Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Meus rituais

Meus rituais

Mulheres como eu não agem, fazem rituais. Eu não uso sapato de salto para ficar maior, eu uso salto para aumentar minha auto-estima, eu não passo rímel nos cílios para realçar o olhar e alongá-los, eu uso para ver a vida com uma sombra maior, capaz de tapar o que não desejo enxergar.
Eu não passo batom para deixar meus lábios mais desejáveis, eu os pinto para que eu pense mais no que deles sairá, para que, da minha boca só saiam palavras doces, cômicas e alegres. Eu não coloco mega hair para sentir que tenho mais cabelo, só uso quando eu quero me sentir mais feminina, mais sensual, quando, pois, minha auto-estima não esta nada alta. O comprimento dos meus cabelos e a altura dos meus sapatos é inversamente proporcional ao meu amor próprio.
Eu não mudo a cor de cabelo, eu não mudo o corte de cabelo, eu mudo de postura, mudo meus sonhos, mudo minhas metas, minhas expectativas, minhas idéias. Enfim, eu não vivo, eu ritualizo. Eu não passo perfume para dormir para deixar meu travesseiro mais cheiroso, eu quero perfumar meus sonhos, meu sono, minha alma. Eu não passo creme no rosto para manter a pele jovem, eu uso bons cosméticos para sentir a pele macia enquanto eu a acaricio e penso no quão melhor eu serei quando ela estiver menos viçosa, mais enrugada, mais velha.
Eu não vou ao dentista para deixar os dentes claros e saudáveis, eu cuido da minha boca para que ela se feche pouco, para que sorria sempre, para que, até nos momentos tristes, através do aprendizado, exista um ar de riso, de autoconfiança, de esperança e felicidade, mas que, quando o que a mente quiser expressar for sujo e feio, a boca se cale e eles mordam meus lábios para que eu não diga o que pode magoar quem eu gosto, quero bem, e admiro.
Eu não compro bolsas caras porque elas são bonitas, eu compro bolsas que me agradam e que, assim como marcam minhas finanças, marcam novos momentos, novos começos, novas fases. Fases em que elas irão me acompanhar. Eu não uso jóias para esnobar, não me visto com elegância para ser bem julgada, eu me adorno, me enfeito e me arrumo, porque a vida é curta demais para guardar o que é belo para um “depois” que pode não chegar. Eu não tenho medo que ladrões levem minhas jóias, meu dinheiro ou minhas bolsas caras, eu só receio viver sem aproveitar o bom da vida, por isso eu não faço dietas restritivas e nem deixo de estar com quem eu amo para cuidar do meu corpo numa academia. A matéria perece, o espírito se aprimora, portanto é dele e dos meus bons instantes que eu zelo com maior afinco. Logo, eu não escrevo, eu faço terapia com o papel e o teclado. Eles são meus amigos e, por amá-los, não sei viver longe.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 18 de janeiro de 2012.

Minha melhor resposta

Minha melhor resposta


Eu não sei ser grosseira, não sei mais dar respostas bruscas na maioria das vezes em que minha raiva aumenta, o que não significa que eu não me magoe, não me ofenda, não sinta e não lastime a estupidez alheia.
Apesar de comunicativa eu não consigo falar o que penso quando estou muito indignada, primeiramente porque não gosto de ser grossa, em segundo lugar porque, quando o sistema nervoso, a agitação e a raiva falam alto, a razão, a compaixão e a coerência se calam.
Não gosto de perder a razão magoando as pessoas que me ferem, todavia, eu sinto e costumo não esquecer, mas opto por apagar quem me magoou da minha existência. Ela é curta demais para eu conviver com gente estúpida e sem educação.
Não é sempre que eu vou defender meu ponto de vista, minhas idéias, quanto mais raiva eu sinto, quanto mais magoada e ofendida eu ficar, mais calada eu fico, o que não é virtuoso, é apenas uma forma coerente que encontrei para segurar a minha cólera, afinal, quanto maior a mágoa, maior a ira e a crueldade de nossos gestos e palavras.
Eu tenho o direito de me magoar, de me ofender, de sentir raiva e ira, todavia não devo ser estupida como quem me fere, não devo falar tudo o que penso quando a revolta me cega. A vida me ensinou que, nos momentos em que é mais dificil calar-me, é quando o mundo mais precisa do meu silêncio, da minha ponderação.
Eu já abri a boca para desabafar e falar palavras rancorosas, eu sei ser muito cruel, mas hoje em dia eu prefiro ficar quieta e me afastar, sem cair ao nivel baixo dos desinstruidos que me ferem.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 18 de janeiro de 2012.

Igualdade desigual

Igualdade desigual

A maioria das formas de criar “igualdade” beneficiando quem é considerando mais frágil dá inicio a formas esdrúxulas de outras desigualdades. Analisando as cotas em universidades, benefícios para negros ou pessoas menos abastadas, bem como o julgamento em beneficio do trabalhador, o moralismo que protege as mulheres em casos de estupro presumido, verifico que existe forte desigualdade em detrimento da capacidade e moral dos outros.
Se a palavra de um réu, de um trabalhador, de uma mulher vale mais do que a do homem, do empregador e do autor ou vítima, a lógica se perde, a igualdade se torna um mito inalcançável. Sem análise especifica de cada caso, qualquer “in dubio pro” é estúpido, é vão. Se você privilegia o trabalhador numa demanda trabalhista, os empregadores honestos serão prejudicados, se você dá cota para negros de baixa renda, os brancos pobres e estudiosos perdem chances.
O sistema de cotas e toda forma de beneficiar uma minoria são atos, de regra, emanados pelo Estado, para amenizar a “culpa social” pela escravidão e todos os atos que menosprezaram e humilharam pobres e mulheres na sociedade (ainda mais) machista, racista e preconceituosa, de outrora.
Ocorre que “culpa” não ajuda, não sempre. Existem casos em que as cotas funcionam com justiça? Obviamente sim, nenhum sistema, nenhuma ação é sempre tosca ou inútil. Elas têm um “papel” a cumprir e quase sempre cumprem, mas, em detrimento do “que”? Dos inocentes, dos homens enganados por mulheres astutas, dos brancos pobres que querem estudar e “mergulham” em livros, dos empregadores de boa-fé e honestos, enfim, em alguns casos, sempre alguém se prejudica.
A forma mais justa de remir os erros do passado é mudar a forma assistencialista com que o Governo lida com a população para o sistema de meritocracia, o que vale na questão de cargos públicos, como acontece no Judiciário americano, por exemplo.
Analise o passado da mulher que alega ter sido estuprada quando não houve uso de força ou arma, analise o passado dos jovens pobres (independente de cor de pele) que pleiteiam vaga em instituição de ensino superior, analise o passado do empresário e do trabalhador, veja seus méritos, seus deméritos, analise a situação especifica e, então, decida. Este não será um sistema perfeito, nada é perfeito a ponto de contentar a todos no mundo, mas é um sistema mais lógico, mais racional. Se todos são iguais perante a lei todos devem estar sujeitos aos mesmos critérios de avaliação e julgamento, nem sempre tratar desigualmente os desiguais dá certo, o melhor seria tratar todos com igualdade respeitando as diferenças e o que elas influenciam para diferenciar uma pessoa da outra.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 18 de janeiro de 2012.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Mudar

Mudar


É estranho envelhecer, amadurecer e, ainda assim, ver que a vida esta no inicio porque chegamos ao “marco zero”: percebemos que não estamos contentes e queremos mudanças.
Nada depende do quão cedo começamos, mas do quão feliz nós nos tornamos com nossas escolhas. Estar descontente não é feio, se manter neste estado, se tornar amargurado e infeliz com a vida, é.
Não tenho do que me envergonhar, portanto admito: eu quero mudanças na minha vida, quero muitas mudanças. Quero mudar de carreira, quero mudar minha forma de gostar e de me encantar com as pessoas.
Quero ser mais leve, quero ser mais branda, quero ser mais certeira, quero me apaixonar mais por quem merece mais, por quem precisa do meu sorriso, por quem faz por merecer minha entrega, minha devoção.
Não quero chegar ao amanhã infeliz com minhas escolhas da terceira década da minha vida, me contento em não estar realmente contente com as decisões que fiz entre a primeira e o final da segunda, mas que, ainda que por caminhos tortos e íngremes, me tornaram uma pessoa (um pouco) melhor.
Existe remédio quando não é tarde demais, quando ainda temos vontade, garra, determinação e tempo. Nunca é tarde para mudar quando se sabe o que quer. E, apesar de tudo, eu sei.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 16 de janeiro de 2012.

Armagedom moral

Armagedom moral


Eu não li a respeito do final do mundo, não me interessa se 2012 será o ultimo ano de nossas vidas, o que eu desejo é que o homem não me faça crer que o mundo esta acabando porque seus valores estão se extinguindo, mas não é o que esta acontecendo, infelizmente.
Existem novos “deuses” na humanidade, por eles tudo se perde, por eles as pessoas se distanciam do divino, do sagrado, da bondade, da pureza. Chamam-se fama, dinheiro e poder.
Pelo dinheiro se deseja a fama, pela fama se vilipendia a moral, pelo poder se vende a alma, é assim que o mundo esta andando, o que me assusta, me agita o coração, me irrita e entristece.
Não importa como você ganha dinheiro e se mantém, importa que você tenha uma boa conta bancária, carros caros, roupas modernas, corpo conforme os padrões de beleza, uma bela casa e conforto. O ter em detrimento do ser é, para mim, um indicio de que o homem esta terminando com o que existe de bom e puro no mundo.
Eu não lamento um apocalipse, eu lamento o armagedom moral causado pelo homem. Qualquer revolta divina diante do materialismo desenfreado não me apavora, talvez até me tranqüilize, do jeito que esta o mundo é todo dia um susto: ouço uma afirmativa aberrante, tenho alguma surpresa que me causa estranheza, posto que o belo, o caro e o elegante são mais estimados do que o bom, o sincero e o sagrado.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 15 de janeiro de 2012.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Minha melhor vingança.

Minha melhor vingança.


Há não muito tempo eu achava que era bom ser "justa": nunca maltratei ou magoei quem não me feriu primeiro, mas aproveitava a oportunidade de retribuir a maldade. Hoje, porém, eu me contento em ser feliz, em ser cristã.
A felicidade requer a bela capacidade de saber ignorar quem não nos merece e, por isso, nos magoa. Atualmente eu posso ser maltratada ou magoada, porém não retribuo mais o mal que me fazem.
Deixo para trás quem me magoa e nunca mais lhe dou confiança, esta é a melhor "vingança", a melhor forma de colocar quem não presta em seu devido lugar: distante da minha vida.
Outrora eu não aceitava retribuir o mal com o bem ou silenciar, outrora eu queria ter a ultima palavra, hoje eu me satisfaço tendo a derradeira atitude: ignorar, dar as costas e não olhar para trás.
Não sou vingativa, mas não sou Deus. Não tenho a obrigação moral de aceitar na minha vida quem me maltrata, mas também não me ordeno a responder, a ferir, a me vingar. A minha melhor resposta é o meu silêncio, a minha melhor vingança é esquecer quem me fere, é deixá-lo no meu passado.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 15 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Suicidas e outros "pecadores".

Suicidas e outros “pecadores”.


