Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Meio termo meu caro, onde você está?

Meio termo meu caro, onde você está?

Tem muita gente no mundo, homens e mulheres, procurando o “par perfeito”, aquele romantismo sexista que só faz as pessoas se frustrarem e que, convenhamos, de acordo com nossa criação machista (e mídia inclusive) faz com que as mulheres procurem o cara romântico, doce, grudento, rico, bom de cama e charmoso.
Todavia, faz os homens querem a “gostosona”, a saradona incansável e “hipersexuada” que não cobra atenção, afeto, que não sente, que não se apega e que, praticamente, pode ser substituída por uma mulher inflável, já que, inclusive, nem pensa!
Mas eu não estou nem numa, nem noutra e é aí que a situação fica complexa! Não sou uma mulher que queira ser sexy e sair arrematando “fãs” pelo meu corpo esculpido em academia e maca de cirurgião plástico ou outros atributos que os homens amam, assim como não quero um príncipe montado num cavalo branco ou um cidadão que me acorde dizendo (retardadamente) “bom dia meu bebê, te amo meu bebê”.
Eu sou a tal da mulher racional e até incompreendida. O meio termo já me basta: sei lá, admiração, atenção, atração, manifestação de afeto racional, custa muito? Agora, conheço pessoas que saem jantar, dão um beijo e dizem “eu te amo” no outro dia. Pode isso Arnaldo?!
Não carece ser fogo, mas também não precisa ser gelo, né?! Não precisa jurar amor eterno antes da primeira transa, mas também não precisa dar atenção só quando sente vontade de transar ou coisa assemelhada né?! Nem tanto o céu da ilusão, nem tanto o inferno do materialismo físico puro!
Talvez seja por isso que seja tão difícil de eu me encantar e manter o encanto real por alguém neste mundo. O tal do meio termo é raro, muito raro, raríssimo. Nossa, e pra mim parece tão fácil! É tão fácil saber o que quero, quando quero, é tão fácil compreender as pessoas, ser humana, ser racional, mas ser sensível, ser sexual, mas também ser afetiva!
Acho que a vida da mulher inflável deve ser muito menos complicada. E, mais um pouco acho conveniente um pênis de borracha e uma coletânea de filmes românticos. Assim, ao menos haverão orgasmos com penetração e certa ilusão de que possa existir romance e afeto no mundo. Com uma taça de vinho tudo ficará perfeito! Bem, como dizem por aí: “partiu sex shop e vídeo locadora”!

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 30 de julho de 2015.

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