Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A árvore, o livro e o filho: por que, afinal?

A árvore, o livro e o filho: por que, afinal?

Vivemos sob a égide de conceitos cuja origem não buscamos saber, mas que repetimos, inclusive em nossos lares. O ser humano, este mesmo que fala mais em "buscar a felicidade" do que afirma "eu sou feliz", este que se preocupa com o que lhe falta e não valoriza o que tem, que compra casa com piscina e não usa e que adora vistoriar a grama do vizinho, também crê que esses três atos são necessários na vida humana!
Plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Agora, lhe pergunto: da para viver bem sem isso? Por que será que só a parte do ter filhos é tão superestimada? Jovens que não se preocupam em angariar cultura e escrever ou falar corretamente não pensam duas vezes antes de engravidar, rapazes que estão desmatando terras também não hesitam em serem papais antes de terem consciência do que é ser um homem maduro e responsável!
Ter um filho, porém, é a decisão mais seria que se pode tomar! É pra sempre, a responsabilidade nasce com as fraldas, amamentação e banho e cresce para escola, tarefas, faculdade e por aí a fora incluindo desde o primeiro choro a tarefa de educar, instruir, repassar valores e princípios!
Você pode ser feliz sem escrever um livro? Claro! E também pode ser feliz sem ter um filho, porque você não é obrigado a fazer o que a maioria faz e deseja para você. E, por falar em maioria, ela é bem resolvida, feliz, leal, amável e contente? Não né!? Então cuide da sua alma e ignore o que falam! Se a maioria valesse a pena ser ouvida o mundo seria bem melhor.
Viva de forma a sentir seu coração vibrar, ame, gargalhe, sinta paixão pela vida, distribua riso, sorrisos e afeto por onde passar. Não carece fazer algo para que sua vida tenha sentido. Viver e amar são os sentidos da nossa existência. Não carece deixar seu nome numa certidão de nascimento, carece tornar-se eterno pelas boas lembranças deixadas, pelo amor, pela alegria.
O sentido é ser feliz, acordar alegre, deitar em paz, amar e viver sem medo, seguir adiante usando a frustração como professora e os erros como aquilo que não deverá ser repetido.
Seguir adiante confiando em si, se amando e se respeitando com a plena convicção de que não há necessidade de seguir convenções quando seu espírito não se adequa a elas. Ser escravo de convenções sociais é ser mentalmente estuprado, é uma forma de deixar a indústria farmacêutica mais rica e de tornar-se infeliz e medíocre. Crie suas regras, contrarie maioria, mas seja feliz!
Sabe os loucos? Aqueles que fogem dos padrões e, corriqueiramente são criticados? Eu gosto deles, a priori por identificação. Não suporto quem anda "pé por pé", quem mede tudo, quem é sempre comedido, sério e racional! Gosto de quem tem freios, mas os utiliza no momento oportuno e sabe que o bom da vida se conquista com o pé no acelerador.
Gosto de quem sabe o que quer, identifica o que encontra e toma posse, sem mil temores, receios e "poréns", sem seguir a cartilha do padre, do pai, da mãe, dos avós e da sociedade burguesa. Gosto de quem sabe que pior que sentir dor ou frustração é sofrer a ardência emocional de perder oportunidades pelo medo de tentar e por fazer igual a todos mesmo que não se seja a eles idêntico.
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 27 de julho de 2015.

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