Durante boa parte da minha existência eu critiquei os suicidas. Provavelmente pela influência religiosa de minha educação. A religião que, por um lado nos ajuda nas intempéries da vida, por outro, limita nossa compreensão acerca do “alheio”, nos torna, portanto, hipócritas, capazes de crer no “invisível”, apregoar belas palavras e não compreender seu semelhante.
Os conceitos religiosos acerca de sexualidade, reprodução da espécie, sexo, aborto, casamento e morte são os principais culpados pela existência de nossos preconceitos. Por que, afinal, você quer um filho heterossexual? Por que, mesmo diante da alegria de seu filho gay, você, como pai, se entristece? Por que não aceitar a felicidade do outro, sendo ele quem é e como é? Provavelmente porque, praticamente todas as doutrinas que as pessoas conhecem, desprezam o homossexualismo, o aborto e o suicídio.
Onde esta o “individuo cristão” quando ele, se sentindo Deus, condena homossexuais, suicidas e a mulher que, desolada, aborta? Frise-se que nem só a religião católica cerceia a liberdade de pensamento, de perdão e de análise do homem. De uma forma ou outra, todas as religiões criam no ser humano, quase sempre carente de consolo, inúmeros preconceitos.
“Isso é errado”, “isso é normal”, “isso vai contra a lei de Deus”, enfim, uma série de afirmativas que, tentando moralizar o homem e torná-lo alguém “melhor”, criam infames preconceitos a respeito do justo e do injusto, do correto e do incorreto que, seguidamente, se tornam responsáveis por atritos entre as pessoas. Ao invés de instalarem a paz, instalam a discórdia, o desatino, o orgulho, a prepotência e a arrogância.
Por que um suicida, segundo as doutrinas religiosas, é fadado a ir para o inferno? Por que, por uma série de razões pessoais, ele desistiu da vida? Por que, então, Deus permitiu que ele perdesse a esperança, o amor e a confiança em sua vida, em sua sorte? Deus perdoa tudo, certo? É o que as doutrinas religiosas que legam o inferno aos suicidas afirmam. Por acaso não existe uma notória redundância entre o perdão divino e o inferno “garantido” a estes ou àqueles “pecadores”?
Acredite no que quiser, eu prefiro crer no perdão divino. Prefiro crer que, se existe um Criador, ele entende e perdoa suas criaturas. Crer em algo que avilte minha visão sobre indulgência, é descrer, é acreditar na crueldade de um Ser no qual quase todos acreditam, mas desampara a maioria. Se for para ter fé, que seja no Deus do amor e do perdão, do contrário, prefiro não crer em nada, apenas no arbítrio do ser humano diante de dores que só ele conhece.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 13 de janeiro de 2012.

Reclamações

Reclamações


A gente vê a comicidade da vida quando verificamos as diferenças entre as pessoas, sua forma de pensar e a maneira contraditória com que apregoam seus pensamentos na crença vã de que são mais dignas e sábias do que as outras.
Não adianta negar ou fugir da realidade: o que você “alega” é sempre “suspeito”, ou seja, é sempre parcial. Por trás de cada argumento reside um pensamento com base nos seus ideais, valores, educação, agruras e realizações.
De regra os indivíduos não gostam de ser contrariados, pelo fato, (óbvio) de que, mesmo que neguem, seus pensamentos são o reflexo de toda a sua existência e ninguém se acha, realmente, pior do que os outros, muito mais fácil e comum, é se achar mais nobre e virtuoso.
Então meu caro, é impossível viver sem reclamar do que lhe contraria, do que lhe fere, do que é o oposto de sua forma de pensar. Entenda-se o termo “reclamar” como o ato de dizer o que você pensa quando vai de encontro ao pensamento alheio.
Você alega que as pessoas não devem reclamar do que não gostam, que o mundo é lindo e “cor de rosa”, então as pessoas devem ser otimistas e quedarem-se silentes em relação ao que pensam, afinal, você crê que é “feio” o ato de “reclamar”? Pois, então: você esta reclamando de quem reclama, ou porque você não gosta de ser contrariado ou, simplesmente, porque a forma de pensar do outro macula seus princípios e pensamentos! É impossível viver, ser razoavelmente inteligente e nunca reclamar de nada.
Conviver é transigir, é opinar, é aceitar que o outro opine, é reclamar e aceitar que o outro reclame. Ninguém pensa igual a você, não fosse a capacidade humana de reclamar suas idéias ainda existiriam cidadãos escravizados e nosso Estado não conheceria o significado da palavra “democracia”.
Não critique quem critica, quem reflete, quem, mesmo contra a sua opinião ou a de outra maioria, fala o que pensa. Se você tem liberdade de expressão e a usa para criticar quem chama de “reclamões”, eles também têm o direito de reclamar, do contrário você não pode fazer o mesmo em relação a eles. Mas faz, e se sente bem por fazê-lo. Aceite as diferenças e não reclame de “reclamações”, afinal, guardar todos seus pensamentos para si faz mal para a sua saúde.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 12 de janeiro de 2012.

Santos

Santos


Eu nunca prometi ser perfeita, nunca disse que sou santa. Santos existem para você crer neles, clamar sua ajuda e lhes agradecer. Eles não são pessoas com as quais você gostaria de conviver, embora seja atraente a idéia de ser “sempre” perdoado.
Pessoas que querem parecer santas são entediantes, chatas e orgulhosas. Santos não existem no seu convívio, ademais, ainda que eles existissem em sua vida, você não os suportaria: eles iriam corrigir seus atos e palavras seguidamente e nenhum ser humano adulto aceita repreensões de bom humor.
Eles falariam sempre a verdade a respeito de suas idéias, de forma que, sua perfeição, com certeza, iria lhe irritar. Sua luz iria ofuscar sua visão, você não o suportaria e o sujeito seria crucificado por você e por todos os que não suportam ser contrariados.
Infelizmente, o fato de você, como eu, ser imperfeito, não impede que os outros exijam certa perfeição de você. Seguidamente as pessoas requerem dos demais, virtudes que não possuem em si mesmas. É conveniente contar com a indulgência de uma pessoa perfeita, enquanto se pode fazer o que deseja com ela.
O “santo” sempre perdoa, é por isso que as pessoas contam com uma santidade que você não possui, mas, se possuísse, não seria por elas suportado ou “querido”: elas querem alguém que perdoe suas traições, suas palavras bruscas, atos ofensivos, negligência e egoísmo, mas que não critique, não fale, não repreenda, logo, se por um lado a perfeição é desejada, por outro ela é abominada.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 12 de janeiro de 2012.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Álcool

Álcool




Cara, seguinte: o fígado é seu, você bebe o que e quanto quiser, mas, por favor, não esqueça que beber não é algo lindo, admirável e digno de apologias. O álcool pode estar ao seu lado em momentos alegres, mas ele mata, ele entorpece seus sentidos, faz você agir e fazer tolices e, se você se “acostumar” com ele, vai usá-lo para tentar “esquecer” seus maus momentos, muitas vezes, causados pela sua ingestão excessiva.
Os amigos se encontram e bebem, isso é bom, certo? Sim, confraternizar é ótimo, mas, o que faz alguém inteligente pensar que beber “faz” amizades, se o álcool “afeta” seus sentidos? Em não raros casos, você ganha “amigos” porque paga a bebida deles, não porque conquista sua admiração. Hoje em dia, frise-se, você cativa belas mulheres pagando o que elas bebem, logo, apenas você deve “separar” o falso do verdadeiro, valorizar o certo ou o errado.
Eu não sou santa, comecei a tomar alguma bebida alcoólica com 27 anos e não acho que isso tenha servido de muita coisa. Aumentou as minhas multas de trânsito, o meu rol de gafes homéricas e fatos dos quais eu quero esquecer, mas, não bebi o suficiente para ter amnésia.
Sim, quem bebe tem história para contar, em especial cômicas e razoavelmente ridículas, histórias que, por “sorte”, não se tornaram trágicas. É o “acaso” que diferencia uma mulher que toma multas por ter bebido além da conta, de uma que mata alguém pela mesma razão. Álcool e volante não devem, nunca, ser misturados!
Embora, eu tenha demorado a gostar de álcool, em especial vinho e bebidas doces (só o que gosto), nunca limitei minhas amigas ou namorados no seu apego a bebidas alcoólicas. Uma coisa é ser abstemia, outra coisa é ser chata. Creio que cada um faz o que quer com o próprio organismo. Se o outro beber demais e fizer fiasco o demérito é dele, se o outro beber demais e você cerceá-lo, passa a ser o “tolo” da vez.
Beber pode ser interessante, mas moderadamente. O álcool deve ser a exceção, não a regra. Eu não acho bonito ver jovens beberem cada vez mais cedo, não me orgulho dos meus porres, enfim: beber não é bonito, nunca foi e nunca será. Como outras drogas ilícitas o álcool lhe entorpece, então, meu amigo, por que pessoas felizes e bem resolvidas precisam beber demais e com freqüência?
Eu não estou dizendo que você deve suspender seus “drinks”, happy hour e festas, quero, apenas, ser justa e diferenciar, devidamente, o que é belo do que não é: beber demais não é bonito, não é elegante, é, isto sim, perigoso. Pronto, acabei, pode me jogar pedras e me chamar de “imbecil”, eu aceito.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 11 de janeiro de 2012.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Calo-me.

Calo-me.


Enquanto participante de reality show ser admirado pelo povo brasileiro, enquanto futilidade de atriz for considerada importante, eu me nego a assistir os canais de televisão brasileiros, com exceção dos telejornais, enquanto a aparência e o dinheiro prevalecer em relação à cultura e inteligência, eu me nego a ler a Caras e revistas assemelhadas.
Enquanto as pessoas buscarem sua felicidade em detrimento do bem estar alheio, dos bons valores, da honestidade e da individualidade alheia, eu vou preferir ficar em casa com meus livros, filmes, programas de televisão e gato a me reunir com os outros.
Enquanto as pessoas não tolerarem quem é diferente, quem vive de outro jeito e pensa de forma diversa, eu me recuso a participar de grupos de “amigos” e de convívio. Cada pessoa tem o direito de ser, pensar e viver da forma que lhe apraz, se você não é capaz de ser tolerante, seja lógico: fique só.
Eu não critico quem se afasta do convívio humano, eu me implico com quem gosta de se cercar de pessoas, mas menospreza o outro, apenas porque ele tem outra forma de pensar e de agir. Ser diferente e, até mesmo, ser “estranho”, não é defeito, se achar superior aos outros é.
Realmente, ouvir muitas coisas, ler várias noticias e reportagens, constatar que a cidadã de glúteo e peitos avantajados é mais valorizada do que a batalhadora que sobrevive com o esforço de sua mente e não com sua aparência, me decepciona, me frustra, me anoja. Todavia, eu não posso fazer nada em relação a isso, as pessoas valorizam, estimam e idolatram o que têm valor para elas, resta-me aceitar e me calar-me.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 11 de janeiro de 2012.

