Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Queira alguém que não precise lhe querer! Mas quer.

Queira alguém que não precise lhe querer! Mas quer.

Não queira a companhia de alguém que deseja ou que precise ter uma companhia, por mais humorada e interessante que a pessoa possa ser aos seus olhos, se ela não sabe o valor dela mesma, será um ser humano carente que se apega ao outro com facilidade por conta de necessidade de afeto que só Freud explica.
Queira alguém que queira unicamente a sua companhia por reconhecer suas virtudes e diferenciais, queira alguém que lhe admire, que entenda a sua trajetória, a sua superação, que compreenda as suas inseguranças e a sua ausência de paciência, queira alguém que se sinta bem ao seu lado mesmo sem precisar da sua existência: alguém que não possui necessidades, mas sente prazer em estar com você de forma a “desligar-se” da vida e do que outrora vivenciou.
Afinal, a sua companhia não é daquelas que supre solidão ou tapa buracos afetivos né?! Você é muito mais e melhor que isso, por tal motivo o seu nome não é antidepressivo. Você tem nome, alma, coração e valor.
Queira uma pessoa que não seja carente, porque gente carente, além de infeliz e chata coloca sobre os seus ombros o dever de lhe fazer ser o que ela, sozinha, não é: completa, tranquila, bem resolvida e feliz.
"Ah eu preciso de você!". Não amiguinho você precisa de um psicólogo, de um livro barato de auto ajuda, de amor próprio, de respeito por si mesmo, você precisa admirar a si, não pela grana, corpo ou por “qualquer coisa fálica” que tenha de grande, mas pela forma com que vive e viveu, pelo que você é e pela maturidade que angariou com as dores pretéritas.
Gente carente não se suporta só e acaba se contentando com qualquer atenção recebida de qualquer pessoa que passará a ser "importante" para ela. Arre, convenhamos que é melhor não ser nada para alguém do que ser aquele que ajuda o indivíduo a superar frustrações passadas e dores com as quais nem ele sabe lidar e nem tenta aprender (pois não faz “mea culpa” e não procura um psicanalista), enquanto se “joga” na vida de novas pessoas.
Maturidade, espírito liberto do que ontem o aprisionou, seletividade e racionalidade são essenciais para o surgimento da reciprocidade genuína e não daquela existente da "boca pra fora", para se iludir, enganar a si mesmo e a qualquer idiota que acredite em aparências.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 11 de maio de 2015. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário