue ficar sozinho?
Ou seja, o sujeito não se sente contente com o que tem, nem consigo mesmo, precisa de álcool ou outras drogas para se animar ou se acalmar, e não consegue ser feliz sem companhia, mas se sente no direito de julgar aos outros. Ora, por favor, que gente infame! Eu estou noutra fase, bastante ensimesmada, mas muito feliz. Contente com a minha vida e com planos maravilhosos que dizem respeito apenas a mim.
Talvez, seja por isso minha falta de vontade de interagir, ou talvez porque, finalmente, de tanto me decepcionar com pessoas falsas, eu aprendi a não confiar em praticamente ninguém. Como diria o Renato Russo: “Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança.” Esta afirmação define minha vida no atual momento.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 06 de agosto de 2011.

Companheiros do perigo

Companheiros do perigo


Existem pessoas que acham que são “Deuses”. Elas vivem abusando da sorte e proteção que possuem, não valorizam amigos e ninguém que lhes estenda a mão. São egoístas e egocêntricas: elas acham que é “dever” de quem lhes cerca ajudarem-nas, e por isso são ingratas.
Elas não ouvem bons conselhos, ignoram-lhes e seguem suas vidas como se nada fosse lhes atingir. Como se elas pairassem acima de qualquer mal, de qualquer lógica, acima da lei dos homens, acima das leis divinas.
Muitas destas pessoas, não todas, são autodestrutivas, porque “brincam” com suas vidas, não se impondo limite algum: no transito correm demais, bebem e dirigem, bebem em demasia sem limite algum, recorrem a tudo que seja perigoso, misturam remédios e qualquer espécie de droga que todos sabem quão perigosas são.
Essas pessoas são companheiras do perigo. Elas precisam do risco para sentirem-se vivas e superiores aos outros. Em algum aspecto de suas vidas elas precisam se arriscar, seja no âmbito profissional, seja em relação a própria saúde e existência. Elas preferem passar a vida buscando a felicidade, tal qual um cão correndo atrás de seu rabo, do que assumir que podem ter paz e ser felizes como são e com o que possuem.
Elas brincam de ser “Deus” durante a vida, nunca ficam contentes, tentam se destruir aos poucos. Nem bem desejam viver, nem bem querem morrer. No fundo são covardes que têm medo de aproveitar a sorte, a proteção divina e a vida boa que podem levar, são viventes que não sabem viver. Coitados!
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 06 de agosto de 2011.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Destino e escolhas

Destino e escolhas



Existem fases na vida da gente em que repensamos nossas escolhas, analisamos se estamos no caminho correto para realizar nossos sonhos e, de repente, tudo o que tínhamos como certo pode nos assustar, porque precisamos mudar completamente nossa vida e a mudança nos assusta.
Nós queremos mudar, mas não por covardia e sim por orgulho, por medo de tentarmos e fracassarmos, nos sentimos inseguros, um pouco preocupados e introspectivos pensando se vamos obter êxito em nossas “empreitadas”.
Isso é natural, todo mundo passa por períodos de dúvidas e incertezas. Eis que, das centenas de livros que tenho, peguei um da prateleira há uma semana com o intuito de ler. “Descubra seu destino” é o nome do “dito cujo”. Não me recordo o nome do autor, não o abri e nem me animei a lê-lo.
Eu olhei para aquele livro, cujo nome já explicita aonde ele pode levar o leitor e desisti. Eu não quero saber sobre o meu destino, porque sei que ele esta em minhas mãos e depende, apenas, das minhas escolhas, apenas de mim.
Cheguei num ponto em que tive vontade de recolher minhas ambições e voltar para a rotina cômoda, mas tranqüila e feliz que eu tinha. Todavia, eu não quero, não posso desistir de minhas metas, dos meus sonhos, dos meus objetivos. Eu escolhi a mim e nenhuma vida pode ser mais importante do que a minha, com tantos desejos e metas a serem concretizadas.
Então, com o livro na cabeceira há dias, resolvi guardá-lo e lhe disse: Eu não quero descobrir o meu destino, eu vou fazer o meu futuro da forma que eu quiser, como eu quiser. Não preciso de livros e nem de cartilhas, preciso ser responsável e corajosa para mudar por completo a minha vida, e, como diz certa pessoa: “Coragem nunca me faltou”. E nunca irá faltar.
Assumi as rédeas da minha vida e vou ter o destino e o futuro que eu escolher, livro nenhum vai me ajudar, porque eu já sei muito bem o que desejo para a minha vida, sei que preciso de mudanças homéricas e assumi o risco de encará-las e fazê-las.
Eu não sei o que a vida me reserva com suas surpresas, mas eu sei o rumo que quero tomar para chegar ao destino que eu escolhi, tal qual um viajante ao comprar uma passagem para viajar: ele não sabe o que acontecerá no trajeto, mas sabe, ao menos, aonde quer chegar, aonde vai chegar, enfim.