Mudanças pessoais

Mudanças pessoais


Eu já fui radical, hoje eu sou decidida. Não tenho horror a nada, gosto do que é bem feito, do que é profundo, do que é interessante, não me implico gratuitamente com nada, nem com ninguém.
Tenho plena consciência de que não agrado a todos. Este nunca foi o meu objetivo, o que não significa, obviamente, que eu “goste” de ser mal quista por quem eu nunca prejudiquei, nunca enganei, enfim, nunca fiz nada de mal.
Eu me acostumei, todavia, a não ser suportada por quem não gosta de pessoas francas e independentes. Infelizmente, a maioria das pessoas não gosta de pessoas como eu, o que, porém, me deixa um pouco tranqüila, posto que eu sei que, quem gosta de mim, gosta pelo que sou e penso e não pelo que “imaginam” que eu seja ou pelo que eu “aparente” crer.
Transparência é minha principal característica. E, hoje, muito mais do que ontem, a educação e o “tato” no trato com as pessoas são relevantes para mim. Há pouco tempo atrás eu opinava quando ninguém queria saber minha opinião, eu criticava e falava meus pensamentos de forma gratuita, inclusive quando eles podiam magoar alguém.
Hoje em dia eu só falo se tiver algo de bom para dizer, não ganho nada dando minha opinião contrária a idéia de quem fala. Não sou político, não estou visando votos, não preciso falar o que penso sobre todos os assuntos se for para ferir alguém ou causar polêmica desnecessária.
Claro que, para aprender, precisei magoar quem não merecia e ser magoada sem necessidade. Mas, finalmente hoje eu sei a diferença entre franqueza e grossura, entre educação e arrogância, entre moralismo e moral, entre ter razão e ser justo.
Prefiro ser, apenas franca, educada, demonstrar o caráter em atos e não em palavras (moralismo), prefiro ser justa a buscar ter razão. A vida me ensinou que os homens se matam e guerreiam em busca da tal “razão”: todos crêem que a possuem, mas apenas os que sabem ser humildes e sábios são justos. A justiça é a única forma de manifestação da tão cobiçada “razão”.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 11 de janeiro de 2012.

Se importe com quem se importa com você.

Se importe com quem se importa com você.


Nem sempre a forma com que as pessoas lhe julgam condiz com seus atos e pensamentos. Então, não seja bobo: se uma pessoa não lhe considera, se ela não quer nada sério e verdadeiro com você, desista dela. Quem lhe merece, lhe valoriza, lhe respeita, lhe preza e, sobretudo, lhe procura.
Se aquela pessoa por quem você sempre teve interesse e, por tal motivo, foi simples, não complicou quando seus instintos e desejos falaram alto, não quer lhe dar o valor que merece, não percebeu que você agiu por encanto e não por voluvilidade, desista. Quem lhe coloca em posição de tentente nunca lhe erige a de capitão.
Não se iluda, não perca tempo com quem não quer ficar ao seu lado por carinho, por afeto, por simpatia, por atração e admiração. Não espere que o outro mude de idéia a seu respeito, mude de atitude em relação a ele, desista se não tiver recebendo a atenção que merece.
Os sofrimentos podem ser poupados se você seguir a premissa de tratar o outro como ele lhe trata e, principalmente, de dar valor e estimar, apenas quem lhe valoriza e lhe estima. Se é fácil? Nem sempre, mas vale a pena se controlar, enquanto existe tal possibilidade, enquanto a ilusão não cria raizes em sua alma e aumenta suas expectativas e sentimentos.
A vida é curta demais para perdermos tempo com quem não vê a alma e o coração por trás de nossos atos e aparência, com quem não quer ir além do simples, do fugaz, do descompromisso, do banal, do comum. Se importe com quem se importa com você!
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 10 de janeiro de 2012.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mudanças

Mudanças

As pessoas mudam quando querem mudar, quando se decepcionam, quando sofrem, quando levam alguma rasteira da vida e caem na sua dura realidade. Ou você se aprimora e aprende com seus próprios erros, ou até mesmo, vendo as contingências alheias, ou sua vida pára, perde o sentido.
Caráter não muda, mas atitudes e forma de pensar podem mudar desde que o homem queira. As pessoas melhoram quando sentem necessidade, elas crescem quando desejam, quando, humildemente aprendem com seus atos, de regra, mais com os errados do que com os acertados.
Eu não sou hoje a mesma que fui ano passado, nesta mesma fase. A cada experiência, a cada acerto, mas, em especial, a cada equivoco, a cada lágrima, a cada traição, a cada erro de julgamento e de atitude, a vida nos dá a oportunidade de aprender e, conseqüentemente, mudar a forma de agir e de pensar.
Como dizia um ex-professor da época da faculdade: “Só não muda de idéias, quem não as tem”. E é verdade. Enquanto você for altivo o suficiente para agir, batalhar, buscar o que lhe interessa, e, reconhecendo algum equívoco, mudar sua forma de pensar e de analisar a vida, tudo pode melhorar.
Não espere, porém, que alguém mude por você, que alguém mude porque você acha necessária a sua mudança. As pessoas podem melhorar por lhe amar, mas isso acontece independente de sua pretensão, via de regra, ocorre quando o sujeito sente a sua falta e não quando você esta a seu lado para reclamar “suas razões”. Evolua, aprenda, cresça, mude, cuide apenas do seu aprimoramento, da sua vida, a do outro não lhe diz respeito, não por menos ela é “alheia” e não “sua”.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 09 de janeiro de 2012.

Infelicidade

Infelicidade


Ser feio não é defeito, ser ignorante ou ingênuo, também não, ser homosexual, doente, descrente, crente, negro, amarelo, mulato, branco, gordo ou magro também não é "feio". Triste é ser infeliz, triste é não se aceitar, não se amar, não se respeitar.
Nada pode ser considerado infame, vil ou defeituoso, apenas a infelicidade, ela é a mãe da inveja, da traição, da falsidade e de todos os males que surgem entre as pessoas.
Não existem pessoas bondosas que não possam agir mal, nem pessoas maldosas que não possam agir com bondade. Nenhum homem é apenas bom ou ruim, todos possuem os dois lados, depende de sua vontade agir de forma justa ou não, depende da sua felicidade e contentamento interior, ser nobre ou vão.
A infelicidade acentua a maldade dos individuos. O infeliz não aceita a alegria do outro, se atordoa ao ver sorrisos, inveja a aparência e o humor alheio. Ou seja, é o descontentamento do homem consigo mesmo que causa inúmeros inconvenientes na sua vida, e, principalmente, na de quem lhe cerca.
Ser infeliz consigo mesmo é defeituoso, é feio, é abjeto. A infelicidade é a feíura da alma que, não raras vezes, contamina os atos do infeliz que, aos poucos, se torna feio, desagradável, não fisicamente, apenas, mas interiormente. Seus atos, gestos, pensamentos e alma perdem a beleza inerente a toda a pessoa, graças a sua lamentável infelicidade interior.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 09 de janeiro de 2012.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Invejosos

Invejosos


Eu não sou uma pessoa nada fútil, mas desprezo gente descontente com a própria aparência e atitudes. Sabe aquelas pessoas que não podem ver um sujeito bem vestido e atraente que olham “torto”, como se o cidadão elegante fosse a Besta em pessoa? Pois é, essa gente faz mal para o meu estômago.
Tem quem chame de inveja, tem quem chame de “olho gordo”, eu chamo de “atitude inconveniente” de gente mal amada por si mesma. Sim, meu caro, não é triste os outros não lhe admirarem, não lhe acharem belo, elegante ou bom caráter, triste é você não gostar de si mesmo e da sua própria vida.
Quem não é contente consigo não aceita pessoas felizes com suas vidas, corpos e almas. Esses seres, que alguns chamam de “invejosos”, não lhe emanam boas energias. Ninguém dá o que não possui: quem não se acha bom, não possui em si nada que tenha tal característica, logo, sua vibração, seu astral e energias são ruins, sem graça, são, algumas vezes, repulsivos.
Antes de olhar torto para quem tem o que você acha que lhe falta, valorize o que você tem, ou, se o problema for material, tente batalhar para sentir-se bem. Se o seu problema é seu peso, engorde ou emagreça, faça plástica, lipoaspiração, dieta, academia, enfim, o que for preciso para você gostar de sua aparência.
Se o problema é o seu cabelo, corte, mude a cor, coloque mega hair. Se for o fato de ter muito busto, opere, retire, se for pouco, coloque silicone. Pegue dinheiro emprestado, parcele, afinal, fazer dividas não é tão ridículo quanto ser invejoso em relação ao que os outros são ou possuem.
Tudo o que é material pode ser conquistado, todavia, se o problema for descontentamento com sua inteligência, o negócio complica: não se vendem cérebros, nem almas. Entretanto, o fato é que a sociedade esta, no geral, tão fútil e baseada nas “aparências” que, quem é burro, mas se sente belo, não nota a parca inteligência e, portanto, não se torna um irritante invejoso. Na verdade, quem não é inteligente, sofre menos, como já disse o Raul Seixas.

Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 08 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Não por acaso...

Não por acaso...

O que une duas pessoas são as emoções fortes que despertam mutuamente, todavia, nenhum relacionamento se mantém pela emoção, mas, isto sim, pela razão.
Você pode entabular um relacionamento por atração, encanto, paixão, simpatia, enfim, por qualquer “algo” pouco explicável, mas não é sem explicação aquilo que faz você escolher uma pessoa para chamar de “meu amor”.
Você só respeita quem ama, você só ama quem admira, você só se mantém ao lado de alguém por constatar afinidades e por ter por ele um encanto muito maior do que aquele que fez você lhe olhar e achar atraente.
Pode ser por acaso que você conhece um amor, mas não é por acaso que, apesar das diferenças inerentes entre os seres humanos, você continua amando, você continua a desejar sua companhia, sua presença.
É preciso afinidades, é preciso bom diálogo, é preciso interação muito superior a famosa “química”, é preciso, pois, além de desejar o corpo, adorar a companhia, as idéias, os pensamentos e se sentir feliz pela simples idéia de querer, todos os dias, a presença de alguém em sua vida, durante todos os seus dias.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 05 de janeiro de 2012.

Marcas

Marcas


Os melhores momentos de nossa vida são aqueles que poucos participam, são aqueles instantes em que o amor transborda em nosso coração, a energia positiva domina o ar. Não é preciso ser a paisagem perfeita, o lugar mais elegante, a melhor bebida, a mesa mais farta, basta que haja alegria, felicidade, coração farto de amor e contentamento.
Aqueles momentos que marcam sua memória não são divulgados, de regra não são nem fotografados. São instantes que você guarda na memória e, de tão preciosos que são, você não conta, não compartilha, apenas se recorda e sorri sozinho.
Não é preciso luxo, não é preciso ostentação. De todo o seu casamento, por exemplo, o que lhe marca não é a cerimônia, a comida, a boa bebida, tampouco a lua de mel. Se você amou e foi feliz você não vai esquecer as mãos juntas antes de dormir, o programa de televisão que lhes fazia rir juntos, os abraços, o sono após o almoço de domingo, o seu primeiro porre e a atitude do outro diante de suas gafes, o debate sobre o jogo de futebol onde você aprendeu o significado da palavra “impedimento”.
O que você não esquece, não é o passeio fotografado, são as noites de amor, o passeio a sós na praia, a primeira pergunta inconveniente, a primeira briga tola, a primeira reconciliação “caliente”, a sensação de paz e reconforto ao ouvir um “eu te amo” após um breve afastamento. Não é preciso muito, basta amar, basta se entregar de verdade, basta ser de corpo e alma, de coração.
O que lhe marca não é nada além do que invade seu peito, lhe alegra, lhe anima, lhe entusiasma, lhe faz feliz, mesmo que ninguém veja, mesmo que ninguém saiba. No que diz respeito à felicidade, basta que você e quem você ama saibam, compartilhem, vivenciem. O que é realmente bom e marcante não sai em jornal, não é publicado em sites de relacionamento, não é escrito, não é confidenciado, é feito totalmente “off line”.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 05 de janeiro de 2012.

Dinheiro não compra tudo.

Dinheiro não compra tudo.

