Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 12 de maio de 2015

Saber amar.

Saber amar.

As pessoas ovacionam tanto o amor, o valorizam tanto, mas, no fundo, a maioria dos seres humanos não sabe amar! Concluo isso sempre que vejo pais, mães, amigos, irmãos e maridos ousarem se sentir frustrados pelas decisões de quem amam e deixarem isso claro ao mundo, pouco se importando que o outro faz o que deseja para ser feliz.
Seguinte, meu caro pai ou mãe: amar é saber que o filho é feliz seguindo as opções dele! Ninguém toma qualquer decisão que não seja para o seu prazer e alegria. Isso é instinto! Se momentâneas tais alegrias? E daí? Quem é você para ser “fiscal da duração” da felicidade alheia? Deixe-o! Viva e deixe viver!
Essa espécie de amor arrogante me apavora, pois, se isso é amor, caramba! Muito obrigada. “Eu falo isso para o seu bem, porque eu gosto muito de você”- disse a pessoa que teve uma diarreia verbal mostrando ao outro que seus pontos de vista são “excelentes” e que neles residem o “caminho” para a felicidade.
Para a sua, só se for! Ninguém é obrigado a viver, a ser, a agir e a tomar as decisões que o outro, que lhe diz amar, deseja. Filho, isso não é amor, isso é desejo de domínio, de escravização. É desrespeito, em suma!
O amor liberta, o amor deixa o outro livre para ser o que é e viver como lhe apraz. “Ah, mas eu quero evitar o sofrimento dele”. Deixe-o! Ele vai viver, vai aprender. Vai sofrer? Talvez, mas sofrimento e humildade trazem aprendizado e maturidade. Ele não merece ser menos amado e admirado, porque o rumo que deseja para si é diferente daquele que você quer para ele.
Ama? Liberte. Esteja ao lado, respeite as decisões do outro, pois amar não lhe dá o direito de intervir e mandar na vida alheia. O amor é paciente e aceita, mesmo que não fique contente com o rumo que o outro impõe à sua vida, fato é que, ver-lhe feliz fazendo o que deseja é um presente para quem ama de verdade.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 12 de maio de 2015.

Nenhum comentário:

Postar um comentário