Cláudia de Marchi




Passo Fundo, 03 de agosto de 2011.

"Com licença, eu preciso viver!"

“Com licença, eu preciso viver!”


É impossível ter tudo o que se deseja na vida, infelizmente é uma tendência humana querer sempre algo mais. Você pode conseguir tudo o que quer, mas, no mesmo instante cria novas necessidades, novas metas, e o que você "quer" passa a ser o que você "queria". Ou então, você pode ser um felizardo e aprender a ser contente com o que tem, mas irá conviver com pessoas descontentes, o que vai macular a sua paz e felicidade.
Nem todo mundo precisa pedir “licença” para cuidar da sua própria vida, mas algumas pessoas precisam. De regra é quem convive com que lhe “requer” demais: precisa de muita atenção, precisa de ajuda, de força, de dedicação. Muitas pessoas são assim, possuem uma vida complicada, o que não lhe impede de amá-las e não faz delas seres inferiores a nenhum outro.
Quando se convive com alguém assim, você sabe que, para fazer sua história e realizar seus sonhos, é preciso sair da vida dela. “Live and let live”, você precisa recolher seus planos, a alegria, a felicidade e o sorriso que estampa no rosto quando esta ao lado deste alguém, para trafegar sozinho na estrada da vida. Da sua vida.
Vida que fica em segundo plano quando você esta com esta pessoa, vida que não é bem vivida quando você se dedica ao seu amor, ao seu bem querer. Você, mesmo feliz, mesmo contente admite para si mesmo que é preciso sair, cuidar de si, realizar seus sonhos, que, enfim, é preciso viver, ainda que longe de seu amor. Viver e deixá-lo viver.
Você tem sonhos e, sobretudo, se ama, logo, não consegue deixar de lado seu futuro, seus planos e suas metas, que estiveram em sua mente e coração muito antes de você amar alguém. É preciso, pois, desistir de tal pessoa em prol de si mesmo, e, não sem dor, afirmar: “Amor, com licença, eu preciso viver!”.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 03 de agosto de 2011.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

As pessoas, o egoísmo e o mundo.

As pessoas, o egoísmo e o mundo.
O mundo nunca será melhor enquanto as pessoas desejarem, para sim, a felicidade, a realização, a união e o amor e, para os outros, a discórdia, a tristeza, a frustração e a separação.
É impossível termos um mundo melhor se as pessoas forem falsas e egoístas. Quem faz a vida e constrói o mundo são os seres humanos, logo, se eles não se tornarem bons e caridosos, o mundo jamais será verdadeiramente bom e justo.
Avalie os conselhos que você ganha quando esta com algum problema no relacionamento, por exemplo? A maioria não fortalece a sua revolta ao invés de tentar lhe alentar e acalmar? Boa parte dos indivíduos gosta de ver o circo pegar fogo, na vida alheia, é claro, enquanto eles, de longe e salvos vêem o seu mundo desabar e “respiram aliviados” ao ver que não são os únicos a sofrer na vida.
Poucos são os que semeiam a união, a alegria entre as pessoas, o crescimento e aprimoramento profissional, a mantença e não a dissolução de um casamento, a maioria, quer ser feliz e se sente um pouco mais contente ao ver que sua vida também não é perfeita e que você está tão ou mais frustrado que ela. Portanto, esse tipo de pessoa vil, egoísta e maldosa se sente mais feliz se os outros forem menos felizes do que ela.
Eu sei que isso não é bonito, mas é, infelizmente, assim que a maioria das pessoas pensa e vive, não é em vão que hoje confio menos nas pessoas e criei um círculo de relacionamento ínfimo, mais seleto. Eu já fui tola, já confiei demais, já ouvi maus conselhos, falo, pois com conhecimento de causa, lamentavelmente: é preciso ter cuidado com quem lhe aconselha e diz ser seu “amigo”, nem todo mundo é bondoso e puro, não julgue o mundo por você. Vai demorar, mas um dia você aprende.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 1º de agosto de 2011.