Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ilimitadas.

Ilimitadas.

Não existe uma mulher que seja completamente santa. Talvez existam as completamente putas, mas santa, por completo, nenhuma é. Existe, no entanto, uma subespécie do gênero feminino: as que se fazem. Inolvidável que este é o pior tipo e, sobretudo, o mais perigoso.
A pessoa faz de conta que tem valores, diz “não” quando quer dizer “sim” e por aí a fora. Mulher que é mulher se comanda, é gestora de suas vontades, de seus desejos e da sua conta bancária.
Com certeza isso não justifica descaramento, não justifica flertes com homens comprometidos, nem insinuações que vão da sensualidade à vulgaridade. Não é porque você se banca que precisa usar uma saia justíssima que mal esconde a bunda, decote homérico, encher a cara em público e ficar com qualquer desconhecido sem saber o nome do cidadão.
Há limites, existe o momento certo para se soltar e o momento para agir com classe, coisa que, convenhamos, as desclassificadas desconhecem. Todavia, ser intelectual, psíquica e financeiramente independente justifica algumas loucuras que só a maturidade permite que façamos.
Sou da opinião de que somos o que costumeiramente fazemos, somos a atitude que, de regra tomamos, todavia, sem algum tipo de exceção a vida fica chata, a gente se torna chato, medíocre e limitado. A realidade é que ninguém cabe em conceitos, em rótulos, menos ainda uma mulher.
A decência da alma feminina está na franqueza, na sinceridade e na honestidade, sobretudo aquela que a mulher deve a ela mesma, a seus anseios e as suas vontades. Nós não somos complicadas, nós somos ilimitadas.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 24 de outubro de 2014. 

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