Acredite: dinheiro não compra tudo. Dinheiro não compra dignidade, auto-respeito, amor próprio, paz de espírito, família bem estruturada, amigos verdadeiros, amor de verdade.
Se você for contente consigo mesmo, tiver uma família dentro da qual você se sente bem, respeita e é respeitado, ama e é amado, se você tiver paz de espírito, alegria de viver, bons sonhos e bom gosto, o dinheiro vai complementar sua vida, vai fazer você aproveitar seus momentos em melhor estilo, em grande estilo, talvez.
Todavia, se você não tiver nada disso, ou algo disso, não vai ser o seu poder aquisitivo que irá lhe propiciar ter. Tudo que diz respeito à alma, inteligência, coração e essência o dinheiro não compra: ele lhe dá uma roupa cara e bonita, não lhe dá um bom coração, você compra um belo par de seios, novas formas corporais, um rosto mais harmônico, mas não uma alma mais iluminada.
Um belo carro e uma boa conta bancária encantam quem vale apenas o valor do que estima: carros caros, mulheres caras, mas nunca uma de valor inestimável. “Junções” pagas por sua conta atraem um monte de pessoas, mas os amigos de verdade você descobre quando não tem nada, além de amor e respeito para oferecer. Amores verdadeiros se revelam olho no olho, pele na pele, não em presentes caros ou transferências bancárias.
Então meu amigo, o que tem valor para você? Eu sei que aquilo que realmente tem valor, que realmente vale a pena, você não compra com cartão de crédito, cheques ou dinheiro. O que realmente é valoroso, não se compra. Dinheiro não compra tudo, dependendo de sua perspectiva e valores é possível afirmar que ele não compra nada: nada que lhe torne uma pessoa melhor.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 05 de janeiro de 2012.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A prostituição da beleza

A prostituição da beleza


É difícil ser bonito e querer crescer pela inteligência. Muito mais fácil é ser bonito e usar a beleza como degrau, o corpo como arma e a sensualidade como atrativo. Se você é ambicioso demais e confia mais na beleza do que em seu intelecto, de uma forma ou de outra, a prostituição lhe bate a porta. Cabe a você ceder a seus (tradicionais) “reclames” ou não.
Quando falo em “prostituição” não me refiro apenas a fazer sexo por dinheiro, mas a usar o corpo e a beleza para conquistar algo, seja uma noite regada a luxo, seja um companheiro rico ou uma confortável vida de “madame” na qual não é necessário usar a mente para ganhar seu próprio dinheiro e sustento.
O estranho é que, tendo um belo corpo, não é difícil conquistar várias espécies de “coisas” e pessoas com ele. As pessoas valorizam demais as curvas, a aparência e a beleza, raros são os que se importam com o “algo a mais”, aquilo que o tempo não macula, pelo contrário, aprimora.
Inúmeras jovens com capacidade intelectual razoável enviam cartas para revistas para aparecerem em fotos sensuais ou absolutamente nuas e, assim, ganharem dinheiro. Moças de todas as classes sociais desejam participar de reality show não apenas para ganhar o prêmio final, mas, para ficar famosas, ganharem cachês de fotos sem roupa, enfim, para lucrarem com seus atributos físicos.
Se eu tenho algo contra isso? Não, isso não me diz respeito. Faço uma análise geral, porém e concluo que, várias donzelas que se consideram melhores do que garotas de programa, do que “modelos” de corpos curvilíneos que fazem fotos nuas, estão ao lado de namorados ou a procura de um homem rico para lhes proporcionar uma vida confortável, sem que precisem queimar seus neurônios. Ou seja, de uma forma ou outra, estas belas jovens se “vendem”: só muda o valor que atribuem a si mesmas e o objetivo de cada uma.
Lamento, pois o fato da beleza ser mais valorizada do que a inteligência, o fato de bundas chamarem mais atenção do que moral e caráter e, enfim, o fato das pessoas supervalorizarem artistas, modelos, atores, desportistas ou qualquer cidadão que fique “famoso” independente de sua capacidade intelectual e não valorizarem quem reflete, quem batalha, quem se esforça para crescer na vida e possui talento, além de beleza. A fama é um objetivo vão, num mundo igualmente fútil.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 05 de janeiro de 2012.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Silêncio e boa educação II

Silêncio e boa educação II

Sabe por que as pessoas costumam discutir mais com seus pais, irmãos, enfim, com seus parentes do que com seus amigos e conhecidos? Porque o vinculo familiar, a intimidade e a crença no amor do outro desinibem o homem, ou melhor, fazem com que ele fale mais o que pensa, inclusive quando não é solicitado, quando não é, pois, necessário ser sincero.
As pessoas não economizam suas bocas com seus parentes e pessoas mais intimas, não pensam tanto antes de falar e expressar as suas opiniões, tendo em vista que são amadas, “conhecidas” e respeitadas por tais indivíduos. Ou seja, infelizmente a intimidade favorece a pouca educação e reflexão sobre a necessidade de qualquer comentário, as pessoas confiam no amor das outras e as desrespeitam por tal fato.
É um fato realmente irônico, mas é um fato. Não por menos os filhos mais mimados pelos pais costumam ser os menos educados com os outros, inclusive. Fazem com todos o que fazem em casa, crendo, obviamente, que suas opiniões são as mais valorosas, vez que, em seu lar, ninguém se erige contra elas.
Este hábito, esta forma de agir praticamente instintiva e tola deve ser modificada: quem lhe ama e quem é amado por você não precisa contar com a sua franqueza inoportuna, desnecessária e felina. Pense antes de falar com qualquer pessoa, ninguém merece ou precisa ser magoado em vão, principalmente, quem lhe ama. O amor pode favorecer o perdão, mas o desrespeito, a rudez e a “grosseria” minam com a admiração de qualquer pessoa por você, ainda que ela lhe ame.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 04 de janeiro de 2012.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Julgar ao outro? Impossível!

Julgar ao outro? Impossível!


Julgar o outro é algo desnecessário e tolo. Não faça isso, pense mil vezes antes de dar sua opinião sobre a vida alheia. Existe alguém neste mundo que saiba absolutamente tudo o que passa em sua mente e coração? Não, pois é: em relação ao sujeito que você pretende julgar também.
Ninguém pode julgar uma pessoa sem que saiba absolutamente tudo que ela sente, todas as suas dores, saudades, pontos fracos, pensamentos, enfim, tudo no sentido literal da palavra. É humanamente impossível saber tudo sobre alguém? Exato, assim como é impossível você emitir alguma opinião realmente justa, correta e valorosa sobre uma vida que não seja a sua.
Eu sei de mim, de todas as minhas fraquezas, virtudes, saudades, dores, amores, alegrias, erros, arrependimentos, não sei tudo nem sobre a pessoa que mais amo no mundo. Tudo o que eu sei a respeito do outro está maculado pelas minhas opiniões pessoais, eu não estou dentro da alma e mente de ninguém, tenho o domínio, apenas da minha, logo não posso me manifestar sobre a vida e sentimentos que não sejam os meus.
Assim como é humanamente impossível dois seres ocuparem exatamente o mesmo lugar no espaço é impossível alguém saber tudo sobre outra pessoa, sendo assim, deve ser considerada uma tarefa desumana e sobre-humana a de um homem julgar ao outro. Ninguém sabe nada acerca do que desconhece. Pense nisso e critique a si mesmo quando pensar em julgar os atos, pensamentos e sentimentos de outra pessoa. Em relação à vida alheia a sua opinião e pensamento são insignificantes, resigne-se.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 03 de janeiro de 2012.

Silêncio e boa educação.

Silêncio e boa educação.


Você não tem obrigação nenhuma de ser simpático, agradável e sorridente, mas tem o dever de ser bem educado. Não é preciso ser falso, basta respeitar o outro.
Não existem segredos para se viver em sociedade, nem deveriam existir. Quanto mais autêntica e espontânea a pessoa for, mais interessante ela se torna, para mim, é claro, boa parte dos indivíduos prefere o “queridinho” falso, do que o autêntico “seco”.
Eu gosto de pessoas educadas, de pessoas polidas, de pessoas elegantes e sinceras. Frise-se: que são sinceras sem perder a elegância, sem perder o porte, sem perder a educação.
Hoje em dia eu gosto do homem que prima pelo silêncio, não simpatizo nenhum pouco com quem precisa se expressar em demasia e perde a classe com freqüência. Tem algo de bom e construtivo para dizer? Ótimo! Fale. Não tem? Fique quieto, não convém destilar fel pelo mundo, a vida não é tão doce assim, logo, recolha o amargor de suas discordâncias desnecessárias.
Se você tem uma critica construtiva, educada e bem pensada para fazer, faça, mas se você tem apenas uma vontade imensa de falar o que você pensa sem pensar nos efeitos de suas palavras sobre seu interlocutor, mantenha-se calado. Inimizades e impasses não surgem pelo silêncio, mas pelas palavras inoportunas.
Não sem motivo Deus lhe deu dois olhos, duas orelhas e uma boca. Pense antes de falar, sempre, principalmente quando esta tarefa lhe parecer demasiado difícil, é normalmente quando a irritação turva os pensamentos que é preciso saber o que falar para não perder a razão.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 03 de janeiro de 2012.

Inconvenientes

Inconvenientes


Inconvenientes são aquelas pessoas que não sabem a hora de falar e, quando falam, não sabem o momento de parar: são tão cheia de si mesmas que transbordam arrogância e pretensão.
Sabe aquele cidadão que não suporta o que lhe contraria? E, por não aceitar o que avilta suas opiniões, que, a seu ver, são superiores e mais inquinadas de “pureza” e “bondade”, precisam falar o que pensam, por mais estúpido que seja o seu pensamento, ou melhor, por mais que ninguém queira saber dele?
Pois é, este cidadão é um ser humano inconveniente. De regra o sujeito acha que possui personalidade forte, “opiniões marcantes” e sinceridade avantajada. Pois é, mas o mal do cara não é ser sincero, é não saber quando a sinceridade convém e quando ela é desnecessária.
E, por não mensurar corretamente os momentos corretos para se manifestar ou se calar, bem como por não medir a sua franqueza, este sujeito se torna estúpido, grosso e tosco, porque suas opiniões são descabidas, ou melhor, por mais corretas que elas sejam, são dadas quando são prescindíveis, desnecessárias, irrelevantes, enfim.
Falar o que pensa quando lhe pedem é um sinal de sinceridade, falar o que pensa porque discorda do outro e acha a sua opinião “abençoada” é estupidez, tolice, é, pois, o que diferencia um sujeito educado e interessante de um inconveniente e bruto. Tão importante quanto pensar de forma justa e saber falar é saber quando o pensamento deve ser expresso.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 03 de janeiro de 2012.

