Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 5 de maio de 2015

Não sou normal. E daí?

Não sou normal. E daí?

Às vezes eu ouço certas coisas e penso: “Não, eu não sou normal”. Qual o problema das pessoas, afinal? Não compreendo como conseguem complicar o simples e, depois, complicar ainda mais o complicado! Não, eu não sou desse mundo!
E nem tenho paciência com certas coisas. Não, eu não tenho paciência nenhuma! A vida é muito curta para ter que tolerar o que tira a paz, o que chateia ou incomoda: paz de espirito é tudo nessa vida!
Fico indignada ao ver pessoas se contentando com misérias, vivendo ao lado de quem não amam, vivendo uma vida insossa, sem graça, sem luz, sem brilho, sem paz. Vivendo uma vida infeliz para contentar aos outros ou a sociedade.
Em minha humilde mentalidade isso é inconcebível. Sabe por quê? Porque ninguém chora minhas lagrimas, ninguém passa as noites em claro por mim, ninguém sente minha ansiedade ou depressão, ninguém me sustenta, me dá comida ou tudo o que eu gosto. Assim como ninguém goza, sorri ou gargalha por mim.
Logo, podem me chamar de louca, de egoísta, de irresponsável, de tola, de fria, de insana, de burra, do que for, enquanto ser, aos olhos alheios, tudo isso estiver me fazendo feliz, eu “serei”! Serei, porque a felicidade é minha e não de quem me julga.
Aliás, julga por que afinal? Porque tem uma vida entediante, também construída com base no receio “do que os outros vão pensar”? Logo, frente ao tédio de sua vida insossa, julgar a conduta alheia parece excitante! Faz os infelizes sentirem-se bem, importantes e menos vis! Arre, que dó!
Eu sou livre para fazer o que desejo, sou dona de mim, dos meus desejos, dos meus anseios e dos outros só quero uma coisa: respeito para quem pode respeitar e distância para quem não me tolera. Simples, não dependo de ninguém.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 06 de maio de 2015. 

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