Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 7 de abril de 2015

Não cutuque!

Não cutuque!

Eu ando orgulhosa da minha nada sutil habilidade de ser grossa com quem age com idiotia para comigo. Tenho respostas rápidas para gente estúpida. "Ah, mas é feio ser grossa!?".
Talvez, mas na minha grossura sou como o judiciário: só ajo quando me motivam, me impulsionam. Logo, tão feia quanto minha aspereza ou franqueza cortante é a idiotice, a falta de noção, de educação e de mansuetude de quem se sai "mal" comigo. Não sou Cristo para perdoar a ignorância e a estupidez alheia.
Ademais, eu também sei ser estúpida, logo, cuidado com a sua ação! Sou balzaca e (finalmente!), aprendi a reagir. Na mesma moeda? Não, com um apimentado toque de crueldade. Não confunda meu bom humor, sorriso, alegria de viver, voz infantil e traseiro grande com tolice! Ou você vira buscar lã e sairá tosquiado.
Sem ousadia e coragem, a vida não tem graça. Viver é superar receios, superar o novo e seus "poréns" naturais, superar o superável e se dar bem com o que se pode tolerar. E intolerar o intolerável! Para bem viver é preciso bem se conhecer! Dai você escolhe os caminhos que lhe fazem realmente bem, com algum frio na barriga, mas sem nausear.
Eu me refaço, eu me reinvento, eu me renovo todos os dias. Claro, eu também espero que os outros sejam como eu, me sinto só em meio a inúmeras pessoas, tenho preguiça de insistir, tristeza por ver como as coisas podem ser complexas, complicadas e assustadoras.
Não ajo (tanto) por impulso mais, mas me questiono se sou uma pessoa que sofre de uma preguiça homérica de sofrer, chorar e se estressar ou se sou alguém de espírito tão livre que não teme andar só, andar louco, andar desejando o prazer, a alegria e a reciprocidade.
Sei lá, acho que eu me preencho mesmo! Gosto de mim, porque, até hoje, só eu não me fiz mal, só eu não me desapontei, só eu não me fiz sentir-me só. Como diria o "poeta": eu não posso viver sem mim. E, com dores ou sem dores, sempre me refarei e sempre serei venenosa com quem me cutucar sem cuidado. Sou eu e eu gosto muito!

Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 07 de abril de 2015.

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