Intrometidos II

Intrometidos II


Cada um tem o direito de pensar o que quer, de gostar do que lhe apraz e de manifestar suas opiniões, o que é abjeto é intervir quando não é chamado, é se “atravessar” na conversa alheia porque discorda ou pensa diferente.
Todos têm o direito de pensar o que quiserem, mas isso não dá, a ninguém o direito de ser estúpido, intrometido e grosseiro. Uma coisa, meu caro, é ser sincero, outra é ser grosso.
Seja sincero sobre seus sentimentos, diga o que pensa, mas não esqueça, diga para quem pede, para quem se importa, para quem quer saber, do contrário você vai fazer papel de mal educado e tolo, apenas isso.
Eu tenho o direito de escrever o que quero, o que penso, tenho o direito de criticar o que não gosto e elogiar o que eu adoro, todavia, nenhuma pessoa tem o direito de ser estúpida porque discorda de mim. Eu não ofendo ninguém quando manifesto minhas opiniões, discordâncias existem, é impossível e nem me interessa agradar a todos, todavia, eu não xingo os outros apenas porque discordo deles. Este direito, ninguém possui.
Falo o que penso no meu Facebook e blog, por exemplo, é algo que posso fazer. Ridículo é ver pessoas que não aceitam a opinião forte dos outros, que querem fazer de conta que são poços de sabedoria e se intrometem em nossa página para discordar e nos criticar sendo que não convivem conosco, não estão por perto em nossas vidas, não nos conhecem realmente. Aliás, não costuma ser à toa o fato de elas estarem longe de nosso convívio.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 02 de janeiro de 2012.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Desculpas II

Desculpas II


O ato de pedir desculpas é "relativamente nobre", porque, embora a primeira vista indique que aquele que pede fez mea culpa e reconheceu o seu erro, ele pode se tornar um ato mecânico, banal.
Existem pessoas que não pensam antes de falar, que confundem grosseria, falta de educação e de “tato” no convívio humano com sinceridade. Ser sincero é falar educadamente a verdade quando é necessário, ser “grosso” é falar brutalmente o que se tem como “certo” sem que ninguém peça ou queira saber.
Existem muitas pessoas “grossas”, estúpidas e brutas, mas raríssimas pessoas sinceras, educadas e inteligentes. Poucas pessoas sabem dizer a verdade sem perder a razão. Aliás, a tal “razão” é algo muitíssimo delicado, você pode estar “cheio” dela, mas uma palavra a mais, excesso ou exagero na sua afirmação a coloca por água a baixo. Razão, uma vez perdida, dificilmente será recuperada, a menos que o outro erre novamente e, nesta vez, você aja com sabedoria.
Alguns indivíduos brutos e aqueles que falam e agem sem pensar no efeito de suas ações e palavras, vivem contando com a bondade alheia, com a indulgência e com a mansuetude da alma do outro, que lhe faz relevar e, mesmo magoado, tentar compreender e perdoar, enfim.
Nada volta a ser como antes após um pedido de desculpas, mas quando uma pessoa ama ou é apaixonada pela outra, ela encontra motivos para justificar os atos de quem lhe feriu, isso se chama indulgência, num sentido simplista. Obviamente ela é mais complexa e divina que isso, mas o seu efeito é sempre o de abrandar o julgamento do outro, seja ele o ofendido ou não.
Enfim, perdoar é divino, mas viver magoando e solicitando “desculpas” é estúpido, é vil, é vão. Você pode magoar e pedir desculpas uma vez, mas viver errando, ofendendo quem não merece e contando com sua bondade para ser perdoado não é humano, é triste, é desumano e ultrajante para a inteligência alheia.

Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 1º de janeiro de 2012.

Desculpas

Desculpas

Uma pessoa que pensa bem antes de falar ou agir não necessita pedir “desculpas”. Aliás, tal “pedido” é um sinal de mea culpa, de reconhecimento de erro, um gesto relativamente nobre, mas não faz milagres.
Depois de magoar um coração o pedido de perdão só vem para aliviar um pouco a consciência de quem pede e satisfazer o ego de quem ouve, agrada, porém não faz efeito, ou melhor, não faz com que a situação seja esquecida e a mágoa passe num passe de mágica. Não faz com que nada volte a ser como era antes do ato ou da palavra ofensiva.
Logo, seria interessante que, dentre as famosas metas de inicio de ano as pessoas tivessem a de se tornarem seres humanos melhores e, portanto, a de não precisarem pedir “desculpas” para ninguém, não por orgulho, mas por não magoá-lo sem a intenção de fazê-lo.
Falo em “sem intenção” porque o ser humano consegue falar, agir, pisotear na confiança que o outro lhe tem, magoá-lo e, afirmar que fez isso “sem querer”, porque, obviamente não pensou antes de agir. Se alguém lhe magoa por querer não precisará pedir desculpas, de regra faz isso quem já foi magoado por você sem que tivesse tal intenção, então, a pessoa pensa e se vinga lhe magoando. Não é um ato nobre, mas é humano, é um dos efeitos da sua má ação, voluntária ou não.
Portanto, é fundamental que exista racionalidade antes de cada ato e palavra dita para que ninguém seja magoado injustamente, sem que você “queira”. Pensar antes de agir é o passe de entrada para a paz de uma consciência tranqüila e para que você não precise se desculpar por ter magoado quem não merecia e, provavelmente, não vai esquecer tal fato.
Nada volta a ser como era apenas porque você se arrepende e pede perdão. Absolutamente nada, logo, não ter do que se arrepender e pedir “perdão” é a melhor forma de se viver e ser feliz, respeitando os mesmos direitos que o outro possui.

Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 1º de janeiro de 2012.

Desnecessárias

Desnecessárias


Na medida em que amadurecemos nos tornamos mais pacientes e tolerantes em relação a algumas coisas, mas, limitamos nossa tolerância em relação a muitas outras. O tempo nos ensina que pessoas não existem para serem necessárias umas as outras, pessoas existem para serem amadas e respeitadas. Se você convive com alguém por necessidade você não a ama, possivelmente não ame a si mesmo.
Você precisa de trabalho para ter dignidade, de dinheiro para se manter e se divertir, você precisa de seu carro para se locomover com facilidade, das suas jóias e bijuterias para se adornar, de sua cama para repousar, televisão para se entreter, música para animar a alma, animais para lhe amar e fazer companhia. De pessoas você não deve precisar, deve gostar e admirar pelo seu caráter e postura na vida, logo você deve “ter” por perto apenas aquelas que lhe são especiais e queridas.
Pessoas não são “passatempo”, não são entretenimento, então não confunda as coisas. Você não precisa ter “companhias”, você precisa de dinheiro no bolso, um carro e teve a cabo. Se você se cerca de pessoas, seja porque gosta delas, seja porque elas lhe amam e lhe admiram e você a elas, do contrário, compre um bicho de estimação, um bom vinho, alugue um filme, leia um livro.
Não tolero pessoas que precisam de mim, assim como não preciso da companhia de ninguém para ser feliz. Felicidade é algo que me pertence por outros motivos, não porque eu amo esta ou aquela pessoa. Logo, se você entrar na minha vida, se eu mandar mensagens, ligar, conversar, tenha certeza, é porque eu me importo, quero e gosto de você. Hoje em dia eu não me relaciono superficial ou profundamente com ninguém que eu não goste muito, embora eu não tenha por perto todos de quem eu gosto, adoro àqueles que tenho.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 1º de janeiro de 2012.

Justos

Justos


Por que as pessoas querem mal para quem não lhes fez mal? Por que as pessoas são grosseiras e estúpidas com quem lhes quer bem? Por que, afinal, tanta gente pensa mais em si e naquilo que é seu do que no outro e seus pertences?
São muitas perguntas sem resposta, afinal, defeitos não satisfazem dúvidas. “O fulano age assim porque é egoísta ou mal amado” não diz nada para mim. Defeitos todos possuem, no entanto nem todos os homens lhe ferem ou inquinam seus atos de uma sórdida “injustiça”.
Aliás, ser justo, hoje em dia, é ser bondoso. Agir conforme aquilo que se “recebe” do outro é nobre, agir contrário a isso é infame, é injusto. Se não é possível sermos perfeitos, comecemos, ao menos, tentando ser justos.
Respeitar quem nos respeita, tratar bem quem, assim, nos trata, pensar em quem pensa em nós e age bem. Se conseguirmos ser justos, talvez um dia nos tornemos boas pessoas. Talvez o “agir bem” se torne um hábito. Um saudável e necessário hábito que todos os seres humanos deveriam adquirir.
Não importa o fato de não termos resposta para nossas indagações, é impossível tê-las. Vamos fazer a nossa parte, vamos colocar justiça onde há injustiça, afinal, se formos retribuir o mal com o mal não seremos úteis ao mundo, não estaremos fazendo a nossa (mínima) parte. Vamos pensar em nossa consciência e sermos bondosos, pois, quem sabe um dia, a exceção se torne a regra?
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 1º de janeiro de 2012.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Memória boa e paixão ruim.

Memória boa e paixão ruim.


Eu consegui entender alguns dilemas da minha vida ao ler a reportagem da edição 300 da revista “Super Interessante”, de janeiro de 2012, sobre memória, percebi, pois que inúmeras vezes eu fui traída pelas minhas lembranças.
Nossa mente não se importa com a duração de nossos sentimentos, mas com a intensidade deles, por isso alguns segundos extasiantes podem marcar mais do que dias e horas mornas, sem “nada demais”.
Tal fato aliado a um sentimento forte que podemos sentir por alguém que não nos merece e estará feito o estrago: certa pessoa pode nos magoar, mas, em vista de nossa paixão, um agrado feito em um segundo pode ser mais marcante do que horas de indiferença, por exemplo.
Logo, não é você que é tolo, mas a sua memória aliada a paixão nutrida pela pessoa “errada” podem ser fatais para seu coração. Você supervalorizará os momentos de prazer, de alegria, de êxtase, de romance e, facilmente, esquecerá as horas de desalento. Logo, poderá “voltar” a ficar com quem lhe magoou olvidando dos maus momentos.
O negócio é amadurecer e se manter longe de quem lhe fere, por mais que existam segundos prazerosos ao seu lado. Valorize o todo e não a parte, por mais que sua mente guarde os momentos de maior intensidade. Às vezes é preciso vencer instintos e a si mesmo para manter sua paz de espírito e ser feliz.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 31 de dezembro de 2011.

Silêncio

Silêncio


Sabem aquela frase cristã famosa: “Não faça para aos outros o que não deseja que eles lhe façam”?! Pois é, o termo “cristão” não a antecede em vão. Se todos seguissem tal preceito o mundo seria melhor.
Não diga a outrem o que você não gostaria de ouvir, não faça o que não quer que lhe façam, ou seja, não se intrometa na vida alheia, não traia, não minta, não fale sem pensar, não magoe, não humilhe, não pise.
Se você não tem nada de bom para falar ou fazer, fique quieto, não faça nada. O que é apenas pensado não tem efeitos diretos, não magoa, o que é dito sim. Acredite: o silêncio quase sempre vale à pena. Ele pode ser sagrado!
Se o que você pensa pode agradar, pode enternecer, pode ajudar e animar, fale, se não, se cale. Você não precisa ser sincero quanto ao que pensa se ninguém quer saber a sua idéia sobre determinado assunto, logo, calar-se é um sinal de maturidade, de respeito ao outro ser humano.
Se lhe perguntarem, seja sincero, seja franco, se você pensa algo que, se dito, pode magoar, pense mil vezes antes de falar e prefira o silêncio se ninguém lhe indagar. Você não costuma se arrepender do que pensa se você não conta para ninguém.
Diferencie grosseria de sinceridade, falsidade de educação, idiotice de brincadeira. Cresça e valorize o silêncio, afinal, a palavra falada não volta atrás. O silêncio magoa menos, não faz inimigos e nem prova aos outros que você é estúpido.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 30 de dezembro de 2011.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Felicidade virtual

Felicidade virtual


Essa falsa felicidade virtual me dá náusea. A maioria das pessoas usa os sites de relacionamentos para pintar a imagem da vida perfeita: elas são as mais apaixonadas, as que possuem os relacionamentos mais harmônicos, as famílias mais felizes e unidas, as férias inesquecíveis, o melhor emprego, as melhores amizades e os mais sólidos relacionamentos. Quase ninguém tem defeito, quase ninguém é feio, tem problemas ou mal humor.
É “um tal” de “adorar” que não termina nunca. Todas as pessoas tentam de forma desvairada mostrar que “adoram” a si mesmas, as suas vidas, as suas profissões, as suas escolhas, a todos os seus parentes, amigos e conhecidos. Quase todos são poços sem fundo de amor.
Às vezes elas odeiam, mas não dizem nomes, criticam e desprezam, inclusive alguns dos que estão em suas listas de “amigos”, o que deixa claro o quanto a falsidade se prolifera no mundo virtual e real, logicamente. Todavia, ninguém pára na rua para dizer para um “amigo” que ele é egocêntrico, mal amado ou grosseiro, mas fazem isso para os amigos no mundo virtual, que, diga-se, nove em dez vezes, não cumprimentam na rua.
Na nua e crua realidade o “virtual” demonstra quão acentuada é a frivolidade e falsidade de boa parte dos indivíduos. Lá quase todos são felizes, quase todos sabem o que é amor verdadeiro, quase todos possuem os melhores cônjuges do mundo, quase todos possuem a família bem estruturada, típica de comercial de margarina, quase todos os lares são felizes, quase todos são bonitos, elegantes, bem amados e de bem com a vida, lá, inclusive existem amizades que desconhecem um mero “oi” no mundo real diante de um “esbarrão” na rua.
Enquanto estes disparates existirem eu não irei “confiar” na maioria dos “fatos” virtuais que meus olhos vêem, afinal, o que é visto quase nunca é real tendo em vista que, o que as pessoas mostram, na maioria das vezes, não condiz com a sua realidade. Uma coisa é o que é visto, outra coisa é o que realmente é e outra, ainda, é o que a gente pensa a respeito do que vê. A verdade tem mil faces, em especial no mundo atual onde o real e o virtual dividem espaço na vida humana. Logo, o melhor é cuidar da própria vida já que boa parte dos outros não vive, atua.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 30 de dezembro de 2011.

