Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 7 de abril de 2015

Palavras, amor e curiosidade.

Palavras, amor e curiosidade.

O que há de mais difícil neste mundo são pessoas atentas ao amor. Ou ao que chamam de amor. Por que, será que todo o "amor" que se vê por aí é amor mesmo? Do coração para dentro? Ou é tesão? Ou é atração?
"Eu te amo" é corriqueiramente mais usado do que "você me excita". E corriqueiramente mais frágil, mais falso. Você não engana a excitação do corpo, mas pode mentir "eu te amo" para ter ao seu lado alguém que, unicamente, lhe atrai.
O "eu te amo" vai muito além de palavras, beijos quentes, risadas e fotinhos nas redes sociais. O amor envolve cuidado constante, ternura, preocupação com o bem estar e vontade de fazer o outro "estar" e ficar bem. O resto que me desculpe, mas é entretimento, passa tempo, sexo bom, namoro legal. Nada além.
Ouvir eu te amo é uma delicia, mas sentir-se amado é sensacional! Afinal das contas, algumas coisas quando unicamente ditas não dizem nada. Exemplo disso é o tal do amor.
Sentimento que não faz o ser humano ser o melhor que ele pode ser, não significa nada. É inócuo, não passam de palavras jogadas ao vento. Bonitas, nem sempre convincentes, porque se o que é dito não se coaduna com a forma com que se age, trata-se de engodo, de ilusão. De bobeira, enfim.
O House tem uma frase que diz o seguinte: “Porque palavras não importam. Ações importam. E se suas ações contradizem suas palavras, eu nunca vou acreditar em você.” Então, dizer que ama, que idolatra, que é apaixonado e ser relapso, não prestar atenção no que o outro fala, não ter curiosidade sobre sua vida, sentimentos, passado, anseios, sonhos e desejos, não me convence.
Dizer que ama e não ter curiosidade sobre o que o outro gosta de fazer, sobre o que ele gosta de ler, sobre o que ele gosta de ouvir e sobre suas raízes não é amor. Dizer que ama e não querer saber o máximo sobre o outro é enganação.
Se até quando a gente gosta de um prato gastronômico tentamos ir atrás da história dele, como não fazer o mesmo com um ser humano? Não existe! Não se trata de amor, se trata de mera atração, simpatia ou sei lá o que.

Cláudia de Marchi
Sorriso/MT, 07 de abril de 2015.

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