Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Gordinhos e magricelos X Sarados obcecados.

Gordinhos e magricelos X Sarados obcecados.

Eu não gosto de homens sarados. Sério, não curto mesmo! Outro dia um sujeito saradíssimo e até bem bonito de rosto me abordou nas redes sociais. Acabei excluindo e bloqueando o moço. Eu olho pra tudo aquilo de massa muscular e não consigo simpatizar! Sei lá, desconfio.
Conheci homens sarados e super inteligentes, interessantes e geniais! Mas eles não eram desses sarados ao qual me refiro. Eles tinham massa muscular, malhavam (um até era dono de academia e professor universitário), mas não eram enormes, comiam super bem, tinham mestrado e doutorado e não usavam os músculos como extensão peniana ou da conta bancária. Eram super bem resolvidos e leves de alma!
Acho que eu desconfio dos demasiado sarados, porque conheço um pouco os homens. A autoestima masculina costuma girar (forte) em torno de duas coisas: tamanho do pênis e dinheiro. O sujeito desabastado de falo, normalmente adora ostentar que tem grana, aliás de regra ostenta mais “teres e poderes” financeiros do que, de fato possui.
Agora, quando o cara não tem nem muita grana, nem muito pênis, é provável que ele se dedique a ficar grande, muito, muito, muito grande, enorme eu diria! Coxas saradíssimas, abdômen saradíssimo, bíceps imensos. Ergue peso, muito peso, come peito de frango grelhado com pouco sal e batata doce como se estivesse ingerindo o néctar dos deuses!
Tipo, o sujeito não tem um falo “legal”, não tem toda a grana que a sociedade impõe que os homens tenham, logo o que ele faz? Cuida da aparência, porque está na “moda” ser sarado, gostosão e tal. É o que a mídia “manda”.
Se existem exceções? Pra começar eu nem estou dizendo que isso que refiro é a regra no mundo, mas é a regra que verifiquei pela minha experiência de vida. O que não inclui, obviamente, testes práticos meus unicamente. Sim, queridinho, eu tenho amigas e o papo rola frouxo o que, aliando a certo, apesar de superficial conhecimento de psicologia, elaborei minhas ideias.
Barrigudinhos humorados se garantem noutras formas. Se ao menos não forem bem dotados, provavelmente tem bom gosto para comida, sabem quais são os bons restaurantes e comem sem lhe envergonhar por comerem menos que você (sou expert nesta “vergonha”).
Ah, e os magrinhos? São legais demais também, desde que eles não sejam aqueles que são magros, porque se cuidam. Sabe homem que faz dieta? Nada neste mundo pode ser mais chato do que macho contando calorias. Aqueles que não bebem uma cerveja porque “dá barriga” ou não tomam uísque para não reter líquidos. Éca!
Ah, faço aqui um “parêntese”: entre o ter um falo de bom tamanho e saber usá-lo existe uma abismal diferença! E é por isso que um gordinho ou um desencanado com alimentação e corpo são legais! Eles têm o mesmo apetite com o qual cometem o pecado da gula para cometer o da luxuria, da volúpia, dos prazeres da “carne crua” e na cama. Eles sabem degustar sem ter nojinhos, limites e paranoias!
E o tal do pedalar que está super na moda e tem aqueles sujeitos que pedalam 10 ou mais horas por semana? Bem, se o cara é solteiro eu até entendo. Mas e se for casado? Pra que jovem? Sofá, carne, vinho, filmes, sexo é tão bom!
Cuidar da saúde sim, mas num mundo em que o tempo para ficar em família e fazer o que libera endorfinas, mas não faz suar tanto é curto, por que tanta ausência? “Tempo é questão de prioridade”, ah, sim, mas precisa priorizar tanto assim as coxas e o corpo querido? Não dá pra malhar 1 hora por dia e só?
Que paranoia gente! Eu hein, to “out” disso, eu ainda prefiro namorar o namorado e marido a ter um corpo bom de “pegar”, mas ausente na hora que me interessa. Se eu tivesse um companheiro que pedalasse 3 horas numa noite e me deixasse em casa ele se tornaria “ex”. Não tenho paciência pra isso até porque o que eu gosto mesmo numa relação a dois queima calorias, faz suar um pouco e não se faz em publico.


Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 24 de julho de 2015.

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