Imutáveis

Imutáveis


Você deve aprender a pensar antes de agir e, assim, não voltar atrás nas decisões que toma. Decisões bem pensadas não carecem de “reparos”, de “adendos”, de reformas.
O “nunca” é dispensável em boa parte de suas afirmativas, mas às vezes ele é necessário: as melhores decisões são aquelas que você toma ciente de que “nunca” irá se arrepender de ter lhes tomado.
Não busque dizer “nunca”, não diga tal palavra quando sua mente diz algo e seu coração intui de forma diversa. Aprenda a usar a racionalidade, o homem se diferencia dos demais animais da natureza por possuí-la, então faça (bom) uso dela.
Se, em dado momento de um relacionamento você resolve desistir dele, quer porque o outro tenha lhe magoado com alguma palavra ou ato, quer por ele ser diferente do que você deseja, pense agir para que, posteriormente, você não caia na tentação de voltar atrás. De regra são os mesmos motivos que lhe fizeram desistir a primeira vez que lhe farão desistir uma segunda, terceira, quarta ou milésima vez.
As pessoas não mudam, não tome nenhuma decisão pensando o oposto deste fato, do contrário você irá, apenas, perder seu precioso e bendito tempo. Aprenda a tomar decisões inteligentes, sopese sua intuição, razão e sentimentos, reflita muito e, então, tome uma atitude sem temer voltar atrás, sem precisar voltar atrás, efetivamente.
A diferença básica entre uma pessoa madura e uma pessoa imatura é a segurança com que elas tomam decisões nas mais variadas esferas de suas existências. O sujeito maduro pensa e age sem ter medo de mudar de idéia, o imaturo muda de idéias até aprender, até amadurecer, enfim.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 30 de dezembro de 2011.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Supere-se

Supere-se


Lamento por quem se compara com o que é pouco, pequeno, infeliz e pouco inteligente, o ato de comparar-se é uma ferramenta vã e infantil que algumas pessoas usam para sentirem-se superiores a quem não é virtuoso. Como se “isso” fosse difícil!
Tais indivíduos olvidam do fato de que ser melhor do que aquilo que é pouco e ruim não significa nada demais. “Mãe, eu tirei 65, mas o fulano tirou 50!”. Ora, por favor! Adolescentes e crianças se socorrerem de tal subterfúgio (fraco) para se sentirem melhores é aceitável, adultos fazerem o mesmo, em outros aspectos da vida, é grotesco.
Não se nivele por baixo, não aceite ficar contente porque a maioria é inferior a você, tome por base o que é excelente, o que é mais sábio, o que é melhor. Ser adulto é aceitar que ninguém é perfeito em tudo, mas que você deve se comparar ao melhor que pode ser e não com pessoas piores.
Você pode de “consolar” por saber que existem pessoas inferiores a você, mas, só se contenta com “consolos” quem não merece nada além deles. Pense que você pode ser melhor do que é, não repare, não critique e, principalmente, não se compare com quem é pior do que você.
Diante do inferior você sempre será superior, todavia, nunca será alguém realmente bom se viver se comparando com pessoas piores do que você. Pense grande, respeite seus limites, mas não se conforme com o que é pouco, tente ser melhor do que você, não tente superar aos outros. Supere a si mesmo.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 26 de dezembro de 2011.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Sem orgulho

Sem orgulho


Não existe superioridade entre o povo do Brasil. Se engana e se ilude quem acha que os "sulistas" são melhores do que os membros dos demais estados. Não existe superioridade sem coragem, nem coragem no silêncio.
Se tal população fosse melhor em relação às "demais", se manifestaria, reclamaria e não iria quedar-se inerte diante das leis injustas, da impunidade, da desigualdade social, dos atos estapafúrdios do Governo que arrecada na região sul para dar "bolsas" nas regiões mais pobres da Nação.
Lamento, mas sou carente do tal "bairrismo" e patriotismo. Sou muito realista para me dar ao luxo de "tê-los". As diferenças entre o povo da região sul e da região norte e nordeste são definidas pela cultura, clima, educação, dentre outros fatores sócio-culturais, não existe, pois superioridade entre eles, apenas distinções.
Na verdade inexiste superioridade entre a raça humana, mas, a meu ver, se aproxima da inferioridade o povo que se acha melhor, que se acha superior ao outro. Virtudes se mostram em atitudes, não em idéias egocêntricas e narcisistas de si mesmo.
É preciso coragem, atitude, é preciso que o silêncio se torne a exceção e não a regra. O povo brasileiro precisa se unir, reclamar, reivindicar mudanças e a concretização de seus direitos já existentes. Quando nossa população começar a reclamar e a se mobilizar, passarei a admirá-la um pouco mais.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 26 de dezembro de 2011.

Paixão: glória e dor.

Paixão: glória e dor.


A paixão é o inferno do coração dos homens. Ela representa a dor, a ausência de atitude mesmo diante do que a razão não contesta: não devemos ficar, não devemos voltar, não devemos ceder, mas ficamos, voltamos e cedemos.
Diante de uma paixão arrebatadora a racionalidade não significa nada, ou melhor, ela perde sua serventia. O apaixonado sabe que não deve querer, sabe que não esta agindo corretamente quando cede ao seu instinto, sabe que deve ser mais forte, mas não consegue e, portanto, se entrega.
A paixão não existe para ser explicada e, por tal motivo, não merece ser sentida, não é uma experiência que deva ser almejada ou querida. Ela é um infortúnio na vida de uma pessoa boa, um acidente, um incidente, de regra, mais infeliz do que feliz.
Como todo percalço, como toda dificuldade, o ato de viver uma paixão dá a pessoa emoções fortes, experiências intensas, momentos raros, êxtase, felicidade momentânea, assim como uma droga, na medida em que ela anima, ela mata, ao mesmo tempo em que entusiasma, pisa no equilíbrio emocional do apaixonado que é, diante dela, um refém desarmado que vivencia grandes emoções mesmo quando não possui arbítrio nenhum sobre seu destino, sobre sua vida.
Como toda doença, como todo vicio, como todo mau momento a paixão oferece horas amenas, porém quando o homem consegue se fortalecer e vencê-la, quando suporta a abstinência do que, com o tempo, tornou-se um vício, ele adquire sabedoria que nenhuma pessoa, que não tenha passado por seus momentos de glória e dor, possa ter.
Enfim, mais sábio, mais maduro e mais forte o homem não volta a adoecer de paixão, com sua experiência ele aprende a se amar mais e, dos outros, só passa a aceitar o que for verdadeiro, o que for inteiramente bom, o que significa respeito, bom trato, entrega, transparência e amor. Mais puro e verdadeiro amor, o resto, para ele, é apenas o resto, sinônimo de nada. Nada mais.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 25 de dezembro de 2011.

De repente 30!

De repente 30!


De repente 30! Não é de um dia para o outro que chegamos a esta idade, mas, com certeza é muito mais rápido do que podemos imaginar que será quando completamos simplórios 15 anos de vida.
Quando chegamos perto dos 30 anos a gente percebe que a vida não é tão fácil quanto pensávamos, nem tão complicada quanto pode parecer àqueles que não são dotados de muito humor e otimismo.
De repente a gente percebe que, não sem esforço, obviamente, podemos realizar o que queremos e, se na pior das hipóteses, desistirmos, nos tornamos mais fortes e sábios para inventar novos ideais e seguirmos em busca de sua realização.
O amor não é algo tão perfeito quanto pensávamos nos primeiros quinze ou vinte anos de nossa vida, ele não basta para fazer um relacionamento dar certo. É preciso afinidades, coragem, sinceridade, paciência, respeito e vontade de ficar ao lado de determinada pessoa.
Com 30 anos a gente sabe que a paixão não é saudável, é mais letal e perigosa do que muitas drogas. É sinônimo de dor, de ausência de equilíbrio, de doença, de tristeza, é aquilo que “é” quando não “deveria ser”. Ela gera mais dor e problemas, na vida emocional do ser humano, do que qualquer outro sentimento.
Aos 30 anos a gente pode não ter chegado aonde queria, mas há a certeza do que se quer e do que não se deseja mais, do que jamais será desejado novamente em nossas vidas. Com tal idade ainda temos esperança e fé, mas experiência suficiente para sermos mais fortes, para, pois, lutarmos por aquilo que queremos e iremos realizar até os 60 anos, afinal muita vida nos espera. Estamos recém começando, com mais sabedoria, com mais maturidade.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 25 de dezembro de 2011.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Realizar

Realizar

Não precisamos de mais leis, precisamos encontrar mecanismos para que elas sejam cumpridas sem que existam mil “motes” para abrandar sua efetividade e rigidez. Da mesma forma, não é preciso sonhar mais ou “diferente”, é preciso encontrar uma forma de realizar os sonhos que se tem, que sempre existirão, mas não foram realizados.
Entre o que você deseja e o que consegue realizar existe um abismo, logo, não é sem esforço que você vai conseguir ultrapassá-lo. A vida é boa e justa, ninguém disse que ela é fácil. Se fosse, ninguém iria valorizá-la.
O ser humano precisa de desafios, precisa ultrapassar barreiras e obstáculos para se sentir bem, para que suas vitórias tenham um gosto mais saboroso, para que exista mais empolgação e ânimo.
Sendo assim, não é preciso estabelecer mil metas e planos a cada mudança de ano, basta que você se comprometa a fazer o necessário para cumprir os planos antigos e não realizados que, você sabe, são necessários, irão lhe fazer bem e tornar-lhe uma pessoa mais realizada e feliz.
A questão não é entabular uma lista de desejos novos, mas, isto sim, estabelecer uma forma de realizar aqueles desejos que não foram realizados. Pense em como agir para alcançar seus objetivos, não é preciso mudá-los, mas fazer com que eles se tornem reais.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 24 de dezembro de 2011.

