Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bloqueando!

Bloqueando! 

Obrigo-me a bloquear algumas pessoas com as quais convivi, do Facebook, porque ver a sua vida, com outro alguém, poucos meses depois de ouvi-las fazer juras de amor eterno, para outra pessoa, é demasiado abjeto, é nojento. 
Eu sei que a vida muda, que um novo amor pode curar a dor do primeiro. Ou melhor, será que eu sei? Eu sei que quando a gente ama de verdade alguém, lá no fundo a gente nunca esquece. Tem sempre uma lembrança a nos atordoar. 
Mas daí tem fotos, têm juras de amor, promessas de casório, tudo absolutamente igual ao que foi com você há pouco tempo. Logo você pensa: esta pessoa nunca foi autêntica, era só um desesperado a procura de uma companhia permanente e, de preferencia, que desapontasse a sua mãe. 
Enfim, uma pessoa problemática que não se encontra entre o desejo de ser amado pela mãe e o de contraria-la para chamar a sua atenção, uma criança num corpo de adulto, clamando por atenção, com desejos infantis. Notória e gritantemente infantis. 
Um filho que busca uma mãe, mas uma mãe que possa ser o que a sua não foi: submissa, obediente, mas que o amamente de carinho, de prazer, de afeto e de concordâncias com a sua forma de pensar, ser, viver e agir. Ele necessita de aprovação. 
Não quer, em hipótese alguma, uma mulher “perua”, enfeitada, elegante, que se pareça com a mãe ou com as mulheres da sua família, no fundo prefere o tipinho mais desleixado, porque este contraria as expectativas da sua família e vai ao encontro das suas. 
Afinal, neste tipo de mulher ele pode mandar e passar a lhe vestir do jeito que bem entender, pois, por insegurança e talvez pelo dinheiro que ela acha que ele tem, ela aceita as suas chatices. É uma coitada e ele, um pobre diabo! 
Recuso-me a acompanhar essa história de amor medonha e abjeta. Recuso-me a ver reprise do que já vivi, sem glamour, sem graça, onde, das fotos depreendo a falta de luz, de brilho, de espontaneidade e de autenticidade que ocorre entre os dois. Portanto, bendita a possibilidade de “bloqueio” no facebook! 
Da mesma forma, para aqueles amigos ou colegas psicóticos que pensam que as opiniões que você manifesta e contraria as deles são indiretas, são ofensas, olvidando do fato de que podem ter lhe ofendido antes e ter lhe inspirado a desabafar, apenas isso. Enfim, pessoas psiquicamente doentes e que não sabem fazer mea culpa deveriam ficar longe das redes sociais! 
Cláudia de Marchi 
 Sorriso/MT, 24 de setembro de 2013.

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