Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 26 de maio de 2015

O ônus do amor e a maternidade.

O ônus do amor e a maternidade.

Há algum tempo eu era apaixonada por um homem mais velho do que eu que se negava a agir como pai do filho cuja paternidade reconheceu, forçadamente, por conta de exame de DNA. Eu brigava muito, muito com ele por isso!
Eu era jovem, achava que podia mudar o mundo, mais, eu achava que eu era mais certa do que muitas pessoas por aí! Com o passar dos anos, junto com uma dose elevada de maturidade eu ganhei humildade, conquistei um total repudio as “donas da verdade”, diga-se, que é o que eu fui até meus 28, 29 aninhos.
Bem, de toda forma fato é que amar traz preocupações e muitas inquietudes! Amar envolve uma responsabilidade tão grande que, francamente, nem todos tem tal preparo!
Eu fui acostumada a amar meus pais, me preocupar sempre mais com minha mãe que é quem sempre esteve fisicamente próxima a mim. No máximo tive alguns amores escolhidos por mim e dois gatos. Isso é cômodo, porque eu me preocupo comigo e com poucos seres!
O amor, o convívio e o afeto trazem inúmeros benefícios, mas não olvidemos das responsabilidades a ele inerentes e, com elas, as preocupações! Amar às vezes dói, amar faz perder o sono, amar faz a gente ter medo de o outro sofrer, se decepcionar e, ainda, de nos frustrar!
O amor nos faz bem, nos enternece, mas você já parou para pensar no seus ônus? No quão nervoso você fica temendo pelo outro e preocupado com o outro. Amar é mudar a alma de casa, ouvi certa vez. Amar, na verdade é estar em nós e no outro ao mesmo tempo. E como tal, rimos e choramos por nós e pelo outro e, ainda, pelo que esperamos do outro, afinal, nós podemos estar nele, mas não “sermos” ele.
As decisões e os atos cruciais serão tomados pelo outro na sua vida, é preciso deixar livre para amar de verdade, é preciso não esperar que o outro aja como nós agiríamos, é preciso compreender suas decisões por mais erradas que nos pareçam.
Enfim, ser mãe? Só de gatos, pois seres humanos são imprevisíveis e perigosos demais. A gente sabe o que é bom para eles, mas eles precisam aprender para fazer o bem para eles mesmos, enquanto isso sofrem e a gente sofre junto, enfim, maternidade, me pule!

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 26 de maio de 2015.



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