Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 12 de maio de 2015

Solidão e maturidade.


Solidão e maturidade.

Você só se torna um ser humano efetivamente livre, maduro e independente quando passa a ser fã da sua própria companhia de forma que apegar-se a alguém se torna secundário e não uma busca constante fruto da sua carência e pouco apreço por si mesmo.
Quando você gosta da sua companhia não irá se contentar com qualquer alguém, com palavrinhas melosas e atos estúpidos. Enfim, a sua seletividade aumenta, a sua tendência a ficar mais só também irá se avantajar, existirão os que irão lhe criticar, mas por ser livre você pouco se importará! Você é feliz e isso lhe basta! Os outros são só os outros.
Desconfie de pessoas que dizem que não conseguem ser felizes sozinhas! Desconfie por inúmeros motivos. Primeiramente: qual o problema de consciência, de carência e psíquico que uma pessoa possui para não suportar o silêncio de seus pensamentos?
Em segundo lugar, é de uma tolice hedionda achar que alguém vai suprir o que você não se dá, sabe por quê? Porque se você não se ama, você não tem equilíbrio interior e, consequentemente, não tem maturidade e, pessoa alguma, bem resolvida e feliz consigo mesma, vai suportar uma pessoa infantil e sem noção do ridículo.
É preciso maturidade para se amar mesmo só, é preciso maturidade para tratar com esmero quem merece esmero, é preciso maturidade para saber viver, para deixar no ontem o que a ele pertence e seguir adiante.
De nada adiante emendar uma relação na outra e trazer do relacionamento (mal acabado) anterior vícios, recalques e carências. De nada adianta, pois, precisar ser feliz acompanhado e não ser capaz de fazer feliz a sua nova companhia.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 12 de maio de 2015. 

Um comentário:

  1. Na própria natureza, aquilo que é diferencial é uma expressão rara. Quanto mais diferencial, mais raro.

    Uma minúscula pepita de ouro pode estar encoberta pela presença de várias toneladas de barranco, correndo o risco de nunca divisar a proximidade de outra pepita similar por eras sem conta.

    Contudo, esta solidão de valores não é motivo para que esteja segregada de uma realidade completamente diferente a sua volta.

    Segue adiante, mesmo envolta pelo barranco de valores comuns do cotidiano, incapaz de compreender sua essência e porque não se assemelha aos demais.

    Contudo, mesmo o imenso barranco tampouco tem o poder de subvertê-la, dure o tempo que durar.

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