Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A sapiência do “meio termo”.

A sapiência do “meio termo”.

Desconfie toda vez que dois tipos de pessoas se apresentarem a você: as carentes, as que grudam demais, as que mostram desespero, as que insistem em se aparecer e que fazem juras de amor eterno em menos de 15 dias.
Mas, também, desconfie de quem se mostra muito temeroso, arredio e cheio de traumas. Nove em dez vezes o que causou seus traumas pretéritos são seus próprios atos ou ausência deles. As pessoas costumam repetir atitudes e, via de regra, atribuir o demérito ao outro, a vida, ao acaso.
Consequentemente, pessoas com “trauminhas” são perigosas, porque seguidamente desconfiam demais, se resguardam demais a ponto de criar uma potente barreira em face de qualquer sentimento doce e, quiçá, entrega. E, assim, mesmo tendo tudo para viver uma relação legal são sabotadas por seus receios inconscientes. E até conscientes mesmo, vai saber!
A apregoada racionalidade os afasta da nascente de tais bons sentimentos que, os outros perigosos por sua vez, (os carentes em desespero), se afogam desmedida, instantânea e ilogicamente de forma que qualquer bom trato se torna motivo pra “fixarem-se” no outro e tê-los como “objetivo de vida”.
O bom é o meio termo, quem distingue o joio do trigo, quem sabe o que procura, quem reconhece o que encontra, quem se resguarda, mas não teme a entrega, quem vai, mas não foge, quem fica, mas não gruda, quem mesmo de longe faz diferença e que de perto faz transbordar. O bom mesmo é quem quer o mesmo que você e não tem medo do que você também não teme.
Porque o que vale a pena cria apego e apegado permanece. Você não deve obrigar ninguém a permanecer, mas também não pode aceitar "refugos" na vida. Carinho e atenção são duas coisas que você "exige" em silêncio, por saber o seu valor, mas não usa palavras ou atitudes de carência para pedir. Se não recebe, não solicita, se recebe valoriza. E se for, que vá! Mandar a merda no retorno é muito mais divertido! E digno.
Quem sabe bem viver, quem deseja bem amar e bem ser amado, sabe quando se recolher, porque afastamento gera afastamento, frieza gera frieza, carinho gera carinho e carência, por sua vez, gera relações desnecessárias e superficiais. Ah, o meio termo! Sempre sábio.

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 13 de julho de 2015.  

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