Sobre o verdadeiro pecado!

Sobre o verdadeiro pecado!
"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." Carl Sagan

terça-feira, 31 de março de 2015

Aff!

Aff!

Três letras e um sentimento: “Aff” quando você fala da ausência de princípios da maioria e a exceção que presta se ofende porque é "diferente". Ao invés de dar risada e agradecer aos pais por ser decente a pessoa se sente dodói, se sai mal com você porque acha que se generaliza quando se fala da regra.
Recém meu tio estava falando que mulheres após a separação tentam se vingar do homem no patrimônio, usam os filhos. Será que meu QI é muito alto? Sei lá, eu entendi que ele falava da maioria das mulheres, pelas experiências dele! Na concepção de mundo dele!
Eu não me ofendi, até concordei, afinal, sou advogada há mais de 10 anos e nem ousaria discordar que inúmeras senhoras agem assim, sim! Acaba o tal do “meu bem” e correm atrás dos “meus bens”! Mas nem todo mundo tem essa minha inteligência brilhante!
Só que não! Isso não é atributo de inteligência, é mansuetude de espirito, racionalidade. É compreender que, quando as pessoas falam, elas falam do que elas têm como geral. Ninguém está nem ligando se você é exceção! E se você for? Good for you! O mundo precisa de mais pessoas como você!
Mas daí a ser grosso, a se ofender, a sair com aquele: “Você está falando do que você vivenciou ou conhece.” Ah, para!? Sério que quando eu falo, eu me refiro ao que vivi, vejo e afiro do mundo? Não diga?! Não sabia disso. Obrigada, tudo começa a fazer mais sentido agora para mim!
Arre, filha, com a minha idade se eu for falar de cada regra e sua respectiva exceção eu escrevo um livro maior que a bíblia! Se eu falo de algo é com base no que vi da maioria. Só isso. Estou me lixando se você, seu pai, sua mãe e sua família é exceção.
Fico é feliz por conhecer exceções, mas acho de ultimo nível você se ofender quando as pessoas se referem àqueles que são diferentes de você e são a regra na visão deles. Enfim, bom senso, empatia, educação e inteligência em diálogos: é preciso!
Cláudia de Marchi

Sorriso/MT, 31 de março de 2015.

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