Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

domingo, 5 de julho de 2015

Pelos momentos.

Pelos momentos.

É pelos momentos em que o olhar e o toque falam mais do que qualquer palavra, assim como é pelos momentos em que as palavras nos fogem e os sorrisos se abrem que a vida vale a pena!
É pelo riso incontido, pelas ocorrências imprevistas, pelos sentimentos e sensações extasiantes, inusitados e profundos que a vida merece ser vivida. Tem gente que ora agradecendo a Deus, eu já acho que ser feliz e honesto consigo mesmo e sobre o que se pensa ou sente é a melhor forma de emanar energia de gratidão pela vida ao universo! Um homem feliz e em paz tem em si o que de mais divino existe na vida.
Sabe os momentos em que nos falta ar, em que nosso coração bate quase “taquicardicamente”? A dádiva da respiração e de ter um coração constantemente batendo em equilíbrio se justificam nestes momentos. Momentos de alegria, momentos de emoção, de prazer, de êxtase.
Toda a correria do dia a dia, as frustrações passadas, as decepções, os incômodos quase cotidianos se mostram ínfimos diante daqueles momentos em que a gente suspira feliz, em que a gente se recorda de uma conversa, de um toque, de um beijo e de alguém e sorri.
Os nossos equívocos, nossas confusões, nossas decisões atrapalhadas, nossos enganos pretéritos são nada diante de algum acerto que, querendo ou não, acabamos fazendo. Toda escolha equivocada não é nada frente a um acerto, assim como toda dor, física ou emocional, é nada diante do prazer, da alegria, do animo.
Sabe os nossos limites morais, nossos pudores, nossos medos, sobretudo o do abandono ou sofrimento, assim como nossas paranoias e nosso instinto de autoproteção? Eles desaparecem frente a uma situação de segurança, de afinidade, de atração, de inspiração, de desejo, de uma racionalidade, praticamente irracional. Aquela que você faz sem muito pensar, mas depois pensa e conclui: “Nossa, que loucura boa!”.
Aqueles nossos limites morais e nossas “regrinhas” de conduta, um dia, mostram-se frágeis. Algo grande, algo forte e muito bom justifica a nossa dispensa aos paradigmas de atitudes que temos e, sinceramente, são pelos momentos, literalmente, excepcionais que a nossa rotina praticamente sempre “regrada” vale a pena!
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 05 de julho de 2015. 

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