Seu perdão

Seu perdão

Você começa a valorizar a palavra perdão e seu significado quando precisa obtê-lo. Quando a sua consciência pesa, quando você reconhece seus erros e se arrepende de ter lhes cometido.
Quando você precisa perdoar não existe pressa, nem agonia. Você se “dá” tempo e acha mil justificativas para a vileza do outro, para manter-se inerte e ignorá-lo. O outro fez por “merecer” o seu desdém, a sua indiferença, logo, não há porque ser “tão” indulgente.
Isso é o que você pensa quando alguém lhe magoou e lhe pede perdão. Tudo muda, porém, quando você erra, quando você magoa e pede desculpas pela sua mancada. Quando é você quem precisa ser perdoado, você reza para que o outro seja indulgente com seus defeitos e atos “atrapalhados”.
Não existe nenhum ser humano no mundo que seja imune a necessidade de obter perdão, logo, todos deveriam saber perdoar e compreender mais do que criticar. Se a confiança se abala, se depois de maculada não volta a ser a mesma, isso depende de cada pessoa.
Perdoar é uma coisa, voltar a confiar é outra bem diferente. A sua confiança poucas pessoas merecem, de seu perdão todos são merecedores, ao menos que você não queira ser perdoado nunca, ao menos que você seja “perfeito”, mas, sinto informar, a pessoa mais perfeita que o planeta já teve morreu apregoando o perdão e o amor, pelas mãos de algozes ignorantes que não sabiam o significado desta palavra.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 24 de dezembro de 2011.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Meu sonho

Meu sonho

Eu sonhei que eu vivia no Brasil, mas tudo era diferente. No País do meu sonho os professores eram muito bem remunerados, afinal, ninguém consegue crescer na vida sem aprender as lições que eles passam. Com sua boa renda eles tinham mais incentivo para levantarem cedo e irem às escolas diariamente, bem como para fazer cursos de aperfeiçoamento.
No Brasil do meu sonho os policiais de todas as áreas ganhavam bem, tinham o mesmo salário dos magistrados, defensores e promotores públicos, os bombeiros, por sua vez, tinham gratificações “polpudas” a cada final de ano. Todos iam trabalhar e expor suas vidas com alegria, entusiasmo e tranqüilidade.
Apresentadores de televisão, jogadores de futebol, modelos e atrizes ganhavam menos do que qualquer profissional bem graduado na sua área. Aliás, em meu sonho as modelos tinham curvas e curso superior, não exibiam uma silhueta anoréxica, assim elas inspiravam as adolescentes a se alimentarem bem, malharem e estudarem.
Em meu sonho as pessoas eram valorizadas pelo que eram, não pelo que possuíam. Não existiam pessoas arrogantes nem falsas, apregoando virtudes aos quatro ventos. Havia poucas promessas, poucas palavras, mas muitas atitudes nobres.
As pessoas se respeitavam, ninguém inventava nada para conquistar a confiança alheia e, depois, malbaratá-la. Havia compaixão no coração de todos os homens, havia amor em todos os relacionamentos. Nenhum ser humano tirava a vida de outro, não havia guerra, as pessoas se entendiam dialogando, sem intolerância, sem preconceito, sem desrespeito. Todos, ricos e pobres, se tratavam com igualdade, em meu sonho imperava a fraternidade.
Nenhuma mãe engravidava sem querer, não havia necessidade de vidas serem abortadas, as pessoas agiam com responsabilidade e respeito ao próximo, ninguém fazia ao outro o que não desejava que este lhes fizesse e, assim, o Natal não era uma data de consumismo desenfreado, todos se lembravam do nascimento do ser humano mais humilde, simples e sábio do universo, porque as pessoas valorizavam a sapiência e não a beleza e a riqueza. Fiquei triste quando acordei, eu queria muito que este meu sonho se tornasse realidade.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 23 de dezembro de 2011.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Reencontro

Reencontro

2011 não foi o ano em que cheguei aonde eu queria, não nos aspectos materiais da minha vida, todavia foi o ano das superações, o ano em que remi toda forma de culpa e dor que sentia, o ano em que mais me equivoquei com as pessoas, mas, apesar de algumas batalhas perdidas, a guerra foi ganha.
Eu venci o que me limitava, superei os empecilhos emocionais que tinha. Enganei-me, sofri, chorei, mas, depois de anos sem tranqüilidade na vida afetiva eu voltei a ser quem eu era antes de conhecer o bendito amor e, com sua frustração, o pior tipo de sofrimento que um ser humano com saúde física pode ter.
De tudo o que foi passado, de todas as desventuras que tive, este foi o ano das soluções, da organização, o ano em que tudo voltou ao lugar de onde não deveria ter saído, mas saiu e, agora, após sofrimento e aprendizado, resta mais forte, mais firme.
O que a gente aprende depois da dor ou aquilo que reconquistamos após um “desmoronamento”, tem mais brilho, tem mais graça. Não foi herdado, não foi conquistado com risos, mas com lágrimas e suor, logo, não é algo que possamos colocar a perder novamente. Enfim, termina o ano em que me reencontrei, em que voltei a ser a moça autoconfiante e feliz de anos atrás e me tornei uma mulher decidida, franca e com tranqüilidade interior.
Uma mulher que é feliz sozinha, que tem paz, que superou a crise “adolescente extemporânea”, que a afastou de si mesma e da crença há pouco recuperada de que não é preciso estar em festas, estar na companhia de “amigos” e de barulho para ser feliz. A alegria de viver esta com quem consegue sorrir a sós, independente do que acontece no mundo que existe fora de sua alma.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 22 de dezembro de 2011.

Sem meio-termo

Sem meio-termo

Eu não sou uma pessoa de meio termo. Quem gosta de mim, gosta, quem não gosta, odeia. Não sou o tipo de pessoa que faça algo para agradar aos outros, se agrado sendo como sou, feliz acaso, feliz coincidência, se não agrado, não vou me esforçar apenas para ser “querida”.
Ou sou “querida” sendo como sou, ou sou mal quista. Não me importo. Eu não gosto do que é “meio bom”, do que é razoável ou “bonzinho”, eu gosto do que é genuíno, autêntico, ótimo por ser sincero e transparente, sem intencionar sê-lo, sem ter um motivo para ser excelente. Gosto do que “é”, não do que tenta ser ou do que aparenta ser.
Sou intensa em todas as formas e o decurso do tempo acentuou em mim tal característica. Não aceito nenhum relacionamento que não seja completamente bom e que não me faça plenamente feliz. O que é comum, morno, bom, eu não quero, não aceito o “lugar” oferecido, ou cedo o meu. Não fico, não aceito, sou muito feliz sozinha para ser “mais ou menos” feliz com alguém.
Hoje eu não abro a minha vida, nem as portas da minha casa para o que não me agrade por completo. Não aceito amizades razoáveis, não preciso de parcerias. Só aceito no meu coração, na minha vida e na minha casa pessoas que conquistaram a minha confiança, o meu afeto, o meu respeito e o meu prezar.
Aprendi a ser feliz comigo mesma, me tornei demasiado independente e segura de mim. Não preciso conviver com o que é falso, fugaz, fútil, tolo ou imaturo, não preciso ter quantidade de pessoas por perto, gosto de poucas e boas companhias, do contrário fico comigo mesma, é mais seguro, é mais tranqüilo. Não meço nada pela quantidade, mas pela intensidade, pela qualidade.
Não trarei para o meu convívio pessoas que vão me decepcionar, que não irão me respeitar ou compreender e, apesar de tudo, irão achar razões para me criticar e tripudiar. Não preciso de nada que aparente ser bom e não seja, hoje eu acredito apenas no que constato com o convívio, palavras não me cativam, nem conquistam. Todas as pessoas falsas e pouco confiáveis dizem que são verdadeiras e confiáveis: o que a boca diz só tem valor se as atitudes confirmarem.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 22 de dezembro de 2011.

Sonho de Natal

Sonho de Natal

Eu adoro a época de Natal, não pelos presentes, nem pelas luzinhas, nem pelo brilho ou pelo tradicional espetáculo do Roberto Carlos na Rede Globo. Eu gosto do sentido da data, do seu real protagonista e de todos seus ensinamentos.
É uma época de reflexão onde eu sopeso minha evolução, defeitos, atos dos quais me orgulho e outros tantos dos quais não gosto de me lembrar, mas, nesta época, eu recordo para me analisar e ver o quanto eu preciso melhorar. Todavia, eu queria que todas as pessoas parassem, como eu, para pensar em seus atos e na quantidade de amor que possuem no coração ou, por outro lado, no pouco amor que nele têm.
Eu desejo que as pessoas se analisem, mas se perdoem, se aceitem, desejo que saibam que nunca é tarde para pedir perdão, para reconhecer erros e iniciar uma série de novos acertos. Não existe “tarde demais” para quem esta vivo.
Desejo que as pessoas compreendam a si mesmas e que sejam, para os outros, tão indulgentes quanto são consigo, desejo que antes de apontar as falhas alheias o homem pare para pensar nas suas e, principalmente, que antes de amar aos conhecidos, o individuo dê amor a quem lhe cerca, a seus irmãos, pais, esposa e filhos.
Não aceito ver as pessoas tolerarem as sandices alheias e não suportarem ouvir quem tem seu sangue, não suporto ver pessoas pacientes e educadas com os amigos e grosseiras com seus pais e irmãos.
O meu sonho de Natal é ver harmonia entre as pessoas a começar pelas suas famílias, é ver perdão onde há arrogância, humildade onde há soberba e petulância, compaixão onde há egoísmo, carinho onde há rispidez, sinceridade onde impera a falsidade e amor onde há rancor e indiferença.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 22 de dezembro de 2011.

Assunto sério

Assunto sério

O amor é algo sério, para ser levado a sério, assim como todos os corações, todas as pessoas. Eu não me envolvo sem ter, no mínimo, a idéia de que algo afetivamente bom e maduro surgirá. Sim, meu caro, eu levo a vida a sério, levo tudo a sério.
Não sou leviana em aspecto algum, se algum dia eu fui, hoje não sou, em absolutamente nada. O decurso do tempo acentuou as características que eu sempre tive e hoje, mais do que ontem, eu não faço nada por “fazer”, não “entro” em nada que não permita a entrega do corpo e da alma, juntos.
Não sou uma pessoa de meios termos. Ou é, ou não é. Ou eu entro de cabeça, ou não entro. A vida me ensinou que a solidão é segura, eu sei o que quero, faço o que quero, não sou responsável por fazer bem a ninguém, logo, também não corro o risco de magoar pessoa alguma.
A gente se torna responsável por todos cujo coração encantamos, por toda pessoa que cativamos, é por isso que a solidão é saudável, é boa, é segura. Se não for para fazer o outro feliz eu não digo que gosto, que “adoro”, que quero junto a mim. Se não for de coração eu não me envolvo. É, amigo, eu fale que levo tudo a sério, em especial o fato de não fazer aos outros o que não desejo que me façam.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 21 de dezembro de 2011.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Evasão

Evasão


Confesso que as vezes eu sou covarde, confesso que tenho medo de magoar quem gosta de mim, confesso que ajo de forma infantil, nem sempre falo, nem sempre converso, prefiro me evadir da vida alheia a deixar o outro com palavras cortantes.
Essa covardia infantil me poupa sofrimento e me dá a ilusão de estar poupando o outro. Por que a gente precisa dizer o que sente mesmo quando isso vai magoar alguém? Por que não acreditar que o outro irá nos compreender, irá decifrar nossa evasão silenciosa?
Provavelmente, porque ele nunca compreende. As pessoas vêem o que querem ver, se elas “achassem” e presumissem menos, se tivessem uma visão realista do que acontece ao seu redor, não precisaríamos fugir de seu contato, ou, ainda que fugíssemos, elas entenderiam que não tivemos coragem para desabafar e frustrar suas expectativas.
Eu quero conseguir não ter pena de quem gosta de mim, quero, um dia, conseguir dizer para alguém que “não gosto” dele como ele de mim, que não vou amá-lo ou me apaixonar. De tudo o que quero e sei que preciso mudar, a habilidade de falar olhando nos olhos de alguém que não lhe quero por perto é essencial, é para ser adquirida “para ontem”.
Eu gostaria que as pessoas compreendessem minhas “meias palavras”, meu retraimento, meu silêncio, ainda que covarde, gostaria que aferissem minha “má vontade” em me envolver com elas, sem que eu precisasse ser taxativa e falar o que penso, mas isso não “funciona”, não acontece. Elas não entendem e se magoam com minha fuga. Lamento por mim, lamento por elas.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 20 de dezembro de 2011.

