Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

domingo, 10 de maio de 2015

Sem paciência II!

Sem paciência II!

Eu não tenho paciência! Não para o que me desaponta ou frustra. Dizem que precisamos ter paciência para com o outro para termos um relacionamento com ele, então eu pergunto: onde está "escrito" que eu tenho que "ter" a companhia de alguém para ser feliz? Eu tenho é que ter paz para ser feliz, eu tenho é que ser respeitada e ter motivos para admirar alguém.
Por que cargas da água eu seria obrigada a ser tolerante com gente que me frustra, desaponta e irrita? Por que se existe um mundo com pessoas mais admiráveis, fortes e bem resolvidas para serem conhecidas?
A intolerância tem que ser conquistada. Você precisa ter sofrido um bocado, tido muitas experiências e aprendido com elas para saber o que quer e o que não quer, bem como o que pode ou não pode tolerar!
Com o tempo aprendemos o que podemos ou não podemos suportar em alguém e em seus atos, mais percebemos com mais propriedade o que há por trás de suas atitudes, palavras e decisões.
Conseguimos ir além do superficial e lermos as entrelinhas de forma que, abertamente, assumimos o que não gostamos e não precisamos e nem queremos disfarçar. Algo de ruim com minha paciência curta? Uma dica: não a coloque em provação, porque eu não sou obrigada a suportar o que a avilta.
Eu suporto inúmeras coisas, sou extremamente resiliente, me tornei uma mulher extremamente equilibrada, mas me desequilíbrio totalmente se estiver em companhia de quem coloca a minha paciência (que de santa não tem nada), em cheque.
De tudo o que eu quis aprender na vida, ser paciente com quem não merece a minha admiração nunca esteve no rol, eu falo umas verdades, perco um pouco do “tino” e nunca mais quero ver. Não suporto imaturidade, gente que age e quer “abalar”, homens falocêntricos, sem romantismo, sem toque, sem maturidade e sem um “h” maiúsculo!
Não suporto caras carentes que não conseguem viver sozinhos, que emendam uma relação à outra de forma tão desatinada e desequilibrada que acaba ferindo o equilíbrio da inocente da nova “pretendida”. Homens que, vinculados a uma, ousam desejar outra sem ter quebrado o cordão da carência que lhes prendeu a anterior.
Enfim, meu amigo, paciência eu tenho, para gente madura, crescida, autoconfiante e não carente. Esse povo que acha que o mundo gira em torno do seu umbigo ou falo é dispensável, desprezível e eu não pretendo e nem quero disfarçar a minha ojeriza e decepção.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 10 de maio de 2015. 

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