Animais e homens

Animais e homens


Enquanto os animais forem mais sensíveis e menos cruéis do que o ser humano, este não merece ser chamado de “racional”. É inconcebível um mundo onde os homens são menos bondosos do que os animais, onde alguns bichos são mais “gente” do que muita gente.
A palavra “racional” se tornou um elogio não merecido pela maioria das pessoas. Animais agem por instinto, mas agem melhor do que as pessoas que usam sua capacidade de pensar para fazer mal aos outros de forma astuta e “pensada”.
Os animais se mostram ferozes quando provocados, o homem provoca o outro, conquista sua confiança e depois lhe trai, lhe engana, lhe fere, lhe ofende e despreza.
O ser humano é a única espécie em toda a natureza que usa sua razão para elaborar formas de iludir e usar o outro. Os bichos não lhe usam, não lhe amam por interesse, eles só querem carinho em troca da devoção que lhe dão.
Eis que, de tanto conhecer pessoas eu passei a amar ainda mais os animais. De tanto ouvir palavras falsas, pessoas traiçoeiras, mentirosas, maldosas e interesseiras eu resolvi dar amor ao meu gato e a quem eu tenho certeza que me ama, o resto, para mim, é só o resto: um canil vale mais.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 19 de dezembro de 2011.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Alimentos da alma

Alimentos da alma


O corpo humano precisa da energia dos alimentos para viver, para se fortalecer, enquanto a alma carece de esperança e de fé para alimentar sua coragem e seus planos.
Um homem que deixa de acreditar em seus sonhos e na realização de seus planos perde a confiança em si mesmo e, com ela, o brio, o amor pela vida e por si mesmo.
Mais um ano finda, mais planos, anseios e esperança invadem o coração da pessoa bem resolvida, aquela que faz um “balanço” emocional de sua vida e afere o que precisa melhorar, modificar, o que precisa deixar para trás, superar e o que vai buscar no ano que chega.
A fé em uma divindade é inócua para aqueles que, por terem perdido alguém querido ou passado algum “trauma”, desprezam as festas de final de ano. Se o cidadão acredita em Deus, por que não se resignar? Por que não perceber que a maioria dos fatos da vida independe de sua vontade? Por que não saber que a cada lágrima que cai, existem mais sorrisos para serem dados?
Sonhe, pense positivo, se entusiasme, olhe para os lados e para quem esta atrás de você e veja que a vida de ninguém é “fácil”, logo, chegando a tal conclusão, perceba que ter ela em mente você irá facilitar a sua vida e compreensão de mundo.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 19 de dezembro de 2011.

Realismo, contentamento e felicidade.

Realismo, contentamento e felicidade


O realismo é a principal via de acesso ao contentamento que, por sua vez, leva à felicidade. Compreender que é impossível ter tudo o que se pode sonhar é essencial para o homem viver bem e em paz consigo mesmo.
Não conheço nenhuma pessoa que tenha o corpo esplêndido, o rosto lindo, o cabelo perfeito, a conta bancária farta, a mente equilibrada, o espírito evoluído, o marido lindo, carinhoso, bem sucedido, inteligente e fiel, nem a família bem estruturada e quase perfeita dos comerciais de margarina. Retifico: não conheço ninguém que tenha tudo isso ao mesmo tempo.
Logo, creio que inexista no mundo um ser humano que tenha tudo o que sonhou, até mesmo porque, o descontentamento é o que impulsiona a maioria das pessoas. Ainda que elas conquistem 100% de suas metas, criarão outras para terem que “correr atrás” e, assim, sentirem-se vivas, sentirem-se bem.
Não à toa poucas pessoas são felizes com a vida que possuem. A maioria mais sonha do que vive, mais espera do que constrói, mais deseja do que realiza, mais lamenta do que aceita e, mesmo tendo mais motivos para agradecer à vida, faz de seus momentos íntimos orações, nas quais pede ao seu Deus mais do que possui.
A felicidade requer uma dose de conformismo e de aceitação. É feliz o homem que aceita suas limitações e o fato da vida não permitir-lhe ter tudo o que sua mente pode desejar. É, pois, feliz o sujeito contente e realista, os demais passam a vida procurando algo que, não raras vezes, nunca irão encontrar. Correm atrás da felicidade como um felino em busca do próprio rabo. Isso seria trágico, se não fosse cômico.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 18 de dezembro de 2011.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Atitude e fracasso

Atitude e fracasso


Você pode tentar e fracassar, mas se você nunca tentar será sempre um fracassado. Não é o êxito que diferencia os perdedores dos vencedores, mas a coragem para lutar por seus sonhos e metas.
De nada adianta ter vontades, anseios, desejos e sonhos se eles não saem de seu imaginário, de sua mente. De nada adianta a fé se você não tenta, não age, não enfrenta a vida e não cria suas oportunidades.
Sim, eu falei em “criar oportunidades”: nada que é bom cai do céu diante do seu nariz, se você não se arriscar não logrará êxito em nada. Se você for à luta confiando em si mesmo terminará criando as oportunidades que, outrora, você imaginava que iriam “surgir” mesmo com sua inação.
É válido ter fé, é válido ter esperança o que é inútil, para não dizer infame, é viver dela, é viver esperando o bem sem agir bem, sem lutar, sem buscá-lo. Esperar não é atitude, é demonstração de covardia. Quem não age, não ganha, não realiza, não constrói nada, absolutamente nada.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 17 de dezembro de 2011.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ignore

Ignore

Ignore as críticas alheias, não dê atenção para o que as pessoas que lhe menosprezam e pouco lhe conhecem falam. Seja mais você e se importe apenas com quem lhe ama, porque a maioria das pessoas não sabe e nem se interessa por suas agruras e percalços.
Quem lhe ama e lhe quer bem não deprecia, não ofende pelas costas, não menospreza, não fere, ainda que sem querer. Quem lhe ama lhe conhece, portanto lhe aceita, lhe entende, lhe compreende.
A maldade humana é inominável e imensurável. Não convém, portanto sequer querer saber o que aqueles que falam mal de você pensam a seu respeito. Se importe em ser justo e feliz, cuide da sua vida bem, ninguém pode fazê-lo por você, os outros julgam, não ajudam, não incentivam e nem choram em seu lugar.
Se você depende de seu pai e sua mãe, lhes ouça, apenas eles têm o direito de lhe criticar, apenas eles fazem isso pensando no seu bem, sem a mínima intenção de lhe ferir. Eles lhe amam da forma deles.
Os outros? Que se danem! Eles não sabem quase nada de sua vida e o fato de lhe criticarem deixa claro que não merecem conhecer-lhe melhor. Seja justo, ame quem lhe ama, ouça quem se importa com você e ignore os demais, eles não merecem seu apreço.

Cláudia de Marchi

Passo Fundo, 15 de dezembro de 2011.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Perdoe-se II

Perdoe-se II

Você deve compreender seus equívocos do passado, você deve se perdoar porque ontem não sabia o que sabe hoje, afinal, guardar rancor de si mesmo não serve para nada, apenas para minar a sua paz e auto-estima.
Todavia, é preciso ser racional. É preciso pensar de forma sadia sobre seus atos sem imiscuir-se do reconhecimento de erros, de culpa, mas, sem, no entanto, cair em arrependimento e, conseqüentemente, num estado depressivo diante da realidade nua e crua na qual você jamais vai poder voltar atrás, voltar no tempo.
Arrepender-se é se mutilar emocionalmente, é cavar a cova da própria alma: não existe serventia alguma para quem se arrepende nem para quem lhe cerca. O arrependimento é uma forma inútil e infame de matar-se lentamente.
Compreenda-se, admita que você é imperfeito, que nem sempre foi sapiente, mas que, quando agiu, agia na crença de estar fazendo o que era justo e correto, mas, assimile o fato de que, por mais que você tenha consciência, no momento presente, de que podia ter agido de forma diversa e “melhor” não existe como voltar atrás. Isso jamais será possível.
Logo, apenas a racionalidade pode lhe ajudar. Perdoar-se sim, compreender-se também, mas sem arrependimento, afinal, ele não leva a nada e, por mais que você queira e pense que seria bom fazer tudo diferente, isso é impossível. Então se perdoe e não se martirize, não vai adiantar nada mesmo.

Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 14 de dezembro de 2011.

Perdoe-se

Perdoe-se

Você não precisa apenas ser indulgente e perdoar aos outros para ser feliz, para ter paz, é preciso, sobretudo, se compreender, se perdoar, entender porque, outrora, você agiu desta ou daquela forma. Para isso é preciso tempo e reflexão.
Nada muda se você não pensar a respeito, se não fizer mea culpa, mas, também, certa racionalização de seus atos. Não, não! Não falo da racionalização dos psicopatas que usam tal mecanismo de defesa do ego para justificarem atos atrozes.
Não acho que você deva se sentir vitima do mundo e dos atos alheios para, apenas assim conseguir justificar para si mesmo o seu agir. Refiro-me a uma auto-análise bem medida, equilibrada, sem excessiva rigidez, mas sem demasiada mansuetude.
Analise seus atos, veja que no passado você não era quem é no momento presente, não sabia o que aprendeu com suas experiências e sofrimento, você errou? Talvez, mas foi tentando fazer o seu melhor, foi em prol de algum ideal, de alguma idéia que, você achava serem corretos, justos e certos, do contrário não teria agido.
Se você consegue perdoar aos outros é imprescindível que perdoe a si próprio e, ciente de que nunca foi perfeito, compreenda as razões que teve no passado para agir como agiu. Você não precisa ter orgulho de si mesmo e de seus atos do ontem, mas precisa entender, apenas, que quando agiu você tinha orgulho de pensar como pensava. Se hoje você pensa e age de forma diversa ou “melhor” é porque você aprendeu com seus erros. Agradeça o que você “é”, ao que você “foi”, por menos bonito que “isso” lhe pareça.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 14 de dezembro de 2011.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Coragem e escolhas

Coragem e escolhas


A vida é feita de escolhas, meu amigo. Em determinado momento, em certa circunstância ou você vira "X9" ou vira bandido, vira cúmplice, compactua com o crime e o apóia com teu silêncio. É o silêncio dos bons que fomenta a maldade dos maus.
Sempre a falta de atitude das pessoas de bem irá patrocinar a maldade dos maus, a menos que a coragem se torne uma virtude essencial para que um individuo possa ser julgado como bondoso. É preciso coragem e audácia ou nada mudará no mundo.
Enquanto as pessoas que usurpam as outras continuarem contando com o silêncio dos individuos justos nada irá mudar, enquanto os justos forem covardes seu bom caráter não servirá para nada, nem para ninguém.
É preciso escolher aonde se quer ficar, é preciso pensar a respeito das decisões que se toma, é preciso ter coragem para contrbuir positivamente para a humanidade. Palavras na boca de uma pessoa de coração bondoso não valem nada sem atitude e coragem.
Cláudia de Marchi
Passo Fundo, 12 de dezembro de 2011.